{"id":50086,"date":"2011-02-22T10:46:22","date_gmt":"2011-02-22T10:46:22","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/02\/22\/cinema-budapeste-um-estranho-de-si\/"},"modified":"2011-02-22T10:46:22","modified_gmt":"2011-02-22T10:46:22","slug":"cinema-budapeste-um-estranho-de-si","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/cinema-budapeste-um-estranho-de-si\/","title":{"rendered":"Cinema: \u00abBudapeste\u00bb &#8211; um estranho de si"},"content":{"rendered":"<p>Costa &ndash; Jos&eacute; Costa, brasileiro, ganha a vida a escrever romances por conta de outr&eacute;m, permanecendo no anonimato.<\/p>\n<p>Esvaziado pelo uso e abuso de uma gram&aacute;tica que n&atilde;o lhe pertence, em hist&oacute;rias que conta e reconta mas n&atilde;o s&atilde;o suas, Jos&eacute; olha em sua volta e descobre-se um estranho de si mesmo: uma mulher que o desconhece, um filho com quem n&atilde;o comunica, uma pele que n&atilde;o sente.<\/p>\n<p>Esgotada a inspira&ccedil;&atilde;o que desenfreadamente procurou, enceta ent&atilde;o uma demanda em busca de significados, tomando por destino Budapeste. A cidade que conheceu de forma breve em certa escala for&ccedil;ada. O pa&iacute;s cuja total impercep&ccedil;&atilde;o da l&iacute;ngua lhe despertou a curiosidade. A terra cuja hist&oacute;ria brota da verve inc&oacute;gnita de <em>Gesta Hungarorum<\/em>, o manuscrito assinado no s&eacute;c. XIII por um fiel servo do monarca Bela III, tamb&eacute;m ele mantido no anonimato e a quem importava ,n&atilde;o o reconhecimento da sua arte liter&aacute;ria mas a forma como as suas palavras tocavam as pessoas.<\/p>\n<p>&ldquo;Budapeste&rdquo; &eacute; uma ode cinematogr&aacute;fica &agrave; palavra e ao poder criador que esta encerra &ndash; ou desvenda! &ndash;, nascendo das inspira&ccedil;&otilde;es combinadas de um m&uacute;sico e de um fot&oacute;grafo. Entre um e outro, a maior for&ccedil;a inspiradora prov&eacute;m, de forma bastante evidente, do m&uacute;sico Chico Buarque, a quem os nossos ouvidos h&aacute; tanto agradecem a extraordin&aacute;ria capacidade de entretecer palavra e melodia.<\/p>\n<p>Sobre a teia constru&iacute;da por Buarque, dos encontros e desencontros do protagonista consigo mesmo, a sua l&iacute;ngua e a sua natureza criadora, o realizador Walter Carvalho, destacado no cinema pela sua longa carreira como director de fotografia (&ldquo;Central do Brasil&rdquo;, &ldquo;Carandiru&rdquo;, &ldquo;O C&eacute;u de Suely&rdquo;) tenta uma narrativa ilustrativa da duplicidade de Jos&eacute; Costa, nessas suas idas e vindas mais e menos simb&oacute;licas de Budapeste. Uma esp&eacute;cie de jogo de identifica&ccedil;&atilde;o em que vamos descobrindo como forma e conte&uacute;do, signo e s&iacute;mbolo podem, ou n&atilde;o, construir a nossa identidade.<\/p>\n<p>Um percurso nada linear e, menos ainda, f&aacute;cil que, se na vers&atilde;o escrita arrisca alguma confus&atilde;o, na vers&atilde;o cinematogr&aacute;fica assume um tom demasiado simplista e ilustrativo, como prov&aacute;vel tentativa de simplificar o retorcimento do enredo original.<\/p>\n<p align=\"right\"><em>Margarida Ata&iacute;de<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Costa &ndash; Jos&eacute; Costa, brasileiro, ganha a vida a escrever romances por conta de outr&eacute;m, permanecendo no anonimato. Esvaziado pelo uso e abuso de uma gram&aacute;tica que n&atilde;o lhe pertence, em hist&oacute;rias que conta e reconta mas n&atilde;o s&atilde;o suas, Jos&eacute; olha em sua volta e descobre-se um estranho de si mesmo: uma mulher que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[122],"class_list":["post-50086","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-vaticano","tag-brasil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50086","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50086"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50086\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50086"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50086"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50086"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}