{"id":5091,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/tomada-de-posse-dos-novos-conegos-da-se-de-braga\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"tomada-de-posse-dos-novos-conegos-da-se-de-braga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/tomada-de-posse-dos-novos-conegos-da-se-de-braga\/","title":{"rendered":"Tomada de posse dos novos c\u00f3negos da S\u00e9 de Braga"},"content":{"rendered":"<p>Palavras de D. Jorge Ortiga, na cerim\u00f3nia de investidura <!--more--> Esta cerim\u00f3nia de investidura conduz o meu pensamento \u00e0quilo que exprime a ess\u00eancia da Igreja no dever de a manifestar no meu m\u00fanus episcopal. Vislumbro, sempre, como inten\u00e7\u00e3o e projecto, uma Igreja comunh\u00e3o. Recordo, a prop\u00f3sito, quanto o Papa sublinha na &#8220;Pastores gregis sobre o Bispo, servidor do Evangelho de Jesus Cristo para a esperan\u00e7a do mundo&#8221;. &#8220;A comunh\u00e3o org\u00e2nica eclesial chama em causa a responsabilidade pessoal do Bispo, mas sup\u00f5e tamb\u00e9m a participa\u00e7\u00e3o de todas as categorias de fi\u00e9is, enquanto correspons\u00e1veis do bem da Igreja particular que eles mesmos formam. O que garante a autenticidade da referida comunh\u00e3o org\u00e2nica \u00e9 a ac\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito, que age quer na responsabilidade pessoal do Bispo, quer na participa\u00e7\u00e3o que nela tomam os fi\u00e9is. Com efeito s\u00f3 o Esp\u00edrito, fundamento tanto da igualdade baptismal de todos os fi\u00e9is como da diversidade carism\u00e1tica e ministerial de cada um, pode actuar eficazmente a comunh\u00e3o&#8221;. Nestas palavras ningu\u00e9m vislumbra particular novidade de conte\u00fados. Recolhem uma aceita\u00e7\u00e3o pac\u00edfica em termos de orienta\u00e7\u00e3o de sentido \u00fanico. Pode a fragilidade humana afastar-nos do \u00e2mbito duma concretiza\u00e7\u00e3o imediata e permanente. Creio que ningu\u00e9m ignora ou duvida da minha f\u00e9 nestas formas de participa\u00e7\u00e3o e corresponsabilidade. A unidade que me propus \u00e9 sempre meta de algu\u00e9m que se empenha em acolher e suscitar o consenso e desejo sincero de que tudo acontecer\u00e1 espont\u00e2nea e permanentemente. H\u00e1 momentos de corresponsabilidade pessoal e outros de viv\u00eancia colegial. Todos s\u00e3o estimados e agradecidos. O Santo Padre fala duma &#8220;esp\u00e9cie de circularidade&#8221; entre aquilo que o Bispo tem na responsabilidade pessoal de decidir para o bem da Igreja confiada aos seus cuidados e o contributo que podem oferecer-lhe os \u00f3rg\u00e3os consultivos. Circularidade \u00e9 uma palavra din\u00e2mica que obriga a intervir. Reagir depois dos acontecimentos ou iniciativas pode significar ren\u00fancia ao dever elementar de colabora\u00e7\u00e3o. A Igreja Diocesana ser\u00e1 o que deve ser, se esta circularidade de propostas e correc\u00e7\u00e3o m\u00fatua entrar nos paradigmas da Pastoral ordin\u00e1ria. Esta &#8220;circularidade&#8221; n\u00e3o se restringe aos \u00d3rg\u00e3os Colegiais. Estes podem ser motor para que todo o Povo de Deus &#8211; a come\u00e7ar pelo presbit\u00e9rio &#8211; se comprometa neste exerc\u00edcio de corresponsabilidade. Somos &#8220;comunh\u00e3o org\u00e2nica&#8221;. Sem o contributo de todos, o corpo pede a vitalidade. O caminho est\u00e1 iniciado. Ainda teremos de testemunhar maior espontaneidade &#8211; da parte de todos &#8211; nas propostas de solu\u00e7\u00e3o para os desafios. A &#8220;hierarquia&#8221; tem o seu lugar; s\u00f3 a comunh\u00e3o define a Igreja. Esta renova\u00e7\u00e3o da Institui\u00e7\u00e3o capitular, como Col\u00e9gio de Consultores, significa, para mim, confian\u00e7a na mesma e, concretamente, naqueles que hoje come\u00e7am a integr\u00e1-la. Confiar \u00e9 sin\u00f3nimo de esperan\u00e7a para a Diocese que se edificar\u00e1 a este ritmo comunit\u00e1rio. Os tons monoc\u00f3rdicos pertencem ao passado. Confian\u00e7a pessoal, esperan\u00e7a diocesana e gratid\u00e3o pelo trabalho realizado ou a realizar. Os pergaminhos da hist\u00f3ria capitular continuar\u00e3o a resplandecer na tarefa duma igreja que se quer coral para se credibilizar perante as exig\u00eancias hodiernas. Um bem-haja a todos e cada um e que o Esp\u00edrito conjugue as nossas vontades para enfrentarmos o futuro com o optimismo da f\u00e9. Braga, 16.03.2004 D. Jorge Ortiga    <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Palavras de D. 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