{"id":50817,"date":"2011-04-11T10:46:21","date_gmt":"2011-04-11T10:46:21","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/04\/11\/homilia-do-arcebispo-de-braga-na-ordenacao-episcopal-de-d-pio-alves\/"},"modified":"2011-04-11T10:46:21","modified_gmt":"2011-04-11T10:46:21","slug":"homilia-do-arcebispo-de-braga-na-ordenacao-episcopal-de-d-pio-alves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-arcebispo-de-braga-na-ordenacao-episcopal-de-d-pio-alves\/","title":{"rendered":"Homilia do arcebispo de Braga na ordena\u00e7\u00e3o episcopal de D. Pio Alves"},"content":{"rendered":"<p>A Ordena&ccedil;&atilde;o Episcopal de D. Pio Alves de Sousa &eacute; para a Igreja um dom de Deus. Um dom recebido e oferecido livremente em prol do testemunho do mist&eacute;rio pascal de Cristo. &Eacute; em mem&oacute;ria de Cristo, Verbo gerado por Deus no seio da humanidade, que celebramos fraternalmente este acontecimento altamente significativo para toda a Igreja.<\/p>\n<p>Em tempo quaresmal a caminho para P&aacute;scoa, o Evangelho narra com-paix&atilde;o a ressurrei&ccedil;&atilde;o do amigo de Jesus, L&aacute;zaro, irm&atilde;o de Maria e de Marta. Uma hist&oacute;ria real, familiar e de amigos &iacute;ntimos, onde se joga o di&aacute;logo entre a f&eacute;, o sentimento e a raz&atilde;o. Um col&oacute;quio transparente acerca da realidade &uacute;ltima da nossa exist&ecirc;ncia em Cristo, de certeza e de d&uacute;vida: &laquo;Eu sou a ressurrei&ccedil;&atilde;o e a vida&#8230; Cr&ecirc;s tu isto?&raquo; (Jo 11, 25-26).<\/p>\n<p>Neste encontro &iacute;ntimo e pessoal, diante da morte humana, Cristo n&atilde;o nos deixa sem resposta. Apresenta a luz da f&eacute; como o campo f&eacute;rtil para a realiza&ccedil;&atilde;o da promessa e da esperan&ccedil;a para al&eacute;m da morte biol&oacute;gica. Diante da verdade &ldquo;Eu sou a Ressurrei&ccedil;&atilde;o e a Vida&rdquo; cabe-nos responder: &laquo;Sim, Senhor, creio que Tu &eacute;s o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo&raquo;. Assim respondeu Marta.<\/p>\n<p>Esta experi&ecirc;ncia de f&eacute; tocante e aud&iacute;vel ao nosso cora&ccedil;&atilde;o comove-nos. Porqu&ecirc;? Esta narrativa &eacute; humana, demasiadamente humana! Quem de n&oacute;s n&atilde;o experimentou j&aacute; a dor da perda de um amigo ou familiar? Este acontecimento humano mas tamb&eacute;m divino seria inintelig&iacute;vel sem o dom da f&eacute;, sem a esperan&ccedil;a que vem de Deus, sem o exerc&iacute;cio da amizade &iacute;ntima. Jesus ao ver Maria a chorar a morte de seu irm&atilde;o, &laquo;comoveu-Se profundamente e perturbou-Se&raquo; Segundo o texto: &laquo;Jesus chorou. Diziam ent&atilde;o os judeus: &ldquo;Vede como era seu amigo&rdquo;&raquo;. Jesus n&atilde;o tem vergonha de exprimir os sentimentos. Num extremo ato de liberdade e de confian&ccedil;a em Deus, coloca a vida de L&aacute;zaro nas m&atilde;os do Pai. E &ldquo;ao verem o que Jesus fizera, acreditaram n&rsquo;Ele&rdquo;. &Eacute; o momento sublime da experi&ecirc;ncia do transcendente. &Eacute; este o lugar da ora&ccedil;&atilde;o. Acredita-se e basta!<\/p>\n<p>A intensidade do amor de Jesus pelo seu amigo faz com que o Pai abra o t&uacute;mulo da morte &agrave; vida abundante. Nisto se cumpre a profecia de Ezequiel: &ldquo;Infundirei em v&oacute;s o meu esp&iacute;rito e revivereis&rdquo; e esperan&ccedil;a de Paulo: &ldquo;O esp&iacute;rito permanece vivo por causa da justi&ccedil;a&rdquo;. O Esp&iacute;rito de Deus, que habita no cora&ccedil;&atilde;o do homem, infunde a luz intensa da ressurrei&ccedil;&atilde;o e &ldquo;d&aacute; vida aos nossos corpos mortais&rdquo;. Deus, fonte da vida, n&atilde;o deixa que o Homem, seduzido pela mentira e pela desconfian&ccedil;a, permane&ccedil;a no t&uacute;mulo da morte e com as ligaduras que actam eternamente o corpo e o esp&iacute;rito &agrave; escravid&atilde;o do mal t&atilde;o presente na vontade humana.