{"id":50581,"date":"2011-03-25T13:16:51","date_gmt":"2011-03-25T13:16:51","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/03\/25\/2a-conferencia-quaresmal-do-bispo-de-viseu\/"},"modified":"2011-03-25T13:16:51","modified_gmt":"2011-03-25T13:16:51","slug":"2a-conferencia-quaresmal-do-bispo-de-viseu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/2a-conferencia-quaresmal-do-bispo-de-viseu\/","title":{"rendered":"2\u00aa confer\u00eancia quaresmal do bispo de Viseu"},"content":{"rendered":"<p><strong>A Igreja e o Reino de Deus <\/strong>(Jo 10, 1-18)<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>(&ldquo;O &iacute;cone mission&aacute;rio por excel&ecirc;ncia &eacute; a figura do Bom Pastor, transpar&ecirc;ncia do amor de Deus, que n&atilde;o abandona ningu&eacute;m, mas vai &agrave; procura de todos e de cada um com paix&atilde;o&rdquo; &ndash; Carta Pastoral: &ldquo;Para um Rosto Mission&aacute;rio da Igreja em Portugal&rdquo;).<\/p>\n<p>&ldquo;&Eacute; este &laquo;estilo do Senhor Jesus&raquo;, Bom Pastor (&hellip;), que deve impregnar e moldar o rosto da Igreja, da par&oacute;quia e de cada crist&atilde;o&rdquo;, sabendo-se que a par&oacute;quia &eacute; &laquo;a pr&oacute;pria Igreja que vive no meio das casas dos seus filhos e das suas filhas e que a sua voca&ccedil;&atilde;o &laquo;&eacute; a de ser a casa de fam&iacute;lia, fraterna e acolhedora&raquo; &ndash; (cf Para um Rosto, 6-7).<\/p>\n<p><em>&nbsp;<\/em><\/p>\n<p><strong>1. A<\/strong><strong> Trindade &eacute; a origem, o modelo e a p&aacute;tria da Igreja<\/strong><\/p>\n<p>A partir do Fundador da Igreja (<em>Jesus Cristo<\/em>), dos momentos e das circunst&acirc;ncias da funda&ccedil;&atilde;o (<em>chamamento e forma&ccedil;&atilde;o dos disc&iacute;pulos, &uacute;ltima Ceia &ndash; Eucaristia, Tr&iacute;duo Pascal, Mandato e Envio, Pentecostes<\/em>) e tendo em conta os seus elementos constitutivos (Jesus <em>Cristo, Palavra, Eucaristia, Amor Fraterno<\/em>), podemos concluir que <strong>a Igreja &eacute; o sacramento (sinal) e a express&atilde;o da comunh&atilde;o trinit&aacute;ria<\/strong>, trazida por Jesus, para unir os homens entre si e com a Trindade. A Igreja, como diz a Lumen Gentium, &ldquo;&eacute; como que o sacramento, ou sinal e o instrumento da &iacute;ntima uni&atilde;o com Deus e da unidade de todo o g&eacute;nero humano&rdquo; (LG 1). As alus&otilde;es &agrave; rela&ccedil;&atilde;o com o Pai, &agrave; interven&ccedil;&atilde;o do Filho e &agrave; presen&ccedil;a e ac&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo s&atilde;o constantes, sobretudo no 1&ordm; cap&iacute;tulo. Este &eacute; intitulado, com muita raz&atilde;o e de forma elucidativa &ldquo;O Mist&eacute;rio da Igreja&rdquo;. Toda esta &ldquo;habita&ccedil;&atilde;o&rdquo; da Trindade &ndash; a Igreja &eacute; &ldquo;habita&ccedil;&atilde;o de Deus no Esp&iacute;rito (Ef 2, 19-22)&rdquo; (LG 6) &ndash; &eacute; para que &ldquo;a Igreja e deste modo os fi&eacute;is tivessem acesso ao Pai, por Cristo, num s&oacute; Esp&iacute;rito&rdquo; (LG 4). Este mesmo n&uacute;mero termina desta forma: &ldquo;Assim a Igreja toda aparece como &laquo;um povo unido pela unidade do Pai e do Filho e do Esp&iacute;rito Santo&raquo;&rdquo;.<\/p>\n<p><strong>A Igreja &eacute;, com tal propriedade, express&atilde;o da comunh&atilde;o trinit&aacute;ria, sabendo que a sua p&aacute;tria &eacute; o c&eacute;u<\/strong> e sentindo-se, na terra, como &ldquo;peregrina e exilada, buscando e saboreando as coisas do alto, onde a vida da Igreja est&aacute; escondida com Cristo em Deus at&eacute; que apare&ccedil;a com seu esposo (Cristo) na gl&oacute;ria&rdquo; (LG 6). Isto quer dizer que a Igreja &eacute; express&atilde;o da comunh&atilde;o trinit&aacute;ria, vive a esperan&ccedil;a do encontro e peregrina para a Casa do Pai.