{"id":506,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/a-paz-esteja-convosco\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"a-paz-esteja-convosco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-paz-esteja-convosco\/","title":{"rendered":"A paz esteja convosco"},"content":{"rendered":"<p>Joaquim Carreira das Neves  &#8211; Professor UCP <!--more--> A paz esteja convosco Nestes tempos de guerra &#8211; mais uma! \u2013 os apelos de paz surgem de todos os cantos do mundo e de todas as classes sociais: pol\u00edticos, analistas, pensadores, religiosos. A guerra \u00e9 sempre uma amea\u00e7a \u00e0 paz. A guerra nunca \u00e9 um bem em si, ao contr\u00e1rio da paz. \u00c0 revelia da norma romana: si vis pacem, para bellum (se queres a paz, prepara a guerra), devemos responder que nenhuma guerra preventiva \u00e9 defens\u00e1vel enquanto existirem modos e maneiras de resolver os problemas. Judeus, crist\u00e3os e isl\u00e2micos, t\u00eam todas as raz\u00f5es para viverem em paz se forem sinceros com os textos fundantes das suas respectivas religi\u00f5es. \u00c9 facto que h\u00e1 textos no Antigo (Primeiro) Testamento e no Cor\u00e3o a favor da guerra \u201csanta\u201d, mas trata-se de cultura hist\u00f3ria e n\u00e3o de des\u00edgnio de Deus. O problema (mal necess\u00e1rio?) \u00e9 que esta cultura hist\u00f3rica se transformou em mem\u00f3ria e letra \u201csagrada\u201d, e n\u00e3o h\u00e1 nada pior do que sacralizar uma cultura hist\u00f3rica \u2013 puramente temporal \u2013 em des\u00edgnio divino. Trata-se de um assunto muito complexo, de vertente exeg\u00e9tica, que n\u00e3o pode ser aqui devidamente tratado. Antes de estudar, embora muito sumariamente, a cultura da paz, atrav\u00e9s da sem\u00e2ntica do lexema \u201cPaz\u201d no contexto pol\u00edtico e religioso dos gregos, judeus, crist\u00e3os e isl\u00e2micos, conv\u00e9m que n\u00f3s, crist\u00e3os cat\u00f3licos, nos consciencializemos sobre o sentido da paz nas nossas eucaristias.  O drama eucar\u00edstico \u2013 \u00e9 de um drama que se trata \u2013 abre e fecha com o desiderato expl\u00edcito da paz:  A gra\u00e7a e a paz de Deus, nosso Pai  e de Jesus Cristo, nosso Senhor, estejam convosco. Ide em paz e o Senhor vos acompanhe.  O drama eucar\u00edstico tem por fim apresentar a pessoa de Jesus Cristo em toda a sua realidade: o Homem, o Deus, o Messias, o Salvador. \u00c9 aquele que em si compendia \u201cprofeticamente\u201d todo o Antigo (Primeiro) Testamento, raz\u00e3o porque n\u00e3o h\u00e1 eucaristia sem duas ou tr\u00eas narrativas da B\u00edblia, passando, depois, \u00e0 ac\u00e7\u00e3o \u201csacramental\u201d da mem\u00f3ria do p\u00e3o (corpo) e vinho (sangue), terminando com a ora\u00e7\u00e3o do Pai Nosso e com as preces pela paz antes de comungarmos sacramentalmente o Senhor da Paz: Livrai-nos de todo o mal, Senhor, E dai ao mundo a paz em nossos dias&#8230; &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;. Senhor Jesus Cristo, que dissestes aos vossos Ap\u00f3stolos: Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz&#8230;. E dai-lhe a uni\u00e3o e a paz, segundo a vossa vontade.  Mais ainda, antes da comunh\u00e3o sacramental do Senhor da paz, o presidente convida todos os participantes a saudarem-se com o \u00f3sculo ou o abra\u00e7o da paz.   