{"id":50481,"date":"2011-03-20T18:47:07","date_gmt":"2011-03-20T18:47:07","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/03\/20\/catequese-do-cardeal-patriarca-de-lisboa-no-2-o-domingo-da-quaresma\/"},"modified":"2011-03-20T18:47:07","modified_gmt":"2011-03-20T18:47:07","slug":"catequese-do-cardeal-patriarca-de-lisboa-no-2-o-domingo-da-quaresma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/catequese-do-cardeal-patriarca-de-lisboa-no-2-o-domingo-da-quaresma\/","title":{"rendered":"Catequese do cardeal-patriarca de Lisboa no 2.\u00ba Domingo da Quaresma"},"content":{"rendered":"<p><strong>&ldquo;Escutar a Palavra do Senhor&rdquo;<\/strong><\/p>\n<p><strong><\/strong><strong>Introdu&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>1. Na primeira Catequese vimos que Deus, ao escolher para Si um Povo, quis ser um Deus amigo, &iacute;ntimo, a viver com esse Povo. Uma express&atilde;o desse desejo de proximidade e de rela&ccedil;&atilde;o, &eacute; a Revela&ccedil;&atilde;o. Revelar-se &eacute; dar a outro acesso a uma intimidade pessoal que de outro modo n&atilde;o seria conhecida. Ao revelar-se, Deus deseja ser conhecido, tanto quanto o pode ser, por criaturas pecadoras. Abre os segredos do seu Ser &iacute;ntimo, do seu des&iacute;gnio acerca do homem que criou. Deus revela-se e o pr&oacute;prio facto de o fazer &eacute; uma manifesta&ccedil;&atilde;o de amor.<\/p>\n<p>A principal express&atilde;o desta revela&ccedil;&atilde;o &eacute; a sua Palavra: Deus fala ao seu Povo. A Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica Post-Sinodal &ldquo;Verbum Domini&rdquo;, afirma logo no in&iacute;cio: &ldquo;A novidade da revela&ccedil;&atilde;o b&iacute;blica consiste no facto de Deus se dar a conhecer no di&aacute;logo que deseja ter connosco&rdquo;(1).<\/p>\n<p>Um Deus que se exprime no di&aacute;logo &eacute; um Deus comunh&atilde;o. Deus est&aacute; com os homens na verdade do seu pr&oacute;prio mist&eacute;rio &iacute;ntimo: Ele &eacute; comunh&atilde;o de Pessoas. E a Palavra que dirige ao seu Povo, em linguagem humana, &eacute; a Encarna&ccedil;&atilde;o da Palavra eterna de Deus, o <strong>Logos<\/strong>. Sempre que nos fala, convida-nos a entrar na sua intimidade, na comunh&atilde;o das pessoas divinas. A nossa caminhada neste mist&eacute;rio &eacute; tornarmo-nos capazes de, ao escutar as palavras dos Profetas, dos Evangelistas ou da Igreja, escutarmos o pr&oacute;prio Logos eterno de Deus, que se nos tornou acess&iacute;vel em Jesus Cristo. S&atilde;o Jo&atilde;o resume assim toda a aventura da Palavra, na Igreja: &ldquo;E o Verbo faz-se carne e habitou entre n&oacute;s, e n&oacute;s vimos a sua Gl&oacute;ria, gl&oacute;ria que recebe de seu Pai, como Filho &uacute;nico, cheio de gra&ccedil;a e de verdade&rdquo; (Jo. 1,14). Depois da Encarna&ccedil;&atilde;o da Palavra eterna, em Jesus Cristo, ouvir Deus &eacute; sempre ouvir o seu Filho, escutar Deus &eacute; sempre escutar Jesus Cristo. &Eacute; por isso que a primeira resposta que Deus espera do seu Povo, &eacute; que O escute, que acolha a sua Palavra. Antes de anunciar &eacute; preciso escutar.