{"id":50217,"date":"2011-03-03T11:47:00","date_gmt":"2011-03-03T11:47:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/03\/03\/jesus-entre-o-judaismo-e-o-imperio-um-diagnostico\/"},"modified":"2011-03-03T11:47:00","modified_gmt":"2011-03-03T11:47:00","slug":"jesus-entre-o-judaismo-e-o-imperio-um-diagnostico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/jesus-entre-o-judaismo-e-o-imperio-um-diagnostico\/","title":{"rendered":"Jesus, entre o Juda\u00edsmo e o Imp\u00e9rio: Um diagn\u00f3stico"},"content":{"rendered":"<p>Jo\u00e3o Louren\u00e7o, director do Centro de Estudos de Religi\u00f5es e Culturas Cardeal H\u00f6ffner da UCP <!--more--> <\/p>\n<p>As afirma&ccedil;&otilde;es de f&eacute; acerca de Jesus n&atilde;o podem nem devem ser dissociadas do complexo mundo social, religioso e pol&iacute;tico do seu tempo. H&aacute; que enquadrar, por isso mesmo, o acontecimento Jesus, situando-o face ao mundo judaico que o envolve e do qual dependem os par&acirc;metros da sua doutrina e da sua miss&atilde;o e, da mesma forma, perante o poder romano que o condiciona no contexto das expectativas que foi capaz de gerar &agrave; sua volta. Por isso, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel fazermos uma aproxima&ccedil;&atilde;o &agrave; pessoa e &agrave; mensagem de Jesus sem ter em conta esse enquadramento, j&aacute; que muitos dos elementos que os Evangelhos nos facultam como referenciais da sua vida s&oacute; podem ser compreendidos &agrave; luz desse contexto. Importa, igualmente, ter presente que os Evangelhos, principal fonte de que dispomos para o conhecimento de Jesus, n&atilde;o s&atilde;o um livro de &lsquo;hist&oacute;ria&rsquo;, mas antes um testemunho acreditado e vivido acerca do Mestre, j&aacute; com ecos do que foram as primeiras experi&ecirc;ncias do ser e do agir crist&atilde;o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>1. Jesus e o Juda&iacute;smo do seu tempo<\/strong>:<\/p>\n<p>O Juda&iacute;smo do per&iacute;odo intertestament&aacute;rio em que Jesus viveu mantinha uma forte componente pluralista, formada por diversos grupos e movimentos, uns mais fi&eacute;is &agrave; ortodoxia judaica do que outros, embora todos preocupados com a mesma fidelidade a Deus e &agrave; Lei. A Lei, para al&eacute;m do Templo e do Culto, era a grande institui&ccedil;&atilde;o que norteava toda a vida judaica, tanto individual como social, o que justifica de sobremaneira a aten&ccedil;&atilde;o que os Evangelhos lhe conferem e o cuidado de Jesus no tratamento e no relacionamento com as quest&otilde;es referentes &agrave; Torah (Lei). Na verdade, Jesus afirma-se judeu e &eacute; assim que a sua mensagem come&ccedil;ou por ser aceite e acreditada. As largas refer&ecirc;ncias que o Novo Testamento nos oferece e que definem a sua identidade t&ecirc;m todas elas a marca de um Juda&iacute;smo vivido e aceite como paradigma de vida (Jo 4,22: &lsquo;a salva&ccedil;&atilde;o vem dos judeus). Assim se compreende que Mateus, no seu Evangelho, tenha dedicado alguns cap&iacute;tulos (5-7) ao ensino que Jesus faz aos seus disc&iacute;pulos, num processo de complementaridade mais do que contraposi&ccedil;&atilde;o entre a Lei judaica e a sua mensagem, fazendo com que estes assumam uma nova identidade na sua rela&ccedil;&atilde;o com Deus e na comunidade.