{"id":50813,"date":"2011-04-10T18:01:00","date_gmt":"2011-04-10T18:01:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/04\/10\/agradecimento-de-d-pio-alves-bispo-auxiliar-do-porto-no-final-da-cerimonia-de-ordenacao-episcopal\/"},"modified":"2011-04-10T18:01:00","modified_gmt":"2011-04-10T18:01:00","slug":"agradecimento-de-d-pio-alves-bispo-auxiliar-do-porto-no-final-da-cerimonia-de-ordenacao-episcopal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/agradecimento-de-d-pio-alves-bispo-auxiliar-do-porto-no-final-da-cerimonia-de-ordenacao-episcopal\/","title":{"rendered":"Agradecimento de D. Pio Alves, bispo auxiliar do Porto, no final da cerim\u00f3nia de ordena\u00e7\u00e3o episcopal"},"content":{"rendered":"<p>Esta celebra&ccedil;&atilde;o j&aacute; vai muito longa. N&atilde;o gostaria de iniciar o meu minist&eacute;rio episcopal contradizendo o que sempre procurei respeitar: n&atilde;o abusar do tempo e paci&ecirc;ncia de quem me escuta. Com efeito, o dito para l&aacute; do tempo previsto apenas serve para fazer esquecer o que foi dito dentro do tempo. Gostaria que n&atilde;o esquecessem esta celebra&ccedil;&atilde;o, porque necessito que continuem a rezar por mim!<\/p>\n<p>Pe&ccedil;o-lhes, por isso, o privil&eacute;gio da exce&ccedil;&atilde;o de umas palavras breves fora do tempo. Reconhecer&atilde;o que devo, pelo menos, agradecer. E vou faz&ecirc;-lo tomando como refer&ecirc;ncia as grandes etapas da minha vida.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Agrade&ccedil;o &agrave; minha fam&iacute;lia. Sou o filho mais novo de uma fam&iacute;lia de 12 irm&atilde;os. Tive muito de quem aprender: aprendi dos meus pais a f&eacute; profunda e simples, feita generosa e discreta humanidade no dia a dia corrente; aprendi dos meus irm&atilde;os a trabalhar com sacrif&iacute;cio; aprendi dos meus tr&ecirc;s irm&atilde;os sacerdotes a boa conviv&ecirc;ncia m&uacute;tua no respeito pelas leg&iacute;timas diferen&ccedil;as.<\/p>\n<p>Agrade&ccedil;o aos semin&aacute;rios arquidiocesanos de Braga. A&iacute; cresci na f&eacute; e na descoberta progressiva da voca&ccedil;&atilde;o sacerdotal. A amizade entre colegas, que a&iacute; nasceu e que cresceu at&eacute; hoje, foi e &eacute; um esteio imprescind&iacute;vel na consist&ecirc;ncia interior.<\/p>\n<p>Agrade&ccedil;o &agrave; Par&oacute;quia de Creixomil (Guimar&atilde;es), onde trabalhei como coadjutor nos primeiros dez meses da minha vida de sacerdote. A vida crist&atilde;, s&atilde; e intensa, dessa comunidade ajudaram-me a ver que os anos de prepara&ccedil;&atilde;o tinham valido a pena.<\/p>\n<p>Agrade&ccedil;o &agrave;s comunidades paroquiais onde &ndash; noutros contextos &ndash; exerci o minist&eacute;rio sacerdotal: S. Pedro de Maximinos (Braga), Santa Maria dos Anjos (Ponte de Lima), Nossa Senhora das Dores (Lisboa) e a S&eacute; de Braga.<\/p>\n<p>Agrade&ccedil;o &agrave; Universidade de Navarra onde passei 13 decisivos anos da minha vida, como aluno, capel&atilde;o e professor. A&iacute; iniciei a minha forma&ccedil;&atilde;o superior no mundo da Teologia e constru&iacute; amizades que perduram (alguns desses amigos est&atilde;o aqui hoje). A&iacute; cimentei a minha rela&ccedil;&atilde;o com o Opus Dei que me recorda, entre muitos outros ensinamentos, que Deus est&aacute; interessado e presente no trabalho profissional, seja ele qual for; especialmente no trabalho sacerdotal, integrado no presbit&eacute;rio diocesano em afetiva e efetiva uni&atilde;o com o bispo.