{"id":50397,"date":"2011-03-15T09:39:56","date_gmt":"2011-03-15T09:39:56","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/03\/15\/podemos-passar-ao-lado-da-primavera\/"},"modified":"2011-03-15T09:39:56","modified_gmt":"2011-03-15T09:39:56","slug":"podemos-passar-ao-lado-da-primavera","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/podemos-passar-ao-lado-da-primavera\/","title":{"rendered":"Podemos passar ao lado da Primavera?"},"content":{"rendered":"<p>A hist\u00f3ria, atravessada pelo dinamismo do Reino de Deus, n\u00e3o se reduz a um monte de implac\u00e1veis cinzas. Estamos, sim, prometidos \u00e0 Primavera <!--more--> <\/p>\n<p>Com o tempo da Quaresma come&ccedil;a para os crist&atilde;os o acordar da Primavera. Na natureza j&aacute; n&atilde;o se conseguem esconder os sinais da sua presen&ccedil;a: das &aacute;rvores de grande porte &agrave; mais singela flor tudo parece despertar da penumbra do inverno. Sentimo-nos como naquela passagem da Carta aos Hebreus, que diz: &laquo;estamos envolvidos por uma nuvem de testemunhas&raquo;. De facto, o grande alvoro&ccedil;o de vida com que a cria&ccedil;&atilde;o, a nosso lado, se reveste, constitui um desafio que vai directo ao interior de n&oacute;s. Podemos passar ao lado da Primavera sem reflorir?<\/p>\n<p>A chave do nosso florescimento &eacute; Cristo. &Eacute; Ele que permite ao Homem, sendo velho, nascer de novo. De junto do Pai, Ele envia-nos o Esp&iacute;rito que nos conduz &agrave; verdade plena. O Esp&iacute;rito desmonta o nosso fatalismo em rela&ccedil;&atilde;o a n&oacute;s e &agrave; hist&oacute;ria, desarmando as declara&ccedil;&otilde;es que fazemos sobre o que &eacute; imposs&iacute;vel. Talvez achemos que n&atilde;o nos &eacute; poss&iacute;vel renascer. Talvez nos pare&ccedil;am imposs&iacute;veis as transforma&ccedil;&otilde;es essenciais: as que nos conduzem ao perd&atilde;o e ao dom, &agrave; gratuidade do amor e do servi&ccedil;o, ao mist&eacute;rio da prece e da esperan&ccedil;a. E, contudo, o Esp&iacute;rito Daquele que morreu numa cruz e ressuscitou n&atilde;o deixa de proclamar o contr&aacute;rio. O Homem n&atilde;o est&aacute; condenado ao peso da sua sombra ou a um crep&uacute;sculo de cinismo e desist&ecirc;ncia. A hist&oacute;ria, atravessada pelo dinamismo do Reino de Deus, n&atilde;o se reduz a um monte de implac&aacute;veis cinzas. Estamos, sim,&nbsp; prometidos &agrave; Primavera.<\/p>\n<p>O tempo da Quaresma &eacute; um grande momento de profiss&atilde;o de F&eacute; e, simultaneamente, um tempo muito pr&aacute;tico. &Agrave;s portas das nossas Igrejas poder&iacute;amos colocar uma tabuleta: &laquo;Obras em curso&raquo;. A Quaresma &eacute; um estaleiro. Nesse sentido, a tradi&ccedil;&atilde;o crist&atilde; oferece-nos tr&ecirc;s meios, de extraordin&aacute;ria simplicidade, mas de consistente verdade. Primeiro a ora&ccedil;&atilde;o: somos chamados a rezar, isto &eacute;, a expormo-nos a Deus sem m&aacute;scaras, em atitude de acolhimento e de escuta. Depois, somos chamados ao jejum. O nosso eu facilmente se torna tir&acirc;nico nas suas reivindica&ccedil;&otilde;es, rapidamente so&ccedil;obra sequestrado por uma cultura que estimula falsas necessidades e apetites, frequentemente se acha mais do lado dos direitos que dos deveres. O jejum, atrav&eacute;s de gestos concretos de ren&uacute;ncia, contraria esta l&oacute;gica e devolve-nos um salutar sentido cr&iacute;tico em rela&ccedil;&atilde;o ao que estamos a ser e &agrave;quilo de que nos alimentamos. Por fim, a esmola &eacute; a express&atilde;o do dom de n&oacute;s mesmos, se quisermos ser disc&iacute;pulos Daquele que se deu at&eacute; ao fim.<\/p>\n<p align=\"right\"><em>Jos&eacute; Tolentino Mendon&ccedil;a<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A hist\u00f3ria, atravessada pelo dinamismo do Reino de Deus, n\u00e3o se reduz a um monte de implac\u00e1veis cinzas. 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