{"id":50510,"date":"2011-03-22T12:00:29","date_gmt":"2011-03-22T12:00:29","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/03\/22\/voluntariado-na-humanizacao-dos-cuidados-em-saude-mental\/"},"modified":"2011-03-22T12:00:29","modified_gmt":"2011-03-22T12:00:29","slug":"voluntariado-na-humanizacao-dos-cuidados-em-saude-mental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/voluntariado-na-humanizacao-dos-cuidados-em-saude-mental\/","title":{"rendered":"Voluntariado na humaniza\u00e7\u00e3o dos cuidados em sa\u00fade mental"},"content":{"rendered":"<p>A experi\u00eancia de Maria Teresa Gonzalez <!--more--> <\/p>\n<p>Maria Teresa Gonzalez colabora h&aacute; oito anos como volunt&aacute;ria numa cl&iacute;nica psiqui&aacute;trica ligada &agrave;s Irm&atilde;s Hospitaleiras do Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o de Jesus, em Lisboa, onde organiza momentos de ora&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria.<\/p>\n<p>&ldquo;Todos n&oacute;s precisamos de aten&ccedil;&atilde;o e de afecto, e quando nos juntamos para fortalecer esses la&ccedil;os na presen&ccedil;a de Deus, o que se d&aacute; &eacute; algo muito parecido com um milagre, porque &eacute; um momento de grande alegria e profundidade&rdquo; sublinha a escritora, em declara&ccedil;&otilde;es ao programa ECCLESIA.<\/p>\n<p>Com um vasto trabalho na &aacute;rea da escrita infanto-juvenil, autora da aclamada obra &ldquo;A lua de Joana&rdquo; e com participa&ccedil;&atilde;o em colec&ccedil;&otilde;es como o &ldquo;Clube das Chaves&rdquo; e &ldquo;Profiss&atilde;o Adolescente&rdquo;, s&atilde;o poucas as pessoas que conhecem a faceta &ldquo;volunt&aacute;ria&rdquo; desta especialista em l&iacute;nguas e literaturas modernas, nascida em Coimbra h&aacute; 53 anos.<\/p>\n<p>Uma liga&ccedil;&atilde;o que remonta aos seus tempos de estudante, na Casa das Irm&atilde;s Doroteias, em &Eacute;vora, onde todas as alunas eram encorajadas a reservarem um pouco do seu tempo livre para ajudarem fam&iacute;lias carenciadas.<\/p>\n<p>&ldquo;A partir da&iacute;, come&ccedil;ou logo a nascer em mim esse gosto por poder fazer alguma coisa de &uacute;til nesse tempo dito livre, que no fundo, todo o tempo &eacute; livre&rdquo; defende Maria Teresa Gonzalez, recordando uma miss&atilde;o que depois se estenderia a pessoas toxicodependentes e, mais recentemente, a doentes psiqui&aacute;tricos.<\/p>\n<p>Uma vez por semana, ela organiza a chamada &ldquo;Ora&ccedil;&atilde;o da Miseric&oacute;rdia&rdquo;na capela da Casa das Irm&atilde;s Hospitaleiras, convidando cada uma das utentes, atrav&eacute;s dos mist&eacute;rios do ter&ccedil;o, a falarem directamente com Deus, a exporem os seus problemas, a pedirem por si e pelos outros.<\/p>\n<p>A volunt&aacute;ria, ligada &agrave; Pastoral da Sa&uacute;de, explica que &ldquo;o objectivo foi que, todas no grupo se sentissem como intercessoras dos outros&rdquo; a real&ccedil;a que rezar pelo pr&oacute;ximo &ldquo;&eacute; algo que d&aacute; uma alegria e uma paz muito grande&rdquo;, mesmo para quem, no seu dia-a-dia, vive momentos de muito sofrimento.<\/p>\n<p>&ldquo;&Agrave;s vezes podemos pensar que quem est&aacute; com uma grande dose de sofrimento n&atilde;o pensar&aacute; no sofrimento dos demais, bem lhe basta o que j&aacute; est&aacute; a passar. Mas n&atilde;o &eacute; assim, tenho verificado que h&aacute; esse interesse, essa abertura ao outro, que &eacute; uma grande li&ccedil;&atilde;o para mim&rdquo;, revela.