<\/p>\n<p>Agrade&ccedil;o &agrave; Arquidiocese de Braga, na pessoa dos Arcebispos com quem tive oportunidade de trabalhar, especialmente os Senhores D. Eurico Dias Nogueira e D. Jorge Ortiga. As tarefas que me confiaram ao longo destes anos foram uma prova de confian&ccedil;a que me ajudou a viver muitas e variadas responsabilidades na Igreja.<\/p>\n<p>Agrade&ccedil;o &agrave; Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa onde, em acumula&ccedil;&atilde;o com outras fun&ccedil;&otilde;es, trabalhei durante os &uacute;ltimos 24 anos. Aqui, como nos &uacute;ltimos anos na Presid&ecirc;ncia do Cabido da S&eacute; de Braga, experimentei, com particular clareza, como &eacute; importante o di&aacute;logo com o mundo da cultura. Muito mais que os discursos solenes, abrem caminhos a disponibilidade para aprender; a busca da beleza, sem ostenta&ccedil;&atilde;o; a for&ccedil;a dos gestos. Aprendi tamb&eacute;m como &eacute; importante o trabalho de todos. Os &ecirc;xitos t&ecirc;m um rosto e uma assinatura, mas o seu suporte &eacute;, por igual, m&eacute;rito de todos os intervenientes, muitos dos quais nunca ser&atilde;o conhecidos do grande p&uacute;blico. Muito obrigado a todos os dedicados colaboradores, mais ou menos an&oacute;nimos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>E aqui estava, na Universidade e na S&eacute; de Braga, no meio de interessantes projetos, quando, no princ&iacute;pio de fevereiro, fui surpreendido por um telefonema da Nunciatura Apost&oacute;lica para uma conversa com o N&uacute;ncio de Sua Santidade. Habituado a rumores, n&atilde;o gastei muitas energias a imaginar de que poderia tratar-se: logo se veria. Foram duas conversas: serenas, am&aacute;veis, estimulantes. O centro era, efetivamente, a comunica&ccedil;&atilde;o de que Sua Santidade Bento XVI esperava o meu sim para ser Bispo Auxiliar do Porto. Entre uma e outra conversa, tive uns dias para pensar. Recordei ent&atilde;o um epis&oacute;dio da literatura martirial do s&eacute;culo II, para o qual costumo chamar a aten&ccedil;&atilde;o dos meus alunos. O anci&atilde;o bispo Policarpo de Esmirna, instado, num contexto de persegui&ccedil;&atilde;o e perspetiva de mart&iacute;rio, a renegar a sua f&eacute; em Jesus Cristo, respondeu assim: &ldquo;H&aacute; oitenta e seis anos que o sirvo e nunca me fez nenhum mal. Como posso amaldi&ccedil;oar o meu rei e salvador?&rdquo;. Sem me sentir m&aacute;rtir, conclu&iacute;, glosando este pensamento: se quem tem legitimidade para o fazer me garante que esta &eacute; a vontade de Deus, como posso dizer n&atilde;o a Quem sempre me tratou bem e nunca me enganou?<\/p>\n<p>Agrade&ccedil;o ao Santo Padre Bento XVI a confian&ccedil;a que deposita em mim.<\/p>\n<p>Os &uacute;ltimos s&atilde;o os primeiros: agrade&ccedil;o a Deus que, amorosa e misericordiosamente, esteve e est&aacute; no princ&iacute;pio, no meio e no fim do meu caminho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>E hoje, aqui, agrade&ccedil;o a am&aacute;vel presen&ccedil;a de todos. Sem esquecer ningu&eacute;m, devo, contudo, explicitar alguns agradecimentos:<\/p>\n<p>Ao Exmo e Rvmo Senhor N&uacute;ncio de Sua Santidade, que se dignou estar presente nesta celebra&ccedil;&atilde;o;<\/p>\n<p>Ao Senhor Arcebispo Primaz, D. Jorge Ortiga, que com o Senhor D. Manuel Clemente, Bispo do Porto (o meu Bispo) e o Senhor Bispo de Viana do Castelo, D. Anacleto Oliveira, se dignou presidir &agrave; minha ordena&ccedil;&atilde;o