<\/p>\n<p><strong>Uma Palavra actual <\/strong><\/p>\n<p>2. A Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica diz-nos, logo no in&iacute;cio, que a B&iacute;blia n&atilde;o &eacute; uma Palavra do passado, mas uma Palavra viva e actual (2). Esta preocupa&ccedil;&atilde;o vem ao encontro de uma dificuldade real dos crist&atilde;os de hoje frente &agrave; Palavra de Deus. Qual &eacute; a perspectiva: Deus falou no passado e n&oacute;s tentamos compreender o que disse e tirar da&iacute; ensinamentos? Ou Deus fala hoje, continua a interpelar-nos e a surpreender-nos com a Palavra que nos dirige? &ldquo;A f&eacute; crist&atilde; n&atilde;o &eacute; uma religi&atilde;o do Livro; o cristianismo &eacute; a religi&atilde;o da Palavra de Deus, n&atilde;o de uma palavra escrita e muda, mas do Verbo encarnado e vivo&rdquo; (3). Se o cristianismo fosse s&oacute; &ldquo;uma religi&atilde;o do Livro&rdquo;, o esfor&ccedil;o da Igreja limitar-se-ia a analisar o texto para ver o que Deus disse ao seu Povo, nas diversas etapas da sua hist&oacute;ria. Mas n&oacute;s acreditamos que a Palavra de Deus &eacute; actual, Ele continua a ser um Deus em di&aacute;logo com o seu Povo, a conduzi-lo pela sua Palavra em cada momento e circunst&acirc;ncia da hist&oacute;ria. Se acreditamos que Deus continua a falar-nos, a atitude da Igreja tem de ser outra: a da escuta, cora&ccedil;&atilde;o aberto para escutar agora o que Deus diz &agrave; Igreja, que &eacute; o seu Povo.<\/p>\n<p><strong>Como &eacute; que Deus nos fala hoje<\/strong><\/p>\n<p>3. Para bem escutarmos a Palavra do Senhor, temos de ter uma consci&ecirc;ncia clara dos modos como Deus fala hoje ao seu Povo e a cada um de n&oacute;s.<\/p>\n<p>Ele fala-nos pelo seu Filho Jesus Cristo. Palavra eterna de Deus fez-se Homem e ficou connosco. N&rsquo;Ele, Deus diz-nos tudo e sempre o que tem para nos dizer. Na encarna&ccedil;&atilde;o do Verbo &ldquo;a Palavra n&atilde;o se exprime primariamente num discurso, em conceitos ou regras; mas vemo-nos colocados diante da pr&oacute;pria Pessoa de Jesus. A sua hist&oacute;ria, &uacute;nica e singular, &eacute; a Palavra definitiva que Deus diz &agrave; humanidade. Daqui se compreende por que motivo, no in&iacute;cio do ser crist&atilde;o n&atilde;o h&aacute; uma decis&atilde;o &eacute;tica ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa, que d&aacute; &agrave; vida um novo horizonte&rdquo; (4). Na escuta amorosa da Palavra que Deus dirige hoje ao seu Povo, &eacute; essencial a rela&ccedil;&atilde;o com a Pessoa de Jesus nas suas diversas express&otilde;es: a adora&ccedil;&atilde;o, a celebra&ccedil;&atilde;o da Eucaristia, as suas palavras que nos foram transmitidas pelos Evangelhos. S&oacute; na rela&ccedil;&atilde;o com Jesus Cristo se escuta a Palavra do Pai. Cristo &eacute;, para todos os tempos, a Palavra do Pai.<\/p>\n<p>Desde que esteja garantida esta rela&ccedil;&atilde;o de f&eacute; e de amor com a Pessoa de Jesus, a Igreja pode escutar a Palavra de Deus atrav&eacute;s de outros meios e caminhos. No S&iacute;nodo &ldquo;falou-se justamente de uma sinfonia da Palavra, de uma Palavra &uacute;nica que se exprime de diversos modos, um canto a v&aacute;rias vozes&rdquo; (5). A unidade desta sinfonia &eacute; a Pessoa de Jesus, Palavra eterna de Deus, a Quem devo escutar numa rela&ccedil;&atilde;o de f&eacute; e de amor&rdquo;. A pr&oacute;pria express&atilde;o Palavra de Deus indica a Pessoa de Jesus Cristo, Filho eterno do Pai que se fez Homem&rdquo; (6).