{"id":50325,"date":"2011-03-10T11:24:21","date_gmt":"2011-03-10T11:24:21","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/03\/10\/homilia-do-bispo-do-funchal-na-missa-de-quarta-feira-de-cinzas\/"},"modified":"2011-03-10T11:24:21","modified_gmt":"2011-03-10T11:24:21","slug":"homilia-do-bispo-do-funchal-na-missa-de-quarta-feira-de-cinzas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-bispo-do-funchal-na-missa-de-quarta-feira-de-cinzas\/","title":{"rendered":"Homilia do Bispo do Funchal na Missa de Quarta-feira de Cinzas"},"content":{"rendered":"<p><strong>Caminhar para a P&aacute;scoa, reavivando a Gra&ccedil;a do Baptismo!<br \/><\/strong>&ldquo;Convertei-vos a Mim de todo o cora&ccedil;&atilde;o&hellip;&rdquo; (Joel 2,12). Com a celebra&ccedil;&atilde;o lit&uacute;rgica de hoje, quarta-feira de Cinzas, a Igreja inicia a sua caminhada quaresmal, tempo especial de gra&ccedil;a, de convers&atilde;o pessoal e comunit&aacute;ria, como prepara&ccedil;&atilde;o para a solene e frutuosa celebra&ccedil;&atilde;o da P&aacute;scoa, acontecimento central da nossa f&eacute; crist&atilde;.<\/p>\n<p>As cinzas s&atilde;o sinal de penit&ecirc;ncia, convite ao arrependimento e &agrave; convers&atilde;o; lembram a fragilidade e finitude humanas neste nosso peregrinar, a caminho da eternidade de Deus. &Eacute; assim que o rito da b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o e imposi&ccedil;&atilde;o das cinzas n&atilde;o pode ser apenas um gesto exterior, de mera tradi&ccedil;&atilde;o, mas um compromisso interior exigente, na escuta da Palavra e na fidelidade &agrave; voz do Esp&iacute;rito. Diz-nos Deus, atrav&eacute;s do Profeta Joel: &ldquo;Convertei-vos a Mim de todo o cora&ccedil;&atilde;o&hellip;&rdquo; (2,12). Da&iacute; a urg&ecirc;ncia de parar, de fazer sil&ecirc;ncio, interiorizar a mensagem e caminhar ao ritmo do Cora&ccedil;&atilde;o de Cristo.<\/p>\n<p>A Quaresma &eacute; tempo de prepara&ccedil;&atilde;o para a P&aacute;scoa; tempo de saborear e aprofundar o sentido do nosso Baptismo, nas suas m&uacute;ltiplas implica&ccedil;&otilde;es; tempo de aceitar o desafio de caminharmos ao encontro do verdadeiro rosto de Cristo, em escuta atenta da Palavra, na ora&ccedil;&atilde;o e no acolhimento da reconcilia&ccedil;&atilde;o sacramental; tempo de voltar para o Senhor com todo o cora&ccedil;&atilde;o, em convers&atilde;o de amor a Deus e aos irm&atilde;os.<\/p>\n<p><strong>A for&ccedil;a libertadora da Palavra<br \/><\/strong>O verdadeiro dinamismo quaresmal &eacute; provocado pela leitura, interioriza&ccedil;&atilde;o e viv&ecirc;ncia da Palavra de Deus, que deve pautar a nossa vida familiar, eclesial e social. &ldquo;A Palavra divina introduz cada um de n&oacute;s no di&aacute;logo com o Senhor: o Deus que fala, ensina-nos como podemos falar com Ele&rdquo; (Bento XVI, Verbum Domini, 24).