{"id":50336,"date":"2011-03-10T14:53:34","date_gmt":"2011-03-10T14:53:34","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/03\/10\/homilia-do-bispo-do-porto-na-missa-de-quarta-feira-de-cinzas-2\/"},"modified":"2011-03-10T14:53:34","modified_gmt":"2011-03-10T14:53:34","slug":"homilia-do-bispo-do-porto-na-missa-de-quarta-feira-de-cinzas-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-bispo-do-porto-na-missa-de-quarta-feira-de-cinzas-2\/","title":{"rendered":"Homilia do bispo do Porto na missa de quarta-feira de Cinzas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\">QUARTA-FEIRA DE CINZAS, 2011<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Uma Quaresma para levarmos especialmente a s&eacute;rio!<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Homilia &ndash; Mensagem quaresmal aos diocesanos do Porto<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">1. Come&ccedil;amos a Quaresma de 2011 e tomamo-la como oportunidade de convers&atilde;o e mudan&ccedil;a<\/span>. Convers&atilde;o a Deus e mudan&ccedil;a de vida, sempre renovada pela sua gra&ccedil;a e alargada na caridade de Cristo.<\/p>\n<p>Ouvimos o profeta Joel: &ldquo;Diz agora o Senhor: &lsquo;Convertei-vos a Mim de todo o cora&ccedil;&atilde;o [&hellip;]. Rasgai o vosso cora&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o os vossos vestidos!&rsquo;&rdquo;. Primeiro o apelo, depois o modo imprescind&iacute;vel. Apelo ao regresso a Deus, in&iacute;cio e fim absolutos da realiza&ccedil;&atilde;o que se pretenda; modo imprescind&iacute;vel de o fazer, com sinceridade total, &iacute;ntima e definitiva.<\/p>\n<p>O Ap&oacute;stolo Paulo insistia depois, j&aacute; em nome de Cristo: &ldquo;Reconciliai-vos com Deus!&rdquo;. E qualificava de antem&atilde;o toda a Quaresma que fizermos: &ldquo;Este &eacute; o tempo favor&aacute;vel, este &eacute; o dia da salva&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>No Evangelho escutado, foi a vez do pr&oacute;prio Cristo requerer a totalidade da atitude, de cada um para Deus, sem outro interesse que n&atilde;o seja Ele mesmo, &uacute;nico modo de depois caberem todos: &ldquo;Tende cuidado em n&atilde;o praticar as vossas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Ali&aacute;s, n&atilde;o tereis nenhuma recompensa do vosso Pai que est&aacute; nos C&eacute;us&rdquo;. Deus n&atilde;o &eacute; pretexto nem acr&eacute;scimo de qualquer autopromo&ccedil;&atilde;o; &eacute; a raiz exclusiva do bem universal.<\/p>\n<p>Outro modo de dizer que Quaresma &eacute; rein&iacute;cio da vida em Deus e a partir de Deus. N&atilde;o retomando a origem pr&eacute;-hist&oacute;rica da humanidade ou o irrecuper&aacute;vel &ldquo;primeiro minuto&rdquo; do Universo, mas na consci&ecirc;ncia certa e permanente de que, como Humanidade de todos e de cada um, nem nos explicamos nem nos bastamos sozinhos. Perguntando-nos positivamente, como Bento XVI no seu &uacute;ltimo livro: &ldquo;E n&atilde;o &eacute; porventura verdade que o facto de os homens n&atilde;o estarem reconciliados com Deus, com o Deus silencioso, misterioso, aparentemente ausente e todavia omnipresente, constitui o problema essencial de toda a hist&oacute;ria do mundo?&rdquo; (Bento XVI, <em>Jesus de Nazar&eacute;. Da Entrada em Jerusal&eacute;m at&eacute; &agrave; Ressurrei&ccedil;&atilde;o<\/em>, p. 73-74).