{"id":50290,"date":"2011-03-09T11:17:54","date_gmt":"2011-03-09T11:17:54","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/03\/09\/jesus-cristo-e-as-espiritualidades-cristas\/"},"modified":"2011-03-09T11:17:54","modified_gmt":"2011-03-09T11:17:54","slug":"jesus-cristo-e-as-espiritualidades-cristas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/jesus-cristo-e-as-espiritualidades-cristas\/","title":{"rendered":"Jesus Cristo e as espiritualidades crist\u00e3s"},"content":{"rendered":"<p>Domingos Terra, Faculdade de Teologia da UCP <!--more--> <\/p>\n<p>A figura de Jesus Cristo est&aacute; presente diante de n&oacute;s como conte&uacute;do e modo da revela&ccedil;&atilde;o de Deus &agrave; humanidade. Temos nela o retrato por excel&ecirc;ncia de quem &eacute; Deus. Por ela se pode perceber como este encara a realidade criada. Isto significa que toda a aproxima&ccedil;&atilde;o humana a Deus e disposi&ccedil;&atilde;o de viver de acordo com o seu des&iacute;gnio deve ter os olhos postos em  Jesus Cristo. Este teve como primeira preocupa&ccedil;&atilde;o cumprir em si a vontade do Pai. Constitui para n&oacute;s, pois, o modelo a seguir. Todo aquele que se considere seu disc&iacute;pulo deve fazer dele o exemplo a imitar. &Eacute; claro que a figura de Jesus Cristo &eacute; muito rica e multifacetada. Pode-se segui-lo de muitas maneiras, consoante o aspecto que dele se privilegia. Ele suscita m&uacute;ltiplos caminhos de espiritualidade crist&atilde;.<\/p>\n<p>A diferencia&ccedil;&atilde;o destes caminhos explica-se, em parte, pelo &lsquo;terreno humano&rsquo; que os executa. A maneira de exercer a espiritualidade crist&atilde; &eacute; condicionada pelo temperamento, pela hist&oacute;ria pessoal e pelas coordenadas sociol&oacute;gicas, tanto daquele que a funda como dos que a continuam na hist&oacute;ria. N&atilde;o h&aacute;, aqui, determinismo. Por tr&aacute;s da dita diferencia&ccedil;&atilde;o est&aacute; o livre des&iacute;gnio de Deus. &Eacute; este que, na sua sabedoria, se serve da realidade humana diversa que criou. Suscita uma figura fundadora para responder &agrave;s necessidades da Igreja num dado momento hist&oacute;rico. Os caminhos da espiritualidade crist&atilde; nasceram pela ac&ccedil;&atilde;o de Deus, que promoveu em tal figura uma nova forma de santidade. Na base de cada um deles, h&aacute; uma experi&ecirc;ncia insubstitu&iacute;vel, desencadeada por Deus e condicionada, claro est&aacute;, for factores de ordem humana. &Eacute; esta &lsquo;experi&ecirc;ncia-fonte&rsquo; que faz com que um caminho de seguimento de Jesus constitua uma realidade una e viva.<\/p>\n<p>Aquilo que Deus suscita na figura do fundador constitui uma &lsquo;intui&ccedil;&atilde;o original&rsquo; na vida da Igreja. Trata-se duma s&iacute;ntese nova daquilo que s&atilde;o os elementos tradicionais da espiritualidade crist&atilde;: ora&ccedil;&atilde;o, liturgia, apostolado, vida de comunidade, etc. Cada um ganha uma dada colora&ccedil;&atilde;o. &Eacute; tamb&eacute;m valorizado de determinada forma relativamente aos outros. Mas todos est&atilde;o presentes nessa s&iacute;ntese. A tal intui&ccedil;&atilde;o original inspirada por Deus d&aacute; origem a uma nova hierarquia dos meios de santifica&ccedil;&atilde;o, ao mesmo tempo que os respeita todos. Cada caminho de espiritualidade emprega-os de modo diferente para alcan&ccedil;ar o fim que &eacute; comum a toda a Igreja. Sup&otilde;e-se que formam um conjunto harmonioso, equilibrado e s&oacute;lido. N&atilde;o admira que um desses meios ocupe neste o lugar central. Isto faz com que ele ganhe um desenvolvimento que doutra forma n&atilde;o teria. Permite que, com a diversidade dos caminhos de espiritualidade crist&atilde;, se manifeste melhor a riqueza da mensagem evang&eacute;lica, que &eacute; a mesma para todos. Cada caminho exprime essa mensagem na sua totalidade, embora com um acento particular. Este vai determinar, assim, o valor e tamb&eacute;m o limite do que aquele afirma.<\/p>\n<p>Mas todo o modo de seguir Jesus Cristo deve ser examinado pela Igreja. N&atilde;o pode estar ao sabor de prefer&ecirc;ncias pessoais ou colectivas. &Eacute; claro que um dado caminho pode revelar-se como o mais adequado para um determinado indiv&iacute;duo. Este traz consigo as suas circunst&acirc;ncias, o seu car&aacute;cter e os apelos que recebe da gra&ccedil;a divina. Um caminho pode ser para ele mais eficaz em frutos de santidade do que qualquer outro. Por a&iacute; passa a sua especificidade em rela&ccedil;&atilde;o aos restantes. Mas &eacute; preciso assegurar que esse caminho n&atilde;o se desvie da intui&ccedil;&atilde;o original que est&aacute; na sua funda&ccedil;&atilde;o. Importa que seja d&oacute;cil &agrave; verifica&ccedil;&atilde;o eclesial. O pior que poderia acontecer a um caminho de espiritualidade crist&atilde; seria esquecer o seu car&aacute;cter parcial e, portanto, imperfeito. Tratar-se-ia duma esp&eacute;cie de idolatria, em detrimento do amor incondicionado que deve haver pela Igreja enquanto tal. Todo o caminho de espiritualidade crist&atilde; precisa de mostrar uma atitude de acolhimento face aos outros. N&atilde;o pode realizar-se como um todo &agrave; parte; deve ver-se como parte viva do &uacute;nico todo que &eacute; a Igreja. Digamos que o que temos em cada caminho &eacute; a pr&oacute;pria Igreja a viver mais profundamente um aspecto particular da sua doutrina espiritual, sem excluir nenhum deles.<\/p>\n<p align=\"right\"><em>Domingos Terra<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Domingos Terra, Faculdade de Teologia da UCP<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[199,246,321],"class_list":["post-50290","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-espiritualidade","tag-liturgia","tag-ucp"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50290","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50290"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50290\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50290"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50290"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50290"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}