<\/p>\n<p>Nesta sintonia de vozes, atrav&eacute;s das quais Deus nos fala por Jesus Cristo, avulta a Sagrada Escritura que se tornou linguagem de Jesus Cristo. S&oacute; n&rsquo;Ele e por Ele a Escritura se torna Palavra de Deus hoje. Santo Ambr&oacute;sio afirmava que &ldquo;o Corpo do Filho &eacute; a Escritura que nos foi transmitida&rdquo;. &ldquo;Deus atrav&eacute;s de todas as palavras da Escritura diz s&oacute; uma Palavra, o seu &uacute;nico Verbo em que se diz inteiramente a Si Mesmo&rdquo;. E Santo Agostinho afirmava: &ldquo;lembrai-vos de que o discurso de Deus que se desenvolve em todas as Escrituras &eacute; um s&oacute;, e um s&oacute; &eacute; o Verbo, que se faz ouvir na boca de todos os escritores sagrados&rdquo; (7).<\/p>\n<p>Outras vozes que nos podem ajudar, hoje, a ouvir o que Deus nos diz em Jesus Cristo, s&atilde;o a maneira como em todos os tempos a Igreja escutou o Senhor, lendo as Escrituras. &Eacute; a f&eacute; da Igreja, conduzida pelo Esp&iacute;rito, em todos os tempos, na escuta da Palavra de Deus. A Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica afirma-o claramente: &ldquo;Em &uacute;ltima an&aacute;lise &eacute; a Tradi&ccedil;&atilde;o viva da Igreja que nos faz compreender adequadamente a Sagrada Escritura como Palavra de Deus&rdquo; (8).<\/p>\n<p>E, finalmente, podemos escutar o que Deus nos diz hoje em Jesus Cristo, contemplando a Cria&ccedil;&atilde;o, se acreditarmos que, por Ele, foram feitas todas as coisas (cf. Jo. 1,3), que Ele &eacute; o primog&eacute;nito de toda a cria&ccedil;&atilde;o (cf. Col. 1,15) e que todas as coisas foram criadas por meio d&rsquo;Ele e em vista d&rsquo;Ele (cf. Col. 1,16). &Eacute; poss&iacute;vel escutar o Criador, observando as criaturas. A&iacute; a sinfonia alarga-se &agrave; imensa beleza da variedade das criaturas. Como afirmava S&atilde;o Boaventura &ldquo;toda a criatura &eacute; Palavra de Deus porque proclama Deus&rdquo; (9).<\/p>\n<p><strong>Dialogar com Deus com as pr&oacute;prias Palavras de Deus<\/strong><\/p>\n<p>4. Escutar, hoje, a Palavra de Deus &eacute; aceitar entrar no di&aacute;logo para que Ele nos convida e atrai e, portanto, mergulhar na experi&ecirc;ncia da comunh&atilde;o que se exprime, em Igreja, na rela&ccedil;&atilde;o com Jesus Cristo. Entrar neste di&aacute;logo est&aacute; acima das nossas for&ccedil;as humanas. S&oacute; o Senhor pode p&ocirc;r nos nossos l&aacute;bios e no nosso cora&ccedil;&atilde;o as palavras que havemos de responder &agrave; Palavra do Senhor. A nossa palavra com que respondemos &agrave; Palavra de Deus &eacute; um dom do pr&oacute;prio Deus, suscitada em n&oacute;s pelo Esp&iacute;rito Santo. Se tentarmos responder a Deus s&oacute; com as nossas palavras humanas, nunca entraremos verdadeiramente nesse di&aacute;logo, talvez nem cheguemos a escutar a voz do Senhor.