<\/p>\n<p>A miss&atilde;o e a pr&aacute;tica pastoral da Igreja t&ecirc;m, como fonte e alimento, a Trindade (sobretudo, a Palavra de Deus e os Sacramentos) e t&ecirc;m como finalidade a santifica&ccedil;&atilde;o (aproximando-nos de Deus) e a unidade de todos, conduzindo-nos &agrave; Trindade e realizando a comunh&atilde;o. De tal modo &eacute; assim que Jesus reza no Seu Testamento: &laquo;Para que todos sejam um, assim como Tu, Pai, est&aacute;s em mim e eu em Ti, para que tamb&eacute;m eles estejam em n&oacute;s e o mundo creia que Tu me enviaste&raquo; (Jo 17, 21).<\/p>\n<p>Na verdade, <strong>o fim &uacute;ltimo da Igreja &eacute; realizar a comunh&atilde;o na Trindade<\/strong>, como afirma a Constitui&ccedil;&atilde;o Dogm&aacute;tica sobre a Igreja, quando diz: &laquo;O car&aacute;cter de universalidade que distingue o Povo de Deus &eacute; dom do Senhor; por Ele a Igreja cat&oacute;lica tende eficaz e constantemente &agrave; recapitula&ccedil;&atilde;o total da humanidade com todos os seus bens sob a cabe&ccedil;a, Cristo, na unidade do Esp&iacute;rito Santo&raquo; (LG 13). A comunh&atilde;o &eacute; t&atilde;o importante e crit&eacute;rio indispens&aacute;vel que define quem est&aacute; ou n&atilde;o dentro, como diz o mesmo Documento, citando Santo Agostinho: &laquo;N&atilde;o se salva, por&eacute;m, embora incorporado &agrave; Igreja, quem n&atilde;o persevera na caridade; permanecendo na Igreja pelo &laquo;corpo&raquo;, n&atilde;o est&aacute; nela com o cora&ccedil;&atilde;o&raquo; (LG 14). Como conclus&atilde;o e s&iacute;ntese de tudo isto, termina desta forma o cap&iacute;tulo II &ldquo;O Povo de Deus&rdquo;: &laquo;&Eacute; assim que a Igreja simultaneamente ora e trabalha para que toda a humanidade se transforme em Povo de Deus, corpo do Senhor e templo do Esp&iacute;rito Santo e em Cristo, cabe&ccedil;a de todos, se d&ecirc; ao Pai e Criador de todas as coisas toda a honra e toda a gl&oacute;ria&raquo; (LG 17).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>2. A<\/strong><strong> Igreja &eacute; a express&atilde;o da comunh&atilde;o trinit&aacute;ria<\/strong><\/p>\n<p><strong>&ldquo;<\/strong>O mist&eacute;rio da presen&ccedil;a trinit&aacute;ria &eacute; a verdade mais bela e mais jubilosa que a Igreja pode dar ao mundo&rdquo; (<em>Para uma Igreja Comunh&atilde;o<\/em>, p&aacute;g. 21). &ldquo;&Eacute; o amor fontal de Deus Pai, expresso na miss&atilde;o do Filho e do Esp&iacute;rito Santo, que d&aacute; &agrave; Igreja e a cada um dos baptizados-confirmados a gra&ccedil;a da sua identidade mission&aacute;ria&rdquo; (Carta Pastoral &ndash; <em>Para um rosto mission&aacute;rio da Igreja em Portugal,<\/em> 5).<\/p>\n<p>Esta comunh&atilde;o &eacute; t&atilde;o profunda que come&ccedil;a, desta forma, o cap&iacute;tulo V, intitulado &ldquo;A Voca&ccedil;&atilde;o de todos &agrave; Santidade na Igreja&rdquo;: &laquo;A nossa f&eacute; cr&ecirc; que a Igreja, cujo mist&eacute;rio o sagrado Conc&iacute;lio exp&otilde;e, &eacute; indefectivelmente santa. Com efeito, Cristo, Filho de Deus, que &eacute; com o Pai e o Esp&iacute;rito &laquo;o &uacute;nico Santo&raquo;, amou a Igreja como esposa, entregou-Se por ela, para a santificar e uniu-a a Si como Seu corpo, cumulando-a com o dom do Esp&iacute;rito Santo, para gl&oacute;ria de Deus&raquo; (LG 39). O segredo da santidade na comunh&atilde;o, exprime-o logo a seguir, quando diz: &laquo;A todos enviou o Esp&iacute;rito Santo, que os move interiormente a amarem a Deus com todo o cora&ccedil;&atilde;o, com toda a alma, com todo o esp&iacute;rito e com todas as for&ccedil;as e a amarem-se uns aos outros como Cristo os amou&raquo; (LG 40).