<\/p>\n<p>Id&ecirc;ntico processo encontramo-lo tamb&eacute;m no que diz respeito ao Culto e ao Templo. O aparente relativismo que Jesus faz destas institui&ccedil;&otilde;es comporta j&aacute; em si a experi&ecirc;ncia vivida pela pr&oacute;pria comunidade crist&atilde; das origens, mesmo estando convictos que a atitude de Jesus para com essas institui&ccedil;&otilde;es j&aacute; n&atilde;o constitu&iacute;a um absoluto, tal como sucedia no sistema judaico. A relativiza&ccedil;&atilde;o do culto como um fim em si mesmo encontra nas pr&oacute;prias palavras de Jesus a suprema contesta&ccedil;&atilde;o, raz&atilde;o pela qual &eacute; acusado de atentar com o &lsquo;lugar sagrado&rsquo;, de n&atilde;o respeitar o s&aacute;bado e de se apresentar como sendo &lsquo;filho de Deus&rsquo;. Estas tr&ecirc;s acusa&ccedil;&otilde;es n&atilde;o foram criadas nem institu&iacute;das pela pol&eacute;mica judeo-crist&atilde;s das d&eacute;cadas subsequentes &agrave; sua morte, nem motivadas certamente pelos comportamentos das primeiras comunidades crist&atilde;s, j&aacute; que estas mantiveram at&eacute; tarde, talvez at&eacute; &agrave; d&eacute;cada de 70, fortes v&iacute;nculos de proximidade e de partilha. Tal n&atilde;o se nos afigura poss&iacute;vel se isso n&atilde;o tivesse encontrado eco e fundamento nas palavras do Mestre.<\/p>\n<p>No entanto, a &lsquo;quest&atilde;o judaica&rsquo; acerca de Jesus n&atilde;o nos parece que seja poss&iacute;vel perspectiv&aacute;-la, de forma correcta e elucidativa, sem termos em conta a ruptura que veio a acontecer no per&iacute;odo que se seguiu &agrave; destrui&ccedil;&atilde;o do Templo e ao re-posicionamento do Juda&iacute;smo que tal acontecimento determinou. De facto, confrontado com o Imp&eacute;rio que acabava de destruir e esmagar a liberdade desejada, o Juda&iacute;smo sentiu a necessidade de se defender de um advers&aacute;rio interno, o cristianismo que emergia de dentro, uma vez que em rela&ccedil;&atilde;o ao inimigo externo j&aacute; nada havia a fazer. &Eacute; assim que assistimos n&atilde;o apenas &agrave; reorganiza&ccedil;&atilde;o do Juda&iacute;smo em torno da Lei, mas tamb&eacute;m &agrave; condena&ccedil;&atilde;o de toda e qualquer alternativa que pudesse enfraquecer a identidade do movimento que tinha sobrevivido &agrave; trag&eacute;dia de 70, ou seja, a corrente farisaica da &lsquo;Escola de Hillel&rsquo;. Destru&iacute;do o Templo e terminado o sistema cultual que o sustentava, o Juda&iacute;smo refor&ccedil;a agora o poder da Sinagoga que se torna o lugar por excel&ecirc;ncia da leitura da Escritura e pela qual passam as fun&ccedil;&otilde;es de a interpretar e de determinar a sua canonicidade. &Eacute; tamb&eacute;m a partir da Sinagoga que uma parte significativa da literatura judaica extra-b&iacute;blica se constituiu como corpo doutrinal e foi redigida. Bastaria, para tanto, lembrar os Targums, os Midrashim, a Mishn&aacute;, o Talmud e a influ&ecirc;ncia que estes escritos tiveram na consolida&ccedil;&atilde;o das tradi&ccedil;&otilde;es judaicas e na &lsquo;formata&ccedil;&atilde;o&rsquo; dos c&oacute;digos doutrinais do Juda&iacute;smo.&nbsp;<\/p>\n<p>&Eacute; neste contexto que decorre o grande confronto entre o Juda&iacute;smo e Jesus, ou seja, entre a Comunidade crist&atilde; que d&aacute; continuidade e express&atilde;o vivencial &agrave; mensagem do Mestre e a Sinagoga &ndash; express&atilde;o do Juda&iacute;smo sa&iacute;do do p&oacute;s-Templo &ndash; que visa neutralizar todas as formas de autonomia ou de representa&ccedil;&atilde;o que possam colocar em perigo a fr&aacute;gil identidade que tinha resistido &agrave; cat&aacute;strofe.