{"id":50728,"date":"2011-04-05T11:35:37","date_gmt":"2011-04-05T11:35:37","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/04\/05\/mais-que-retangulo-politico-ou-feira-da-ladra\/"},"modified":"2011-04-05T11:35:37","modified_gmt":"2011-04-05T11:35:37","slug":"mais-que-retangulo-politico-ou-feira-da-ladra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mais-que-retangulo-politico-ou-feira-da-ladra\/","title":{"rendered":"Mais que ret\u00e2ngulo pol\u00edtico ou feira da ladra"},"content":{"rendered":"<p>Pertencer \u00e0 Uni\u00e3o \u00e9 mais que pagar na mesma moeda, apesar de sabermos que em neg\u00f3cios, ningu\u00e9m d\u00e1 nada a ningu\u00e9m &#8211; amigos, amigos, neg\u00f3cios \u00e0 parte. Mas a pergunta \u00e9 esta: que somos para a Europa? Que \u00e9 a Europa para n\u00f3s? <!--more--> <\/p>\n<p>O mundo de hoje n&atilde;o &eacute; um mapa cor-de-rosa. Anda sacudido por violentas convuls&otilde;es pol&iacute;ticas no norte de &Aacute;frica e m&eacute;dio oriente, restos de sismos, chuvas descontroladas, tornados avassaladores em v&aacute;rios pontos do globo. E esse recente abalo tr&ecirc;s vezes tr&aacute;gico acontecido no Jap&atilde;o que nos acentua a fragilidade e impot&ecirc;ncia perante as for&ccedil;as descontroladas da natureza em terra e mar. Mas nos lembra alguns erros crassos dos nossos c&aacute;lculos de resist&ecirc;ncia face &agrave;s for&ccedil;as l&oacute;gicas e cegas de falhas tect&oacute;nicas, aluimentos de terras, ondas alterosas que parecem fazer voltar contra n&oacute;s todas as suas f&uacute;rias. A isso se associa a maior for&ccedil;a que cri&aacute;mos at&eacute; hoje &ndash; a at&oacute;mica &ndash; que contra n&oacute;s se voltou quando se lhe pedia um servi&ccedil;o pac&iacute;fico de energia para os nossos gastos &uacute;teis e in&uacute;teis. Afinal repetiu-se Hiroshima.<\/p>\n<p>&nbsp;Para os nossos lados vamos esmorecendo em crises, multiplicando debates, an&aacute;lises, anatomias, discursos e com&iacute;cios, sentindo cada dia subir mais a onda dos juros, impostos, fal&ecirc;ncias e desemprego que nos tornam mais pobres, dependentes e possivelmente mesquinhos, resguardando mais os nossos cofres pequenos e grandes com medo de que a mis&eacute;ria dos outros os assalte. Apesar de continuarem as r&eacute;plicas pol&iacute;ticas sobre as culpas deste ou daquele, come&ccedil;a a compreender-se que isso &eacute; irris&oacute;rio face &agrave; dimens&atilde;o dos problemas que vivemos. Alargando o olhar para o gr&eacute;mio mais espa&ccedil;oso a que pertencemos &ndash; a Europa &ndash; invade-nos a d&uacute;vida. Pertencer &agrave; Uni&atilde;o &eacute; mais que pagar na mesma moeda, apesar de sabermos que em neg&oacute;cios, ningu&eacute;m d&aacute; nada a ningu&eacute;m &ndash; amigos, amigos, neg&oacute;cios &agrave; parte. Mas a pergunta &eacute; esta: que somos para a Europa? Que &eacute; a Europa para n&oacute;s?<\/p>\n<p>E aqui entramos noutra hist&oacute;ria: o que nos fez entrar na Comunidade Europeia? Por qu&ecirc; e para qu&ecirc; fomos convidados? Que significado t&ecirc;m os discursos e an&aacute;lises de hist&oacute;ria comum e elementos culturais, pol&iacute;ticos e patrimoniais que nos podem agregar num mesmo barco sem perdermos a nossa identidade?<\/p>\n<p>S&atilde;o quest&otilde;es que nos envolvem e onde pode estar alguma sa&iacute;da para o presente impasse. Mas n&atilde;o separadas de outra: a nossa nacionalidade como identidade primeira de povo. Que a todos nos envolve, responsabiliza e lan&ccedil;a para mais um desafio que n&atilde;o &eacute; o primeiro nem ser&aacute; o &uacute;ltimo da nossa hist&oacute;ria. Assim entendido, o pa&iacute;s exige justamente outro olhar, aberto, solid&aacute;rio, comprometido. Onde o todo &eacute; mais que a soma das partes, o pa&iacute;s &eacute; mais que uma pessoa, um chefe, um partido. O facto de termos matriz e vida crist&atilde; em muitos pontos da nossa terra e do planeta acentua o empenhamento onde a solidariedade se torna urgente e eficaz. Isso s&oacute; &eacute; poss&iacute;vel se definirmos Portugal como um povo e n&atilde;o como um ret&acirc;ngulo pol&iacute;tico ou feira de compra e venda.<\/p>\n<p align=\"right\"><em>Ant&oacute;nio Rego<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pertencer \u00e0 Uni\u00e3o \u00e9 mais que pagar na mesma moeda, apesar de sabermos que em neg\u00f3cios, ningu\u00e9m d\u00e1 nada a ningu\u00e9m &#8211; amigos, amigos, neg\u00f3cios \u00e0 parte. Mas a pergunta \u00e9 esta: que somos para a Europa? Que \u00e9 a Europa para n\u00f3s?<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[168,203,314],"class_list":["post-50728","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial","tag-diocese-da-guarda","tag-europa","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50728","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50728"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50728\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50728"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50728"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50728"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}