{"id":50740,"date":"2011-04-05T14:42:01","date_gmt":"2011-04-05T14:42:01","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/04\/05\/cinema-num-mundo-melhor\/"},"modified":"2011-04-05T14:42:01","modified_gmt":"2011-04-05T14:42:01","slug":"cinema-num-mundo-melhor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/cinema-num-mundo-melhor\/","title":{"rendered":"Cinema: Num Mundo Melhor"},"content":{"rendered":"<p>O t&iacute;tulo dinamarqu&ecirc;s sugere &ldquo;Vingan&ccedil;a&rdquo;, mas o marketing internacional optou por transform&aacute;-lo em algo, de antem&atilde;o, positivo, dando a &ldquo;Heaven&rdquo; o significado de &ldquo;Um Mundo Melhor&rdquo;.&nbsp; Uma op&ccedil;&atilde;o que faz sentido numa obra que, efetivamente, prioriza a esperan&ccedil;a e pretere a t&oacute;nica destrutiva de uma m&aacute; motiva&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Christian, adolescente, perde a M&atilde;e numa luta ingl&oacute;ria contra o cancro. Antes que seja capaz de fazer o luto ou sequer aceitar t&atilde;o duro golpe na sua vida, muda-se para casa da Av&oacute;, numa cidadezinha onde passa a viver, maioritariamente, por sua conta.<\/p>\n<p>Elias, com um irm&atilde;o bem mais novo, passa pelo recente processo de separa&ccedil;&atilde;o dos pais,&nbsp; ambos m&eacute;dicos &ndash; ele em miss&otilde;es intercaladas num campo de refugiados algures em &Aacute;frica; ela no hospital local. O que mais o atormenta, por&eacute;m, &eacute; o &ldquo;bullying&rdquo; de que &eacute; alvo na escola e de que escapa como pode.<\/p>\n<p>No entanto, Christian&nbsp; surge na vida de Elias e imediatamente se disp&otilde;e a aplicar a energia de uma raiva incontida em defesa do novo amigo. Confundidos os&nbsp; princ&iacute;pios que baseiam esta amizade, ela depressa se transforma num campo f&eacute;rtil para uma escalada de viol&ecirc;ncia&#8230;<\/p>\n<p>S&atilde;o v&aacute;rios os filmes que se popularizaram este ano pela forma como exploram&nbsp; a muito humana coexist&ecirc;ncia e gest&atilde;o do Bem e do Mal, da Vida e da Morte (f&iacute;sica e espiritual), do sofrimento e sua aus&ecirc;ncia: entre esses, uns mais empenhados na dicotomia viol&ecirc;ncia\/caridade e no elogio da abnega&ccedil;&atilde;o, como &ldquo;Dos Deuses e dos Homens&rdquo;; outros, esgravatando a mais &oacute;bvia fealdade social, econ&oacute;mica e pessoal e, ainda a&iacute;, encontrando genu&iacute;na beleza e poesia &#8211; caso de &ldquo;Biutiful&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Num Mundo Melhor&rdquo;,&nbsp; num modo escandinavo de ser que a nossa identidade latina talvez estranhe, est&aacute; mais pr&oacute;ximo deste &uacute;ltimo caso e n&atilde;o necessariamente pelo facto de com ele ter competido (e ganho) na corrida ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.<\/p>\n<p>De facto, o filme da dinamarquesa Susanne Bier, que h&aacute; muito escolheu este tipo de abordagem, percorre os limiares do sofrimento humano, que tanto mora entre o ar poeirento que os refugiados de uma prepotente chefia africana respiram, como nas l&iacute;mpidas paisagens que aproximam as civilizadas Su&eacute;cia e Dinamarca.<\/p>\n<p>Um sofrimento que apela, pelo grito ou pelo sil&ecirc;ncio, a um outro entendimento entre as pessoas: o que nos leva a ir al&eacute;m de n&oacute;s pr&oacute;prios e a abrir portas ao Outro e ao Amanh&atilde;!<\/p>\n<p align=\"right\"><em>Margarida Ata&iacute;de<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O t&iacute;tulo dinamarqu&ecirc;s sugere &ldquo;Vingan&ccedil;a&rdquo;, mas o marketing internacional optou por transform&aacute;-lo em algo, de antem&atilde;o, positivo, dando a &ldquo;Heaven&rdquo; o significado de &ldquo;Um Mundo Melhor&rdquo;.&nbsp; Uma op&ccedil;&atilde;o que faz sentido numa obra que, efetivamente, prioriza a esperan&ccedil;a e pretere a t&oacute;nica destrutiva de uma m&aacute; motiva&ccedil;&atilde;o. 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