{"id":50063,"date":"2011-02-21T10:07:53","date_gmt":"2011-02-21T10:07:53","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/02\/21\/intervencao-de-d-antonio-marcelino-na-manifestacao-promovida-pelo-sos-movimento-educacao\/"},"modified":"2011-02-21T10:07:53","modified_gmt":"2011-02-21T10:07:53","slug":"intervencao-de-d-antonio-marcelino-na-manifestacao-promovida-pelo-sos-movimento-educacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/intervencao-de-d-antonio-marcelino-na-manifestacao-promovida-pelo-sos-movimento-educacao\/","title":{"rendered":"Interven\u00e7\u00e3o de D. Ant\u00f3nio Marcelino na manifesta\u00e7\u00e3o promovida pelo \u00abSOS Movimento Educa\u00e7\u00e3o\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>A primeira palavra que vos quero dirigir ao saudar-vos &eacute; de apre&ccedil;o, estimulo e apoio. A luta &eacute; justa. N&atilde;o podeis desistir. Nas lutas justas da vida ou por causas v&aacute;lidas, s&oacute; perde quem desiste.<\/p>\n<p>As vit&oacute;rias dos pol&iacute;ticos s&atilde;o sempre passageiras, como eles pr&oacute;prios. Nunca s&atilde;o definitivas quando n&atilde;o assentam na verdade e n&atilde;o respeitam valores. A nossa vit&oacute;ria pode n&atilde;o ser imediata, mas porque estamos do lado da verdade, da justi&ccedil;a, da liberdade, da fam&iacute;lia, pelo apre&ccedil;o pela escola em que acreditamos, ela chegar&aacute; a seu tempo.<\/p>\n<p>Os pol&iacute;ticos agem mal quando p&otilde;em o euro &agrave; frente de tudo. A&iacute; o que contestamos: terem apagado injustamente a hist&oacute;ria e teimosamente terem desconhecido a realidade; n&atilde;o terem respeitado as nossas escolas e as suas provas no campo do ensino e da educa&ccedil;&atilde;o, bem como a sua influ&ecirc;ncia positiva no meio social onde se situam; terem desprezado os direitos dos pais, de quem dirige as nossas escolas e de quem nelas trabalha e, de maneira louca e injusta, as consideraram supletivas, dispens&aacute;veis e sem direitos; por dizerem que os pais que n&atilde;o s&atilde;o ricos, n&atilde;o t&ecirc;m direito a escolher a escola para os seus filhos com o seu projecto educativo, esquecendo que estas escolas s&atilde;o o meio normal de mostrar que somos um pa&iacute;s democr&aacute;tico e igual para todos; por esquecerem, ao tomarem-se decis&otilde;es absurdas, que o povo vai pagar, construindo novas escolas onde n&atilde;o se justifica e, por um novo-riquismo, tolo ou mal intencionado, gastam o que n&atilde;o t&ecirc;m, n&atilde;o podem, e sem que isso seja necess&aacute;rio; ao entregar-se nas m&atilde;os da Banca, dona do Parque Escolar, a que pagam milh&otilde;es, o que quer dizer que o Estado como que privatiza o patrim&oacute;nio nacional e se torna um eterno dependente; terem esquecido que a Lei de Bases que continua em vigor diz expressamente que o ensino obrigat&oacute;rio deve ser gratuito para todos, independentemente da escola ser estatal ou privada; por encobrirem a verdade dos gastos com o ensino privado e o estatal, n&atilde;o obstante os desafios directos e contundentes feitos a ministra da Educa&ccedil;&atilde;o e seus secret&aacute;rios ante as afirma&ccedil;&otilde;es feitas; por estarem a enganar o pa&iacute;s e&nbsp; manipularem a opini&atilde;o p&uacute;blica com argumentos falaciosos, inconsistentes, ao considerarem a batalha ganha, usando atitudes de prepot&ecirc;ncia e asfixiantes para a escolas&hellip;<\/p>\n<p>A miss&atilde;o do governo de um pa&iacute;s &eacute; servir, e s&oacute; se serve com verdade e justi&ccedil;a quando se ouvem os intervenientes, os interessados no processo, e se apreciam as suas raz&otilde;es, o que o governo n&atilde;o fez. Agir ante os factos consumados por um poder pol&iacute;tico arbitr&aacute;rio, &eacute; uma t&eacute;cnica marxista, que n&atilde;o aceitamos, que j&aacute; deu os seus resultados negativos e mostrou que, porque n&atilde;o respeita nem as pessoas, nem a realidade, nem a liberdade, nem a justi&ccedil;a, est&aacute; sendo banida por todo o lado, apenas persistindo, por enquanto e pela for&ccedil;a, nos governos totalit&aacute;rios.