<\/p>\n<p>Consci&ecirc;ncia e sentimento que universalmente partilhamos, na religi&atilde;o e al&eacute;m dela. Assim no discurso de Paulo em Atenas, onde se incluem cita&ccedil;&otilde;es de Epim&eacute;nides e Aratos, poetas pag&atilde;os: &ldquo;&Eacute; nele [Deus], realmente, que vivemos, nos movemos e existimos, como tamb&eacute;m o disseram alguns dos vossos poetas: &lsquo;Pois n&oacute;s tamb&eacute;m somos da sua estirpe&rsquo;&rdquo; (<em>Act<\/em> 17, 28).<\/p>\n<p>Convers&atilde;o a Deus, como &agrave; origem pessoal e constante da vida. Significando isto que, antes de mais, s&oacute; assim nos podemos (re)descobrir e definir. E retomando-nos num Deus t&atilde;o pessoal e universal, retomamo-nos, consequentemente, como criaturas entre todas e cada uma das criaturas, em solidariedade sem limites. Essa mesma, que, ultimamente revelada nos sentimentos de Cristo, se chamar&aacute; propriamente &ldquo;caridade&rdquo;.<\/p>\n<p>Tal nos oferece o &ldquo;tempo favor&aacute;vel&rdquo; que iniciamos. Favor&aacute;vel pela Palavra que escutarmos, favor&aacute;vel pela resposta que obteremos, favor&aacute;vel e sumamente oportuno pelas circunst&acirc;ncias em que vivemos hoje, na sociedade e na Igreja. &ndash; Uma Quaresma para levarmos especialmente a s&eacute;rio!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">2. Quando nos confrontamos com a diverg&ecirc;ncia continuada e crescente de necessidades e rem&eacute;dios, em tantos sectores da vida pessoal e alheia<\/span>, devemos perguntar-nos se, para al&eacute;m dos aspectos conjunturais da sociedade e da economia, n&atilde;o h&aacute; uma discrep&acirc;ncia ainda mais profunda entre a verdadeira realidade das coisas e a representa&ccedil;&atilde;o mental que temos delas, distraindo-nos por excesso ou por defeito do que deve efectivamente considerar-se.<\/p>\n<p>Sendo directo e breve: &#8211; Se temos de responder aos problemas de toda a ordem que tantas exist&ecirc;ncias enfrentam, n&atilde;o nos devemos entender, antes de mais, sobre o que a pr&oacute;pria vida &eacute;, quer do ponto de vista biol&oacute;gico &ndash; da concep&ccedil;&atilde;o &agrave; morte natural -, quer do ps&iacute;quico e relacional? &#8211; Se necessariamente conclu&iacute;mos pela absoluta arbitrariedade e incoer&ecirc;ncia de depreciar qualquer fase da vida &ndash; embrion&aacute;ria ou intra-uterina, debilitada ou terminal que seja &ndash;, n&atilde;o devemos corrigir tudo quanto a desrespeite no seu todo, mesmo que legal e abusivamente permitido? &ndash; Se temos de nos ajudar como &ldquo;pessoas&rdquo;, n&atilde;o devemos atender &agrave; sociabilidade b&aacute;sica que nos caracteriza, protegendo e promovendo as fam&iacute;lias e dando-lhes toda a viabilidade na respectiva constitui&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o intergeracional, como valor social, cultural e at&eacute; econ&oacute;mico de primeira ordem? &ndash; E n&atilde;o devemos real&ccedil;ar tamb&eacute;m a sua essencial complementaridade, de homem e mulher, novos e velhos, recolhendo a tradi&ccedil;&atilde;o geral da humanidade nesse sentido? &ndash; Se ganh&aacute;mos uma vis&atilde;o positiva e essencial do trabalho humano, como factor indispens&aacute;vel para a realiza&ccedil;&atilde;o pessoal, n&atilde;o devemos tomar como grande prioridade a sua prossecu&ccedil;&atilde;o e garantia, para jovens e menos jovens, alargando criativamente o leque das actividades e da respectiva valoriza&ccedil;&atilde;o, bem como reconhecendo e incentivado a dimens&atilde;o social das empresas? &ndash; Se queremos mesmo ser uma sociedade de cidad&atilde;os, com responsabilidade