{"id":50572,"date":"2011-03-24T17:46:33","date_gmt":"2011-03-24T17:46:33","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/03\/24\/apresentacao-da-obra-jesus-de-nazare-parte-ii-pelo-bispo-de-viseu\/"},"modified":"2011-03-24T17:46:33","modified_gmt":"2011-03-24T17:46:33","slug":"apresentacao-da-obra-jesus-de-nazare-parte-ii-pelo-bispo-de-viseu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/apresentacao-da-obra-jesus-de-nazare-parte-ii-pelo-bispo-de-viseu\/","title":{"rendered":"Apresenta\u00e7\u00e3o da obra \u00abJesus de Nazar\u00e9 \u2013 Parte II\u00bb pelo Bispo de Viseu"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><strong><span style=\"font-weight: normal;\"><strong>Do Domingo de Ramos &agrave; Ressurrei&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong><span style=\"font-weight: normal;\"><strong><\/strong><\/span><\/strong><strong>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/strong><strong>Introdu&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>Terminamos, hoje e aqui, a IV Semana B&iacute;blica da nossa Diocese de Viseu que reflectiu sobre o tema &ldquo;A Alian&ccedil;a na B&iacute;blia&rdquo;. Para este dia e para mim, estava confiado o tema: &ldquo;A Alian&ccedil;a na B&iacute;blia &eacute; fonte de comunh&atilde;o e for&ccedil;a na miss&atilde;o&rdquo;, importante para o nosso S&iacute;nodo Diocesano. A apresenta&ccedil;&atilde;o da II Parte da Obra do Papa sobre Jesus de Nazar&eacute;, precisamente reflectindo a Pessoa e a Miss&atilde;o de Jesus, desde o Domingo de Ramos at&eacute; &agrave; Ressurrei&ccedil;&atilde;o, enquadra-se perfeitamente, nesta semana. Jesus de Nazar&eacute; &eacute; a celebra&ccedil;&atilde;o da Alian&ccedil;a prometida e, enquanto Nova Alian&ccedil;a, &eacute; a fonte da comunh&atilde;o a celebrar a rela&ccedil;&atilde;o de Deus com os homens e dos homens com Deus. Jesus &eacute;, tamb&eacute;m, a indispens&aacute;vel for&ccedil;a na e para a miss&atilde;o que a Igreja &eacute; chamada a realizar.<\/p>\n<p>A Obra do Papa sobre Jesus de Nazar&eacute; da qual temos, agora, a II Parte, &eacute;, como algu&eacute;m diz, uma Obra do cora&ccedil;&atilde;o, sem deixar de ser da raz&atilde;o e da verdade. Ali&aacute;s, o amor &agrave; verdade leva o Papa a n&atilde;o passar al&eacute;m de nenhuma situa&ccedil;&atilde;o dif&iacute;cil ou pol&eacute;mica da vida e mensagem de Jesus, ou de alguma posi&ccedil;&atilde;o que possa questionar atitudes da Igreja perante a verdade do Evangelho. Ao contr&aacute;rio &ndash; e numa radical rela&ccedil;&atilde;o com a verdade &ndash; o Papa vai at&eacute; ao fim na sua descoberta, tal como acontece na vida e na mensagem do pr&oacute;prio Jesus.<\/p>\n<p>S&atilde;o elementos para valorizar este livro e para o tornar j&aacute; um best-seller. Acontece pela rela&ccedil;&atilde;o que determinadas pessoas conseguem ter com valores fundamentais e tradicionais, ainda que, por vezes, sejam, na actualidade, contra-corrente. Essa rela&ccedil;&atilde;o &eacute; t&atilde;o forte e t&atilde;o luminosa que evidencia uma clara radicalidade que atrai, cativa e seduz, n&atilde;o deixando ningu&eacute;m indiferente, independentemente do lado em que algu&eacute;m se coloque. S&atilde;o exemplos desta radicalidade &ndash; para citar s&oacute; 3 casos &ndash; Jo&atilde;o Paulo II na sua radicalidade pela doutrina, sempre que estavam em jogo causas das pessoas; Bento XVI na sua radicalidade pela reflex&atilde;o sobre a verdade; mais que todos, Jesus Cristo, na radicalidade do Seu Amor &agrave;s pessoas, sejam quais forem as causas.