{"id":50612,"date":"2011-03-27T21:13:55","date_gmt":"2011-03-27T21:13:55","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/03\/27\/catequese-do-cardeal-patriarca-de-lisboa-no-3-o-domingo-da-quaresma\/"},"modified":"2011-03-27T21:13:55","modified_gmt":"2011-03-27T21:13:55","slug":"catequese-do-cardeal-patriarca-de-lisboa-no-3-o-domingo-da-quaresma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/catequese-do-cardeal-patriarca-de-lisboa-no-3-o-domingo-da-quaresma\/","title":{"rendered":"Catequese do cardeal-patriarca de Lisboa no 3.\u00ba Domingo da Quaresma"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<strong>&ldquo;A Fidelidade&rdquo;<\/strong><\/p>\n<p><strong>Introdu&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>1. A fidelidade &eacute; uma exig&ecirc;ncia e uma express&atilde;o da Alian&ccedil;a de Deus com o seu Povo, hoje na sua forma definitiva, na &ldquo;nova Alian&ccedil;a&rdquo; selada por Jesus Cristo com a sua Igreja, o seu Povo, o novo Povo de Deus. A fidelidade &eacute; um desafio constitutivo da voca&ccedil;&atilde;o da Igreja. A Igreja ou procura ser fiel a Jesus Cristo ou nega-se a si mesma. O pr&oacute;prio facto de os membros da Igreja serem chamados &ldquo;fi&eacute;is&rdquo;, mostra, na consci&ecirc;ncia colectiva da Igreja, o car&aacute;cter afirmativo deste desafio de fidelidade. No Antigo Testamento a fidelidade &eacute;, antes de mais, um atributo de Deus, aliado &agrave; sua bondade paternal, ao seu amor misericordioso. Deus sabe que a fidelidade do seu Povo, com quem fez Alian&ccedil;a, s&oacute; ser&aacute; conseguida ao longo do tempo e s&oacute; ser&aacute; poss&iacute;vel com a sua gra&ccedil;a. A fidelidade perfeita que espera do seu Povo ser&aacute; participa&ccedil;&atilde;o da sua pr&oacute;pria fidelidade. Deus deseja da parte do seu Povo uma fidelidade perfeita como a sua. A sua promessa exprime-se, ent&atilde;o, na disposi&ccedil;&atilde;o de ajudar o Povo a chegar a essa fidelidade, sem a qual nem a Alian&ccedil;a, nem as promessas, ser&atilde;o cumpridas. Pela boca de Oseias, promete: &ldquo;Desposar-te-ei para sempre, desposar-te-ei na justi&ccedil;a e no direito, na ternura e no amor; desposar-te-ei na fidelidade e tu conhecer&aacute;s Yahw&eacute;&rdquo; (Os. 2,21-22).<\/p>\n<p>Porque a fidelidade do Povo s&oacute; &eacute; poss&iacute;vel com a for&ccedil;a de Deus, &eacute; preciso, na ora&ccedil;&atilde;o, pedir a Deus esse dom da fidelidade (cf. 1Re. 8,56ss). S&oacute; se o Povo for fiel como Deus &eacute; fiel, poder&aacute; haver entre Deus e o seu Povo uma intimidade de conhecimento (cf. Os. 4,2). Esta perspectiva radicalizar-se-&aacute; em Cristo, o Servo fiel, que, atrav&eacute;s do dom do Esp&iacute;rito, conduz os que acreditam n&rsquo;Ele a participarem da sua plenitude. N&rsquo;Ele, a Igreja &eacute; j&aacute; totalmente fiel. Todo o Antigo testamento est&aacute; repassado por este drama, que &eacute; desafio: a fidelidade de Deus, a infidelidade do Povo. Em Cristo, esse dilema &eacute; ultrapassado: os crist&atilde;os s&oacute; n&atilde;o caminham para a fidelidade se n&atilde;o viverem a sua uni&atilde;o a Cristo, o Fiel, que tem a for&ccedil;a e o poder para nos ajudar a ser fi&eacute;is. Nesta Catequese, meditaremos sobre as exig&ecirc;ncias espirituais e pastorais da fidelidade da Igreja, Povo do Senhor.