{"id":50090,"date":"2011-02-22T11:06:32","date_gmt":"2011-02-22T11:06:32","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/02\/22\/mensagem-de-bento-xvi-para-a-quaresma-2011\/"},"modified":"2011-02-22T11:06:32","modified_gmt":"2011-02-22T11:06:32","slug":"mensagem-de-bento-xvi-para-a-quaresma-2011","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mensagem-de-bento-xvi-para-a-quaresma-2011\/","title":{"rendered":"Mensagem de Bento XVI para a Quaresma 2011"},"content":{"rendered":"<p><strong>&laquo;Sepultados com Ele no baptismo, foi tamb&eacute;m com Ele que ressuscitastes&raquo;<\/strong> (cf. Cl 2, 12)<\/p>\n<p>Amados irm&atilde;os e irm&atilde;s!<\/p>\n<p>A Quaresma, que nos conduz &agrave; celebra&ccedil;&atilde;o da Santa P&aacute;scoa, &eacute; para a Igreja um tempo lit&uacute;rgico muito precioso e importante, em vista do qual me sinto feliz por dirigir uma palavra espec&iacute;fica para que seja vivido com o devido empenho. Enquanto olha para o encontro definitivo com o seu Esposo na P&aacute;scoa eterna, a Comunidade eclesial, ass&iacute;dua na ora&ccedil;&atilde;o e na caridade laboriosa, intensifica o seu caminho de purifica&ccedil;&atilde;o no esp&iacute;rito, para haurir com mais abund&acirc;ncia do Mist&eacute;rio da reden&ccedil;&atilde;o a vida nova em Cristo Senhor (cf. Pref&aacute;cio I de Quaresma).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>1. Esta mesma vida j&aacute; nos foi transmitida no dia do nosso Baptismo, quando, &laquo;tendo-nos tornado part&iacute;cipes da morte e ressurrei&ccedil;&atilde;o de Cristo&raquo; iniciou para n&oacute;s &laquo;a aventura jubilosa e exaltante do disc&iacute;pulo&raquo; (Homilia na Festa do Baptismo do Senhor, 10 de Janeiro de 2010). S&atilde;o Paulo, nas suas Cartas, insiste repetidas vezes sobre a singular comunh&atilde;o com o Filho de Deus realizada neste lavacro. O facto que na maioria dos casos o Baptismo se recebe quando somos crian&ccedil;as p&otilde;e em evid&ecirc;ncia que se trata de um dom de Deus: ningu&eacute;m merece a vida eterna com as pr&oacute;prias for&ccedil;as. A miseric&oacute;rdia de Deus, que lava do pecado e permite viver na pr&oacute;pria exist&ecirc;ncia &laquo;os mesmos sentimentos de Jesus Cristo&raquo; (Fl 2, 5), &eacute; comunicada gratuitamente ao homem.<\/p>\n<p>O Ap&oacute;stolo dos gentios, na Carta aos Filipenses, expressa o sentido da transforma&ccedil;&atilde;o que se realiza com a participa&ccedil;&atilde;o na morte e ressurrei&ccedil;&atilde;o de Cristo, indicando a meta: que assim eu possa &laquo;conhec&ecirc;-Lo, a Ele, &agrave; for&ccedil;a da sua Ressurrei&ccedil;&atilde;o e &agrave; comunh&atilde;o nos Seus sofrimentos, configurando-me &agrave; Sua morte, para ver se posso chegar &agrave; ressurrei&ccedil;&atilde;o dos mortos&raquo; (Fl 3, 10-11). O Baptismo, portanto, n&atilde;o &eacute; um rito do passado, mas o encontro com Cristo que informa toda a exist&ecirc;ncia do baptizado, doa-lhe a vida divina e chama-o a uma convers&atilde;o sincera, iniciada e apoiada pela Gra&ccedil;a, que o leve a alcan&ccedil;ar a estatura adulta de Cristo.