e participa&ccedil;&atilde;o alargadas, n&atilde;o deveremos organizar-nos melhor, em subsidiariedade e solidariedade aut&ecirc;nticas, para que cada inst&acirc;ncia pol&iacute;tica e administrativa n&atilde;o esgote em si, antes promova, tudo quanto os corpos interm&eacute;dios, das fam&iacute;lias &agrave;s escolas, da benefic&ecirc;ncia &agrave;s empresas, das autarquias &agrave;s diversas associa&ccedil;&otilde;es, possam fazer por si pr&oacute;prias e com vantagens &ldquo;p&uacute;blicas&rdquo; evidentes? &ndash; Se acreditamos sinceramente na dimens&atilde;o espiritual de cada pessoa, pela qual se transcende e responde a interpela&ccedil;&otilde;es definitivas, n&atilde;o devemos reconhecer e habilitar a liberdade religiosa em que tal espiritualidade tamb&eacute;m se desenvolve e compartilha, inclusive nos sinais que publicamente manifeste?<\/p>\n<p>Poder&iacute;amos continuar o elenco, pois decerto evidenciaria &#8211; qual &ldquo;exame de consci&ecirc;ncia&rdquo; colectivo, para crentes e n&atilde;o crentes &ndash; que, n&atilde;o sendo coerentes com princ&iacute;pios geralmente aceites, nos ficamos por expedientes que, n&atilde;o nos tendo assegurado no passado, tamb&eacute;m n&atilde;o nos resolver&atilde;o o futuro.<\/p>\n<p>Mesmo social e &ldquo;civilmente&rdquo; falando, adiaremos ainda mais o futuro quanto menos respeitarmos o presente, ou seja, a realidade actual do que somos e devemos ser, sem descurar nenhum sector ou etapa da exist&ecirc;ncia humana conjugada. Planificar para &ldquo;indiv&iacute;duos&rdquo; abstractos e sem a conex&atilde;o essencial &agrave;s fam&iacute;lias e aos meios, ou perspectivados apenas para alguns anos de vida saud&aacute;vel e contribuinte, &eacute; um desastroso &oacute;bice ao progresso, al&eacute;m de grav&iacute;ssimo erro moral e clamoroso deficit cultural.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">3. E assim nos encontram, a n&oacute;s os crentes, estas &ldquo;Cinzas&rdquo; de 2011, contando tamb&eacute;m com a Mensagem quaresmal de Bento XVI, toda &agrave; volta das exig&ecirc;ncias baptismais a refor&ccedil;ar<\/span>. Ainda aqui ressoa a Palavra de Deus que h&aacute; pouco ouvimos, quando nos convidava a regressar a Deus, para n&rsquo;Ele verdadeiramente progredirmos.<\/p>\n<p>Escreve o Papa, a dado passo: &ldquo;O nosso imergir-nos na morte e ressurrei&ccedil;&atilde;o de Cristo atrav&eacute;s do Sacramento do Baptismo, estimula-nos todos os dias a libertar o nosso cora&ccedil;&atilde;o das coisas materiais, de um v&iacute;nculo ego&iacute;sta com &lsquo;a terra&rsquo;, que nos empobrece e nos impede de estar dispon&iacute;veis e abertos a Deus e ao pr&oacute;ximo. [&hellip;] Atrav&eacute;s das pr&aacute;ticas tradicionais do jejum, da esmola e da ora&ccedil;&atilde;o, express&otilde;es do empenho da convers&atilde;o, a Quaresma educa para viver de modo cada vez mais radical o amor de Cristo&rdquo; (<em>Mensagem<\/em>, n&ordm; 3).<\/p>\n<p>&ldquo;Convertei-vos a Mim de todo o cora&ccedil;&atilde;o&rdquo;, insistia Deus pela voz do Profeta. Deixemo-nos n&oacute;s, nesta Quaresma, repassar profundamente pelo apelo divino, t&atilde;o veemente sentido e expresso por Joel. Quando Paulo fez depois apelo id&ecirc;ntico, era j&aacute; &ldquo;em nome de Cristo&rdquo;, definindo mais a que Deus nos havemos de religar.