{"id":50363,"date":"2011-03-11T21:44:58","date_gmt":"2011-03-11T21:44:58","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/03\/11\/apresentacao-do-livro-jesus-de-nazare-pelo-cardeal-patriarca-de-lisboa\/"},"modified":"2011-03-11T21:44:58","modified_gmt":"2011-03-11T21:44:58","slug":"apresentacao-do-livro-jesus-de-nazare-pelo-cardeal-patriarca-de-lisboa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/apresentacao-do-livro-jesus-de-nazare-pelo-cardeal-patriarca-de-lisboa\/","title":{"rendered":"Apresenta\u00e7\u00e3o do livro \u00abJesus de Nazar\u00e9\u00bb pelo cardeal-patriarca de Lisboa"},"content":{"rendered":"<p><strong>&ldquo;Jesus de Nazar&eacute;&rdquo;<\/strong><\/p>\n<p>Foi vontade do Santo Padre que a apresenta&ccedil;&atilde;o deste 2&ordm; volume de &ldquo;Jesus de Nazar&eacute;&rdquo; n&atilde;o obedecesse aos crit&eacute;rios editoriais habituais na edi&ccedil;&atilde;o de um livro, mas fosse uma apresenta&ccedil;&atilde;o ao Povo de Deus, feita pelo Bispo diocesano, Pastor da Igreja particular. &Eacute; por isso que estou aqui, n&atilde;o como um perito, mas como Pastor da Igreja de Lisboa, convidando-vos a integrarem a leitura deste 2&ordm; volume na vossa caminhada quaresmal e na celebra&ccedil;&atilde;o da P&aacute;scoa deste ano. De facto, ele acompanha a pessoa de Jesus na sua &uacute;ltima subida a Jerusal&eacute;m, durante a festa judaica da P&aacute;scoa, contexto em que celebrou a sua P&aacute;scoa, a nova P&aacute;scoa, que continua a ser a nossa P&aacute;scoa. Este livro convida-nos a juntarmo-nos ao Senhor e a fazer com Ele a grande passagem, aquela que pode mudar definitivamente a nossa vida.<\/p>\n<p>Nesta perspectiva, h&aacute; coisas que eu n&atilde;o posso, nem quero fazer: emitir opini&otilde;es pessoais de an&aacute;lise cr&iacute;tica sobre as leituras exeg&eacute;tico-teol&oacute;gicas do autor. O livro cativou-me, &eacute; uma palavra do nosso Papa, quero apenas aceitar o convite que nos faz de acompanhar Jesus, na celebra&ccedil;&atilde;o da P&aacute;scoa, aproximar-me, guiado pelo Papa, dessa figura apaixonante de Jesus Cristo. Esse &eacute; o seu objectivo: &ldquo;aproximar-me de Nosso Senhor de um modo que possa ser &uacute;til a todos os leitores que queiram encontrar Jesus e acreditar n&rsquo;Ele&rdquo; (cf. p. 12). Este objectivo o autor enuncia-o mais vezes. Por exemplo ao falar da presen&ccedil;a de Jesus diante do Sin&eacute;drio, afirma: &ldquo;Vejamos agora, mais de perto as narra&ccedil;&otilde;es dos Evangelhos, sempre com o objectivo de aprender a conhecer e compreender melhor a figura do pr&oacute;prio Jesus&rdquo; (p. 146).<\/p>\n<p>Outra coisa que eu n&atilde;o quero fazer: anular o espa&ccedil;o da vossa surpresa e do vosso encantamento na leitura do livro, fazendo j&aacute; demasiadas refer&ecirc;ncias &agrave; maneira como o autor nos quer conduzir ao encontro de Jesus, o Jesus dos Evangelhos, o Jesus da f&eacute; da Igreja. Limitar-me-ei a indicar-vos alguns crit&eacute;rios, que sendo os do autor, devem conduzir o leitor neste fazer-se disc&iacute;pulo do Senhor tamb&eacute;m atrav&eacute;s da leitura deste livro, o que deve acontecer no contexto da nossa celebra&ccedil;&atilde;o da P&aacute;scoa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>2. Mas afinal que livro &eacute; este? Um acto de magist&eacute;rio do Papa Bento XVI? O livro de um grande te&oacute;logo que atingiu, em s&iacute;ntese harm&oacute;nica, o verdadeiro