<\/p>\n<p>Voltamos &agrave; import&acirc;ncia da Sagrada Escritura. Atrav&eacute;s dela, Deus n&atilde;o s&oacute; nos fala hoje pelo seu Filho Jesus Cristo, mas p&otilde;e na nossa boca as palavras com que devemos responder &agrave; Palavra viva de Deus, porque a Sagrada Escritura tantas vezes sugere a resposta que Deus deseja. Cristo n&atilde;o &eacute; apenas a Palavra definitiva mas &eacute; a resposta perfeita &agrave; Palavra eterna do Pai. No seguimento de Jesus Cristo aprendemos a responder a Deus. Se aprendermos a encontrar na Sagrada Escritura as nossas respostas &agrave; Palavra que Deus nos dirige, interiorizamos a nossa aceita&ccedil;&atilde;o dos textos sagrados como Palavra de Deus, espontaneamente repetimo-los e memorizamo-los, de modo a transformarem-se espontaneamente na nossa resposta a Deus que nos fala. A Sagrada Escritura &eacute; como uma l&iacute;ngua que se aprende e se torna parte de n&oacute;s, da nossa compreens&atilde;o e da nossa express&atilde;o.<\/p>\n<p>Escutamos e respondemos &agrave; Palavra de Deus, movidos pelo Esp&iacute;rito Santo. Participamos mais uma vez, no dinamismo trinit&aacute;rio de comunh&atilde;o das Pessoas Divinas. O facto de Deus Pai nos falar, atrav&eacute;s do seu Filho, o seu Verbo, acontece no Esp&iacute;rito de amor que brota da rela&ccedil;&atilde;o do Pai e do Filho. Sempre que nos fala, pelo seu Filho, Deus comunica-nos o seu Esp&iacute;rito e s&oacute; Ele nos permite escutar e responder. &ldquo;A Palavra de Deus exprime-se em palavras humanas, gra&ccedil;as &agrave; obra do Esp&iacute;rito Santo. A miss&atilde;o do Filho e do Esp&iacute;rito Santo s&atilde;o insepar&aacute;veis e constituem uma &uacute;nica economia da salva&ccedil;&atilde;o&rdquo; (10). O Evangelista S&atilde;o Jo&atilde;o sublinha esta ac&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo na escuta da Palavra. &Eacute; Ele que ensinar&aacute; os disc&iacute;pulos, recordando-lhes tudo o que o Senhor disse; &eacute; Ele que conduzir&aacute; os disc&iacute;pulos &agrave; plenitude da verdade (cf. Jo. 14,26; 16,13).<\/p>\n<p><strong>Escutar a Palavra em Igreja<\/strong><\/p>\n<p>5. A Igreja, Povo do Senhor, &eacute; o verdadeiro interlocutor de Deus. &Eacute; ao seu Povo que o Senhor fala e se revela; &eacute; dele que espera uma resposta, &eacute; a Igreja que &eacute; enviada a anunciar a Palavra, participando da pr&oacute;pria miss&atilde;o do seu Senhor. O equil&iacute;brio entre a escuta pessoal da Palavra, e o acolhimento que da mesma Palavra faz a Igreja, &eacute; um equil&iacute;brio dif&iacute;cil de conseguir. Depende, fundamentalmente, da inser&ccedil;&atilde;o de cada crist&atilde;o na comunh&atilde;o da Igreja, o que o leva a rejeitar qualquer interpreta&ccedil;&atilde;o da Palavra que n&atilde;o coincida com a da Igreja. De facto, ao longo dos s&eacute;culos, sempre que crist&atilde;os, individualmente ou em grupo, pretenderam escutar a Palavra sem estarem em comunh&atilde;o com toda a Igreja, correram o risco de escutarem o que gostariam de ouvir e n&atilde;o o que Deus tem para lhes dizer.