{"id":50635,"date":"2011-03-29T11:22:15","date_gmt":"2011-03-29T11:22:15","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/03\/29\/vagabundo-do-absoluto\/"},"modified":"2011-03-29T11:22:15","modified_gmt":"2011-03-29T11:22:15","slug":"vagabundo-do-absoluto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/vagabundo-do-absoluto\/","title":{"rendered":"Vagabundo do absoluto"},"content":{"rendered":"<p>Henrique Raposo, colunista e mestre em Ci\u00eancia Pol\u00edtica, fala da sua rela\u00e7\u00e3o com Deus e do que espera no di\u00e1logo com a Igreja Cat\u00f3lica, colocado no \u00abP\u00e1tio dos Gentios\u00bb <!--more--> <\/p>\n<p>As suas ra&iacute;zes alentejanas moldaram-lhe a personalidade, no entanto deixou de ser &laquo;vagabundo do relativismo&raquo;. Com 32 anos, o colunista do &laquo;Expresso&raquo; Henrique Raposo confessa &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA que a sua rela&ccedil;&atilde;o &ldquo;com Deus &eacute; boa&rdquo;. Custa-lhe &ldquo;o mist&eacute;rio pascal porque n&atilde;o consegue transformar este mist&eacute;rio em luz pascal&hellip;&rdquo;<\/p>\n<p>Com a Capela do Rato (Lisboa) a poucos metros, este homem da escrita &ndash; esteve no &laquo;P&uacute;blico&raquo;, &laquo;Di&aacute;rio de Not&iacute;cias&raquo;, &laquo;Independente&raquo; e revista &laquo;Atl&acirc;ntico&raquo; -, nascido nos arredores de Lisboa (Loures), pede &agrave; Igreja para que saiba dialogar no &laquo;P&aacute;tio dos Gentios&raquo; e utilize a linguagem da Polis.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Ag&ecirc;ncia ECCLESIA (AE) &ndash; Com um vasto percurso na &aacute;rea da Comunica&ccedil;&atilde;o Social, alguma vez escreveu not&iacute;cias eclesiais?<\/em><\/p>\n<p><em>Henrique Raposo (HR) &ndash;<\/em> N&atilde;o. Apenas cr&oacute;nicas sobre a Igreja e o ate&iacute;smo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Uma dessas cr&oacute;nicas ficou c&eacute;lebre. Quando discordou de Bento XVI?<\/em><\/p>\n<p><em>HR &ndash;<\/em> Devido a ela, tornei-me amigo do padre Tolentino Mendon&ccedil;a. Nessa cr&oacute;nica discordava da posi&ccedil;&atilde;o defendida por Bento XVI &ndash; na enc&iacute;clica &laquo;Caritas in Veritate&raquo; &#8211; em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; globaliza&ccedil;&atilde;o. Como na argumenta&ccedil;&atilde;o fiz uma s&aacute;tira, alguns amigos cat&oacute;licos disseram-me: &ldquo;n&atilde;o podes fazer isso&rdquo;. Respondi-lhes: &ldquo;Posso. Posso. O que n&atilde;o se pode fazer &agrave; Igreja &ndash; aos cat&oacute;licos &ndash; &eacute; o desprezo. Pensar que eles n&atilde;o existem&rdquo;.<\/p>\n<p>Muitas pessoas n&atilde;o criticam, nem satirizam porque consideram que nem se pode falar da Igreja&hellip;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; A Igreja convive mal com a s&aacute;tira?<\/em><\/p>\n<p><em>HR &ndash;<\/em> Alguns cat&oacute;licos n&atilde;o convivem bem com a s&aacute;tira, mas &ndash; mesmo assim &#8211; convivem melhor do que os mu&ccedil;ulmanos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Esta s&aacute;tira foi o ponto de partida para um di&aacute;logo&hellip;<\/em><\/p>\n<p><em>HR &ndash;<\/em> Sim. Trocaram-se opini&otilde;es, tanto no jornal como nos blogues. Alterou a minha rela&ccedil;&atilde;o com a ideia de Deus. H&aacute; dez anos, diria claramente que era ateu. Actualmente, j&aacute; n&atilde;o digo isso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Onde se situa? Na fronteira?