sentido da teologia? Temos que admitir que &eacute; um &ldquo;tertium genus&rdquo;, a que a Igreja n&atilde;o estava habituada. O papado n&atilde;o anulou o te&oacute;logo que, agora, p&otilde;e todo o saber adquirido, ao servi&ccedil;o da Igreja, como Mestre da f&eacute;. Este volume &eacute;, sintomaticamente, assinado por Joseph Ratzinger e Bento XVI. Qual deles prevalece? Juntam-se ambos num texto onde a ci&ecirc;ncia desabrocha na sabedoria, isto &eacute;, no caminho humano para ir ao encontro de Cristo, em Igreja, sem deixar de apontar as verdadeiras exig&ecirc;ncias que o encontro com Cristo apresenta aos seus disc&iacute;pulos. Faz quest&atilde;o em recordar, v&aacute;rias vezes, que o cristianismo n&atilde;o &eacute;, apenas, uma nova moral, mas &eacute; uma vida nova, que toca no ser ontol&oacute;gico do homem e o introduz na vida aut&ecirc;ntica e definitiva. Uma obra, como esta, significa o apogeu da teologia e da sua import&acirc;ncia na vida da Igreja e na caminhada da f&eacute; de cada crente. Logo no Pref&aacute;cio afirma: &ldquo;Se a exegese b&iacute;blica cient&iacute;fica n&atilde;o quer exaurir-se em hip&oacute;teses sempre novas, tornando-se teologicamente insignificante, deve realizar um passo metodologicamente novo e voltar a reconhecer-se como disciplina teol&oacute;gica, sem renunciar ao seu car&aacute;cter hist&oacute;rico&rdquo; (p.10).<\/p>\n<p>Tratando-se de um livro que trabalha, sobretudo, textos b&iacute;blicos, esta afirma&ccedil;&atilde;o exige, necessariamente, o repensar a hermen&ecirc;utica b&iacute;blica, ou seja, o m&eacute;todo e a arte para ler e interpretar a Sagrada Escritura. Bento XVI vai voltar a este tema da import&acirc;ncia da hermen&ecirc;utica para a leitura da Sagrada Escritura na Igreja, na Exorta&ccedil;&atilde;o Post-Sinodal &ldquo;Verbum Domini&rdquo; (VD. Nn. 29ss). Aqui, para chegar ao encontro com o Jesus real, chama a aten&ccedil;&atilde;o para a insufici&ecirc;ncia da hermen&ecirc;utica hist&oacute;rica, baseada no m&eacute;todo hist&oacute;rico-cr&iacute;tico, que deve ser completada com uma hermen&ecirc;utica da f&eacute; que inclui, como elementos para nos levar at&eacute; ao Jesus real, a maneira como os Ap&oacute;stolos ouviram e acreditaram em Jesus, e como a Igreja apost&oacute;lica viu Jesus. O autor reconhece que &ldquo;esta uni&atilde;o de dois g&eacute;neros de hermen&ecirc;utica muito diferentes entre si &eacute; uma tarefa a realizar sempre de novo. Mas tal uni&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel e atrav&eacute;s dela as grandes intui&ccedil;&otilde;es da exegese patr&iacute;stica poder&atilde;o, num contexto novo, voltar a dar fruto&rdquo; (p. 10). H&aacute; a convic&ccedil;&atilde;o de que s&oacute; na Igreja se encontra o Jesus real. &ldquo;Conjugando, entre si, estas duas hermen&ecirc;uticas, procurei desenvolver um olhar sobre o Jesus dos Evangelhos e uma escuta d&rsquo;Ele, que pudessem tornar-se um encontro. Todavia, na escuta em comunh&atilde;o com os disc&iacute;pulos de Jesus de todos os tempos, chegar tamb&eacute;m &agrave; certeza da figura verdadeiramente hist&oacute;rica de Jesus&rdquo;. E o autor explica-nos ainda mais claramente a sua escolha metodol&oacute;gica: &ldquo;procurei manter-me fora das controv&eacute;rsias poss&iacute;veis sobre muitos elementos particulares e reflectir apenas sobre as palavras e as ac&ccedil;&otilde;es essenciais de Jesus, guiado pela hermen&ecirc;utica da f&eacute;, mas ao mesmo tempo tendo responsavelmente em conta a raz&atilde;o hist&oacute;rica necessariamente contida nessa mesma f&eacute;&rdquo; (p. 12).