<\/p>\n<p>&Eacute;, portanto, este livro &ndash; Jesus de Nazar&eacute; II Parte &ldquo;da entrada em Jerusal&eacute;m at&eacute; &agrave; Ressurrei&ccedil;&atilde;o&rdquo; &ndash; um livro do cora&ccedil;&atilde;o do Papa, um testamento do Papa onde ele deixa bem claro o amor que atravessa a sua vida &ndash; de crist&atilde;o, de te&oacute;logo e de sucessor de Pedro. Por isso, o Papa quis assinar como Autor nas 2 vers&otilde;es: Joseph Ratzinger e Bento XVI.<\/p>\n<p>As 2 partes publicadas e &agrave; espera da 3&ordf; que ter&aacute; como centro a inf&acirc;ncia de Jesus, constituem a revela&ccedil;&atilde;o teol&oacute;gico-pastoral de uma experi&ecirc;ncia de F&eacute; de Bento XVI, a mostrar-nos o essencial do cristianismo: um encontro vivo com Jesus Cristo, compreendido no contexto das Escrituras e que, ressuscitado, est&aacute; presente na Sua Igreja.<\/p>\n<p>Gosto muito deste Jesus que o Papa nos apresenta, como o Jesus que ele conhece, que ele ama, que ele segue e que ele revela na sua miss&atilde;o de 1&ordm; respons&aacute;vel pela realiza&ccedil;&atilde;o da Alian&ccedil;a com Deus e da comunh&atilde;o com a Igreja. Esta 2&ordf; parte da Obra, que agora nos &eacute; dado conhecer, cativou-me profundamente. Sem entrar na profundidade de uma an&aacute;lise cient&iacute;fica, fa&ccedil;o uma leitura pastoral deste livro, chamando a aten&ccedil;&atilde;o para a metodologia do Papa. Segue o m&eacute;todo da hermen&ecirc;utica hist&oacute;rica, nunca prescindindo da hermen&ecirc;utica da f&eacute;, realizando o que eu considero ser um estudo muito s&eacute;rio e muito feliz, aproximando-se com a alegria e a ousadia de um disc&iacute;pulo, do Jesus real &ndash; o Jesus da hist&oacute;ria e da f&eacute; &ndash; lido e interpretado nas Escrituras. Em sintonia com as mesmas Escrituras, o Papa apresenta-nos o Jesus que cumpre, na plenitude do Acontecimento anunciado e na plenitude da perfei&ccedil;&atilde;o, grandeza e beleza divinas, o plano de Deus Pai.<\/p>\n<p>A forma como me cativou o Jesus deste livro &ndash; que &eacute; o da B&iacute;blia, o enviado do Pai, o dos Evangelhos &ndash; espero que vos cative, tamb&eacute;m, a cada um de v&oacute;s. Desejo tanto isto que fa&ccedil;o uma sugest&atilde;o: sendo o cristianismo, essencialmente, uma experi&ecirc;ncia viva e feliz, de um encontro com Jesus que entusiasma, anima e orienta a vida inteira; sendo este um encontro a fazer pessoal e comunitariamente, em Igreja; e mais: sabendo que s&oacute; com esta experi&ecirc;ncia se pode ser &ldquo;parte&rdquo; e fazer parte da Igreja, assumindo-nos realizadores da sua miss&atilde;o recebida de Jesus; estando n&oacute;s em S&iacute;nodo para reencontrarmos a Igreja de Jesus Cristo que entusiasme e mobilize as pessoas do nosso tempo; e sendo, tamb&eacute;m, o per&iacute;odo deste livro o que nos vai ocupar no estudo da Lumen Gentium &ndash; Tempo da Quaresma e Tempo Pascal &ndash; todos ganhar&iacute;amos se esta Obra fizesse parte da prepara&ccedil;&atilde;o do nosso S&iacute;nodo.