<\/p>\n<p>Para compreender esta realidade, temos que procurar a compreens&atilde;o do que est&aacute; antes do nascimento e da funda&ccedil;&atilde;o da Igreja e procurar a raz&atilde;o fundamental que a originou &ndash; o amor &ndash;, ouvindo S. Jo&atilde;o dizer: &laquo;Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo que lhe deu o Seu Filho &uacute;nico, para que todo o que n&rsquo;Ele crer n&atilde;o pere&ccedil;a mas tenha a vida eterna. Pois Deus n&atilde;o enviou o Filho ao mundo para conden&aacute;-lo, mas para que o mundo seja salvo por Ele&raquo; (Jo 3, 16-17).<\/p>\n<p>Imaginamos Deus que sente o mundo como uma &ldquo;parte&rdquo; de Si pr&oacute;prio e que, com m&aacute;goa, o v&ecirc; a sofrer e a desviar-se de Quem o ama e de Quem lhe pode dar o que precisa. Ent&atilde;o, n&atilde;o s&oacute; envia um dos tr&ecirc;s &ndash; o Filho &ndash; como os tr&ecirc;s Se empenham em dar ao mundo as condi&ccedil;&otilde;es todas de salva&ccedil;&atilde;o: Igreja que &eacute; o mist&eacute;rio de Deus, carregada dos dons divinos e acompanhada com a Sua pr&oacute;pria presen&ccedil;a: do Filho e do Esp&iacute;rito Santo. De facto, a Igreja n&atilde;o s&oacute; est&aacute; gr&aacute;vida do Filho, mas recebe o Esp&iacute;rito Santo com os Seus dons.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>3. Comunh&atilde;o: &ldquo;estar, andar e ir&rdquo;com Deus &ldquo;para&rdquo; os irm&atilde;os <\/strong><\/p>\n<p>&laquo;O conceito de &ldquo;comunh&atilde;o&rdquo; associado &agrave; Igreja &eacute; uma verdadeira &ldquo;chave de leitura&rdquo; da vida eclesial&raquo; (<em>Para uma Igreja Comunh&atilde;o<\/em>, p&aacute;g. 19). <strong>Identifica a rela&ccedil;&atilde;o e aponta sempre &agrave; miss&atilde;o<\/strong>. Estar com Jesus e, por Ele, com Deus Trinit&aacute;rio, &eacute; estar sempre &ldquo;para&rdquo; os outros e dispon&iacute;vel para se consagrar aos outros.<\/p>\n<p>&ldquo;Senhor, &eacute; bom ficarmos aqui&rdquo; (Mt 17, 4) &ndash; Evangelho do Domingo. Comunh&atilde;o n&atilde;o &eacute; um estar e ficar &ndash; gozoso e descansado &ndash; nas del&iacute;cias da satisfa&ccedil;&atilde;o pessoal, fechando-nos no pequeno grupo onde nos sentimos bem &ndash; Movimentos&hellip; &ldquo;Preciso de ir &agrave;s ovelhas perdidas da Casa de Israel. Foi para isso que Eu vim&rdquo;, diz Jesus aos disc&iacute;pulos que O querem para eles. Viver a comunh&atilde;o &eacute; estar sempre na atitude de ir para uma rela&ccedil;&atilde;o cada vez mais exigente e mais plena, partilhando, nessa rela&ccedil;&atilde;o, o amor e a vida de todos os outros. Por isso, a Igreja &eacute;, por natureza, mission&aacute;ria (cf Carta Pastoral dos Bispos &ldquo;Para um rosto mission&aacute;rio da Igreja&rdquo;).<strong> Toda a ac&ccedil;&atilde;o da Igreja &eacute; mission&aacute;ria porque &eacute; evangeliza&ccedil;&atilde;o e an&uacute;ncio da Boa<\/strong> Nova &ndash; esta &eacute; a miss&atilde;o que recebeu de Jesus.