<\/p>\n<p><strong>F&eacute; e fidelidade<\/strong><\/p>\n<p>2. A f&eacute; &eacute; o alicerce da fidelidade. Sem uma f&eacute; viva, nem sequer h&aacute; o desejo de chegar &agrave; fidelidade. Por outro lado, a nossa f&eacute; s&oacute; &eacute; digna de Deus e de Jesus Cristo, se se exprimir na fidelidade. E esta sup&otilde;e um aprofundamento cont&iacute;nuo e a vida vivida como resposta &agrave; Palavra de Deus.<\/p>\n<p>A f&eacute; crist&atilde; n&atilde;o &eacute; uma qualquer f&eacute; religiosa. &Eacute; a resposta do homem que escutou a Palavra de Deus. O seu contexto &eacute; a Hist&oacute;ria da Salva&ccedil;&atilde;o, e a revela&ccedil;&atilde;o ao seu Povo escolhido. Como afirma a Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica Post-Sinodal <strong>Verbum Domini<\/strong>, &ldquo;toda a hist&oacute;ria da salva&ccedil;&atilde;o nos mostra progressivamente esta liga&ccedil;&atilde;o &iacute;ntima entre a Palavra de Deus e a f&eacute; que se realiza no encontro com Cristo&rdquo; [1].<\/p>\n<p>Deus fala-nos e espera a nossa resposta, porque ao revelar-se, Ele quer inaugurar um di&aacute;logo connosco. Ele merece que lhe respondamos. J&aacute; S&atilde;o Paulo ensinava, assim, os crist&atilde;os de Roma: &ldquo;A Deus que se revela &eacute; devida a obedi&ecirc;ncia da f&eacute;&rdquo; (Rom. 16,26). S&atilde;o Paulo chama-lhe &ldquo;obedi&ecirc;ncia&rdquo;, isto &eacute;, uma aceita&ccedil;&atilde;o, sem reservas, com todo o nosso ser, de Deus e da sua Palavra. Isto equivale a dizer que a f&eacute; &eacute; j&aacute; um acto de amor. Desde o primeiro momento, a f&eacute; e a caridade encontram-se. A f&eacute; &eacute;, antes de mais, um encontro com Deus, um reconhecimento de Deus e um abandono ao di&aacute;logo com Ele, numa comunh&atilde;o de amor. E este Deus que reconhecemos na f&eacute;, &eacute; o Deus de Abra&atilde;o, de Isaac e de Jacob, o Deus que falava com Mois&eacute;s como um amigo fala com o seu amigo, &eacute; o Deus de Jesus Cristo. &ldquo;Pela f&eacute;, o ser humano entrega-se, total e livremente, a Deus, oferecendo a Deus revelador o obs&eacute;quio pleno da intelig&ecirc;ncia e da vontade e prestando voluntario assentimento &agrave; sua revela&ccedil;&atilde;o. (&hellip;) A resposta pr&oacute;pria do ser humano a Deus, que fala, &eacute; a f&eacute;&rdquo; [2]. A f&eacute; &eacute;, pois, a resposta humana devida ao Deus que fala. Ela &eacute; a express&atilde;o de uma escuta amorosa. A Deus s&oacute; se pode responder com a vida, em todas as suas dimens&otilde;es. A f&eacute; projecta o homem para o horizonte da vida, onde esta encontra o seu verdadeiro sentido. Ao acreditar, o homem n&atilde;o renuncia &agrave; vida, pelo contr&aacute;rio, aprende verdadeiramente a ser homem. Tem a alegria de descobrir o verdadeiro sentido da cria&ccedil;&atilde;o, tamb&eacute;m ela Palavra de Deus e toma consci&ecirc;ncia dos desvios cometidos na compreens&atilde;o e na orienta&ccedil;&atilde;o da vida. Ao responder a Deus, e a Palavra de Deus &eacute; sempre uma palavra de amor, o homem aceita uma Alian&ccedil;a com Deus; a sua resposta de f&eacute; &eacute;, na sua g&eacute;nese, um compromisso de fidelidade. Pastoralmente, &eacute; preciso prestar aten&ccedil;&atilde;o &agrave; especificidade da f&eacute; crist&atilde;: &eacute; uma f&eacute; que responde &agrave; Palavra de Deus no contexto da revela&ccedil;&atilde;o de Deus na