<\/p>\n<p>Um v&iacute;nculo particular liga o Baptismo com a Quaresma como momento favor&aacute;vel para experimentar a Gra&ccedil;a que salva. Os Padres do Conc&iacute;lio Vaticano II convidaram todos os Pastores da Igreja a utilizar &laquo;mais abundantemente os elementos baptismais pr&oacute;prios da liturgia quaresmal&raquo; (Const. Sacrosanctum Concilium, 109). De facto, desde sempre a Igreja associa a Vig&iacute;lia Pascal &agrave; celebra&ccedil;&atilde;o do Baptismo: neste Sacramento realiza-se aquele grande mist&eacute;rio pelo qual o homem morre para o pecado, &eacute; tornado part&iacute;cipe da vida nova em Cristo  Ressuscitado e recebe o mesmo Esp&iacute;rito de Deus que ressuscitou Jesus dos mortos (cf. Rm 8, 11). Este dom gratuito deve ser reavivado sempre em cada um de n&oacute;s e a Quaresma oferece-nos um percurso an&aacute;logo ao catecumenato, que para os crist&atilde;os da Igreja antiga, assim como tamb&eacute;m para os catec&uacute;menos de hoje, &eacute; uma escola insubstitu&iacute;vel de f&eacute; e de vida crist&atilde;: deveras eles vivem o Baptismo como um acto decisivo para toda a sua exist&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>2. Para empreender seriamente o caminho rumo &agrave; P&aacute;scoa e nos prepararmos para celebrar a Ressurrei&ccedil;&atilde;o do Senhor &ndash; a festa mais jubilosa e solene de todo o Ano lit&uacute;rgico &ndash; o que pode haver de mais adequado do que deixar-nos conduzir pela Palavra de Deus? Por isso a Igreja, nos textos evang&eacute;licos dos domingos de Quaresma, guia-nos para um encontro particularmente intenso com o Senhor, fazendo-nos repercorrer as etapas do caminho da inicia&ccedil;&atilde;o crist&atilde;: para os catec&uacute;menos, na perspectiva de receber o Sacramento do renascimento, para quem &eacute; baptizado, em vista de novos e decisivos passos no seguimento de Cristo e na doa&ccedil;&atilde;o total a Ele.<\/p>\n<p>O primeiro domingo do itiner&aacute;rio quaresmal evidencia a nossa condi&ccedil;&atilde;o do homens nesta terra. O combate vitorioso contra as tenta&ccedil;&otilde;es, que d&aacute; in&iacute;cio &agrave; miss&atilde;o de Jesus, &eacute; um convite a tomar consci&ecirc;ncia da pr&oacute;pria fragilidade para acolher a Gra&ccedil;a que liberta do pecado e infunde nova for&ccedil;a em Cristo, caminho, verdade e vida (cf. Ordo Initiationis Christianae Adultorum, n. 25). &Eacute; uma clara chamada a recordar como a f&eacute; crist&atilde; implica, a exemplo de Jesus e em uni&atilde;o com Ele, uma luta &laquo;contra os dominadores deste mundo tenebroso&raquo; (Hb 6, 12), no qual o diabo &eacute; activo e n&atilde;o se cansa, nem sequer hoje, de tentar o homem que deseja aproximar-se do Senhor: Cristo disso sai vitorioso, para abrir tamb&eacute;m o nosso cora&ccedil;&atilde;o &agrave; esperan&ccedil;a e guiar-nos na vit&oacute;ria &agrave;s sedu&ccedil;&otilde;es do mal.