<\/p>\n<p>&Eacute; diante da espectaculariza&ccedil;&atilde;o do humano e da viol&ecirc;ncia gratuita que a Igreja torna aud&iacute;vel a emerg&ecirc;ncia da esperan&ccedil;a e da f&eacute;. Como afirmava Chesterton &ldquo;um homem que n&atilde;o acredita em Deus acredita em qualquer coisa&rdquo;. Para que a f&eacute; crist&atilde; possa florescer e dar testemunho de tudo o que em acreditamos, vemos e ouvimos de Jesus Cristo, precisamos da verdade e da caridade, t&atilde;o harmoniosamente sintetizadas no lema que D. Pio Alves escolheu para o seu minist&eacute;rio episcopal: &ldquo;Caridade na Verdade&rdquo;.<\/p>\n<p>A plausibilidade e credibilidade da f&eacute; crist&atilde; joga-se na procura da fonte desta Verdade que d&aacute; sentido &agrave; exist&ecirc;ncia humana. Crer na ressurrei&ccedil;&atilde;o &eacute; acreditar na vida de Deus, na sua bondade e no seu amor. &Eacute; no reconhecimento do humano ferido, das nossas e das feridas dos outros, que seremos curados e salvos. Bento XVI na sua Enc&iacute;clica Caritas in Veritate di-lo claramente: &ldquo;Sem Deus, o homem n&atilde;o sabe para onde ir e n&atilde;o consegue compreender sequer quem seja [&hellip;] Por isso, a maior for&ccedil;a ao servi&ccedil;o do desenvolvimento &eacute; um humanismo crist&atilde;o que reavive a caridade e que se deixa guiar pela verdade, acolhendo uma e outra como dom permanente de Deus. A disponibilidade para Deus abre a disponibilidade para os irm&atilde;os e para uma vida entendida como miss&atilde;o solid&aacute;ria e jubilosa.&rdquo; (n&ordm; 78).<\/p>\n<p>A ressurrei&ccedil;&atilde;o de L&aacute;zaro &eacute; antecedida por esta disponibilidade absoluta de Jesus para os seus irm&atilde;os e amigos. Ele cura as suas feridas! Se assentirmos &agrave;s palavras de S. Paulo &ldquo;o esp&iacute;rito permanece vivo por causa da justi&ccedil;a&rdquo;, compreenderemos que a &ldquo;miss&atilde;o solid&aacute;ria e jubilosa da humanidade&rdquo; permanece &oacute;rf&atilde; por causa da desconfian&ccedil;a e da mentira que assola os centros de decis&atilde;o da vida p&uacute;blica das sociedades contempor&acirc;neas.<\/p>\n<p>Santa Catarina de Sena chama a isto a &ldquo;nuvem do egocentrismo ou do amor ego&iacute;sta por n&oacute;s pr&oacute;prios que nos cega ao ponto de n&atilde;o podermos discernir e conhecer a verdade&rdquo;, gerando decis&otilde;es com base no que agrada ou desagrada, beneficia ou promove o bem-estar exclusivo de quem det&eacute;m o poder ou de quem deles se aproxima. Sem verdade nem moral nas atitudes degrada-se a vida p&uacute;blica mediante a institui&ccedil;&atilde;o de redes e grupos de influ&ecirc;ncia que se servem dos bens p&uacute;blicos com o fim de enriquecimento pessoal.<\/p>\n<p>Exige-se e reclama-se que se &ldquo;fale verdade&rdquo; mas s&atilde;o poucos os que o fazem pessoal ou institucionalmente, e que humildemente se colocam na disposi&ccedil;&atilde;o de reconhecer as faltas e os erros pessoais e coletivos. Diante desta hist&eacute;rica e est&eacute;ril procura de verdade o que ter&aacute; a Igreja para dar ao mundo? Inundados pelo ceticismo existencial e sem promessa de futuro, estatizados por um mal-estar pol&iacute;tico, econ&oacute;mico-financeiro, n&oacute;s crist&atilde;os acreditamos que podemos chegar &agrave; verdade pelo pensamento, pela experi&ecirc;ncia da f&eacute;, pelo amor e pela esperan&ccedil;a, como exerc&iacute;cio aut&ecirc;ntico da amizade com Deus e da caridade para com os irm&atilde;os. Como crist&atilde;os, segundo uma feliz express&atilde;o do padre Congar, &ldquo;amamos a verdade como amamos uma pessoa&rdquo;.