{"id":50299,"date":"2011-03-09T12:40:52","date_gmt":"2011-03-09T12:40:52","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/03\/09\/mensagem-de-quaresma-do-arcebispo-de-evora\/"},"modified":"2011-03-09T12:40:52","modified_gmt":"2011-03-09T12:40:52","slug":"mensagem-de-quaresma-do-arcebispo-de-evora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mensagem-de-quaresma-do-arcebispo-de-evora\/","title":{"rendered":"Mensagem de Quaresma do arcebispo de \u00c9vora"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>Mensagem quaresmal do arcebispo de &Eacute;vora<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Se quisermos receber, temos que dar!<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Quaresma foi institu&iacute;da com a finalidade de preparar os crist&atilde;os para a celebra&ccedil;&atilde;o do mist&eacute;rio pascal, centro e fonte de toda a vida lit&uacute;rgica. Nos primeiros s&eacute;culos da sua vig&ecirc;ncia esteve intimamente associada &agrave; prepara&ccedil;&atilde;o dos catec&uacute;menos para o Baptismo e constitu&iacute;a mesmo a &uacute;ltima etapa dessa prepara&ccedil;&atilde;o, que culminava com a celebra&ccedil;&atilde;o do Baptismo no decorrer da Vig&iacute;lia Pascal.&nbsp;<\/p>\n<p>Quando se generalizou o Baptismo das crian&ccedil;as, esbateu-se o car&aacute;cter baptismal da Quaresma, que passou a ser entendida como tempo de consciencializa&ccedil;&atilde;o e actualiza&ccedil;&atilde;o da gra&ccedil;a baptismal, atrav&eacute;s da convers&atilde;o espiritual e da pr&aacute;tica do sacramento da Penit&ecirc;ncia. Mas o II Conc&iacute;lio do Vaticano restaurou o catecumenado dos adultos e prop&ocirc;s que se utilizassem mais abundantemente os elementos baptismais pr&oacute;prios da liturgia do Baptismo (SC, 109), com a dupla finalidade de proporcionar aos catec&uacute;menos, cada vez mais numerosos, a prepara&ccedil;&atilde;o pr&oacute;xima para o Baptismo e de ajudar os que foram baptizados na inf&acirc;ncia a consciencializar o dom maravilhoso da gra&ccedil;a baptismal, atrav&eacute;s das leituras proclamadas nas celebra&ccedil;&otilde;es da Eucaristia e dos ritos lit&uacute;rgicos pr&oacute;prios do itiner&aacute;rio catecumenal.<\/p>\n<p>Com efeito, as leituras que este ano usaremos nos domingos da Quaresma mostram como a gra&ccedil;a baptismal nos purifica do pecado de origem e nos d&aacute; for&ccedil;a para lutarmos contra os dominadores deste mundo tenebroso (Hb 6,12); nos permite subir a um alto monte (Mt 17,1) para acolher de novo, em Cristo, o dom da gra&ccedil;a de Deus; suscita no cora&ccedil;&atilde;o o desejo da &aacute;gua a jorrar para a vida eterna (Jo 4,14); abre o nosso olhar interior e ilumina as trevas da nossa vida, para que possamos viver como filhos da luz; e nos prepara para superar os limites da morte pela ressurrei&ccedil;&atilde;o com Cristo que &eacute; ressurrei&ccedil;&atilde;o e vida (Jo 11,25).<\/p>\n<p>O papa Bento XVI, que na sua mensagem quaresmal evidencia a rela&ccedil;&atilde;o &iacute;ntima entre o Baptismo e a Quaresma, afirma que o aprofundamento da gra&ccedil;a baptismal nos estimula a libertar o nosso cora&ccedil;&atilde;o das coisas materiais e do v&iacute;nculo ego&iacute;sta com a terra, que nos empobrece e nos impede de estarmos dispon&iacute;veis e abertos a Deus e ao pr&oacute;ximo. Na verdade, para os baptizados a Quaresma h&aacute;-de ser tempo de convers&atilde;o, de purifica&ccedil;&atilde;o e de renova&ccedil;&atilde;o interior, usando os meios que a Igreja, continuadora da obra de Cristo, coloca continuamente &agrave; nossa disposi&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>A partilha