<\/p>\n<p>Por isso, podemos facilmente perceber que o confronto entre o Juda&iacute;smo e Jesus n&atilde;o &eacute; apenas o resultado das propostas radicais que o &lsquo;Mestre&rsquo; Galileu apresenta, mas tamb&eacute;m a express&atilde;o de uma ruptura progressiva que se vai acentuado entre o movimento que d&aacute; continuidade a essas propostas e o sistema judaico que cria &agrave; sua volta uma repulsa por tudo o que possa p&ocirc;r em causa o absoluto da Lei, tal como ela era interpretada pelos Rabinos da &eacute;poca.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><strong>2. Jesus face ao dom&iacute;nio do Imp&eacute;rio<\/strong>:<strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>No que ao Imp&eacute;rio diz respeito, a rela&ccedil;&atilde;o entre Jesus e o poder romano est&aacute; pouco vincada nos testemunhos do tempo, aparecendo quase sempre de forma indirecta nos textos do Novo Testamento. Ali&aacute;s, as alus&otilde;es a contactos entre Jesus e a presen&ccedil;a romana, salvaguardando o que aos relatos da Paix&atilde;o diz respeito, parecem reflectir mais aquilo que viria a ser a situa&ccedil;&atilde;o da Comunidade crist&atilde; das origens do que a realidade vivida e confrontada pelo pr&oacute;prio. H&aacute;, todavia, um confronto que &eacute; facilmente constat&aacute;vel; n&atilde;o o sendo directamente, &eacute;-o por interpostos executantes do poder romano, no caso concreto os Herodianos. De facto, o Imp&eacute;rio mostrou sempre uma grande incapacidade de lidar e saber gerir a &lsquo;quest&atilde;o judaica&rsquo;, pelo que, astutamente, soube utilizar agentes locais para tentar disfar&ccedil;ar e mediar essa dificuldade. &Eacute; assim que Herodes entra em cena e acabar&aacute; por prestar um not&aacute;vel servi&ccedil;o ao poder romano que foi aguentando essa situa&ccedil;&atilde;o at&eacute; ao limite, quando destituiu Arquel&atilde;o e o fez substituir pelo poder militar que era exercido pelos Procuradores.<\/p>\n<p>&Eacute; assim que Jesus se v&ecirc; confrontado, de forma indirecta, pelos partid&aacute;rios de Herodes que mais n&atilde;o eram do que os agentes do &lsquo;status quo&rsquo; em termos pol&iacute;ticos e sociais. &nbsp;<\/p>\n<p>De ascend&ecirc;ncia idumeia, Herodes fora educado em Roma e a&iacute; estabelecera contacto com alguns daqueles que viriam a ser os chefes do imp&eacute;rio, acabando por seu proclamado &lsquo;rei dos judeus&rsquo;, vassalo e amigo, em 37 (at&eacute; 4 a.C.), com a miss&atilde;o expl&iacute;cita de restabelecer a paz entre os judeus e p&ocirc;r cobro as lutas internas entre os diversos grupos que continuavam em cena e que traziam a instabilidade ao imp&eacute;rio, enfraquecendo-o numa das suas fronteiras mais vulner&aacute;veis.<\/p>\n<p>Fiel a este compromisso e desejoso de ganhar a benevol&ecirc;ncia dos seus protectores, Herodes desenvolve uma pol&iacute;tica assente em 3 pilares: .procurar ganhar a simpatia dos judeus atrav&eacute;s de um not&aacute;vel programa de grandes obras e constru&ccedil;&otilde;es, mormente no Templo, servindo-se dos recursos econ&oacute;micos da tribo dos Idumeis que eram ricos comerciantes; persegui&ccedil;&atilde;o sangrenta e implac&aacute;vel contra todos os inimigos que n&atilde;o eram apenas os seus, mas tamb&eacute;m os que se oponham &agrave; ocupa&ccedil;&atilde;o romana; enfraquecimento e esvaziamento dos poderes das autoridades tradicionais da regi&atilde;o, mormente religiosas e sacerdotais.