Se a Igreja nos apresenta o drama eucar\u00edstico envolto na perspectiva da paz \u00e9 porque a mesma paz \u00e9 um dom de Deus, sempre a receber e a adquirir. \u00c9 porque esse dom \u00e9 fr\u00e1gil nas m\u00e3os dos homens\/mulheres, como um vaso, ao mesmo tempo, muito precioso e muito quebradi\u00e7o. Que o diga a guerra actual. O crist\u00e3o cat\u00f3lico entra na liturgia eucar\u00edstica com uma vontade \u201cjussiva\u201d de paz e sai com a certeza de que adquiriu, atrav\u00e9s do perd\u00e3o de Deus, do perd\u00e3o dos irm\u00e3os, da comunh\u00e3o do drama da paix\u00e3o, morte e ressurrei\u00e7\u00e3o do Senhor da Paz, essa mesma paz. Viver em paz \u00e9 viver na paz d\u2019Aquele que deu a vida por essa mesma paz, crucificando no G\u00f3lgota as raz\u00f5es de guerra religiosa (Sin\u00e9drio) e pol\u00edtica (Pilatos) que o levaram \u00e0 morte. Na cultura grega, a eir\u00e8n\u00e8 (paz) tem um sentido social e pol\u00edtico. \u00c9 um fen\u00f3meno humano contr\u00e1rio \u00e0 guerra. Viver em paz \u00e9 opor-se \u00e0 guerra (polemos). Nos tratados pol\u00edticos entre povos e na\u00e7\u00f5es sobre a paz, a parte do vencedor imp\u00f5e as suas decis\u00f5es ao vencido, mas numa atitude de amizade e n\u00e3o apenas de vingan\u00e7a (Plat\u00e3o, Leg. 1. 628b: \u201cQue a derrota de uma parte e a vit\u00f3ria da outra traga a paz depois da guerra civil, e que se agrade\u00e7a a reconcilia\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da amizade (philia) e da paz&#8230;\u201d). Os autores que estudam mais profundamente o assunto da paz na cultura grega levantam sempre o reparo sobre a falha da paz como sentimento interior. A metaf\u00edsica grega n\u00e3o trata da paz. A calma ou a paz interior \u00e9 designada pela palavras euthym\u00eda (\u201cseguran\u00e7a interior\u201d e \u201cbom humor\u201d) e gal\u00e8n\u00e8 (\u201cserenidade\u201d). No Antigo (Primeiro) Testamento a palavra Paz (Shalom) aparece umas 280 vezes e significa o \u201cbem estar\u201d no seu sentido absoluto: sentir-se bem de sa\u00fade, em paz consigo e com os outros. A paz \u00e9, pois, um bem humano e social (Dn 3, 31: \u201cO Rei Nabucodonosor a todos os povos, na\u00e7\u00f5es e l\u00ednguas da terra: que a vossa paz seja completa\u201d). Mas o AT apresenta tamb\u00e9m \u2013 e sobretudo \u2013 a ideia religiosa da paz, de tal modo que o Deus YAHWEH se apresenta como o Deus da Paz e se confunde com a pr\u00f3pria paz (Jz 6, 24: \u201cJede\u00e3o construiu um altar a YAHWEH e deu-lhe o nome de YAHWH-PAZ\u201d; Is 45, 7: \u201cEu sou YAHWH, o que traz a PAZ\u201d). A verdadeira paz n\u00e3o \u00e9 a do simples bem estar social, econ\u00f3mico e f\u00edsico, mas aquela que Deus nos d\u00e1, isto \u00e9, desde que se esteja em paz com Deus. E s\u00f3 se est\u00e1 em paz com Deus desde que se seja fiel \u00e0 alian\u00e7a com o mesmo Deus. Deus fez a sua alian\u00e7a com o seu povo, que o mesmo \u00e9 dizer, Deus estabeleceu uma fam\u00edlia, onde h\u00e1 regras e mandamentos a cumprir. A paz n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o apenas social e pol\u00edtica. \u00c9 um princ\u00edpio e um fim que dimanam de Deus, um Deus que n\u00e3o imp\u00f5e, mas apenas prop\u00f5e. Depende do homem pertencer ou n\u00e3o \u00e0 fam\u00edlia de Deus. E uma vez que a realidade social e pol\u00edtica do povo de Israel nem sempre caminha par e passo com a paz de Deus, os profetas projectam essa paz total e definitiva para os tempos messi\u00e2nicos (Is 9, 5-6: \u201cPorquanto um menino nasceu para n\u00f3s&#8230;e o seu nome \u00e9: Conselheiro-Admir\u00e1vel, Deus her\u00f3i, Pai &#8211; Eterno, Pr\u00edncipe da Paz\u201d; Ez 34, 25: \u201cEu YAHWEH &#8230; estabelecerei uma alian\u00e7a de paz com o meu rebanho\u201d; ver Mq 5, 4; Zc 9, 10; Sl 72, 7).  Chegamos ao Novo Testamento, ao do Messias, Pr\u00edncipe da Paz. No Evangelho da inf\u00e2ncia de Lucas, o Menino Jesus, na perspectiva do c\u00e2ntico prof\u00e9tico de Zacarias, nasce para \u201ciluminar os que jazem nas trevas e na sombra da morte e dirigir os nossos passos no caminho da paz.