<\/p>\n<p>Nesta ac&ccedil;&atilde;o evangelizadora, fundamento da &ldquo;miss&atilde;o global&rdquo; e de acordo com o pro&eacute;mio da Gaudium et Spes, &ldquo;as alegrias e as esperan&ccedil;as, as tristezas e as ang&uacute;stias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, s&atilde;o tamb&eacute;m as alegrias e as esperan&ccedil;as, as tristezas e as ang&uacute;stias dos disc&iacute;pulos de Cristo; e n&atilde;o h&aacute; realidade alguma verdadeiramente humana que n&atilde;o encontre eco no seu cora&ccedil;&atilde;o&rdquo; (GS 1). Este &eacute; o n&uacute;cleo central da mensagem do Reino de Deus.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>4. O Reino de Deus &eacute; a Miss&atilde;o da Igreja<\/strong><\/p>\n<p><strong>&ldquo;A ac&ccedil;&atilde;o eclesial deve ser sinal e fermento do Reino no mundo&rdquo;<\/strong> (Para uma Igreja Comunh&atilde;o, p&aacute;g. 28).<\/p>\n<p>O Reino de Deus est&aacute; na origem da Igreja como a sua finalidade. Foi o Reino que Jesus iniciou a pregar e foi o Reino que Jesus mandou anunciar, mesmo nas situa&ccedil;&otilde;es em que os Seus disc&iacute;pulos n&atilde;o sejam recebidos. No envio dos 72 disc&iacute;pulos (ac&ccedil;&atilde;o normal da Igreja &ndash; sempre enviada), Jesus diz a dado passo: &laquo;Curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes: O Reino de Deus est&aacute; pr&oacute;ximo. Mas se entrardes nalguma cidade e n&atilde;o vos receberem, saindo pelas suas pra&ccedil;as, dizei: At&eacute; o p&oacute; que se nos pegou da vossa cidade, sacudimos contra v&oacute;s; sabei, contudo, que o Reino de Deus est&aacute; pr&oacute;ximo&raquo; (Lc 10, 9-11). <strong>O Reino de Deus &eacute; a miss&atilde;o da Igreja e &ldquo;a causa mission&aacute;ria deve ser, para cada crist&atilde;o e para toda a Igreja, a primeira de todas as causas&rdquo;<\/strong> (Jo&atilde;o Paulo II in <em>Redemptoris Missio<\/em>, 86). Ainda, &ldquo; a proclama&ccedil;&atilde;o da Boa Nova a todos os povos e em todas as culturas continua a ser o melhor servi&ccedil;o que a Igreja pode prestar &agrave;s pessoas&rdquo; (Para um rosto, 9). Por&eacute;m, o Reino de Deus est&aacute;, tamb&eacute;m, na origem da Igreja como tens&atilde;o, refer&ecirc;ncia permanente e orienta&ccedil;&atilde;o para o mundo futuro, dado que o Reino somente se atingir&aacute; na plenitude.<\/p>\n<p>A tens&atilde;o que existe na Igreja, enviada para proclamar e anunciar o Reino de Deus, faz-nos sentir que a Igreja n&atilde;o existe por si mesma nem para si mesma. N&atilde;o se contempla nem se anuncia a si mesma, mas contempla e anuncia Jesus Cristo, como tem afirmado o Papa Bento XVI, em v&aacute;rias das suas interven&ccedil;&otilde;es. A Igreja n&atilde;o &eacute;, assim, uma institui&ccedil;&atilde;o para contempla&ccedil;&atilde;o e &agrave; qual somos chamados para &ldquo;l&aacute;&rdquo; estarmos, como num &ldquo;porto seguro&rdquo;. <strong>A Igreja &eacute; uma miss&atilde;o, sempre chamada a ir a outro lugar<\/strong>; &eacute; uma barca que navega em mares, por vezes, alterados, sempre confiante de que o Senhor vai nela e com ela, para que cumpra a sua miss&atilde;o. <strong>A Igreja, mais que Assembleia reunida, &eacute; Assembleia que se re&uacute;ne, em nome de Jesus Cristo, para celebrar, com Ele, a f&eacute; e a vida e ser enviada &ndash; n&atilde;o &eacute; o Cen&aacute;culo, mas a resposta do Pentecostes. <\/strong>&Eacute; o Pentecostes em ac&ccedil;&atilde;o. A Igreja aponta sempre para o al&eacute;m, para o futuro que procuramos e que s&oacute; se atinge na plenitude da vida, em Deus.