<\/p>\n<p>&Eacute; neste contexto que emergem os grandes movimentos e grupos de que era composta sociedade judaica ao tempo de Jesus e que assumem importante papel nas narrativas dos evangelhos: Saduceus, Fariseus, Herodianos, Ess&ecirc;nios e Zelotas. Como se pode constatar pelos ecos<\/p>\n<p>Como sabemos, n&atilde;o foram pac&iacute;ficos os contactos entre estes grupos e o movimento de Jesus, embora ele mesmo estivesse a aberto &agrave; ades&atilde;o de todos e encontremos refer&ecirc;ncias elogiosas a alguns deles nas suas pr&oacute;prias palavras. Temos tamb&eacute;m a presen&ccedil;a de ex-membros de outros grupos entre os seus, tal como &eacute; o caso de Sim&atilde;o, o zelota. Mas &eacute; sobretudo contra a &eacute;tica farisaica e a forma como os saduceus se &lsquo;colavam&rsquo; ao poder pol&iacute;tico dominante na Judeia que Jesus reage, procurando perspectivar a sua atitude numa verdadeira motiva&ccedil;&atilde;o que valorizasse os valores de Deus e n&atilde;o os interesses dos homens. Apesar de sabermos hoje todo o drama da sua vida e a forma como ele se desenrolou, a grande preocupa&ccedil;&atilde;o de Jesus face &agrave; pol&iacute;tica do Imp&eacute;rio e dos seus representantes foi sempre a de pautar o seu projecto de vida numa atitude de grande liberdade interior, procurando obedecer mais a Deus do que aos homens (Act 5,29). Isso mesmo se pode constatar pelo epis&oacute;dio do pagamento ou n&atilde;o do tributo a C&eacute;sar (Mt 22,15-21).<\/p>\n<p>Por outro lado, o espa&ccedil;o pol&iacute;tico da Palestina, mormente as chamadas cidades livres da Dec&aacute;pole, com um clima social de forte influ&ecirc;ncia romana, permitiram que Jesus exercesse a&iacute;, de forma livre, o seu minist&eacute;rio, o que n&atilde;o sucederia na Judeia, onde existia um forte controle por parte das autoridades religiosas do Juda&iacute;smo. De facto, Jesus encontra nesse espa&ccedil;o geogr&aacute;fico um campo prop&iacute;cio para o an&uacute;ncio da sua mensagem, uma vez que a&iacute; n&atilde;o podia ser oficialmente acusado de estar a violar os preceitos do juda&iacute;smo nem tinha de se submeter &agrave; legisla&ccedil;&atilde;o ocasional imposta pelo Sin&eacute;drio ou decretada pelos Sumo-Sacerdotes do tempo. Por isso, em diversas passagens, os Evangelhos aludem ao facto dele se ter retirado para a Galileia, percorrendo o territ&oacute;rio da Dec&aacute;pole ou mesmo refugiando-se em zonas onde n&atilde;o se fazia sentir a autoridade religiosa de Jerusal&eacute;m. Estes dados, a que nem sempre se presta a devida aten&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o importantes, n&atilde;o apenas para compreender os itiner&aacute;rios de Jesus, mas tamb&eacute;m para perceber o alcance da sua mensagem. Isto permite-nos perceber como o pr&oacute;prio Jesus tinha consci&ecirc;ncia que a sua miss&atilde;o devia superar os confins do nacionalismo judaico e as tens&otilde;es pol&iacute;ticas impostas pelo Imp&eacute;rio e estabelecer uma nova rela&ccedil;&atilde;o entre os diversos povos que habitavam a Palestina.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>3. J<strong>esus na afirma&ccedil;&atilde;o da sua autonomia<\/strong>:<\/p>\n<p>De acordo com as informa&ccedil;&otilde;es que nos s&atilde;o facultadas pelos historiadores da &eacute;poca, e tamb&eacute;m pelos ecos que encontramos nas fontes judaicas e mesmo nos escritos do NT, o ambiente social do tempo de Jesus est&aacute; marcado por uma forte instabilidade que assenta em duas causas directas: A situa&ccedil;&atilde;o de pobreza em que a maioria da popula&ccedil;&atilde;o vive e a opress&atilde;o constante a que se v&ecirc;em submetidos pelo poder ocupante.