<\/p>\n<p>O Evangelho da Transfigura&ccedil;&atilde;o do Senhor p&otilde;e diante dos nossos olhos a gl&oacute;ria de Cristo, que antecipa a ressurrei&ccedil;&atilde;o e que anuncia a diviniza&ccedil;&atilde;o do homem. A comunidade crist&atilde; toma consci&ecirc;ncia de ser conduzida, como os ap&oacute;stolos Pedro, Tiago e Jo&atilde;o, &laquo;em particular, a um alto monte&raquo; (Mt 17, 1), para acolher de novo em Cristo, como filhos no Filho, o dom da Gra&ccedil;a de Deus: &laquo;Este &eacute; o Meu Filho muito amado: n&rsquo;Ele pus todo o Meu enlevo. Escutai-O&raquo; (v. 5). &Eacute; o convite a distanciar-se dos boatos da vida quotidiana para se imergir na presen&ccedil;a de Deus: Ele quer transmitir-nos, todos os dias, uma Palavra que penetra nas profundezas do nosso esp&iacute;rito, onde discerne o bem e o mal (cf. Hb 4, 12) e refor&ccedil;a a vontade de seguir o Senhor.<\/p>\n<p>O pedido de Jesus &agrave; Samaritana: &laquo;D&aacute;-Me de beber&raquo; (Jo 4, 7), que &eacute; proposto na liturgia do terceiro domingo, exprime a paix&atilde;o de Deus por todos os homens e quer suscitar no nosso cora&ccedil;&atilde;o o desejo do dom da &laquo;&aacute;gua a jorrar para a vida eterna&raquo; (v. 14): &eacute; o dom do esp&iacute;rito Santo, que faz dos crist&atilde;os &laquo;verdadeiros adoradores&raquo; capazes de rezar ao Pai &laquo;em esp&iacute;rito e verdade&raquo; (v. 23). S&oacute; esta &aacute;gua pode extinguir a nossa sede do bem, da verdade e da beleza! S&oacute; esta &aacute;gua, que nos foi doada pelo Filho, irriga os desertos da alma inquieta e insatisfeita, &laquo;enquanto n&atilde;o repousar em Deus&raquo;, segundo as c&eacute;lebres palavras de Santo Agostinho.<\/p>\n<p>O domingo do cego de nascen&ccedil;a apresenta Cristo como luz do mundo. O Evangelho interpela cada um de n&oacute;s: &laquo;Tu cr&ecirc;s no Filho do Homem?&raquo;. &laquo;Creio, Senhor&raquo; (Jo 9, 35.38), afirma com alegria o cego de nascen&ccedil;a, fazendo-se voz de todos os crentes. O milagre da cura &eacute; o sinal que Cristo, juntamente com a vista, quer abrir o nosso olhar interior, para que a nossa f&eacute; se torne cada vez mais profunda e possamos reconhecer n&rsquo;Ele o nosso &uacute;nico Salvador. Ele ilumina todas as obscuridades da vida e leva o homem a viver como &laquo;filho da luz&raquo;.<\/p>\n<p>Quando, no quinto domingo, nos &eacute; proclamada a ressurrei&ccedil;&atilde;o de L&aacute;zaro, somos postos diante do &uacute;ltimo mist&eacute;rio da nossa exist&ecirc;ncia: &laquo;Eu sou a ressurrei&ccedil;&atilde;o e a vida&#8230; Cr&ecirc;s tu isto?&raquo; (Jo 11, 25-26). Para a comunidade crist&atilde; &eacute; o momento de depor com sinceridade, juntamente com Marta, toda a esperan&ccedil;a em Jesus de Nazar&eacute;: &laquo;Sim, Senhor, creio que Tu &eacute;s o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo&raquo; (v. 27). A comunh&atilde;o com Cristo nesta vida prepara-nos para superar o limite da morte, para viver sem fim n&rsquo;Ele. A f&eacute; na ressurrei&ccedil;&atilde;o dos mortos e a esperan&ccedil;a da vida eterna abrem o nosso olhar para o sentido derradeiro da nossa exist&ecirc;ncia: Deus criou o homem para a ressurrei&ccedil;&atilde;o e para a vida, e esta verdade doa a dimens&atilde;o aut&ecirc;ntica e definitiva &agrave; hist&oacute;ria dos homens, &agrave; sua exist&ecirc;ncia pessoal e ao seu viver social, &agrave; cultura, &agrave; pol&iacute;tica, &agrave; economia. Privado da luz da f&eacute; todo o universo acaba por se fechar num sepulcro sem futuro, sem esperan&ccedil;a.