<\/em><\/p>\n<p><em>HR &ndash;<\/em> Sinceramente n&atilde;o sei, no entanto sei que chegar aqui foi dif&iacute;cil. Kant &eacute; importante&hellip;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; &laquo;A Cr&iacute;tica da Raz&atilde;o Pura&raquo; ou &laquo;A Cr&iacute;tica da Raz&atilde;o Pr&aacute;tica&raquo;?<\/em><\/p>\n<p><em>HR &ndash;<\/em> As duas. O fil&oacute;sofo dizia que: &ldquo;&Eacute; imposs&iacute;vel chegar a Deus atrav&eacute;s da raz&atilde;o pura, mas quando estamos na pr&aacute;tica, Deus &eacute; uma necessidade moral&rdquo;. Neste momento, estou a&iacute;&hellip; Mas talvez ainda me falta atravessar tr&ecirc;s desertos. Demorou muito tempo e coragem para chegar aqui. Admito que esta posi&ccedil;&atilde;o &eacute; defensiva&hellip;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Defensiva? Tem medo de apagar o seu passado?<\/em><\/p>\n<p><em>HR &ndash;<\/em> N&atilde;o. &Eacute; defensiva, na medida em que ainda n&atilde;o estou dispon&iacute;vel para dar o salto da f&eacute;, no sentido judaico-crist&atilde;o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Todavia, acredita que Deus &eacute; uma necessidade. Nunca sentiu necessidade Dele?<\/em><\/p>\n<p><em>HR &ndash;<\/em> Pessoalmente sim. A minha grande quest&atilde;o ou separa&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o aos cat&oacute;licos &eacute; o mist&eacute;rio pascal. Com Deus, estou bem. Custa &eacute; o mist&eacute;rio pascal. N&atilde;o consigo transformar este mist&eacute;rio em luz pascal&hellip;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Ainda est&aacute; na fase da Quaresma?<\/em><\/p>\n<p><em>HR &ndash;<\/em> (Solta gargalhada) &hellip; Provavelmente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Estamos a poucos metros da &laquo;Capela do Rato&raquo; (Lisboa), um local emblem&aacute;tico para o di&aacute;logo com os gentios. <\/em><\/p>\n<p><em>HR &ndash;<\/em> &Eacute; verdade. J&aacute; estive l&aacute;, num desses di&aacute;logos com os gentios promovido pelo padre Tolentino Mendon&ccedil;a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; A Igreja sabe dialogar com os gentios?<\/em><\/p>\n<p><em>HR &ndash;<\/em> Acho que n&atilde;o. Faltam pessoas como o Tolentino e como D. Manuel Clemente. O bispo Manuel Clemente sabe ser apenas o Manuel Clemente. Sabe escrever um texto de intelectual, historiador, pensador e da Igreja. Domina a linguagem de Atenas e de Jerusal&eacute;m. Sabe despir as vestes de bispo e dialogar na linguagem da cidade. Isso &eacute; fundamental.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Para al&eacute;m desses dois nomes, a Igreja tem outras pessoas que sabem dialogar com a cidade.<\/em><\/p>\n<p><em>HR &ndash;<\/em> Provavelmente. Mas quando vejo pessoas a falar em nome da Igreja, noto aquela velha linguagem&hellip; Apenas virada para os crentes. &Eacute; preciso falar para a comunidade alargada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Falar ao &laquo;P&aacute;tio dos Gentios&raquo;<\/em><\/p>\n<p><em>HR &ndash;<\/em> Gosto dessa express&atilde;o. A linguagem no espa&ccedil;o p&uacute;blico n&atilde;o &eacute; assim t&atilde;o dif&iacute;cil como possa parecer.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; J&aacute; alguma vez leu a B&iacute;blia?<\/em><\/p>\n<p><em>HR &ndash;<\/em> Li alguns livros. O Antigo Testamento marca-me bastante. O livro Job, Abra&atilde;o&hellip; Hist&oacute;rias marcantes. O Livro de Job devido ao sofrimento e ao teste&hellip; Ao teste que te obriga a fazer &laquo;coisas&raquo; que aparentemente s&atilde;o escandalosas. Tenho um amigo &#8211; um pastor baptista &ndash; que diz: &ldquo;A f&eacute; tem de ser escandalosa&rdquo;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Esse &eacute; o lado desafiante da f&eacute;.