<\/p>\n<p>A Congrega&ccedil;&atilde;o das Irm&atilde;s Hospitaleiras do Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o de Jesus, fundada em Espanha em finais do s&eacute;culo XIX, &eacute; uma institui&ccedil;&atilde;o religiosa que se dedica a fornecer cuidados de sa&uacute;de a pessoas abandonadas ou em situa&ccedil;&atilde;o de exclus&atilde;o social, especialmente na &aacute;rea da sa&uacute;de mental.<\/p>\n<p>Desempenha esta miss&atilde;o seguindo o lema da abertura e do acolhimento do outro, independentemente da sua situa&ccedil;&atilde;o, algo que est&aacute; definido pelo conceito da verdadeira hospitalidade.<\/p>\n<p>O voluntariado &eacute; visto como uma parte important&iacute;ssima para a concretiza&ccedil;&atilde;o deste trabalho e as Irm&atilde;s contam no nosso pa&iacute;s com cerca de 200 colaboradores.<\/p>\n<p>Mais do que cumprirem uma fun&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica, os volunt&aacute;rios transportam sobretudo humanidade, gratuidade e entrega &agrave; vida de cada doente.<\/p>\n<p>&ldquo;Os rostos transfiguram-se quando v&ecirc;em as volunt&aacute;rias&rdquo; revela a irm&atilde; Isabel Morgado, que trabalha na Casa das Irm&atilde;s Hospitaleiras, em Lisboa, e que considera o voluntariado como algo &ldquo;important&iacute;ssimo em institui&ccedil;&otilde;es como estas&rdquo;.<\/p>\n<p>Basta um exemplo para confirmar esta &ldquo;regra&rdquo; &ndash; &ldquo;Se alguma vez n&atilde;o posso vir, ou se h&aacute; alguma actividade que impe&ccedil;a que haja este momento de ora&ccedil;&atilde;o, as utentes perguntam-me &lsquo;N&atilde;o vieste, o que &eacute; que aconteceu?&rsquo;&rdquo;, conta Maria Teresa Gonzalez, para quem tamb&eacute;m &ldquo;&eacute; dif&iacute;cil n&atilde;o levar dali os rostos, os sorrisos, &agrave;s vezes os problemas ou pedidos que s&atilde;o feitos&rdquo;.<\/p>\n<p>Apoiando-se numa experi&ecirc;ncia de muitos anos de servi&ccedil;o ao pr&oacute;ximo, a escritora acredita que mesmo o &ldquo;pouco&rdquo; que faz, tendo em conta os problemas que afectam os doentes, pode fazer a diferen&ccedil;a.<\/p>\n<p>&ldquo;Come&ccedil;a no nosso pr&oacute;prio cora&ccedil;&atilde;o, abre logo as nossas fronteiras, deixamos de estar t&atilde;o centrados em n&oacute;s mesmos&rdquo;, aponta a autora, defendendo que &ldquo;educar para sensibilidade &eacute; fundamental&rdquo;.<\/p>\n<p>J&aacute; com dois livros publicados sobre esta mat&eacute;ria, desde que come&ccedil;ou a colaborar neste projecto, Maria Teresa Gonzalez tem j&aacute; outras ideias em mente para p&ocirc;r em pr&aacute;tica na Casa das Irm&atilde;s Hospitaleiras: dinamizar a biblioteca da institui&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&ldquo;Convidar um conjunto de utentes e conversar um pouco sobre os livros, fazer algumas leituras em voz alta, fazer da leitura um prazer, que &eacute; o que deve ser&rdquo;, sustenta a escritora.&nbsp;<\/p>\n<p>Desta forma, Maria Teresa Gonzalez vai procurar aliar a sua paix&atilde;o pela escrita e pelos livros com o seu amor pelo servi&ccedil;o aos outros.<\/p>\n<p><em>PTE\/JCP<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A experi\u00eancia de Maria Teresa Gonzalez<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[174,329],"class_list":["post-50510","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-diocese-de-coimbra","tag-voluntariado"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50510","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50510"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50510\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50510"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50510"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50510"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}