episcopal;<\/p>\n<p>Aos Senhores Arcebispos e Bispos, que t&atilde;o fraternalmente me receberam no seio da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa, e hoje, muitos deles, me honram com a sua presen&ccedil;a;<\/p>\n<p>&Agrave;s Exmas Autoridades Civis, com especial refer&ecirc;ncia &agrave;s Autoridades Aut&aacute;rquicas do Porto, Braga, Ponte de Lima e Lanheses, minha freguesia natal;<\/p>\n<p>&Agrave;s Autoridades Militares;<\/p>\n<p>&Agrave;s Autoridades Acad&eacute;micas: ao Senhor Reitor da Universidade do Minho; ao Senhor Reitor da Universidade Cat&oacute;lica. Na pessoa do Senhor Reitor da UCP sa&uacute;do e agrade&ccedil;o a presen&ccedil;a amiga de docentes, alunos e funcion&aacute;rios da Sede e dos Centros Regionais de Braga, Porto e Beiras;<\/p>\n<p>Aos Cabidos das S&eacute;s do Porto, Braga e Santiago de Compostela; &agrave; Ordem de Cavalaria do Santo Sepulcro de Jerusal&eacute;m; &agrave; Academia Auriense Mindoniense;<\/p>\n<p>&Agrave; minha par&oacute;quia natal de Lanheses;<\/p>\n<p>&Agrave; Arquidiocese de Braga e Diocese do Porto que assumiram a prepara&ccedil;&atilde;o e organiza&ccedil;&atilde;o desta celebra&ccedil;&atilde;o. Devo mencionar o nome do C&oacute;nego Jos&eacute; Paulo Abreu e, na sua pessoa, a Confraria de Nossa Senhora do Sameiro; dos C&oacute;negos Manuel Joaquim Fernandes Costa e Joaquim F&eacute;lix de Carvalho; do P. Jo&atilde;o Paulo Costa e do Maestro Ant&oacute;nio Azevedo Oliveira &agrave; frente do Coro do Semin&aacute;rio Conciliar; do P. Am&eacute;rico Aguiar, Vig&aacute;rio Geral do Porto; e ainda dos Senhores Abel Rocha, Dr. Manuel Artur Norton, Manuel Correia e do P. Alberto Gomes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A partir de hoje estarei, por inteiro, ao servi&ccedil;o da Diocese do Porto, com um &uacute;nico objetivo e um programa, que se enuncia facilmente: ser auxiliar para a Miss&atilde;o. Isto &eacute;, estar em segunda linha para ser um obreiro mais no planeamento e, principalmente, na execu&ccedil;&atilde;o do programa pastoral da Diocese.<\/p>\n<p>N&atilde;o quero que o lema do meu bras&atilde;o episcopal &ndash; &ldquo;Caridade na Verdade&rdquo; &ndash; seja um adere&ccedil;o mais. Tenho procurado cumpri-lo e continuar&aacute; a ser, para mim, uma refer&ecirc;ncia permanente.<\/p>\n<p>Continuarei a procurar a proximidade com todas as pessoas, no incondicional respeito por cada um, por cada uma, e em coer&ecirc;ncia com o meu leg&iacute;timo modo de ser. Sempre e em todos os casos, sem especiais complica&ccedil;&otilde;es, a meta &eacute; a pessoa de Jesus Cristo, na Sua vida e na Sua permanente mensagem.<\/p>\n<p>Sem excluir ningu&eacute;m, privilegiarei os mais fr&aacute;geis e tamb&eacute;m os sacerdotes, di&aacute;conos e seminaristas. Uns e outros, de modos diferentes e complementares, s&atilde;o a garantia da efetiva universalidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Conto com a ajuda e ora&ccedil;&atilde;o de todos.<\/p>\n<p>Por intercess&atilde;o da Sant&iacute;ssima Virgem &ndash; Nossa Senhora do Sameiro, Senhora da Assun&ccedil;&atilde;o, que Deus me ajude a ser fiel aos compromissos hoje assumidos, testemunhados por v&oacute;s, na Igreja de Jesus Cristo.<\/p>\n<p>Muito obrigado.<\/p>\n<p align=\"right\"><em>D. Pio Alves, Bispo Auxiliar do Porto<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta celebra&ccedil;&atilde;o j&aacute; vai muito longa. 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