hist&oacute;ria de salva&ccedil;&atilde;o? Sobretudo cultivar a f&eacute; como uma ades&atilde;o pessoal a Jesus Cristo, como Palavra eterna de Deus, humanizada na encarna&ccedil;&atilde;o do Verbo. Em Cristo tudo &eacute; Palavra, e n&atilde;o apenas as suas palavras. A f&eacute; crist&atilde; &eacute; uma resposta a Jesus Cristo, &agrave; sua Palavra, ao seu amor, &agrave; sua presen&ccedil;a cont&iacute;nua no meio do seu Povo, que &eacute; a Igreja. A nossa f&eacute; como compromisso de Alian&ccedil;a, &eacute;-o com a &uacute;ltima e perfeita Alian&ccedil;a, selada por Jesus Cristo no seu Sangue, derramado por n&oacute;s. A nossa fidelidade &eacute; participa&ccedil;&atilde;o na sua fidelidade.<\/p>\n<p><strong>A f&eacute; da Igreja<\/strong><\/p>\n<p>3. Na ora&ccedil;&atilde;o eucar&iacute;stica o sacerdote reza: &ldquo;n&atilde;o olheis aos nossos pecados, mas &agrave; f&eacute; da vossa Igreja&rdquo;. O que &eacute; esta f&eacute; da Igreja? &Eacute; diferente da f&eacute; de cada um de n&oacute;s? Esta rela&ccedil;&atilde;o da f&eacute; pessoal com a f&eacute; da Igreja &eacute; aspecto essencial na compreens&atilde;o e pedagogia da f&eacute;. A Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica afirma: &ldquo;A liga&ccedil;&atilde;o &iacute;ntima entre a Palavra de Deus e a f&eacute; realiza-se no encontro com Cristo. De facto, com Ele, a f&eacute; toma a forma de encontro com uma Pessoa &agrave; qual se confia a pr&oacute;pria vida. Cristo Jesus continua hoje presente na hist&oacute;ria pelo seu corpo que &eacute; a Igreja; por isso o acto da nossa f&eacute; &eacute; um acto simultaneamente pessoal e eclesial&rdquo; [3]. J&aacute; no Antigo Testamento h&aacute; uma primazia do &ldquo;n&oacute;s&rdquo; do Povo de Deus, sobre o &ldquo;eu&rdquo; de cada um. &Eacute; ao Povo que Deus se revela, com ele celebra a Alian&ccedil;a, dele espera a resposta de f&eacute; e de fidelidade. A Igreja &eacute; o novo Povo do Senhor, ao ser identificada com o seu Senhor como &ldquo;corpo de Cristo&rdquo;, na Igreja, cruzam-se a Palavra e a resposta. Deus continua a falar-lhe em Jesus Cristo; continua a esperar a sua resposta de f&eacute; e de fidelidade. A Igreja &eacute; um Povo crente. Pela f&eacute; entra na comunh&atilde;o com Deus. A f&eacute; de cada crist&atilde;o &eacute; participa&ccedil;&atilde;o nessa comunh&atilde;o, em Igreja. Cada crist&atilde;o deve fazer continuamente o discernimento para saber se a sua f&eacute; pessoal &eacute; a resposta que Deus espera e que &eacute; digna de Jesus Cristo. A f&eacute; pessoal, mesmo na variedade dos carismas, tem de ser a f&eacute; da Igreja.<\/p>\n<p>Antes de mais, na interpreta&ccedil;&atilde;o da Sagrada Escritura como Palavra de Deus. Essa &eacute; a orienta&ccedil;&atilde;o que vem j&aacute; no Novo Testamento, pela pena do Ap&oacute;stolo Pedro: &ldquo;Nenhuma profecia da Escritura &eacute; de interpreta&ccedil;&atilde;o particular, porque jamais uma profecia foi proferida pela vontade dos homens. Inspirados pelo Esp&iacute;rito Santo &eacute; que os homens santos falaram em nome de Deus&rdquo; (2Pet. 1,20-21). E a Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica conclui: &ldquo;&eacute; a f&eacute; da Igreja que reconhece, na B&iacute;blia, a Palavra de Deus; como admiravelmente diz Santo Agostinho, &laquo;n&atilde;o acreditaria no Evangelho se n&atilde;o me