<\/p>\n<p>O problema que nos une numa luta que n&atilde;o termina &eacute; dos acordos que deixaram as escolas sem meios para satisfazerem, como sempre fizeram, os seus deveres. Mas &eacute; sobretudo uma luta contra os direitos fundamentais amarfanhados, contra uma democracia ao jeito dos governantes, contra a maneira como se desprezam as pessoas e o que para elas &eacute; essencial.<\/p>\n<p>&Eacute; tudo absurdo nesta luta por parte do governo. Por isso n&atilde;o responde, n&atilde;o dialoga, esconde as verdadeiras raz&otilde;es porque age de maneira t&atilde;o pouco racional. O governo perdeu o rumo, porque perdeu a raz&atilde;o e o n&atilde;o quer reconhecer, porque perdeu o sentido do direito e da justi&ccedil;a, do servi&ccedil;o e do bem comum.<\/p>\n<p>Queridos amigos! Os filhos s&atilde;o dos pais, n&atilde;o do Primeiro-ministro ou da ministra da Educa&ccedil;&atilde;o, ou coisa an&oacute;nima do Estado. Os regimes totalit&aacute;rios das antigas col&oacute;nias, ap&oacute;s a independ&ecirc;ncia retiraram os filhos aos pais e mandaram-nos para Cuba, para a R&uacute;ssia e pa&iacute;ses sat&eacute;lites, para a China, a fim de serem formatados segundo a ideologia pretendida. Agora, a pretexto de uma crise econ&oacute;mica de que n&atilde;o est&aacute; inocente, o governo socialista quer tamb&eacute;m formatar a seu jeito a gente nova do pa&iacute;s, retirando-lhe a escolha de um projecto educativo que a eduque e liberte e de uma escola que j&aacute; conhece e que ama. N&atilde;o podemos permitir que tal aconte&ccedil;a!<\/p>\n<p>&Eacute; preciso que os pais e os encarregados de educa&ccedil;&atilde;o contestem e fa&ccedil;am acordar este governo e qualquer outro que lhe suceda. Governar &eacute; um servi&ccedil;o ao pa&iacute;s, a todos os portugueses, n&atilde;o um favor a uma clientela interessada, tantas vezes in&uacute;til e vazia de ideias, nem &eacute; um pretexto para impor uma ideologia contrastante com a hist&oacute;ria e as liberdades leg&iacute;timas. A hist&oacute;ria tanto guarda o nome dos santos, como dos tiranos e dos in&uacute;teis, ainda que eleitos pelo povo.<\/p>\n<p>Pais e jovens aqui presentes. A hora &eacute; vossa, &eacute; nossa. Pelo vosso bem, dos vossos filhos e de um pa&iacute;s com dignidade n&atilde;o desistais. Muitos vos criticam, vos julgam, deturpam as vossas e nossas raz&otilde;es. Se s&atilde;o honestas, a vossa persist&ecirc;ncia os acordar&aacute; e ver&atilde;o a raz&atilde;o do SOS que gritais convictos.<\/p>\n<p>Estais escrevendo uma p&aacute;gina importante na hist&oacute;ria do pa&iacute;s e da educa&ccedil;&atilde;o, da vossa pr&oacute;pria hist&oacute;ria e das vossas escolas. Por favor. Ainda que percais algumas batalhas e escaramu&ccedil;as, acabareis por ganhar. N&atilde;o somos contra ningu&eacute;m, mas a favor da liberdade e da justi&ccedil;a, da fam&iacute;lia e dos que estudam nas escolas que representais.<\/p>\n<p>Se a luta &eacute; justa, a vit&oacute;ria ser&aacute; certa. Coragem, for&ccedil;a. Para a frente sem medo. Desistir &eacute; proibido. As nossas armas n&atilde;o matam gente, defendem valores e direitos.<\/p>\n<p>Estou convosco. Um abra&ccedil;o a todos!<\/p>\n<p>Aveiro, 19 de Fevereiro de 2011<\/p>\n<p align=\"right\"><em>Ant&oacute;nio Marcelino, bispo em&eacute;rito de Aveiro<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A primeira palavra que vos quero dirigir ao saudar-vos &eacute; de apre&ccedil;o, estimulo e apoio. A luta &eacute; justa. N&atilde;o podeis desistir. Nas lutas justas da vida ou por causas v&aacute;lidas, s&oacute; perde quem desiste. As vit&oacute;rias dos pol&iacute;ticos s&atilde;o sempre passageiras, como eles pr&oacute;prios. Nunca s&atilde;o definitivas quando n&atilde;o assentam na verdade e n&atilde;o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[168,170,193],"class_list":["post-50063","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-diocese-da-guarda","tag-diocese-de-aveiro","tag-educacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50063","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50063"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50063\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50063"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50063"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50063"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}