{"id":50837,"date":"2011-04-12T10:49:15","date_gmt":"2011-04-12T10:49:15","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/04\/12\/e-preciso-conhecer-o-mundo-dos-jovens\/"},"modified":"2011-04-12T10:49:15","modified_gmt":"2011-04-12T10:49:15","slug":"e-preciso-conhecer-o-mundo-dos-jovens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/e-preciso-conhecer-o-mundo-dos-jovens\/","title":{"rendered":"\u00c9 preciso conhecer o mundo dos jovens"},"content":{"rendered":"<p>Em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA, o padre Vasco Pinto de Magalh\u00e3es, jesu\u00edta, afirma que as novas gera\u00e7\u00f5es \u00abvivem num mundo muito sensitivo, com dificuldade para pensar, pois n\u00e3o s\u00e3o educados para isso\u00bb <!--more--> <\/p>\n<p>O padre Vasco Pinto de Magalh&atilde;es nasceu em Lisboa, em 1941. Entrou na Companhia de Jesus em 1965. &Eacute; licenciado em Filosofia pela Universidade Cat&oacute;lica e em Teologia pela Universidade Gregoriana (Roma), Tem-se dedicado sobretudo &agrave; Pastoral Universit&aacute;ria, em Coimbra e no Porto, e ao acompanhamento espiritual. &Eacute; autor, entre outros, de &laquo;Voca&ccedil;&atilde;o e Voca&ccedil;&otilde;es Pessoais&raquo;, &laquo;O Olhar e o Ver&raquo;, e &laquo;Nem Quero Crer&raquo;.<\/p>\n<p>Em entrevista &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, afirma que as novas gera&ccedil;&otilde;es &ldquo;vivem num mundo muito sensitivo, com dificuldade para pensar, pois n&atilde;o s&atilde;o educados para isso&rdquo;.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><em>Ag&ecirc;ncia ECCLESIA (AE) &#8211; Como se pode explicar a f&eacute; aos jovens?<\/em><\/p>\n<p><em>Vasco Pinto de Magalh&atilde;es&nbsp; (VPM) &#8211;<\/em> Primeiro h&aacute; que entrar no mundo deles e compreend&ecirc;-lo. H&aacute; uma experi&ecirc;ncia de encarna&ccedil;&atilde;o, fazer o que Jesus Cristo fez. Quem deseja transmitir a sua experi&ecirc;ncia tem que entrar no mundo do outro, com cuidado e respeito. &Eacute; preciso conhecer o que &eacute; o mundo de hoje dos jovens. O que tamb&eacute;m pede prud&ecirc;ncia para n&atilde;o se generalizar. Se o mundo dos jovens nunca foi homog&eacute;neo, hoje muito menos. H&aacute; idades e idades, estilos de forma&ccedil;&atilde;o, cultura&#8230; Por isso &eacute;-me dif&iacute;cil falar de jovens, generalizando.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &#8211; Como se faz a transmiss&atilde;o de f&eacute; numa perspetiva mais pessoal?<\/em><\/p>\n<p><em>VPM&nbsp; &#8211;<\/em> &Eacute; necess&aacute;rio entender a linguagem dos jovens, o seu quadro mental e as suas experi&ecirc;ncias emocionais para perceber como entro em contacto profundo com eles. Mas isto aplica-se para transmitir a f&eacute; ou qualquer outra realidade, pois n&atilde;o se trata de comunicar teorias mas uma experi&ecirc;ncia que passa muito pelo testemunho. Os mais novos s&atilde;o muito sens&iacute;veis ao testemunho e menos &agrave;s teorias. H&aacute; que perceber que eles vivem hoje num mundo muito sensitivo, com dificuldade para pensar, pois n&atilde;o s&atilde;o educados para isso. Os jovens s&atilde;o educados para receber impactos e vibrar com eles. Preferem linguagens diretas e sem rodeios, sem termos complicados e clericais, que a Igreja por vezes, usa &ndash; latins que servem pouco mas que d&atilde;o seguran&ccedil;a a quem est&aacute; a transmitir. O problema est&aacute; no transmissor e n&atilde;o no recetor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &#8211; Como se mostra a profundidade a um jovem que n&atilde;o est&aacute; habituado a pensar?<\/em><\/p>\n<p><em>VPM&nbsp; &#8211;<\/em>Indo ao encontro, com testemunho, das coisas a que ele d&aacute; import&acirc;ncia. Porque os jovens est&atilde;o hoje muito sensibilizados para o que &eacute; construtivo. Se h&aacute; dificuldades com a f&eacute; te&oacute;rica, ao mesmo tempo h&aacute; muitos jovens dispon&iacute;veis para o voluntariado, para compromissos, n&atilde;o a longo prazo, mas a compromissos sens&iacute;veis, a ir ao encontro das pessoas. Aceitam muito bem as experi&ecirc;ncias de proximidade uns com os outros. H&aacute; muitos jovens dispon&iacute;veis para ir para &Aacute;frica um ano, o que n&atilde;o se enquadra numa atitude religiosa, mas &eacute; algo que os toca. T&ecirc;m necessidade de sair de si.