\u201d(Lc 1, 79). Os \u201ccaminhos da paz\u201d s\u00e3o os caminhos messi\u00e2nicos da salva\u00e7\u00e3o escatol\u00f3gica. \u00c9 o que o \u201cprofeta\u201d Sime\u00e3o, prot\u00f3tipo e \u00edcone de todos os que esperam a salva\u00e7\u00e3o, profere antes de morrer: \u201cAgora, Senhor, segundo a tua palavra, deixa ir (morrer) em paz o teu servo\u201d (Lc 2, 29). O verbo apolu\u00f4 encontra-se no presente: agora todos os crentes em Jesus Cristo podem morrer\/partir em paz \u201cporque viram a Salva\u00e7\u00e3o ofertada por Deus a todos os povos, a Luz revelada \u00e0s na\u00e7\u00f5es e a Gl\u00f3ria de Israel\u201d (vv. 30-32). A \u201cpaz\u201d crist\u00e3 \u00e9 a paz messi\u00e2nica, fruto desta Salva\u00e7\u00e3o\/Luz\/Gl\u00f3ria. Ela abarca o mundo inteiro, mas come\u00e7ou por se manifestar na fam\u00edlia de Israel. O mesmo dizem os anjos de Bel\u00e9m: \u201cGl\u00f3ria a Deus nas alturas e paz na terra aos homens do seu agrado\u201d (Lc 2, 14). O genitivo qualificativo eudok\u00edas op\u00f5e-se aos \u201cfilhos da ira divina\u201d de Ef 2, 3. O Messias \u00e9 o portador da gra\u00e7a da salva\u00e7\u00e3o para todos os que Deus ama \u2013 agraciados de Deus. Durante a chamada \u201cvida p\u00fablica\u201d de Jesus, ele pede aos disc\u00edpulos que levem a paz a todas as fam\u00edlias (Mt 10, 12-13; Lc 10, 5: \u201cSempre que entrardes em qualquer casa, dizei primeiro: a paz esteja nesta casa\u201d). Trata-se da salva\u00e7\u00e3o pela f\u00e9 em Jesus. S\u00f3 desta maneira \u00e9 que pode haver Reino de Deus ou Soberania de Deus, centro da prega\u00e7\u00e3o de Jesus e seus disc\u00edpulos: \u201cOs tempos chegaram ao fim, o Reino de Deus est\u00e1 presente, convertei-vos e acreditai no Evangelho\u201d (Mc 1, 15 e par.). S\u00f3 h\u00e1 Reino\/Soberania de Deus onde houver a paz de Deus, que \u00e9 mais do que a paz pol\u00edtica e social, pois exige convers\u00e3o e Evangelho, que o mesmo \u00e9 dizer perd\u00e3o e amor. Foi assim que Jesus se dirigiu \u00e0 mulher pecadora, arrependida e perdoada: \u201cVai em paz\u201d (Lc 7, 50 e par.; ver Lc 8, 48 e Mc 5, 34). Foi assim tamb\u00e9m que o Ressuscitado se dirigiu aos disc\u00edpulos: \u201cA paz esteja convosco\u201d (Lc 24, 36 e par.) e se despediu dos seus disc\u00edpulos nos discursos de Adeus, segundo a vers\u00e3o do quarto Evangelho: \u201cDeixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. N\u00e3o \u00e9 como a d\u00e1 o mundo, que eu vo-la dou&#8230;\u201d(Jo 14, 27). \u201cAnunciei-vos estas coisas para que, em mim, tenhais a paz\u201d (Jo 16, 33). A paz \u00e9 dada\/oferecida\/agraciada e n\u00e3o merecida. N\u00e3o \u00e9 a for\u00e7a do poder em guerra quente ou fria que estabelece a paz, mas a for\u00e7a do Reino do Ressuscitado. A omnipot\u00eancia do Ressuscitado, que tudo pode e tudo sabe, n\u00e3o depende duma sabedoria e dum poder apenas humanos, mas da sabedoria de quem veio de Deus, Senhor e Criador, e o homem que recebe a paz dessa omnipot\u00eancia, recebe-a atrav\u00e9s do seu cora\u00e7\u00e3o colado ao cora\u00e7\u00e3o do Omnipotente: a paz passa do cora\u00e7\u00e3o de Deus ao cora\u00e7\u00e3o da sua criatura, do mundo de Deus ao mundo da \u201cinabita\u00e7\u00e3o\u201d do crente em Jesus. Nenhuma bomba, avi\u00e3o, submarino, m\u00edssil, divis\u00e3o militar se pode comparar com esta omnipot\u00eancia da paz de Deus. Talvez que a melhor passagem b\u00edblica sobre Jesus como sujeito e objecto, ao mesmo tempo, de paz e salva\u00e7\u00e3o, seja a de Ef 2, 14-18: \u201cCom efeito, Ele \u00e9 a nossa paz, Ele que , dos dois povos, fez um s\u00f3 e destruiu o muro de