<\/p>\n<p>O texto do livro do profeta Joel, que acab&aacute;mos de escutar, acentua a exig&ecirc;ncia de renova&ccedil;&atilde;o interior: &ldquo;rasgai o vosso cora&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o os vossos vestidos&rdquo; (Joel 2,13). Trata-se de uma mudan&ccedil;a, de uma convers&atilde;o verdadeira e profunda do pr&oacute;prio cora&ccedil;&atilde;o, que no sentido b&iacute;blico significa a totalidade da pessoa. Este convite estende-se a todas as pessoas de todas idades e tem como resposta certa a presen&ccedil;a libertadora e salvadora do amor misericordioso de Deus: &ldquo;O Senhor encheu-Se de zelo pela Sua terra e teve compaix&atilde;o do Seu povo&rdquo; (Joel 2,18).<\/p>\n<p>Na segunda leitura, S. Paulo, impelido pela caridade de Cristo, pede aos irm&atilde;os da comunidade de Corinto, que, &ldquo;pelo amor de Cristo se reconciliem com Deus&rdquo; (2Cor 5,20). Na teologia Paulina, Cristo Crucificado assume o mist&eacute;rio da nossa iniquidade, &ldquo;fez-se pecado por amor de n&oacute;s&rdquo; (2Cor 5, 20), para nossa salva&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>A loucura e sabedoria da Cruz, que tanto apaixonam Paulo, s&atilde;o a visibilidade do indiz&iacute;vel amor do Pai pela humanidade. Suprema bondade divina, que se revela na entrega volunt&aacute;ria do Filho, como Cordeiro inocente, imolado sobre a Cruz. Deus n&atilde;o se imp&otilde;e ao homem. &Eacute; oferta gratuita de infinito Amor. &ldquo;N&atilde;o sejamos insens&iacute;veis &agrave; bondade de Cristo&rdquo;, lembra-nos Santo In&aacute;cio de Antioquia.<\/p>\n<p><strong>Verdadeiro sentido da ascese<br \/><\/strong>No relato do evangelho de S. Mateus, Jesus introduz-nos no dinamismo da aut&ecirc;ntica convers&atilde;o, agrad&aacute;vel a Deus. Esta n&atilde;o consiste num conjunto de pr&aacute;ticas exteriores, de aparente religiosidade: Jesus n&atilde;o condena as s&atilde;s tradi&ccedil;&otilde;es religiosas da esmola, ora&ccedil;&atilde;o e jejum, mas pede que sejam praticadas com pureza de inten&ccedil;&atilde;o, com verdadeiro esp&iacute;rito religioso.<\/p>\n<p>Estes gestos de ren&uacute;ncia devem ser realizados sem ostenta&ccedil;&atilde;o, com alegria e humildade, no segredo que s&oacute; o Pai conhece. Disse Jesus: &ldquo;Tende cuidado em n&atilde;o praticar as vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles (Mt 6,1); e acrescenta: &ldquo;N&atilde;o saiba a tua m&atilde;o esquerda o que faz a direita&rdquo; (Mt 6,3).<\/p>\n<p>&Eacute; que a ascese quaresmal, nascida como exig&ecirc;ncia do amor misericordioso de Deus, tem como finalidade o encontro &iacute;ntimo e pessoal com o Pai, a reconcilia&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria pessoa, das fam&iacute;lias e da sociedade em geral. &Eacute; o testemunho alegre da verdadeira &ldquo;metan&oacute;ia&rdquo;. A recompensa do Pai nasce da jubilosa intimidade com Cristo, Redentor do homem.<\/p>\n<p><strong>Aprofundar o sentido da vida baptismal<br \/><\/strong>Bento XVI, na sua Mensagem para a Quaresma deste ano de 2011, com o tema &#8220;Com Cristo fostes sepultados no Baptismo, com Ele fostes tamb&eacute;m ressuscitados&#8221; (Col 2,12), prop&otilde;e a toda a Igreja o aprofundamento e viv&ecirc;ncia do mist&eacute;rio do nosso Baptismo e convida-a a &ldquo;deixar-se transformar pela ac&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo&rdquo;.