<\/em><\/p>\n<p><em>HR &ndash;<\/em> Desafiante e fascinante. O ter d&uacute;vidas deve fazer parte daquele que tem f&eacute;. Aqueles que foram educados na f&eacute; e nunca questionam nada, n&atilde;o v&atilde;o chegar a um estado de maturidade. Ficam na f&eacute; infantil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Nos seus tempos de crian&ccedil;a andou na catequese?<\/em><\/p>\n<p><em>HR &ndash;<\/em> N&atilde;o. N&atilde;o tive educa&ccedil;&atilde;o religiosa. Os meus pais nunca quiseram&hellip; No Alentejo, a presen&ccedil;a da Igreja &eacute; muito rarefeita.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Especialmente, nos tempos do basti&atilde;o&hellip;<\/em><\/p>\n<p><em>HR &ndash;<\/em> Mesmo que n&atilde;o seja desse ponto de vista ideol&oacute;gico, a presen&ccedil;a do padre s&oacute; existe nalgumas localidades com mais habitantes. Nas aldeias &agrave; volta, a presen&ccedil;a do padre &eacute; muito rara. Na aldeia dos meus av&oacute;s, nem sequer h&aacute; igreja.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Algo que n&atilde;o acontece no Norte de Portugal.<\/em><\/p>\n<p><em>HR &ndash;<\/em> Uma vez passei uma P&aacute;scoa no Norte&hellip; Foi um &laquo;choque&raquo;. A visita pascal foi uma fic&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica para uma pessoa como eu, que vinha do Alentejo. Os meus pais baptizaram-me, mas por uma quest&atilde;o de ritual.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; O lado simb&oacute;lico da Igreja n&atilde;o o fascina?<\/em><\/p>\n<p><em>HR &ndash;<\/em> N&atilde;o. Nesse ponto, sou muito protestante. Gosto da secura dos protestantes no culto. Hoje em dia, muito cat&oacute;licos s&oacute; v&atilde;o &agrave; Igreja para tirar fotografias do baptizado e do casamento. No &uacute;ltimo livro, D. Manuel Clemente critica isso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Nota-se que o bispo do Porto o marcou com intensidade.<\/em><\/p>\n<p><em>HR &ndash;<\/em> D. Manuel Clemente &eacute; uma das vozes mais importantes de Portugal. Est&aacute; ao n&iacute;vel de Ant&oacute;nio Barreto e Vasco Pulido Valente. &Eacute; um dos senadores da vida pol&iacute;tica portuguesa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Com este percurso de vida, posso consider&aacute;-lo um vagabundo do absoluto?<\/em><\/p>\n<p><em>HR &ndash;<\/em> Risos&hellip; Actualmente, sei que j&aacute; n&atilde;o sou um vagabundo do relativismo. Quando andava na Faculdade e lia Nietzsche, pensava que ele era o alfa e o &oacute;mega do pensamento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; &Eacute; um trajecto de encruzilhadas&hellip;<\/em><\/p>\n<p><em>HR &ndash;<\/em> Come&ccedil;o num trajecto que &eacute; comum &agrave; minha gera&ccedil;&atilde;o: &laquo;Triunfo da vontade&raquo; e &laquo;iman&ecirc;ncia do eu&raquo;. Recusava-se qualquer tipo de transcend&ecirc;ncia e narrativas que estivessem acima de ti. N&atilde;o se respeita a p&aacute;tria, a liberdade, Deus&hellip;<\/p>\n<p>Hoje, acho que isso n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel. S&atilde;o necess&aacute;rias narrativas&hellip;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; A aus&ecirc;ncia destas narrativas, deixaram o barco &agrave; deriva no alto mar&hellip;<\/em><\/p>\n<p><em>HR &ndash;<\/em> D. Manuel Clemente diz e muito bem: &ldquo;A crise econ&oacute;mica que estamos a viver &eacute; um efeito de uma crise moral que lhe &eacute; anterior&rdquo;. O culto do &laquo;eu&raquo; e do individualismo extremo leva a este indiv&iacute;duo t&iacute;pico da sociedade ocidental.