separa\u00e7\u00e3o, a inimizade: na sua carne, anulou a lei, que cont\u00e9m os mandamentos em forma de prescri\u00e7\u00f5es, para, a partir do judeu e do pag\u00e3o criar em si pr\u00f3prio, um s\u00f3 homem novo, fazendo a paz, e para os reconciliar com Deus, num s\u00f3 Corpo, por meio da cruz, matando assim a inimizade. E, na sua vinda, anunciou a paz, a v\u00f3s que est\u00e1veis longe e paz \u00e0queles que estavam perto. Porque, \u00e9 por Ele que uns e outros, num s\u00f3 Esp\u00edrito, temos acesso ao Pai\u201d (ver Rm 5, 1-2; 16, 20; 1Cor 7, 15; 2Ts 3, 16; Hb 13, 20).  No Cor\u00e3o isl\u00e2mico, Deus (Al\u00e1), na sura 59, 23, \u00e9 descrito assim:   Ele \u00e9 Deus! N\u00e3o h\u00e1 Deus fora d\u2019Ele! Ele \u00e9 o Rei, o Santo, a Paz, Aquele que testemunha da sua pr\u00f3pria veracidade. O Vigilante, o Todo-Poderoso, O Todo-Forte, o Todo-Grande.  \u00c9 facto que h\u00e1 muitos textos no Cor\u00e3o sobre a \u201cguerra santa\u201d contra os \u00e1rabes polite\u00edstas. Embora os respons\u00e1veis religiosos isl\u00e2micos, nestes tempos dif\u00edceis de contrastes culturais e de guerra, refiram apenas a guerra maior, que tem a ver com a guerra interior de cada um em prol da sua convers\u00e3o \u00e0 submiss\u00e3o isl\u00e2mica, ou, ent\u00e3o, os textos sobre a guerra activa dos isl\u00e2micos como defesa em caso de ataque dos inimigos (suras 2, 190; 2, 191; 2, 193; 8, 15), a verdade \u00e9 que h\u00e1 outros textos reais sobre a obriga\u00e7\u00e3o da guerra santa contra os infi\u00e9is (suras 2, 216; 4, 74; 4, 76; 4, 77b; 4, 89b; 4, 95; 8, 65; 9, 5; 25, 52; 61, 4; 66, 9). Em meu entender, os textos devem ser compreendidos a partir do dado cultural dos tempos de Maom\u00e9 e califas subsequentes. Assim como os judeus combateram os cananeus durante dois s\u00e9culos para obterem uma terra onde pudessem habitar, transformando, subsequentemente, essas guerras em guerras de Deus, tamb\u00e9m Maom\u00e9 e califas que se lhe seguiram impuseram a guerra santa aos infi\u00e9is \u00e1rabes daquele tempo por mor da sua salva\u00e7\u00e3o e da grande UMA isl\u00e2mica. Mas nem o Deus dos judeus nem o de Maom\u00e9 deve ser tido ou achado nestas guerras. Foi um problema hist\u00f3rico e cultural, com as suas consequ\u00eancias. Os crentes judeus e isl\u00e2micos daqueles tempos viram aquelas guerras como guerras de Deus. O mesmo aconteceu com as cruzadas crist\u00e3s e at\u00e9 com as guerras nacionalistas da Europa crist\u00e3. O verdadeiro Deus de judeus, crist\u00e3os e isl\u00e2micos, nada tem a ver com tais guerras. H\u00e1 que interpretar a hist\u00f3ria e desfazer equ\u00edvocos. N\u00e3o se trata de apagar os textos, mas, aos olhos da f\u00e9 dos nossos dias, devemos relativizar os mesmos textos e libertar o verdadeiro e \u00fanico Deus desses textos.  Aos judeus, crist\u00e3os e isl\u00e2micos s\u00f3 h\u00e1 uma atitude de vida de f\u00e9: a da paz. A PAZ ESTEJA CONVOSCO. Pe. Joaquim Carreira das Neves  Professor UCP <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Joaquim Carreira das Neves &#8211; Professor UCP<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[203,206,246,321],"class_list":["post-506","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-europa","tag-familia","tag-liturgia","tag-ucp"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/506","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=506"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/506\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=506"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=506"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=506"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}