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>3. Uma express&atilde;o importante desta op&ccedil;&atilde;o hermen&ecirc;utica &eacute; a unidade dos dois Testamentos. &Eacute; o mesmo Povo, a quem Deus se revelou e mant&eacute;m total fidelidade &agrave; Alian&ccedil;a. Tudo o que Jesus &eacute; e faz est&aacute; na continuidade da fidelidade de Deus &agrave; sua Alian&ccedil;a. Isso torna-se claro nos Salmos: &ldquo;Jesus reza em perfeita comunh&atilde;o com Israel e, contudo, Ele mesmo &eacute; Israel de um modo novo&rdquo;. Ao encontrar Cristo percebemos que todo o Antigo Testamento tem de ser lido &agrave; luz de Cristo, da realiza&ccedil;&atilde;o plena da Alian&ccedil;a. O autor lembra Santo Agostinho que diz que &ldquo;nos salmos &eacute; sempre Cristo que fala, umas vezes como cabe&ccedil;a, outras como corpo&rdquo; (p. 124).<\/p>\n<p>Nesta harmonia com o Antigo Testamento h&aacute; uma s&iacute;ntese entre fidelidade e novidade (p. 125). Quando Jesus define o seu minist&eacute;rio messi&acirc;nico, a sua realeza, f&aacute;-lo sempre como realiza&ccedil;&atilde;o do que estava anunciado, nos profetas e nos salmos, a ora&ccedil;&atilde;o de Israel; mas a maneira como a profecia se realiza n&rsquo;Ele introduz a novidade radical da realiza&ccedil;&atilde;o definitiva da Alian&ccedil;a. &Eacute; sobretudo na Paix&atilde;o, a parte mais chocante e definitiva do minist&eacute;rio de Jesus, que Ele fala de Si e fala a Deus Pai com as palavras do Salmo 129. Os acontecimentos da morte e ressurrei&ccedil;&atilde;o de Jesus levam-nos a ler o Antigo Testamento de uma maneira nova. N&atilde;o foi a Escritura que suscitou os acontecimentos, foram estes que levaram a uma nova compreens&atilde;o da Escritura (cf. p. 167-168). Para o autor &eacute; claro que tudo o que aconteceu a Jesus &eacute; cumprimento da Escritura (cf. p. 206).<\/p>\n<p>Esta unidade entre os dois Testamentos leva o autor a apontar a dignidade de Israel, o Povo do Antigo Testamento. J&aacute; na subida para Jerusal&eacute;m, a multid&atilde;o que acompanha Jesus s&atilde;o peregrinos que se juntam a Ele, que fazem a sua aclama&ccedil;&atilde;o messi&acirc;nica e n&atilde;o se confundem com a popula&ccedil;&atilde;o da cidade. E esta n&atilde;o se confunde com a multid&atilde;o que prefere Barrab&aacute;s e pede a condena&ccedil;&atilde;o de Jesus. Esses eram os zelotas, partid&aacute;rios de Barrab&aacute;s, que se juntaram aos gritos para que a amnistia da P&aacute;scoa fosse aplicada ao seu &iacute;dolo, enquanto os partid&aacute;rios de Cristo andavam fugidos com medo. A refer&ecirc;ncia mais curiosa &eacute; feita a prop&oacute;sito do discurso escatol&oacute;gico, citando Lc. 21,24, ao dizer que Jerusal&eacute;m continuar&aacute; calcada aos p&eacute;s pelos pag&atilde;os at&eacute; que se cumpra o tempo dos pag&atilde;os. Este &ldquo;tempo dos pag&atilde;os&rdquo; &eacute; o tempo da Igreja, destinada a levar o an&uacute;ncio da salva&ccedil;&atilde;o a todos os povos. S&oacute; depois disso, ser&aacute; o fim. Assim, entre a destrui&ccedil;&atilde;o de Jerusal&eacute;m e o fim do mundo, situa-se o &ldquo;tempo dos pag&atilde;os&rdquo;. A prop&oacute;sito do povo judeu, o autor cita uma carta de S&atilde;o Bernardo de Clerval ao Papa Eug&eacute;nio III: &ldquo;Admito, relativamente