<\/p>\n<p>Deste cen&aacute;rio emerge naturalmente um forte sentimento de revolta que levava ao constante emergir de pretensos Messias que se fazem acreditar atrav&eacute;s de falsas promessas, visando apenas aliviar as prec&aacute;rias condi&ccedil;&otilde;es em que o povo se encontrava. Todavia, as in&uacute;meras revoltas que se foram sucedendo apenas contribu&iacute;ram para agravar ainda mais uma situa&ccedil;&atilde;o que de si j&aacute; era tremendamente penosa.<\/p>\n<p>Os textos da &eacute;poca falam-nos dessa resist&ecirc;ncia quase permanente &agrave; ocupa&ccedil;&atilde;o e das revoltas constantes que eram chefiadas por pretensos Messias que se faziam aclamar um pouco por toda a parte. Tais revoltas s&atilde;o o culminar de um longo processo que envolveu tamb&eacute;m a &eacute;poca de Jesus e que fez com que Ele tivesse sido visto ou aguardado como mais um do longo rol de pretensos Messias. Disso se faz eco o seu processo de condena&ccedil;&atilde;o e &eacute; este clima de resist&ecirc;ncia constante que nos ajuda a melhor compreender esse enquadramento e a forma h&aacute;bil como o poder religioso, representado pelo Sin&eacute;drio e a classe sacerdotal, souberam explorar em benef&iacute;cio pr&oacute;prio o clima de tens&atilde;o existente para se libertarem de algu&eacute;m que lhes era inc&oacute;modo. Facilmente nos apercebemos que o processo, tal como ele nos &eacute; apresentado nos escritos do NT, &eacute; um logro em que o poder pol&iacute;tico se deixou envolver, sem da&iacute; tirar qualquer vantagem. A conjuga&ccedil;&atilde;o de interesses entre o poder pol&iacute;tico (Imp&eacute;rio) e o poder religioso (Juda&iacute;smo), sempre que isso era conveniente aos dois, parece ter sido tamb&eacute;m uma constante pol&iacute;tica por parte da pot&ecirc;ncia ocupante que nunca olhou a meios para alcan&ccedil;ar seus fins.<\/p>\n<p>Nesse aspecto, creio que o imp&eacute;rio romano escreveu nesta parte do mundo uma das folhas mais negras da sua hist&oacute;ria, uma vez que sem deixar obra de m&eacute;rito, nem cultural nem social, aqui gastou inutilmente imensos dos seus recursos. Jesus ter&aacute; contribu&iacute;do, em boa parte, para come&ccedil;ar a partir da&iacute;, pela sua mensagem e pelo esp&iacute;rito dos seus seguidores, a destruir o Imp&eacute;rio nas pr&oacute;prias bases em que ele assentava, apesar disso apenas ter sucedido cerca de 3 s&eacute;culos depois.&nbsp;<\/p>\n<p align=\"right\"><em>&nbsp;<\/em><em>Jo&atilde;o Louren&ccedil;o, director do Centro de Estudos de Religi&otilde;es e Culturas Cardeal H&ouml;ffner da Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa,<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jo\u00e3o Louren\u00e7o, director do Centro de Estudos de Religi\u00f5es e Culturas Cardeal H\u00f6ffner da UCP<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[168,321],"class_list":["post-50217","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-diocese-da-guarda","tag-ucp"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50217","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50217"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50217\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50217"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50217"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50217"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}