<\/p>\n<p>Important&iacute;ssimo ponto &eacute; este mesmo, amados irm&atilde;os e irm&atilde;s. &#8211; Quanto despiste religioso consentir&iacute;amos, se, numa pretensa &ldquo;convers&atilde;o&rdquo; a Deus, falhasse a humanidade, a nossa humanidade que tomou em Cristo! De ora&ccedil;&atilde;o e &ldquo;espiritualidade&rdquo; talvez nunca se tenha falado tanto e prometido ainda mais&hellip; Mas a reconcilia&ccedil;&atilde;o com Deus a que Paulo nos exorta, &eacute; pedida &ldquo;em nome de Cristo&rdquo;, Deus humanado, passando necessariamente, na ora&ccedil;&atilde;o e na vida, pela comunh&atilde;o espiritual e solid&aacute;ria com a humanidade de todos, onde Deus sofre e nos espera.<\/p>\n<p>Da sua permanente liga&ccedil;&atilde;o ao Pai, partia Cristo para o constante servi&ccedil;o dos outros. E, quando nos ensinou a rezar, deixou-nos no Pai Nosso, tanto o sentido de Deus como o sentido dos outros, e dos outros por amor de Deus. Tamb&eacute;m de Deus por amor dos outros, que bem precisam que lhes transpare&ccedil;amos Deus. Como o soube concluir uma admir&aacute;vel poetisa portuense: &ldquo;S&oacute; o olhar daqueles que escolheste \/ Nos d&aacute; o Teu sinal entre os fantasmas&rdquo; (Sophia M. B. A., <em>N&atilde;o darei o Teu nome<\/em>).<\/p>\n<p>Esta a ora&ccedil;&atilde;o a fazer, na convers&atilde;o pessoal e comunit&aacute;ria ao Deus de todos e de cada um. Ora&ccedil;&atilde;o de resposta &agrave; sua palavra, nunca por demais ouvida e ecoada at&eacute; ao &uacute;ltimo rinc&atilde;o da alma e &agrave; &uacute;ltima aplica&ccedil;&atilde;o da caridade, que, ali&aacute;s, nunca acabar&aacute;. Jejum de tudo o mais, do que possa distrair-nos deste amor essencial e at&eacute; esquecer-lhe a subst&acirc;ncia ou diminuir-lhe o gosto. E a pr&oacute;pria esmola, al&eacute;m do que oferecermos, seremos tamb&eacute;m n&oacute;s, se formos realmente mendigos de Deus, porque o receberemos a Ele mesmo, como amor compartilh&aacute;vel. Quaresma total, em suma, pois total &eacute; o des&iacute;gnio de Deus e totais s&atilde;o os apelos dos pobres, antigos e novos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">4. Como se tornou corrente, podeis encaminhar as vossas ren&uacute;ncias quaresmais para o Fundo Social Diocesano<\/span>, &ldquo;caixa comum&rdquo; para muitas necessidades, pr&oacute;ximas ou distantes, que s&atilde;o apresentadas &agrave; Igreja do Porto. Desde a &uacute;ltima Quaresma, efectiv&aacute;mos, designadamente, apoios a gr&aacute;vidas e a fam&iacute;lias com beb&eacute;s rec&eacute;m-nascidos, atrav&eacute;s da &ldquo;Norte Fam&iacute;lia e Vida&rdquo; e da C&aacute;ritas Diocesana. Com o vosso contributo, refor&ccedil;ando os cerca de 120 000 euros que agora temos, poderemos ajudar muitas pessoas assistidas pelas Confer&ecirc;ncias de S. Vicente de Paulo e cujo apuramento preciso est&aacute; a ser ultimado. De tudo vos voltarei a dar contas posteriormente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8211; Em Cristo e rumo &agrave; P&aacute;scoa!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>+ Manuel Clemente<\/p>\n<p>9 de Mar&ccedil;o, Quarta-Feira de Cinzas de 2011<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>QUARTA-FEIRA DE CINZAS, 2011 Uma Quaresma para levarmos especialmente a s&eacute;rio! Homilia &ndash; Mensagem quaresmal aos diocesanos do Porto &nbsp; 1. Come&ccedil;amos a Quaresma de 2011 e tomamo-la como oportunidade de convers&atilde;o e mudan&ccedil;a. Convers&atilde;o a Deus e mudan&ccedil;a de vida, sempre renovada pela sua gra&ccedil;a e alargada na caridade de Cristo. 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