movesse a isso a autoridade da Igreja cat&oacute;lica&raquo;. O Esp&iacute;rito Santo, que anima a vida da Igreja, &eacute; que a torna capaz de interpretar autenticamente as Escrituras. A B&iacute;blia &eacute; o livro da Igreja e, a partir da iman&ecirc;ncia dela na vida eclesial, brota tamb&eacute;m a sua verdadeira hermen&ecirc;utica&rdquo; [4]. A escuta da Palavra de Deus tem de ser feita em Igreja. Interpreta&ccedil;&otilde;es individuais que se afastem do sentir da Igreja, enfraquecem a f&eacute; pessoal chegando a adulter&aacute;-la gravemente.<\/p>\n<p>Professar a f&eacute; da Igreja &eacute; a principal express&atilde;o da fidelidade crist&atilde;. Significa a &ldquo;obedi&ecirc;ncia da f&eacute;&rdquo;, &eacute; sinal de comunh&atilde;o com a Igreja de todos os tempos, que nas vicissitudes da hist&oacute;ria, atrav&eacute;s de dificuldades e sofrimentos, tantas vezes no testemunho do mart&iacute;rio, manteve intacta a mensagem de salva&ccedil;&atilde;o, transmitida pelos Ap&oacute;stolos de Jesus e seus sucessores. O conte&uacute;do da f&eacute; apost&oacute;lica &eacute; a principal express&atilde;o da identidade da Igreja ao longo do tempo. A essa corrente ininterrupta da mensagem, chamamos a Tradi&ccedil;&atilde;o, ponto de refer&ecirc;ncia para a nossa f&eacute; t&atilde;o importante como a palavra escrita da Sagrada Escritura.<\/p>\n<p>Ser fiel &agrave; f&eacute; da Igreja significa igualmente a aceita&ccedil;&atilde;o do Magist&eacute;rio, o ensinamento dos Ap&oacute;stolos de Jesus e seus sucessores atrav&eacute;s dos tempos. Tanto a tradi&ccedil;&atilde;o como o Magist&eacute;rio s&atilde;o meios para nos encontrarmos com a verdade da salva&ccedil;&atilde;o e nos encontrarmos com Jesus Cristo, que preside &agrave; Igreja em todos os tempos.<\/p>\n<p><strong>A f&eacute; e a caridade <\/strong><\/p>\n<p>4. J&aacute; vimos que a f&eacute; enquanto resposta da pessoa humana &agrave; Palavra de Deus &eacute;, em si mesma, uma express&atilde;o da caridade. Ao escutar a Palavra, sentimo-nos amados e respondemos com amor. Durante a nossa peregrina&ccedil;&atilde;o terrena, as tr&ecirc;s virtudes teologais, a f&eacute;, a esperan&ccedil;a e a caridade interpenetram-se. J&aacute; S&atilde;o Paulo o ensina aos Cor&iacute;ntios, no c&eacute;lebre hino &agrave; caridade: &ldquo;A f&eacute;, a esperan&ccedil;a e a caridade permanecem as tr&ecirc;s, mas a maior entre elas &eacute; a caridade&rdquo; (1Cor. 13,13). A f&eacute; e a esperan&ccedil;a s&atilde;o express&otilde;es da caridade, s&atilde;o a experi&ecirc;ncia do amor infinito de Deus em Jesus Cristo. A firmeza da f&eacute; e da esperan&ccedil;a faz com que nenhuma dificuldade deste mundo nos separe do amor de Cristo. Nada nos separar&aacute; do amor de Deus, manifestado em Nosso Senhor Jesus Cristo (cf. Rom. 8,35ss).<\/p>\n<p>Esta &eacute; uma dimens&atilde;o importante do nosso crescimento na f&eacute;. Nela sentimo-nos amados por Deus e manifestamos a Deus o nosso amor. Quantas vezes, no concreto da nossa vida, a &uacute;nica maneira de exprimirmos a Deus e ao seu Filho Jesus Cristo o nosso amor &eacute; dizer &ldquo;eu creio&rdquo;. N&atilde;o &eacute; uma f&eacute; sem amor, &eacute;, antes, uma f&eacute; que &eacute; amor. &Eacute; por isso que a f&eacute; se exprime, espontaneamente, na fidelidade.