{"id":50115,"date":"2011-02-23T14:08:28","date_gmt":"2011-02-23T14:08:28","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/02\/23\/terceira-idade-aumento-da-populacao-idosa-obriga-a-repensar-politicas\/"},"modified":"2011-02-23T14:08:28","modified_gmt":"2011-02-23T14:08:28","slug":"terceira-idade-aumento-da-populacao-idosa-obriga-a-repensar-politicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/terceira-idade-aumento-da-populacao-idosa-obriga-a-repensar-politicas\/","title":{"rendered":"Terceira idade: Aumento da popula\u00e7\u00e3o idosa obriga a repensar pol\u00edticas"},"content":{"rendered":"<p>Sociedade \u00abn\u00e3o tem espa\u00e7o\u00bb para os mais velhos, aponta o presidente da Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz <!--more--> <\/p>\n<p>Lisboa, 23 Fev 2011 (Ecclesia) &ndash; Segundo especialistas nas &aacute;reas da Sa&uacute;de, da Economia e do Apoio Social, cuidar e enquadrar convenientemente uma popula&ccedil;&atilde;o idosa cada vez mais numerosa dever&aacute; ser factor priorit&aacute;rio para a sociedade actual.<\/p>\n<p>&#8220;A nossa sociedade n&atilde;o tem espa&ccedil;o para os idosos, a tal ponto que n&oacute;s, o que queremos, &eacute; que eles n&atilde;o perturbem a nossa vida&rdquo;, disse Alfredo Bruto da Costa, presidente da Comiss&atilde;o Nacional Justi&ccedil;a e Paz, ao programa &laquo;70&#215;7&raquo;, emitido este domingo.<\/p>\n<p>O aumento da esperan&ccedil;a m&eacute;dia de vida, que em Portugal se cifra agora nos 72 anos de idade, implica novos desafios para uma sociedade formatada para produzir, mas ainda pouco preparada para lidar com aqueles que terminaram a sua vida activa.<\/p>\n<p>Em lugar das pol&iacute;ticas actuais, que propiciam a concentra&ccedil;&atilde;o dos mais velhos &ndash; seja em lares, turismo s&eacute;nior, festas, entre outros &ndash; faltam sobretudo solu&ccedil;&otilde;es que promovam a troca de experi&ecirc;ncias entre os idosos e as gera&ccedil;&otilde;es mais novas, que os ajude a sentirem-se &uacute;teis.<\/p>\n<p>&ldquo;Aquilo que eu considero que o idoso mais deseja &eacute; conviver com gente mais nova, desde beb&eacute;s, creches, jardins-de-inf&acirc;ncia, centros de dia, enfim com as devidas cautelas, deve ser das melhores coisas que os idosos podem ter, para al&eacute;m da conviv&ecirc;ncia com os familiares&rdquo;, acrescenta Bruto da Costa.<\/p>\n<p>A falta de tempo, a press&atilde;o do trabalho, as dificuldades econ&oacute;micas, a escassez de infra-estruturas pr&oacute;prias para a Terceira Idade, na doen&ccedil;a, na aten&ccedil;&atilde;o, nos afectos, leva a que, muitas vezes, as urg&ecirc;ncias dos hospitais sejam o &uacute;nico ponto de apoio para muitos idosos.<\/p>\n<p>&ldquo;As IPSS n&atilde;o d&atilde;o n&uacute;mero de vagas suficientes &agrave;s solicita&ccedil;&otilde;es. O &uacute;ltimo contacto que tive com uma colega duma IPSS da zona fala-me em n&uacute;meros de lista de espera &agrave; volta de 300 a 500 pessoas, portanto &eacute; esta a situa&ccedil;&atilde;o que n&oacute;s temos hoje em dia&rdquo; explica Teresa Correia, assistente social do Servi&ccedil;o de Urg&ecirc;ncia do Hospital Garcia de Orta, em Almada.<\/p>\n<p>[[v,d,1829,]]<\/p>\n<p>Outra quest&atilde;o prende-se com a queda da taxa de natalidade, que tem directa implica&ccedil;&atilde;o na qualidade de vida dos idosos: com menos pessoas a produzir, h&aacute; tamb&eacute;m menos pessoas para assegurar a subsist&ecirc;ncia daqueles que atingem a idade da reforma.<\/p>\n<p>Portugal e diversos pa&iacute;ses europeus t&ecirc;m procurado combater esta tend&ecirc;ncia aumentando a idade da reforma.<\/p>\n<p>Bag&atilde;o F&eacute;lix considera esta &ldquo;uma perspectiva pregui&ccedil;osa, errada, de analisar o problema&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Reformar-se as pessoas mais tarde acaba por ser como o len&ccedil;ol, que para tapar a cara, destapa os p&eacute;s, ou seja, o que se poupa em pens&otilde;es vai-se gastar em subs&iacute;dios de desemprego&rdquo;&nbsp;critica o antigo ministro da Seguran&ccedil;a Social e do Trabalho.<\/p>\n<p>Perante este quadro, o desafio passa por uma maior mobiliza&ccedil;&atilde;o por parte da sociedade civil, de forma a encontrar solu&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>&ldquo;Que as pessoas sejam mais proactivas, ou seja, n&atilde;o remetam sistematicamente para terceiros a responsabilidade de resolver os seus problemas. N&oacute;s &agrave;s vezes ficamos pacatamente a ver passar estes problemas, e eu acho que todos somos co-respons&aacute;veis por encontrarmos uma solu&ccedil;&atilde;o&rdquo;, defende Isabel Galri&ccedil;a Neto, m&eacute;dica e deputada do CDS-PP.<\/p>\n<p>&ldquo;O bar&oacute;metro do desenvolvimento da nossa sociedade, n&atilde;o &eacute; o n&uacute;mero de pontes, TGVs ou de auto-estradas que se constroem, &eacute; a forma como n&oacute;s tratamos os mais vulner&aacute;veis&rdquo;, conclui a tamb&eacute;m presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Cuidados Paliativos.<\/p>\n<p>A altera&ccedil;&atilde;o deste paradigma poder&aacute; passar por uma mudan&ccedil;a de mentalidade, a come&ccedil;ar pela educa&ccedil;&atilde;o nas escolas &ndash; sublinhar junto dos mais novos a import&acirc;ncia de cuidar daqueles que, apesar de j&aacute; n&atilde;o constitu&iacute;rem um &ldquo;activo&rdquo; para o mercado de trabalho, ainda t&ecirc;m muito para oferecer e viver.<\/p>\n<p><em>70&#215;7\/JCP<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sociedade \u00abn\u00e3o tem espa\u00e7o\u00bb para os mais velhos, aponta o presidente da Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e 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