<\/p>\n<p>Falta-nos uma consci&ecirc;ncia moral coletiva capaz de gerar confian&ccedil;a e entrega gratuita &agrave;s causas humanas para projetarmos com serenidade o futuro. Urge uma mudan&ccedil;a de paradigma social que todos reconhecem como &oacute;bvia e necess&aacute;ria; urge uma nova cultura c&iacute;vica e educativa das novas gera&ccedil;&otilde;es a partir da Verdade e da Fraternidade; imp&otilde;e-se a participa&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica de todos os cidad&atilde;os na den&uacute;ncia do mal e no an&uacute;ncio de propostas novas e dignas para a vida humana. O &ldquo;esp&iacute;rito&rdquo; de uma na&ccedil;&atilde;o, de pessoas crentes e n&atilde;o crentes, s&oacute; permanecer&aacute; &ldquo;vivo&rdquo; na medida em que se fizer da justi&ccedil;a a a&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica da verdade no amor e do amor na verdade. Enquanto as v&iacute;timas da hist&oacute;ria, da mentira e da maldade humanas n&atilde;o forem justificadas, permanecer&aacute; a impunidade e o descr&eacute;dito de toda sociedade e das estruturas p&uacute;blicas respons&aacute;veis pela sadia conviv&ecirc;ncia entre todos os cidad&atilde;os.<\/p>\n<p>&Eacute; neste cen&aacute;rio quase tr&aacute;gico para a sociedade contempor&acirc;nea que a Igreja tem a miss&atilde;o intemporal de proclamar sem medo e sem morda&ccedil;as a &ldquo;verdade na caridade&rdquo; e testemunhar pessoalmente o valor da caridade que revela a verdade &uacute;nica de Deus. Esta &eacute; a miss&atilde;o de todo o Episcopado: &ldquo;Vig&aacute;rio do &ldquo;grande Pastor das Ovelhas&rdquo; (Heb 13, 20), o Bispo deve manifestar com a sua vida e com o seu minist&eacute;rio episcopal a paternidade de Deus, a bondade, a solicitude, a miseric&oacute;rdia, a do&ccedil;ura e a autoridade de Cristo, o qual veio para dar a vida e para fazer de todos os homens uma s&oacute; fam&iacute;lia, reconciliada no amor do Pai, e a perene vitalidade do Esp&iacute;rito Santo que anima a Igreja e a apoia na sua debilidade humana&rdquo; (Diret&oacute;rio Pastoral dos Bispos, n&ordm; 6). Manifestar a paternidade de Deus, fazendo de todos os homens uma &uacute;nica fam&iacute;lia, com a autoridade com que Cristo deu a vida pelos seus, garante assim a perene vitalidade do Esp&iacute;rito Santo, que &eacute; for&ccedil;a libertadora das trevas que impedem a aurora de uma nova humanidade.<\/p>\n<p>A nossa f&eacute; n&atilde;o &eacute; crer apenas que a exist&ecirc;ncia humana tem um significado particular, mas que tem um sentido &uacute;ltimo que transcende todas as nossas palavras e atitudes. Encontrar-se com Deus, a Verdade que sacia, &eacute; beber da luz ressuscitadora que n&atilde;o se apaga. L&aacute;zaro estava morto. O amor de Cristo, que n&atilde;o era mero sentimento, fez com que recontratasse a vida. Ajudar a encontrar sinais de esperan&ccedil;a na vida &eacute; o desafio que se coloca neste tempo &agrave; Igreja e aos crist&atilde;os. Conscientes de que n&atilde;o resolveremos os problemas do mundo, podemos com o nosso testemunho crente alimentar a esperan&ccedil;a de um tempo novo e abra&ccedil;armos amorosamente a vida de tantos e tantas pessoas &agrave; espera de uma presen&ccedil;a libertadora.<\/p>\n<p>Na esperan&ccedil;a de que, em tempos de perturba&ccedil;&atilde;o social, haja um compromisso alargado para que a verdade seja amada e testemunhada, e a caridade assumida permanentemente por todos, termino com as s&aacute;bias palavras de Bento XVI: &ldquo;Sem verdade, sem confian&ccedil;a e amor pelo verdadeiro, n&atilde;o h&aacute; consist&ecirc;ncia e responsabilidade social, e a atividade social acaba &agrave; merc&ecirc; de interesses privados e l&oacute;gicas de poder com efeitos desagregadores na sociedade&rdquo; (C.I.V. 5).<\/p>\n<p>&Eacute; esta fonte de esperan&ccedil;a que d&aacute; sentido &agrave; exist&ecirc;ncia da Igreja e ao minist&eacute;rio de cada um dos seus batizados, nomeadamente dos Bispos, na busca das raz&otilde;es da nossa exist&ecirc;ncia &agrave; luz do mist&eacute;rio pascal de Jesus Cristo. Caminhemos para a P&aacute;scoa comungando o p&atilde;o que alimenta as nossas for&ccedil;as e nos faz participar das del&iacute;cias do banquete da nova P&aacute;scoa.<\/p>\n<p>Braga, 10 de abril de 2011<\/p>\n<p align=\"right\"><em>D. Jorge Ortiga, arcebispo primaz de Braga<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Ordena&ccedil;&atilde;o Episcopal de D. Pio Alves de Sousa &eacute; para a Igreja um dom de Deus. 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