<\/p>\n<p>Lembrando-nos a import&acirc;ncia da leitura ass&iacute;dua da Palavra de Deus, que nos &ldquo;guia para um encontro particularmente intenso com o Senhor&rdquo;, o Papa sublinha, com particular empenho, a mensagem de cada um dos domingos deste tempo lit&uacute;rgico, apontando a imensa riqueza dos textos evang&eacute;licos.<\/p>\n<p>Os seus ensinamentos abrem-nos o cora&ccedil;&atilde;o &agrave; Esperan&ccedil;a na vit&oacute;ria sobre &ldquo;as sedu&ccedil;&otilde;es do mal&rdquo;; ao encontro de plenitude com a Fonte de &Aacute;gua viva, que &ldquo;pode extinguir a nossa sede do bem, da verdade e da beleza&rdquo;; &agrave; Luz de Cristo, que &ldquo;vence todas as obscuridades da vida&rdquo;, e, finalmente, &agrave; comunh&atilde;o definitiva com Ele, na Eternidade (cf. Mensagem, 2).<\/p>\n<p>Lembra-nos o Santo Padre, falando sobre o sentido &uacute;ltimo da exist&ecirc;ncia: &ldquo;Deus criou o homem para a ressurrei&ccedil;&atilde;o e para a vida, e esta verdade oferece a dimens&atilde;o aut&ecirc;ntica e definitiva &agrave; hist&oacute;ria dos homens, &agrave; sua exist&ecirc;ncia pessoal e ao seu viver social, &agrave; cultura, &agrave; pol&iacute;tica, &agrave; economia&rdquo; (Mensagem, 2).<\/p>\n<p><strong>Desenvolver a capacidade de partilha<br \/><\/strong>A gra&ccedil;a do Baptismo, refere ainda o Santo Padre, &ldquo;estimula-nos todos os dias a libertar o nosso cora&ccedil;&atilde;o das coisas materiais, de um v&iacute;nculo ego&iacute;sta com a &lsquo;terra&rsquo;, que nos empobrece e nos impede de estar dispon&iacute;veis e abertos a Deus e ao pr&oacute;ximo&rdquo;.<\/p>\n<p>Em consequ&ecirc;ncia, Bento XVI apela aos crist&atilde;os de todo o mundo para que resistam &agrave; &ldquo;idolatria dos bens&rdquo; e desenvolvam a sua &ldquo;capacidade de partilha&rdquo;, na medida em que a idolatria dos bens torna o homem infeliz, &ldquo;porque coloca as coisas materiais no lugar de Deus, &uacute;nica fonte de vida&rdquo; (cf. Mensagem, 3).<\/p>\n<p>A pretens&atilde;o da cultura laica actual de construir uma sociedade sem Deus, com a nova &ldquo;idolatria do mercado&rdquo;, potenciadora de desigualdades, conduz a fam&iacute;lia humana a caminhos de tristeza, de ang&uacute;stia e at&eacute; de desespero. Na verdade, somente transfigurados e configurados pelo amor de Cristo, num renovado entusiasmo e empenho eclesial, poderemos responder aos desafios do nosso tempo, perante as desigualdades e as injusti&ccedil;as de ordem social e econ&oacute;mica existentes.<\/p>\n<p><strong>Apelo ao voluntariado<br \/><\/strong>Temos vindo a acompanhar, com grave preocupa&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s da comunica&ccedil;&atilde;o social, as dolorosas not&iacute;cias sobre a morte de idosos, abandonados nas suas casas, uma &ldquo;situa&ccedil;&atilde;o social emergente&rdquo;. Urge repensar valores, romper com o ego&iacute;smo e o individualismo, desenvolvendo uma cultura de solidariedade e compaix&atilde;o, de respeito para com a fam&iacute;lia humana e extensiva &agrave; ecologia ambiental.