<\/p>\n<p><strong>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/strong><strong>Conte&uacute;do do livro<\/strong><\/p>\n<p>Seguindo-se &agrave; 1&ordf; parte da Obra que vai do Baptismo &agrave; Semana Santa, Bento XVI escreve, agora, sobre Jesus nos acontecimentos da Semana Santa, desde a Entrada em Jerusal&eacute;m &ndash; em Domingo de Ramos &ndash; at&eacute; &agrave; Ressurrei&ccedil;&atilde;o e Ascens&atilde;o. &Eacute; o centro da Alian&ccedil;a b&iacute;blica e o centro da miss&atilde;o de Jesus e da miss&atilde;o confiada &agrave; Igreja. Por tudo isto, a sua leitura &eacute; a mais apropriada para este Tempo central do Ano Lit&uacute;rgico que abarca a Quaresma e o Tempo Pascal. O livro descreve-nos a P&aacute;scoa, a &ldquo;hora&rdquo; de Jesus, anunciada como o momento decisivo da realiza&ccedil;&atilde;o da Sua obra e da vontade do Pai. Na P&aacute;scoa e na &ldquo;hora&rdquo; de Jesus, temos, n&oacute;s tamb&eacute;m, a nossa P&aacute;scoa e &eacute; da P&aacute;scoa de Jesus que nasce a Igreja, como &eacute; nela que ela tem a sua miss&atilde;o.<\/p>\n<p>Por isso mesmo, esta 2&ordf; parte de Jesus de Nazar&eacute;, sendo uma obra essencialmente cristol&oacute;gica, n&atilde;o deixa de ser profundamente eclesiol&oacute;gica. Por&eacute;m, porque nos apresenta o caminho do &ldquo;homem novo&rdquo;, chamado &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o plena e total, ela &eacute; autenticamente antropol&oacute;gica e, porque toda a ac&ccedil;&atilde;o de Jesus &eacute; obra do Esp&iacute;rito Santo &ndash; encarnou por ac&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo &ndash; esta Obra &eacute;, tamb&eacute;m, indubitavelmente, pneumatol&oacute;gica.<\/p>\n<p>Segundo as palavras do Papa, ele pretende encontrar o Jesus real, a Sua figura e a Sua mensagem, uma &ldquo;cristologia a partir de baixo&rdquo;. Quer fazer este encontro &ldquo;de um modo que possa ser &uacute;til a todos os leitores que queiram encontrar Jesus e acreditar n&rsquo;Ele&rdquo;. Citando Bento XVI, ele afirma no Pref&aacute;cio: &laquo;procurei desenvolver um olhar sobre o Jesus dos Evangelhos e uma escuta d&rsquo;Ele que pudessem tornar-se um encontro e todavia, na escuta em comunh&atilde;o com os disc&iacute;pulos de Jesus de todos os tempos, chegar tamb&eacute;m &agrave; certeza da figura verdadeiramente hist&oacute;rica de Jesus&raquo;. Porque sabia que esta pretens&atilde;o era dif&iacute;cil, acrescenta o Santo Padre: &laquo;procurei manter-me fora das controv&eacute;rsias poss&iacute;veis sobre muitos elementos particulares e reflectir apenas sobre as palavras e as ac&ccedil;&otilde;es essenciais de Jesus&raquo; &hellip;<\/p>\n<p>&Eacute; nesta coer&ecirc;ncia que o livro nos apresenta o Jesus das Escrituras, nunca deixando as coisas &ldquo;velhas&rdquo; do Antigo Testamento e de toda a Revela&ccedil;&atilde;o, como esquecidas ou ultrapassadas, mas tornando &ldquo;novas&rdquo; todas as coisas, num &ldquo;Eu, por&eacute;m, digo-vos&rdquo; permanente&hellip; Assim, com Jesus nasce um &ldquo;novo&rdquo; sacrif&iacute;cio &ndash; a Sua pr&oacute;pria vida, que oferece como sacrif&iacute;cio por todos, substituindo os sacrif&iacute;cios dos animais; nasce um &ldquo;novo&rdquo; Templo (universal e aberto a todos). Este novo Templo &eacute; Ele pr&oacute;prio, pois agora adora-se Deus em esp&iacute;rito e em verdade. Com Ele nasce, tamb&eacute;m, um &ldquo;novo&rdquo; culto &ndash; o culto do Amor, na Eucaristia e na vida &ndash; e come&ccedil;a um &ldquo;novo&rdquo; povo &ndash; Igreja.<\/p>\n<p>Percorrendo este livro, temos a n&iacute;tida sensa&ccedil;&atilde;o de que estamos com Jesus e vamos sendo convidados a acompanh&aacute;-l&rsquo;O, no Seu caminho e na Sua miss&atilde;o, celebrando a Sua P&aacute;scoa com a n&iacute;tida sensa&ccedil;&atilde;o de que &eacute;, tamb&eacute;m, a nossa P&aacute;scoa. Este Jesus que o Papa nos descreve e nos convida a conhecer &eacute;, sem d&uacute;vida, o Jesus real e hist&oacute;rico, mas &eacute;, tamb&eacute;m, o Jesus da f&eacute; da Igreja.