<\/p>\n<p>Perdeu-se a no&ccedil;&atilde;o que o dinheiro &eacute; o resultado do trabalho. Este n&atilde;o nasce das caixas de multibanco.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Depois surgem as manifesta&ccedil;&otilde;es&hellip;.<\/em><\/p>\n<p><em>HR &ndash;<\/em> Fala-se muito em manifesta&ccedil;&otilde;es, mas a mais poderosa que vi, nos &uacute;ltimos anos, em Lisboa, foi quando esteve c&aacute; Bento XVI. Costumo dizer aos meus amigos cat&oacute;licos: &ldquo;Se voc&ecirc;s est&atilde;o em crise, deixem-se estar em crise&hellip; Porque se isso &eacute; a vossa crise &ndash; meio milh&atilde;o de pessoas na baixa de Lisboa &ndash; eu n&atilde;o vos quero ver com for&ccedil;a&rdquo;. Foi esmagador&hellip;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Mas depois &eacute; necess&aacute;rio dar continuidade a essa mobiliza&ccedil;&atilde;o com o activismo di&aacute;rio.<\/em><\/p>\n<p><em>HR &ndash;<\/em> Francisco Lucas Pires dizia que o crist&atilde;o tem duas maneiras de abordar o espa&ccedil;o p&uacute;blico. A primeira &ndash; que ele criticava &ndash; &eacute; assim: &ldquo;a pol&iacute;tica tem regras &agrave; parte&hellip; tem regras diferentes das nossas, portanto o crist&atilde;o s&oacute; tem de salvar a sua consci&ecirc;ncia&rdquo;. &Eacute; o clich&eacute; de n&atilde;o sujar as m&atilde;os. Para Lucas Pires, o crist&atilde;o devia ir para a luta. Descer do Monte das Oliveiras e ir para a cidade e tentar impor os seus valores &agrave; cidade. O crist&atilde;o n&atilde;o tem, apenas, que salvar a sua consci&ecirc;ncia, mas salvar a sua cultura.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Nota-se que utiliza com frequ&ecirc;ncia met&aacute;foras b&iacute;blicas&hellip; <\/em><\/p>\n<p><em>HR &ndash;<\/em> A B&iacute;blia &eacute; um manancial de met&aacute;foras e de imagens. Esta semana vou usar o tri&eacute;nio: Pilatos, Barrab&aacute;s e Cristo. Ser&aacute; a base da minha cr&oacute;nica do &laquo;Expresso&raquo;. Tenha-se f&eacute; ou n&atilde;o, a literatura b&iacute;blica &eacute; boa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; E a literatura portuguesa?<\/em><\/p>\n<p><em>HR &ndash;<\/em> Em termos liter&aacute;rios, sou muito brasileiro: Nelson Rodrigues, Guimar&atilde;es Rosa, Ruben Fonseca&hellip; Dos portugueses, gosto de Francisco Jos&eacute; Viegas, E&ccedil;a Queir&oacute;s, Jorge Sena.<\/p>\n<p><em>LFS<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Henrique Raposo, colunista e mestre em Ci\u00eancia Pol\u00edtica, fala da sua rela\u00e7\u00e3o com Deus e do que espera no di\u00e1logo com a Igreja Cat\u00f3lica, colocado no \u00abP\u00e1tio dos Gentios\u00bb<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[120,122,127,187,91],"class_list":["post-50635","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas","tag-bento-xvi","tag-brasil","tag-catequese","tag-diocese-do-porto","tag-quaresma"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50635","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50635"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50635\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50635"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50635"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50635"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}