dos bens &eacute; um dos meios mais nobres e, porventura, mais eficaz para nos levar &agrave; convers&atilde;o do cora&ccedil;&atilde;o. Este ano, tendo em conta a dif&iacute;cil situa&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica em que se encontram muitas fam&iacute;lias no nosso pa&iacute;s, ser&aacute; tamb&eacute;m o mais necess&aacute;rio e urgente para ajudarmos a resolver os graves problemas por que est&atilde;o a passar tantos irm&atilde;os nossos. Por isso, pe&ccedil;o a todas as comunidades paroquiais e a todos os estimados diocesanos que se disponibilizem para ampliar os gestos de partilha de bens, dentro das suas possibilidades. Como nos diz a Sagrada Escritura no livro de Tobite, a partilha de bens &eacute; uma obriga&ccedil;&atilde;o de todos. Dos que t&ecirc;m muito e dos que t&ecirc;m pouco. E quem d&aacute; deve faz&ecirc;-lo t&atilde;o generosamente que nunca fique com os olhos presos ao que tiver dado (Tob 4,16). Al&eacute;m disso, o crist&atilde;o nunca pode esquecer que a esmola ultrapassa o n&iacute;vel dos gestos filantr&oacute;picos para se tornar um gesto religioso, que sempre andou ligado &agrave;s celebra&ccedil;&otilde;es lit&uacute;rgicas e &agrave;s festas. E por ela a alma se eleva para Deus, que proclama bem-aventurado aquele que pensa no pobre e no fraco (Sl 41,1).<\/p>\n<p>O pr&oacute;prio Jesus Cristo, em muitos dos Seus ensinamentos, recomenda a esmola, feita desinteressadamente (Mt 6,1), sem medida (Lc 6,30) e sem esperar nada em troca (Lc 14,14). Nos escritos do Novo Testamento, quando se fala de esmola e de partilha de bens n&atilde;o est&atilde;o em causa apenas os bens materiais. Pois tamb&eacute;m os dons espirituais se podem e devem partilhar (Act 3,6). Por outro lado, o trabalho a favor dos necessitados &eacute; igualmente uma excelente forma de ajuda, como recomenda S. Paulo aos crist&atilde;os de &Eacute;feso (Ef 4,28) e nos &eacute; solicitado a todos neste ano europeu dedicado ao voluntariado.<\/p>\n<p>Espero que a viv&ecirc;ncia desta Quaresma ajude todos os diocesanos a viver intensamente a maravilhosa gra&ccedil;a do Baptismo que fez de todos n&oacute;s irm&atilde;os uns dos outros, chamados &agrave; partilha dos bens, dentro das possibilidades de cada um, e tendo sempre presentes as palavras de Jesus: a medida que usardes para os outros ser&aacute; tamb&eacute;m usada para v&oacute;s (Lc 6,38). Se quisermos receber, temos que dar!<\/p>\n<p>O produto da ren&uacute;ncia quaresmal deste ano destina-se a refor&ccedil;ar o fundo diocesano de apoio aos mais carenciados, que &eacute; gerido pela Caritas Diocesana, atrav&eacute;s dos seus servi&ccedil;os e, nomeadamente, dos vinte e um n&uacute;cleos de apoio social, espalhados por toda a Arquidiocese. Seguindo o modelo usado no ano passado, a seguir &agrave; P&aacute;scoa, os Vig&aacute;rios da Vara, depois de terem recolhido o produto da ren&uacute;ncia quaresmal de todas as par&oacute;quias da sua circunscri&ccedil;&atilde;o, far&atilde;o o favor de o enviar &agrave; C&uacute;ria Arquidiocesana que, por sua vez, o encaminhar&aacute; para o seu destino.<\/p>\n<p>&Eacute;vora, 3 de Mar&ccedil;o de 2011<em>&nbsp;<\/em><\/p>\n<p align=\"right\"><em>D. Jos&eacute; Alves<\/em><em>, Arcebispo de &Eacute;vora<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mensagem quaresmal do arcebispo de &Eacute;vora Se quisermos receber, temos que dar! &nbsp; A Quaresma foi institu&iacute;da com a finalidade de preparar os crist&atilde;os para a celebra&ccedil;&atilde;o do mist&eacute;rio pascal, centro e fonte de toda a vida lit&uacute;rgica. 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