<\/p>\n<p><strong>3. Programa do livro<\/strong><\/p>\n<p>Depois do Pref&aacute;cio, onde o Papa tra&ccedil;a as linhas fundamentais desta II Parte, apresenta 9 cap&iacute;tulos:<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &#8211; Cap&iacute;tulo I: Entrada em Jerusal&eacute;m e purifica&ccedil;&atilde;o do templo;<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &#8211; Cap&iacute;tulo II: O discurso escatol&oacute;gico de Jesus;<\/p>\n<p>&#8211; Cap&iacute;tulo III: O lava-p&eacute;s;<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &#8211; Cap&iacute;tulo IV: A ora&ccedil;&atilde;o sacerdotal de Jesus;<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &#8211; Cap&iacute;tulo V: A &Uacute;ltima Ceia;<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &#8211; Cap&iacute;tulo VI: Gets&eacute;mani;<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &#8211; Cap&iacute;tulo VII: O processo de Jesus;<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &#8211; Cap&iacute;tulo VIII: A crucifix&atilde;o e a deposi&ccedil;&atilde;o de Jesus no sepulcro;<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &#8211; Cap&iacute;tulo IX: A ressurrei&ccedil;&atilde;o de Jesus da morte;<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &#8211; Perspectivas: &laquo;Subiu ao C&eacute;u, onde est&aacute; sentado &agrave; direita do Pai e de novo h&aacute;-de vir na sua gl&oacute;ria&raquo;.<\/p>\n<p>Jesus de Nazar&eacute; surge como um testamento de f&eacute; em Igreja, do actual Papa, que &eacute;, tamb&eacute;m, um grande te&oacute;logo. Neste testamento, Bento XVI d&aacute;-nos um forte testemunho sobre o Jesus real que o Cristianismo proclama e que s&oacute; se pode encontrar na Igreja. A miss&atilde;o desta &ndash; S&iacute;nodo &ndash; &eacute; viv&ecirc;-l&rsquo;O e anunci&aacute;-l&rsquo;O, na certeza de que est&aacute; vivo e est&aacute; na Igreja. O cristianismo, como diz, tamb&eacute;m, na Verbum Domini, n&atilde;o pode ser visto como uma ideologia ou uma &eacute;tica, mas como uma rela&ccedil;&atilde;o profunda, pessoal e comunit&aacute;ria, com Jesus Cristo, fomentador de vida nova.<\/p>\n<p>Neste &uacute;ltimo dia da IV Semana B&iacute;blica da nossa Diocese, este livro aparece a fazer um hino &agrave; necessidade de conhecer a B&iacute;blia, pois &eacute; a unidade dos 2 Testamentos que nos revela Cristo e os Acontecimentos que a B&iacute;blia narra. &Eacute; nesta unidade b&iacute;blica que percebemos o amor de Jesus &agrave; Sua terra e aos seus concidad&atilde;os. N&atilde;o sendo aceite como Messias, Deus n&atilde;o os condena, mas abre um intervalo ou um par&ecirc;ntesis com a celebra&ccedil;&atilde;o da P&aacute;scoa e dos acontecimentos messi&acirc;nicos &ndash; &agrave; semelhan&ccedil;a de um novo cativeiro &ndash; para ir, de novo, busc&aacute;-los, num regresso, no fim da hist&oacute;ria. Neste intervalo ou novo cativeiro do povo hebreu, acontece o &laquo;tempo dos pag&atilde;os&raquo;, que &eacute; o tempo da Igreja &ndash; o nosso tempo &ndash; o tempo da realiza&ccedil;&atilde;o da miss&atilde;o que nos foi dada por Jesus, levando a Boa Nova a todos os povos. &Eacute; a explica&ccedil;&atilde;o para o tempo que medeia entre os 2 fins: o de Jerusal&eacute;m (ano 70) e o do mundo (que aparece sempre com novas datas), cada um anunciado com muitos e terr&iacute;veis sinais.