<\/p>\n<p>Vai neste sentido o recente apelo da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa aos cat&oacute;licos de todo o pa&iacute;s para que procurem oferecer &agrave; comunidade um tempo de gratuidade ao servi&ccedil;o dos outros, como volunt&aacute;rios, particularmente &ldquo;na resposta a situa&ccedil;&otilde;es de pessoas s&oacute;s, que necessitam de visita e companhia, de ajuda em diversos servi&ccedil;os&rdquo; (Nota Pastoral, Voluntariado e nova Consci&ecirc;ncia Social, 2 e 5.2).<\/p>\n<p>Para os Bispos Portugueses, fazendo-se eco do Ano Europeu do Voluntariado que est&aacute; a decorrer, um dos sinais mais promissores de esperan&ccedil;a na constru&ccedil;&atilde;o de uma humanidade fraterna e feliz est&aacute; patente na experi&ecirc;ncia alargada e crescente do voluntariado. &Eacute; que, expresso nos mais diversos movimentos e associa&ccedil;&otilde;es de solidariedade social e eclesial, o voluntariado &ldquo;assume uma pluralidade de rostos e formas, junto dos que a sociedade esquece, rejeita, maltrata, empobrece, bem como na ajuda a uma educa&ccedil;&atilde;o para o servi&ccedil;o e para o desenvolvimento cultural&rdquo; (Nota Pastoral, 3 e 5).<\/p>\n<p>Mediante as suas institui&ccedil;&otilde;es e organismos de solidariedade social, a Igreja tem vindo a promover a dignidade humana, a n&iacute;vel cultural e dos princ&iacute;pios, mas, de modo especial, em situa&ccedil;&otilde;es concretas de novas formas de pobreza e exclus&atilde;o social, dispensando particular apoio &agrave;s fam&iacute;lias atingidas pelo desemprego e a todos aqueles que sofrem a solid&atilde;o, o abandono e a marginaliza&ccedil;&atilde;o. A Igreja sabe, por&eacute;m, que somente unida a Cristo e pautando a vida por crit&eacute;rios evang&eacute;licos, poder&aacute; desenvolver uma verdadeira &ldquo;cultura da compaix&atilde;o&rdquo;, em ordem &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de uma sociedade mais humana, mais justa e mais fraterna.<\/p>\n<p><strong>Caminhar sob a protec&ccedil;&atilde;o de Maria<br \/><\/strong>Irm&atilde;os, vamos iniciar a Quaresma, vivendo este &ldquo;tempo favor&aacute;vel&rdquo; &agrave; nossa salva&ccedil;&atilde;o, em caminhada solid&aacute;ria com toda a Igreja.<\/p>\n<p>Como escreve Bento XVI, &ldquo;a Quaresma, que nos conduz &agrave; celebra&ccedil;&atilde;o da santa P&aacute;scoa, &eacute; para a Igreja um tempo lit&uacute;rgico muito precioso e importante&rdquo;, prop&iacute;cio &ldquo;para reconhecer a nossa debilidade, acolher, com uma sincera revis&atilde;o de vida, a Gra&ccedil;a renovadora do Sacramento da Penit&ecirc;ncia e caminhar com decis&atilde;o para Cristo&rdquo; (Mensagem, 3).<\/p>\n<p>Com a Santa M&atilde;e de Deus fa&ccedil;amos, pois, o nosso percurso quaresmal, rumo &agrave; P&aacute;scoa do Senhor. Maria aponta-nos caminhos de convers&atilde;o e partilha fraterna, convidando-nos a permanecer vigilantes, junto da Cruz, como ela, na escuta de seu filho Jesus, Palavra da Vida.<\/p>\n<p><em>Funchal, S&eacute;, 9 de Mar&ccedil;o de 2011<br \/>D. Ant&oacute;nio Carrilho, Bispo do Funchal<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Caminhar para a P&aacute;scoa, reavivando a Gra&ccedil;a do Baptismo!&ldquo;Convertei-vos a Mim de todo o cora&ccedil;&atilde;o&hellip;&rdquo; (Joel 2,12). 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