{"id":50203,"date":"2011-03-02T14:18:57","date_gmt":"2011-03-02T14:18:57","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/03\/02\/jesus-de-nazare-traicao-continua-na-historia-da-igreja-diz-bento-xvi\/"},"modified":"2011-03-02T14:18:57","modified_gmt":"2011-03-02T14:18:57","slug":"jesus-de-nazare-traicao-continua-na-historia-da-igreja-diz-bento-xvi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/jesus-de-nazare-traicao-continua-na-historia-da-igreja-diz-bento-xvi\/","title":{"rendered":"\u00abJesus de Nazar\u00e9\u00bb: Trai\u00e7\u00e3o continua na hist\u00f3ria da Igreja, diz Bento XVI"},"content":{"rendered":"<p>Papa analisa figura de Judas e alerta para o \u00abpoder das trevas\u00bb <!--more--> <\/p>\n<p>Lisboa, 02 Mar (Ecclesia) &ndash; O novo livro de Bento XVI, &laquo;Jesus de Nazar&eacute;. Da Entrada em Jerusal&eacute;m at&eacute; &agrave; Ressurrei&ccedil;&atilde;o&raquo;, classifica o disc&iacute;pulo Judas como um &ldquo;traidor&rdquo;, afirmando que essa trai&ccedil;&atilde;o continua na hist&oacute;ria da Igreja.<\/p>\n<p>&ldquo;Com a trai&ccedil;&atilde;o de Judas, n&atilde;o terminou o sofrimento pela deslealdade&rdquo;, escreve o Papa, para quem &ldquo;a ruptura da amizade chega mesmo &agrave; comunidade sacramental da Igreja, onde h&aacute; sempre de novo pessoas que partilham &laquo;o seu p&atilde;o&raquo;&rdquo; e atrai&ccedil;oam Jesus.<\/p>\n<p>Numa passagem deste segundo volume da obra de Joseph Ratzinger, que a Ag&ecirc;ncia ECCLESIA divulga hoje, o actual Papa fala no &laquo;mist&eacute;rio do traidor&raquo; que antecedeu a morte de Cristo.<\/p>\n<p>&ldquo;Naquela hora, Jesus carregou a trai&ccedil;&atilde;o de todos os tempos, o sofrimento que deriva de ser atrai&ccedil;oado em cada tempo, suportando assim at&eacute; ao fundo a mis&eacute;ria da hist&oacute;ria&rdquo;, observa.<\/p>\n<p>&ldquo;Quem rompe a amizade com Jesus, quem se recusa a carregar o seu &laquo;jugo suave&raquo; n&atilde;o chega &agrave; liberdade, n&atilde;o se torna livre, antes pelo contr&aacute;rio torna-se escravo de outras pot&ecirc;ncias; ou mesmo: o facto de atrai&ccedil;oar essa amizade j&aacute; resulta da interven&ccedil;&atilde;o de outro poder, ao qual se abriu&rdquo;, sublinha.<\/p>\n<p>Partindo do Evangelho segundo Jo&atilde;o, Bento XVI diz que o &ldquo;an&uacute;ncio da trai&ccedil;&atilde;o suscita, compreensivelmente, agita&ccedil;&atilde;o e, ao mesmo tempo, curiosidade entre os disc&iacute;pulos&rdquo;, reunidos para a &ldquo;&Uacute;ltima Ceia&rdquo;.<\/p>\n<p>A interven&ccedil;&atilde;o de Jesus, diz o Papa, segue o seu &ldquo;estilo caracter&iacute;stico&rdquo;: &ldquo;Com palavras da Escritura, alude ao seu destino, inserindo-o ao mesmo tempo na l&oacute;gica de Deus, na l&oacute;gica da hist&oacute;ria da salva&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Jesus tem de experimentar a incompreens&atilde;o, a infidelidade at&eacute; no &acirc;mbito do c&iacute;rculo mais &iacute;ntimo dos amigos e assim &laquo;cumprir a Escritura&raquo;&rdquo;, acrescenta.<\/p>\n<p>Neste ponto, Bento XVI centra a sua aten&ccedil;&atilde;o em Judas Iscariotes, um dos doze disc&iacute;pulos, o qual, segundo os Evangelhos, traiu Jesus a troco de dinheiro, denunciando-o &agrave;s autoridades judaicas.<\/p>\n<p>&ldquo;Jo&atilde;o n&atilde;o nos oferece nenhuma interpreta&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica do comportamento de Judas; o &uacute;nico ponto de refer&ecirc;ncia que nos d&aacute; &eacute; a alus&atilde;o ao facto de que Judas, como tesoureiro do grupo dos disc&iacute;pulos, teria roubado o seu dinheiro&rdquo;, refere o Papa.<\/p>\n<p>Para o evangelista Jo&atilde;o, diz Bento XVI, &ldquo;aquilo que aconteceu a Judas j&aacute; n&atilde;o &eacute; explic&aacute;vel psicologicamente&rdquo;.<\/p>\n<p>O Papa cita outras passagens dos Evangelhos para indicar o disc&iacute;pulo se arrependeu do seu comportamento, mas voltou a errar por n&atilde;o &ldquo;conseguir acreditar num perd&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>V&aacute;rias teorias sobre a ac&ccedil;&atilde;o deste disc&iacute;pulo t&ecirc;m surgido, ao longo da hist&oacute;ria, procurando ilib&aacute;-lo do seu comportamento ou mesmo inserir o seu gesto de trai&ccedil;&atilde;o no &laquo;plano&raquo; de Jesus.<\/p>\n<p>Joseph Ratzinger opta por sublinhar as op&ccedil;&otilde;es tomadas pelo disc&iacute;pulo e frisa a carga simb&oacute;lica que teve a sa&iacute;da da sala onde decorria a ceia, observando que Judas &ldquo;vai para fora num sentido mais profundo: entra na noite, vai-se embora da luz para a escurid&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;O &laquo;poder das trevas&raquo; apoderou-se dele&rdquo;, conclui.<\/p>\n<p>Em 2006, no Vaticano, o Papa falara da <a href=\"http:\/\/www.vatican.va\/holy_father\/benedict_xvi\/homilies\/2006\/documents\/hf_ben-xvi_hom_20060413_coena-domini_po.html\">trai&ccedil;&atilde;o de Judas<\/a>, afirmando que para este &ldquo;s&oacute; o poder e o sucesso s&atilde;o realidades, o amor n&atilde;o conta&rdquo;.<\/p>\n<p>A segunda parte da obra &laquo;Jesus de Nazar&eacute;&raquo; &eacute; lan&ccedil;ada no Vaticano, a 10 de Mar&ccedil;o, e vai ser apresentada em v&aacute;rias dioceses de Portugal, a partir de dia 11.<\/p>\n<p>O primeiro volume tinha sido publicado em 2007 e era dedicado &agrave; vida de Cristo (desde o Baptismo &agrave; Transfigura&ccedil;&atilde;o) e uma terceira parte est&aacute; a ser escrita por Bento XVI.<\/p>\n<p><em>OC<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Papa analisa figura de Judas e alerta para o \u00abpoder das 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