<\/p>\n<p>Voltando ao tema desta nossa IV Semana B&iacute;blica, a Alian&ccedil;a, celebrada por Deus com o Seu povo, est&aacute; no centro deste livro, como prova do pleno e fiel cumprimento das promessas. Assim como, tamb&eacute;m, a Sua Ressurrei&ccedil;&atilde;o, Ascens&atilde;o e &uacute;ltima vinda cumprem a grande promessa de que estar&aacute; connosco todos os dias e de que ser crist&atilde;o &eacute; viver com Jesus. O Papa diz-nos que a Ascens&atilde;o n&atilde;o &eacute; a partida de Jesus para algum lugar, mas a ida de Jesus para Deus que n&atilde;o ocupa espa&ccedil;os. &Eacute; um Deus que est&aacute; no nosso espa&ccedil;o, melhor, um Deus que nos convida para o Seu espa&ccedil;o. Torna, assim, espont&acirc;nea e real a Sua presen&ccedil;a junto de todos os disc&iacute;pulos, em todos os tempos. &nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p><strong>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/strong><strong>Alguns &ldquo;ditos&rdquo; e pontos &ldquo;pol&eacute;micos&rdquo;<\/strong><\/p>\n<p>Surgem, neste estudo, alguns temas que, pela mediatiza&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o pol&eacute;micos e t&ecirc;m uma grande relev&acirc;ncia:<\/p>\n<p>&#8211; <strong>Pecado da Igreja. <\/strong>O Papa fala do &ldquo;traidor&rdquo; como a possibilidade de a ruptura da amizade poder chegar &agrave; comunidade sacramental da Igreja, onde h&aacute; e poder&aacute; haver sempre pessoas que partilham &laquo;o seu p&atilde;o&raquo; e O atrai&ccedil;oam. &Eacute; motivo, tamb&eacute;m, para a agonia de Jesus, no dizer de Pascal.<\/p>\n<p>&#8211; <strong>&Eacute; Jesus um &ldquo;revolucion&aacute;rio&rdquo;?<\/strong> Jesus nunca aparece como um zelota ou membro de algum partido pol&iacute;tico. O Seu zelo &eacute; o amor e nunca a viol&ecirc;ncia. Os crist&atilde;os nunca poder&atilde;o ser confundidos pela pr&aacute;tica da viol&ecirc;ncia, mas pela viv&ecirc;ncia do amor. Jesus aparece com a miss&atilde;o de curar quem est&aacute; &agrave; margem da pr&oacute;pria vida e da sociedade. Na purifica&ccedil;&atilde;o do Templo, &eacute; o universalismo do acolhimento que est&aacute; em jogo, como Ele prova nas refer&ecirc;ncias &agrave;s crian&ccedil;as, aos simples, aos pequenos&hellip;<\/p>\n<p>&#8211; <strong>Sangue derramado &ldquo;por todos&rdquo;.<\/strong> Jesus veio &agrave; humanidade e est&aacute; na Igreja como um &ldquo;ser para&rdquo;. O que se l&ecirc; na palavra &ldquo;muitos&rdquo;, no Antigo Testamento, deve ler-se a &ldquo;totalidade&rdquo;, diz o Papa, justificando que, na consagra&ccedil;&atilde;o do c&aacute;lice deve ser dito &ldquo;derramado por v&oacute;s e por todos&rdquo;. Ent&atilde;o, como entender: muitos; totalidade dos judeus; ou todos? Como com a Eucaristia foi institu&iacute;da a Igreja e esta &eacute; o princ&iacute;pio vis&iacute;vel do reunir-se, a Igreja tem como miss&atilde;o reunir todos os que est&atilde;o dispersos, levando a Nova Alian&ccedil;a a todos.<\/p>\n<p>&#8211; <strong>Culpa dos judeus. <\/strong>Quem acusa Jesus? A aristocracia do Templo e n&atilde;o o povo judeu. Al&eacute;m deste grupo, associa-se, no contexto da amnistia pascal, a gentalha dos apoiantes de Barrab&aacute;s. Mesmo em rela&ccedil;&atilde;o aos que gritaram a Sua morte, esta n&atilde;o &eacute; castigo para ningu&eacute;m. A morte de Jesus, com o derramamento do Seu sangue, est&aacute; ao servi&ccedil;o da cura e n&atilde;o do castigo. O Seu sangue n&atilde;o &eacute; maldi&ccedil;&atilde;o, mas for&ccedil;a purificadora de amor.