<\/p>\n<p>O percurso quaresmal encontra o seu cumprimento no Tr&iacute;duo Pascal, particularmente na Grande Vig&iacute;lia na Noite Santa: renovando as promessas baptismais, reafirmamos que Cristo &eacute; o Senhor da nossa vida, daquela vida que Deus nos comunicou quando renascemos &laquo;da &aacute;gua e do Esp&iacute;rito Santo&raquo;, e reconfirmamos o nosso firme compromisso em corresponder &agrave; ac&ccedil;&atilde;o da Gra&ccedil;a para sermos seus disc&iacute;pulos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>3. O nosso imergir-nos na morte e ressurrei&ccedil;&atilde;o de Cristo atrav&eacute;s do Sacramento do Baptismo, estimula-nos todos os dias a libertar o nosso cora&ccedil;&atilde;o das coisas materiais, de um v&iacute;nculo ego&iacute;sta com a &laquo;terra&raquo;, que nos empobrece e nos impede de estar dispon&iacute;veis e abertos a Deus e ao pr&oacute;ximo. Em Cristo, Deus revelou-se como Amor (cf 1 Jo 4, 7-10). A Cruz de Cristo, a &laquo;palavra da Cruz&raquo; manifesta o poder salv&iacute;fico de Deus (cf. 1 Cor 1, 18), que se doa para elevar o homem e dar-lhe a salva&ccedil;&atilde;o: amor na sua forma mais radical (cf. Enc. Deus caritas est, 12). Atrav&eacute;s das pr&aacute;ticas tradicionais do jejum, da esmola e da ora&ccedil;&atilde;o, express&otilde;es do empenho de convers&atilde;o, a Quaresma educa para viver de modo cada vez mais radical o amor de Cristo. O Jejum, que pode ter diversas motiva&ccedil;&otilde;es, adquire para o crist&atilde;o um significado profundamente religioso: tornando mais pobre a nossa mesa aprendemos a superar o ego&iacute;smo para viver na l&oacute;gica da doa&ccedil;&atilde;o e do amor; suportando as priva&ccedil;&otilde;es de algumas coisas &ndash; e n&atilde;o s&oacute; do sup&eacute;rfluo &ndash; aprendemos a desviar o olhar do nosso &laquo;eu&raquo;, para descobrir Algu&eacute;m ao nosso lado e reconhecer Deus nos rostos de tantos irm&atilde;os nossos. Para o crist&atilde;o o jejum nada tem de intimista, mas abre em maior medida para Deus e para as necessidades dos homens, e faz com que o amor a Deus seja tamb&eacute;m amor ao pr&oacute;ximo (cf. Mc 12, 31).<\/p>\n<p>No nosso caminho encontramo-nos perante a tenta&ccedil;&atilde;o do ter, da avidez do dinheiro, que insidia a primazia de Deus na nossa vida. A cupidez da posse provoca viol&ecirc;ncia, prevarica&ccedil;&atilde;o e morte: por isso a Igreja, especialmente no tempo quaresmal, convida &agrave; pr&aacute;tica da esmola, ou seja, &agrave; capacidade de partilha. A idolatria dos bens, ao contr&aacute;rio, n&atilde;o s&oacute; afasta do outro, mas despoja o homem, torna-o infeliz, engana-o, ilude-o sem realizar aquilo que promete, porque coloca as coisas materiais no lugar de Deus, &uacute;nica fonte da vida. Como compreender a bondade paterna de Deus se o cora&ccedil;&atilde;o est&aacute; cheio de si e dos pr&oacute;prios projectos, com os quais nos iludimos de poder garantir o futuro? A tenta&ccedil;&atilde;o &eacute; a de pensar, como o rico da par&aacute;bola: &laquo;Alma, tens muitos bens em dep&oacute;sito para muitos anos&#8230;&raquo;. &laquo;Insensato! Nesta mesma noite, pedir-te-&atilde;o a tua alma&#8230;&raquo; (Lc 12, 19-20). A pr&aacute;tica da esmola &eacute; uma chamada &agrave; primazia de Deus e &agrave; aten&ccedil;&atilde;o para com o pr&oacute;ximo, para redescobrir o nosso Pai bom e receber a sua miseric&oacute;rdia.