<\/p>\n<p>H&aacute; tamb&eacute;m um mundo de jovens, criados por esta cultura individualista e libert&aacute;ria, juntamente com essa coisa disparatada que se chama &laquo;Novas Oportunidades&raquo;, que criou um mundo de gente sem exig&ecirc;ncias, que se quer divertir, que tem atitudes arrogantes face &agrave; hist&oacute;ria mas que n&atilde;o surgiu deles. Impingiram-lhes a ideia de que bastava mexer num computador e ter apetrechos t&eacute;cnicos para poder ter direitos e n&atilde;o deveres, para ser arrogante a falar com as pessoas. Esta &eacute; a faixa perigosa dos jovens &ndash; sentem-se equiparados aos outros pela maneira de vestir e pelos s&iacute;tios que frequentam. Parecem o todo mas n&atilde;o s&atilde;o. Falamos de uma faixa entre os 18 e os 25 anos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &#8211; Mas pode cair-se no eterno questionamento n&atilde;o no compromisso?<\/em><\/p>\n<p><em>VPM&nbsp; &#8211;<\/em>Acho que os jovens est&atilde;o hoje abertos ao compromisso, mas falta quem lhes responda &agrave;s quest&otilde;es, que s&oacute; surgem depois. Antigamente o processo era ao contr&aacute;rio, hoje vem primeiro o compromisso e s&oacute; depois surgem as quest&otilde;es, quando t&ecirc;m alguma dist&acirc;ncia face &agrave; pr&oacute;pria realidade.<\/p>\n<p>Os jovens de hoje vivem muito inseguros. Fazem cursos mas n&atilde;o t&ecirc;m futuro. Os compromissos sofrem oscila&ccedil;&otilde;es. Sobretudo em Portugal. Os jovens que t&ecirc;m mais sensibilidade sonham cedo emigrar, sentem necessidade de procurar coisas noutros lugares. A verdade &eacute; que se lhes tirou o horizonte. A escola onde eles mais cedo andaram &ndash; a escola da televis&atilde;o, da Internet, da rua &ndash;n&atilde;o ensina a pensar e a exigir; ensina a ter direitos e ensina a satisfazer-se de forma subjetiva, sem valores. S&oacute; mais tarde &eacute; que vem a preocupa&ccedil;&atilde;o com objetivos e valores.<\/p>\n<p>Os pais n&atilde;o t&ecirc;m tempo para transmitir valores, os professores foram proibidos de ensinar, n&atilde;o podem reprovar, n&atilde;o podem fazer nada. Entregamos o sistema de transmiss&atilde;o do saber e dos valores. O que &eacute; que temos? T&eacute;cnicos acelerados, pessoas com capacidade de se movimentar, com aparentes conhecimentos, mas bastante vazios.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &#8211; E como se quebra esta l&oacute;gica?<\/em><\/p>\n<p><em>VPM&nbsp; &#8211;<\/em>Tendo mais consci&ecirc;ncia da realidade. H&aacute; um paradigma errado de sociedade, que d&aacute; a ideia de ser livre e social, mas nem &eacute; social, porque &eacute; individualista, nem livre, porque &eacute; dependente dos imediatismos. Por outro lado, &eacute; preciso corrigir esta onda do mundo ocidental. Curiosamente, fora do Ocidente come&ccedil;am a surgir levantamentos de jovens que querem algo mais. O Ocidente acusa uma &eacute;poca de desgaste, que acredito vai ser ultrapassada porque muitos reconhecem que n&atilde;o v&atilde;o a lado nenhum pois o paizinho n&atilde;o lhes vai resolver o problema.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &#8211; <\/em><em>A Igreja &ndash; n&atilde;o a hierarquia, mas todos os crist&atilde;os &ndash; deu conta deste tempo de oportunidade para a transmiss&atilde;o da f&eacute;?<\/em><\/p>\n<p><em>VPM&nbsp; &#8211; <\/em>Vejo muitos casos em que isso j&aacute; acontece. H&aacute; muitos movimentos de Igreja, ligados a gente nova, fortes e bem conseguidos. N&atilde;o para coisas a longo prazo ou com grande intelectualidade. Se vem o Papa juntamos uns milhares; e certamente em Madrid (na Jornada Mundial da Juventude, em agosto de 2011, ndr) v&atilde;o estar centenas de milhares. Eles mobilizam-se para estas coisas. Mas s&atilde;o experi&ecirc;ncias pontuais, com quebras. Com gente nova a continuidade e a perseveran&ccedil;a sempre foram assim. A Igreja est&aacute; consciente disto. Mas outra coisa &eacute; se tem e se est&aacute; a formar agentes de pastoral capazes de proximidade e &ldquo;endurance&rdquo; (resist&ecirc;ncia, ndr) para n&atilde;o desistir &agrave; primeira ou de se contentar porque levaram muitos jovens a Madrid.