aos judeus, que tens a desculpa do tempo; para eles foi estabelecido um determinado momento, que n&atilde;o se pode antecipar. Primeiro devem entrar os pag&atilde;os na sua totalidade&rdquo; (p. 46). Haver&aacute;, pois, um momento para a convers&atilde;o de Israel, depois da convers&atilde;o dos pag&atilde;os. &Eacute; uma esp&eacute;cie de &ldquo;cereja no bolo&rdquo;; tudo come&ccedil;ou com eles, s&oacute; estar&aacute; completo com a sua ades&atilde;o a Jesus Cristo. Que Bento XVI quer mitigar a ideia da condena&ccedil;&atilde;o de Israel, &eacute; claro nesta sua afirma&ccedil;&atilde;o: &ldquo;a este respeito, no horizonte de fundo, aparece, sempre, tamb&eacute;m a quest&atilde;o sobre a miss&atilde;o de Israel. Hoje olhamos com desola&ccedil;&atilde;o para tantos equ&iacute;vocos, cheios de consequ&ecirc;ncias, que pesaram ao longo dos s&eacute;culos neste &acirc;mbito. Todavia, uma nova reflex&atilde;o permite reconhecer que &eacute; poss&iacute;vel, em todos os ofuscamentos, encontrar pontos de partida para uma justa compreens&atilde;o&rdquo; (p. 46).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>4. Depois disto, que dizer mais sem entrar na densidade destas p&aacute;ginas? &Eacute; um desafio o fazer deste livro um instrumento para o encontro com Cristo nesta P&aacute;scoa. N&rsquo;Ele encontramos o pleno cumprimento das promessas e a express&atilde;o radical de Deus &agrave; Alian&ccedil;a que celebrou com o seu Povo. Mergulharemos na densidade dram&aacute;tica, vivida por Jesus, ao assumir na sua experi&ecirc;ncia o drama do mal e do pecado, para p&ocirc;r o homem, apesar disso, no caminho de Deus. Ele &eacute; o Messias, o ungido do Senhor, que exerce no mundo uma realeza que n&atilde;o &eacute; deste mundo, o Servo obediente que assumiu a dramaticidade da exist&ecirc;ncia de todos n&oacute;s, e que nos conquistou, na sua vit&oacute;ria sobre a morte, a nossa pr&oacute;pria vit&oacute;ria.<\/p>\n<p>Este 2&ordm; Volume come&ccedil;a com a caminhada para Jerusal&eacute;m, em que uma multid&atilde;o de peregrinos O acompanha e O vai acompanhar como disc&iacute;pulos. Quando, na sua ressurrei&ccedil;&atilde;o, o seu ser Homem, ficou em Deus, esta caminhada para a nova Jerusal&eacute;m &eacute; feita por uma multid&atilde;o imensa, que deve testemunhar aos pag&atilde;os, a todo o g&eacute;nero de pag&atilde;os, que Ele &eacute; o vivente e representa a vit&oacute;ria e o triunfo da vida. &Eacute; impressionante, neste livro, a amplitude da Eucaristia, que &eacute; mais do que um rito, mas &eacute; express&atilde;o do &ldquo;novo culto&rdquo;, dos que podem, em Cristo, adorar a Deus em esp&iacute;rito e verdade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>5. Os cap&iacute;tulos finais sobre a ressurrei&ccedil;&atilde;o, a ascens&atilde;o e a vinda gloriosa do ressuscitado, s&atilde;o decisivos para o objectivo que o autor se prop&ocirc;s: levar os crist&atilde;os a reconhecerem e a encontrarem-se com o Cristo real, o Cristo hist&oacute;rico, o Cristo da nossa f&eacute; e da nossa esperan&ccedil;a. Na sua ressurrei&ccedil;&atilde;o, o Homem Jesus, que &eacute; Filho de Deus, n&atilde;o vai para nenhum lugar, mas para Deus, que n&atilde;o ocupa espa&ccedil;os. Torna assim mais espont&acirc;nea a sua presen&ccedil;a junto dos disc&iacute;pulos. &ldquo;Eu estarei convosco at&eacute; ao fim&rdquo;. O autor tra&ccedil;a-nos o quadro maravilhoso da interpenetra&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua entre escatologia e o presente da vida da Igreja, vivido com a presen&ccedil;a do Senhor. Quando a Igreja reza &ldquo;Maranatha&rdquo;, tanto pede a vinda imediata do ressuscitado ao seu presente hist&oacute;rico, como a sua &uacute;ltima vinda. S&oacute; Ele, no seu insond&aacute;vel des&iacute;gnio, pode decidir do modo da sua vinda. Uma coisa &eacute; certa: Ele vem sempre para junto daqueles que lho pedem e querem partilhar a vida nova com Ele.