<\/p>\n<p><strong>As testemunhas da f&eacute;<\/strong><\/p>\n<p>5. Para que a nossa f&eacute; se exprima sempre na fidelidade, muito nos ajudam os testemunhos da f&eacute;. &Eacute; mais uma raz&atilde;o para que a f&eacute; de cada um de n&oacute;s seja a f&eacute; da Igreja. A confiss&atilde;o de f&eacute; teve, desde os primeiros s&eacute;culos do cristianismo, uma express&atilde;o comunit&aacute;ria. S&oacute; a Igreja, reunida, pode verdadeiramente professar a f&eacute;. A f&eacute; da comunidade e dos seus membros, fortalece a nossa f&eacute;, ilumina a nossa obscuridade, esclarece as nossas d&uacute;vidas, vence a nossa tibieza e hesita&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>O S&iacute;nodo privilegiou, como modelo de crente, a Virgem Maria. Com ela, podemos aprender a viver a nossa vida crente, como resposta obediente &agrave; Palavra do Senhor. Escutemos a Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica de Bento XVI: &ldquo;Desde a Anuncia&ccedil;&atilde;o ao Pentecostes, vemo-la como mulher totalmente dispon&iacute;vel &agrave; vontade de Deus. &Eacute; a Imaculada Concei&ccedil;&atilde;o, Aquela que &eacute; &laquo;cheia de gra&ccedil;a&raquo; de Deus (cf. Lc. 1,28), incondicionalmente d&oacute;cil &agrave; Palavra divina (cf. L c. 1,38). A sua f&eacute; obediente face &agrave; iniciativa de Deus plasma cada instante da sua vida. Virgem &agrave; escuta, vive em plena sintonia com a Palavra divina; conserva no seu cora&ccedil;&atilde;o os acontecimentos do seu Filho, compondo-os por assim dizer num &uacute;nico mosaico (cf. Lc. 2,19.51)&rdquo;5. M&atilde;e da Igreja, na sua f&eacute;, &ldquo;Ele &eacute; a figura da Igreja &agrave; escuta da Palavra de Deus que nela se fez carne&rdquo; [6]. A f&eacute; e a fidelidade s&atilde;o dons de Deus, que nos s&atilde;o dados na Igreja e atrav&eacute;s da Igreja. Verdadeiramente, s&oacute; em Igreja, ajudados por tantas testemunhas, permaneceremos fi&eacute;is at&eacute; ao Dia do Senhor.<\/p>\n<p>S&eacute; Patriarcal, 27 de Mar&ccedil;o de 2011<\/p>\n<p align=\"right\"><em>D. Jos&eacute; Policarpo, Cardeal-Patriarca<\/em><em><\/em><\/p>\n<p>NOTAS:<\/p>\n<p>1 Verbum Domini (VD), n&ordm; 25<\/p>\n<p>2 <strong>Ibidem<\/strong>, cf. Verbum Domini, n&ordm; 5<\/p>\n<p>3 <strong>Ibidem<\/strong><\/p>\n<p>4 VD, n&ordm; 29<\/p>\n<p>5 VD, n&ordm; 27<\/p>\n<p>6 <strong>Ibidem<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;&ldquo;A Fidelidade&rdquo; Introdu&ccedil;&atilde;o 1. A fidelidade &eacute; uma exig&ecirc;ncia e uma express&atilde;o da Alian&ccedil;a de Deus com o seu Povo, hoje na sua forma definitiva, na &ldquo;nova Alian&ccedil;a&rdquo; selada por Jesus Cristo com a sua Igreja, o seu Povo, o novo Povo de Deus. A fidelidade &eacute; um desafio constitutivo da voca&ccedil;&atilde;o da Igreja. A [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[120,295,127,91],"class_list":["post-50612","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-bento-xvi","tag-biblia","tag-catequese","tag-quaresma"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50612","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50612"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50612\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50612"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50612"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50612"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}