<\/p>\n<p>Em todo o per&iacute;odo quaresmal, a Igreja oferece-nos com particular abund&acirc;ncia a Palavra de Deus. Meditando-a e interiorizando-a para a viver quotidianamente, aprendemos uma forma preciosa e insubstitu&iacute;vel de ora&ccedil;&atilde;o, porque a escuta atenta de Deus, que continua a falar ao nosso cora&ccedil;&atilde;o, alimenta o caminho de f&eacute; que inici&aacute;mos no dia do Baptismo. A ora&ccedil;&atilde;o permite-nos tamb&eacute;m adquirir uma nova concep&ccedil;&atilde;o do tempo: de facto, sem a perspectiva da eternidade e da transcend&ecirc;ncia ele cadencia simplesmente os nossos passos rumo a um horizonte que n&atilde;o tem futuro. Ao contr&aacute;rio, na ora&ccedil;&atilde;o encontramos tempo para Deus, para conhecer que &laquo;as suas palavras n&atilde;o passar&atilde;o&raquo; (cf. Mc 13, 31), para entrar naquela comunh&atilde;o &iacute;ntima com Ele &laquo;que ningu&eacute;m nos poder&aacute; tirar&raquo; (cf. Jo 16, 22) e que nos abre &agrave; esperan&ccedil;a que n&atilde;o desilude, &agrave; vida eterna.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em s&iacute;ntese, o itiner&aacute;rio quaresmal, no qual somos convidados a contemplar o Mist&eacute;rio da Cruz, &eacute; &laquo;fazer-se conformes com a morte de Cristo&raquo; (Fl 3, 10), para realizar uma convers&atilde;o profunda da nossa vida: deixar-se transformar pela ac&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo, como S&atilde;o Paulo no caminho de Damasco; orientar com decis&atilde;o a nossa exist&ecirc;ncia segundo a vontade de Deus; libertar-nos do nosso ego&iacute;smo, superando o instinto de dom&iacute;nio sobre os outros e abrindo-nos &agrave; caridade de Cristo. O per&iacute;odo quaresmal &eacute; momento favor&aacute;vel para reconhecer a nossa debilidade, acolher, com uma sincera revis&atilde;o de vida, a Gra&ccedil;a renovadora do Sacramento da Penit&ecirc;ncia e caminhar com decis&atilde;o para Cristo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Queridos irm&atilde;os e irm&atilde;s, mediante o encontro pessoal com o nosso Redentor e atrav&eacute;s do jejum, da esmola e da ora&ccedil;&atilde;o, o caminho de convers&atilde;o rumo &agrave; P&aacute;scoa leva-nos a redescobrir o nosso Baptismo. Renovemos nesta Quaresma o acolhimento da Gra&ccedil;a que Deus nos concedeu naquele momento, para que ilumine e guie todas as nossas ac&ccedil;&otilde;es. Tudo o que o Sacramento significa e realiza, somos chamados a viv&ecirc;-lo todos os dias num seguimento de Cristo cada vez mais generoso e aut&ecirc;ntico. Neste nosso itiner&aacute;rio, confiemo-nos &agrave; Virgem Maria, que gerou o Verbo de Deus na f&eacute; e na carne, para nos imergir como ela na morte e ressurrei&ccedil;&atilde;o do seu Filho Jesus e ter a vida eterna.<\/p>\n<p align=\"right\"><em>BENEDICTUS PP XVI<\/em><\/p>\n<p align=\"right\"><em>(tradu&ccedil;&atilde;o oficial do Vaticano)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&laquo;Sepultados com Ele no baptismo, foi tamb&eacute;m com Ele que ressuscitastes&raquo; (cf. Cl 2, 12) Amados irm&atilde;os e irm&atilde;s! 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