<\/p>\n<p>&#8211; <strong>A Ressurrei&ccedil;&atilde;o confirma e valida o cristianismo.<\/strong> Diz o Papa que, na sua pesquisa sobre Jesus, a ressurrei&ccedil;&atilde;o &eacute; o ponto decisivo. &ldquo;Que Jesus <em>tenha existido<\/em> s&oacute; no passado ou, pelo contr&aacute;rio, <em>exista<\/em> tamb&eacute;m no presente depende da ressurrei&ccedil;&atilde;o&rdquo;. Est&aacute; aqui o centro da nossa rela&ccedil;&atilde;o com Jesus Cristo. Com a ressurrei&ccedil;&atilde;o come&ccedil;ou a leitura &ldquo;nova&rdquo; da Escritura. Ao mesmo tempo, a ressurrei&ccedil;&atilde;o de Jesus cria, para n&oacute;s, um novo &acirc;mbito da vida &ndash; estar com Deus. Ela &eacute; um acontecimento hist&oacute;rico mas vai para al&eacute;m da hist&oacute;ria. Isto &eacute;, rompe a hist&oacute;ria e inaugura uma nova dimens&atilde;o &ndash; dimens&atilde;o escatol&oacute;gica.<\/p>\n<p>&#8211; <strong>Eucaristia, dia do Senhor e dia da Igreja. <\/strong>Da Eucaristia fazem parte a Cruz e a Ressurrei&ccedil;&atilde;o, que constituem o centro do culto crist&atilde;o. Jesus ressuscitou na manh&atilde; do Domingo, tornando-se este dia o &laquo;dia do Senhor&raquo;. Ent&atilde;o, o Domingo &eacute;, mesmo, o dia do encontro com o Ressuscitado, o dia da Assembleia dos crist&atilde;os, o dia da Igreja. A for&ccedil;a do 3&ordm; dia da morte do Senhor Jesus &eacute; t&atilde;o forte que teria de dar origem a um dia novo &ndash; esse &eacute; o Domingo, o Dia do Senhor que suplantou o S&aacute;bado.<\/p>\n<p>&#8211; <strong>Minist&eacute;rio ordenado e minist&eacute;rio da mulher. <\/strong>Na Ressurrei&ccedil;&atilde;o nasce a miss&atilde;o da Igreja. Na sua miss&atilde;o, todos somos chamados a participar. O Papa fala da miss&atilde;o diferente dos homens e das mulheres, a partir das formas diversas como uns e outros participaram no an&uacute;ncio da ressurrei&ccedil;&atilde;o. A tradi&ccedil;&atilde;o sobre a forma de profiss&atilde;o de f&eacute; e a tradi&ccedil;&atilde;o sob a forma de narra&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&#8211; <strong>A Ressurrei&ccedil;&atilde;o como um acontecimento da hist&oacute;ria que a ultrapassa, num salto ontol&oacute;gico, inaugurando um &acirc;mbito novo da vida: o estar com Deus, antecipando o definitivo<\/strong>. Anunciar a Ressurrei&ccedil;&atilde;o e a Ascens&atilde;o de Jesus &eacute; a miss&atilde;o da Igreja. Dar testemunho de Cristo vivo &eacute; o fundamental na Igreja e no crist&atilde;o. Da&iacute;, ter sido decisivo para a escolha de Matias ser um dos que testemunhou a Ressurrei&ccedil;&atilde;o. Sem P&aacute;scoa, n&atilde;o h&aacute; Igreja nem crist&atilde;os. Esta &eacute; a for&ccedil;a que se transforma em simpatia e em testemunho de alegria no mundo de hoje, crit&eacute;rio essencial para que o mundo creia.<\/p>\n<p>Viseu, 18 de Mar&ccedil;o de 2011<\/p>\n<p align=\"right\"><em>D. Il&iacute;dio Leandro<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Do Domingo de Ramos &agrave; Ressurrei&ccedil;&atilde;o 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Introdu&ccedil;&atilde;o Terminamos, hoje e aqui, a IV Semana B&iacute;blica da nossa Diocese de Viseu que reflectiu sobre o tema &ldquo;A Alian&ccedil;a na B&iacute;blia&rdquo;. 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