<\/p>\n<p>A Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica recorda-nos que &ldquo;a rela&ccedil;&atilde;o entre Cristo, Palavra do Pai e a Igreja (&hellip;) &eacute; uma rela&ccedil;&atilde;o vital, na qual cada fiel &eacute;, pessoalmente, convidado a entrar&rdquo; (11). A escuta da Palavra tem de ser cultivada simultaneamente com a viv&ecirc;ncia da Igreja como comunh&atilde;o, com Jesus Cristo e por Ele, com a Sant&iacute;ssima Trindade. &ldquo;A contemporaneidade de Cristo com o ser humano de cada &eacute;poca realiza-se no seu Corpo, que &eacute; a Igreja&rdquo; (12).<\/p>\n<p>Ao longo dos s&eacute;culos, apesar das dificuldades do tempo e da hist&oacute;ria, foi a Igreja, esse &ldquo;n&oacute;s&rdquo; que &eacute; o Povo do Senhor, que escutou bem a Palavra do Senhor. &ldquo;Mestra da escuta, a Esposa de Cristo repete, com f&eacute;, tamb&eacute;m hoje: falai, Senhor, que a vossa Igreja vos escuta&rdquo; (13). A escuta da Palavra, por cada crist&atilde;o, faz-se aderindo &agrave; maneira como a Igreja escuta a mesma Palavra, aprofunda-se rezando com a Igreja, transforma-se em miss&atilde;o, anunciando-a com a Igreja e em nome da Igreja. &Eacute; preciso que em cada crist&atilde;o que escuta a Palavra, seja a Igreja que a escuta.<\/p>\n<p><strong>Escuta da Palavra e Nova Evangeliza&ccedil;&atilde;o <\/strong><\/p>\n<p>6. A renova&ccedil;&atilde;o da evangeliza&ccedil;&atilde;o tem o seu destino ligado ao modo como toda a Igreja e cada crist&atilde;o escutam, hoje, a Palavra do Senhor. &ldquo;A Igreja &eacute; uma comunidade que escuta e anuncia a Palavra do Senhor (&hellip;) s&oacute; quem se coloca primeiro &agrave; escuta da Palavra &eacute; que pode depois tornar-se anunciador&rdquo; (14). &Eacute; que a mensagem central da Palavra &eacute; a manifesta&ccedil;&atilde;o do infinito amor de Deus pelos homens, expresso em Cristo, de modo especial na sua oferta pascal. A evangeliza&ccedil;&atilde;o &eacute; sempre o an&uacute;ncio sincero e experimentado deste infinito amor de Deus. A Nova Evangeliza&ccedil;&atilde;o precisa do ardor e da como&ccedil;&atilde;o de quem se sentiu tocado por essa Palavra que Deus nos diz hoje, sempre, em cada dia da nossa vida.<\/p>\n<p>S&eacute; Patriarcal, 20 de Mar&ccedil;o de 2011<\/p>\n<p align=\"right\"><em>D. Jos&eacute; Policarpo, Cardeal-Patriarca<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>NOTAS:<\/strong><\/p>\n<p>1 <em>Verbum Domini<\/em><strong> <\/strong>(VD), n&ordm; 6<\/p>\n<p>2 VD, n&ordm; 5<\/p>\n<p>3 VD, n&ordm; 7<\/p>\n<p>4 VD, n&ordm; 11<\/p>\n<p>5 VD, n&ordm; 7<\/p>\n<p>6 Ibidem<\/p>\n<p>7 VD., n&ordm; 18<\/p>\n<p>8 VD., n&ordm; 17<\/p>\n<p>9 cf. VD., n&ordm; 8<\/p>\n<p>10 VD., n&ordm; 15<\/p>\n<p>11 VD., n&ordm; 51<\/p>\n<p>12 Ibidem<\/p>\n<p>13 Ibidem<\/p>\n<p>14 Ibidem<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&ldquo;Escutar a Palavra do Senhor&rdquo; Introdu&ccedil;&atilde;o 1. Na primeira Catequese vimos que Deus, ao escolher para Si um Povo, quis ser um Deus amigo, &iacute;ntimo, a viver com esse Povo. Uma express&atilde;o desse desejo de proximidade e de rela&ccedil;&atilde;o, &eacute; a Revela&ccedil;&atilde;o. 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