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &#8211; <\/em><em>Os jovens juntam-se em torno do Papa, mas ser&atilde;o bal&otilde;es de oxig&eacute;nio, que deixam pouco para o futuro? Constr&oacute;i-se uma f&eacute; sensorial e n&atilde;o sustentada?<\/em><\/p>\n<p><em>VPM&nbsp; &#8211; <\/em>H&aacute; esse perigo, mas h&aacute; muita gente acautelada. Recordo outras Jornadas Mundiais da Juventude, onde participaram grupos organizados. H&aacute; que saber aproveitar o balan&ccedil;o e n&atilde;o ficar contente apenas por um &ldquo;hapenning&rdquo; (acontecimento, ndr). Conhe&ccedil;o compromissos vocacionais profundos que come&ccedil;aram com esses encontros, que s&atilde;o despertadores. Mas n&atilde;o nos contentemos com despertadores, &eacute; preciso levantar da cama.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &#8211; S&atilde;o necess&aacute;rias tamb&eacute;m linguagens e instrumentos para chegar aos jovens? <\/em><\/p>\n<p><em>VPM&nbsp; &#8211; <\/em>Esta &eacute; a linguagem do testemunho e da proximidade. Mas os jovens precisam de sentir que h&aacute; pessoas cred&iacute;veis na sua vida e na sua alegria, que os acompanham e est&atilde;o dispon&iacute;veis. Os padres, por exemplo, n&atilde;o t&ecirc;m tempo para os jovens e n&atilde;o d&atilde;o testemunho de uma alegria saud&aacute;vel e uma proximidade, pois hoje a proximidade exige tempo. N&atilde;o basta dizer, &laquo;vem c&aacute; que eu ensino-te&raquo;. &Eacute; preciso estar ali e esperar o momento que desperte vontade de aprofundar. Num tempo em que ningu&eacute;m tem tempo para nada, muito menos os padres, fazem-se fogachos na par&oacute;quia e n&atilde;o se apanha a bola. &Eacute; preciso paci&ecirc;ncia, tempo, dar oportunidade para que a semente germine, e isso nem sempre acontece. &Eacute; preciso saber ir tamb&eacute;m ao encontro das perguntas. N&atilde;o fugir delas. Tem de se perceber e dar resposta direta ao que inquieta, descodificando a linguagem. Uma primeira pergunta que aparece pode n&atilde;o ser a que se quer colocar. &Eacute; preciso perceber o que est&aacute; de facto a incomodar ou a atrair. N&atilde;o se atrai respondendo como se estiv&eacute;ssemos a resolver um problema te&oacute;rico. N&atilde;o h&aacute; problemas te&oacute;ricos mas problemas de cora&ccedil;&atilde;o. Pode ser uma m&aacute;goa, um falhan&ccedil;o, uma vit&oacute;ria&hellip;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &#8211; A B&iacute;blia precisa ser traduzida no contexto dos jovens?<\/em><\/p>\n<p><em>VPM&nbsp; &#8211;<\/em>Os jovens s&atilde;o sens&iacute;veis quando os ajudamos a atualizar a B&iacute;blia. Quando se apresenta como um livro que fala de coisas do passado, n&atilde;o t&ecirc;m curiosidade intelectual por isso. Quando o texto &eacute; traduzido, aplicado e percebem que &eacute; Cristo que fala hoje aos dias de hoje, que &eacute; um texto atual, sentem-se interpelados. Isso s&atilde;o virtudes dos jovens de hoje, que vivem muito no presente, com pouco futuro e pouco passado.<\/p>\n<p><em>LS<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA, o padre Vasco Pinto de Magalh\u00e3es, jesu\u00edta, afirma que as novas gera\u00e7\u00f5es \u00abvivem num mundo muito sensitivo, com dificuldade para pensar, pois n\u00e3o s\u00e3o educados para isso\u00bb<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[174,187,240,329],"class_list":["post-50837","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas","tag-diocese-de-coimbra","tag-diocese-do-porto","tag-jornadas-mundiais-da-juventude","tag-voluntariado"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50837","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50837"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50837\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50837"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50837"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50837"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}