<\/p>\n<p>Finalmente, uma breve refer&ecirc;ncia &agrave; an&aacute;lise feita sobre os testemunhos neo-testament&aacute;rios da ressurrei&ccedil;&atilde;o. O autor distingue dois tipos de testemunhos: a tradi&ccedil;&atilde;o sob a forma de profiss&atilde;o de f&eacute;, em que as narra&ccedil;&otilde;es s&atilde;o formul&aacute;rios de f&eacute;, exprimem a f&eacute; da Igreja na ressurrei&ccedil;&atilde;o, em que a f&eacute; de Pedro e dos Ap&oacute;stolos &eacute; importante e decisiva. Ao segundo g&eacute;nero de testemunhos chama-lhes a tradi&ccedil;&atilde;o sob a forma de narra&ccedil;&atilde;o. Termino, chamando a aten&ccedil;&atilde;o para um dado curioso, posto em relevo pelo autor: no primeiro tipo de narra&ccedil;&otilde;es, as que compendiam uma profiss&atilde;o de f&eacute;, nunca aparecem mulheres como testemunhas da ressurrei&ccedil;&atilde;o. O autor explica este facto pela cultura judaica de Israel, segundo a qual o testemunho de uma mulher n&atilde;o era v&aacute;lido. Na tradi&ccedil;&atilde;o sob a forma de narra&ccedil;&atilde;o, este condicionamento jur&iacute;dico n&atilde;o existia, e as mulheres aparecem, nessas narra&ccedil;&otilde;es, como testemunhas da ressurrei&ccedil;&atilde;o. E Bento XVI conclui de maneira muito bela: &ldquo;Na sua estrutura jur&iacute;dica, a Igreja est&aacute; fundada sob Pedro e os onze, mas, na forma concreta da vida eclesial, s&atilde;o sempre as mulheres que abrem a porta ao Senhor, o acompanham at&eacute; &agrave; Cruz e assim podem acompanh&aacute;-l&rsquo;O tamb&eacute;m como ressuscitado&rdquo; (p. 214).<\/p>\n<p>Oxal&aacute; a leitura deste livro ajude as mulheres da nossa Igreja diocesana a continuarem, na ousadia do seu amor, a abrir a porta ao Senhor ressuscitado para que Ele esteja sempre connosco e habite na sua Igreja.<\/p>\n<p align=\"right\"><em>D. Jos&eacute; Policarpo, Cardeal-Patriarca<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&ldquo;Jesus de Nazar&eacute;&rdquo; Foi vontade do Santo Padre que a apresenta&ccedil;&atilde;o deste 2&ordm; volume de &ldquo;Jesus de Nazar&eacute;&rdquo; n&atilde;o obedecesse aos crit&eacute;rios editoriais habituais na edi&ccedil;&atilde;o de um livro, mas fosse uma apresenta&ccedil;&atilde;o ao Povo de Deus, feita pelo Bispo diocesano, Pastor da Igreja particular. &Eacute; por isso que estou aqui, n&atilde;o como um perito, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[120,295,91],"class_list":["post-50363","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-bento-xvi","tag-biblia","tag-quaresma"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50363","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50363"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50363\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50363"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50363"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50363"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}