<\/p>\n<p>A resposta, depois da consagra&ccedil;&atilde;o, &agrave; indica&ccedil;&atilde;o do Mist&eacute;rio da F&eacute;, ali celebrado e ali presente, cont&eacute;m o compromisso pela miss&atilde;o do Reino: &ldquo;Anunciamos, Senhor, a Vossa morte; proclamamos a Vossa Ressurrei&ccedil;&atilde;o. Vinde, Senhor Jesus&rdquo;! &ldquo;Qual a miss&atilde;o da Igreja? Podemos, &agrave; partida, afirmar que a Igreja deve tornar Jesus Ressuscitado contempor&acirc;neo do ser humano de cada tempo e lugar&rdquo; (Para uma Igreja Comunh&atilde;o, p&aacute;g. 28). Igualmente, o &ldquo;ide em paz e o Senhor vos acompanhe&rdquo;, no final da Eucaristia, &eacute; um envio para o an&uacute;ncio do Reino.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><strong>5. Na Igreja, F&eacute; &eacute; rela&ccedil;&atilde;o, Esperan&ccedil;a &eacute; cor e Amor &eacute; distintivo<\/strong><\/p>\n<p>Na Igreja de Jesus Cristo somos chamados a viver 3 atitudes que nos identificam no meio de todos os outros e nos congregam para nos motivarem &agrave; miss&atilde;o do disc&iacute;pulo mission&aacute;rio. Essas atitudes s&atilde;o as provenientes das 3 virtudes chamadas &ldquo;teologais&rdquo;. Teologais porque elas nos aproximam de Deus e nos tornam membros da Sua fam&iacute;lia para que sejamos facilmente identificados: na vida e no testemunho. S&atilde;o elas: F&eacute;, Esperan&ccedil;a e Caridade.<\/p>\n<p><strong>A F&eacute; &eacute;, sobretudo, a rela&ccedil;&atilde;o que provoca e gera comunh&atilde;o<\/strong>: com Deus e entre todos. A F&eacute; que se acolhe, que se vive, que se conta e que se testemunha na vida.<\/p>\n<p><strong>A Esperan&ccedil;a &eacute;, sobretudo, a cor que d&aacute; sentido, alegria, serenidade e confian&ccedil;a &agrave; nossa vida<\/strong>, levando-nos a olhar o futuro, na certeza de que, tamb&eacute;m &ldquo;l&aacute;&rdquo; est&aacute; Deus. Ele caminha connosco no presente e espera-nos no futuro. O futuro nunca nos encontra desprevenidos se o olhamos e esperamos com Deus.<\/p>\n<p><strong>A Caridade, o Amor &eacute; o distintivo<\/strong>, uma vez que, como nos diz Jesus: &laquo;nisto todos conhecer&atilde;o que sois Meus disc&iacute;pulos, se vos amardes uns aos outros&raquo; (Jo 13, 35). O Amor &eacute; a virtude distintiva e que d&aacute; a &ldquo;marca&rdquo; aos disc&iacute;pulos de Jesus &ndash; marca da comunh&atilde;o, da alegria e da simpatia &ndash; na experi&ecirc;ncia da Igreja dos primeiros crist&atilde;os. Esta &ldquo;marca&rdquo; levava a que muitos se admirassem pelo estilo de vida e aderissem ao n&uacute;mero dos disc&iacute;pulos de Jesus (cf Act 2, 42-47).<\/p>\n<p>Viseu, 24 de Mar&ccedil;o de 2011<\/p>\n<p align=\"right\"><em>D. Il&iacute;dio Leandro, bispo de Viseu<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Igreja e o Reino de Deus (Jo 10, 1-18) &nbsp; (&ldquo;O &iacute;cone mission&aacute;rio por excel&ecirc;ncia &eacute; a figura do Bom Pastor, transpar&ecirc;ncia do amor de Deus, que n&atilde;o abandona ningu&eacute;m, mas vai &agrave; procura de todos e de cada um com paix&atilde;o&rdquo; &ndash; Carta Pastoral: &ldquo;Para um Rosto Mission&aacute;rio da Igreja em Portugal&rdquo;). &ldquo;&Eacute; [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[120,184,187,91,294],"class_list":["post-50581","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-bento-xvi","tag-diocese-de-viseu","tag-diocese-do-porto","tag-quaresma","tag-sacramentos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50581","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50581"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50581\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50581"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50581"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50581"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}