{"id":5006,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/o-quinto-evangelho\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"o-quinto-evangelho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/o-quinto-evangelho\/","title":{"rendered":"O quinto Evangelho"},"content":{"rendered":"<p>\u00abA Pax\u00e3o de Cristo\u00bb segundo Mel Gibson <!--more--> <img decoding=\"async\" border=\"1\" src=\"\/pub\/1\/img\/capa5.jpg\" align=\"right\"> A nova obra de Mel Gibson, \u201cA Paix\u00e3o de Cristo\u201d, promete vir a dar muito que falar entre os portugueses. Ontem, numa projec\u00e7\u00e3o privada que decorreu na UCP, a Ag\u00eancia ECCLESIA p\u00f4de comprovar que a maior parte das personalidades presentes ficou sensibilizada com o que viu, olhando para o filme como uma provoca\u00e7\u00e3o. D. Jos\u00e9 Alves, um dos bispos auxiliares de Lisboa presentes nesta projec\u00e7\u00e3o, falou do filme como um drama, \u201cmas com sentido profundo, uma medita\u00e7\u00e3o sobre Cristo e a vida actual\u201d. O prelado considerou o filme muito duro, com muita viol\u00eancia, mas explica que esta \u00e9 \u201cespiritualizada, eleva-nos para Deus\u201d. Carlos Azevedo, especialista em Hist\u00f3ria Religiosa e vice-reitor da UCP, vinca que este \u00e9 um filme que provoca como\u00e7\u00e3o \u201cdisponibilizando-nos para olharmos o drama da dor e da vida\u201d. A crueza da obra, referida por v\u00e1rios espectadores, \u00e9 desculpada por este especialista e sacerdote cat\u00f3lico: \u201co mundo contempor\u00e2neo precisa de questionar-se e confrontar-se com o sofrimento, sem ilus\u00f5es, e este filme \u00e9 uma forma chocante de nos provocar\u201d. Manuel Braga da Cruz fala numa obra muito \u201cimpressiva\u201d, assegurando que nem os que est\u00e3o habituados \u00e0 narra\u00e7\u00e3o escrita das \u00faltimas horas de Jesus foge aos efeitos do filme. \u201cEsta \u00e9 uma descri\u00e7\u00e3o de imagem, que fere muito mais e deixa marcas mais profundas na nossa sensibilidade, na consci\u00eancia de cada uma. Acho que este \u00e9 um filme profundamente religioso e, por isso, mesmo, a sua mensagem \u00e9 religiosa\u201d, esclarece. Pedro Lynce, antigo ministro do Ensino Superior, diz que estamos na presen\u00e7a de um \u201cfilme bel\u00edssimo\u201d. \u201cVai-nos obrigar a uma reflex\u00e3o muito profunda sobre o que, numa sociedade com uma din\u00e2mica completamente diferente, a Paix\u00e3o de Cristo oferece aos dias de hoje\u201d, assegura.   VIOLENTO? <img decoding=\"async\" border=\"1\" src=\"\/pub\/1\/img\/tn06.jpg\" align=\"left\">Apesar de ningu\u00e9m saber ao certo como foi a Paix\u00e3o de Cristo e de, como referem os especialistas, as narrativas evang\u00e9licas serem mais do que meras cr\u00f3nicas, ultrapassando a preocupa\u00e7\u00e3o historicista, a verdade \u00e9 que a crucifix\u00e3o \u00e9 entendida nos primeiros livros da B\u00edblia como algo terr\u00edvel, uma maldi\u00e7\u00e3o. O biblista Joaquim Carreira das Neves, um dos intervenientes no debate que se seguiu \u00e0 exibi\u00e7\u00e3o do filme, lembrou que, ao ser condenado por blasf\u00e9mia, Jesus \u201ctinha de ser erradicado de entre o povo, por ser um perigo para a na\u00e7\u00e3o e a religi\u00e3o\u201d. A crucifix\u00e3o era um caminho, dos mais violentos, para calar o blasfemo. A aposta nas cenas do sofrimento f\u00edsico de Jesus, um risco assumido por Gibson, acaba por ser a grande novidade do filme. Ao grande derramamento de sangue, que alguns consideram excessivo, corresponde um m\u00ednimo de indiferen\u00e7a: poucos s\u00e3o os que conseguem deixar de envolver-se com o que est\u00e3o a ver. \u201cN\u00e3o sei se a linguagem ser\u00e1 devidamente descodificada na sociedade moderna: o realizador aceitou o extremo paroxismo da viol\u00eancia e as gera\u00e7\u00f5es de hoje rejeitam esse tipo de linguagem\u201d, avan\u00e7a o Pe. Policarpo Lopes, soci\u00f3logo. Para o espectador, a quantidade de viol\u00eancia infligida \u00e0 personagem de Jesus Cristo parece humanamente insuport\u00e1vel e funciona, muitas vezes, como um \u201cru\u00eddo\u201d. Mesmo assim, Maria Jos\u00e9 Nogueira Pinto lamenta que se critique tanto a viol\u00eancia existente no filme \u2013 \u201cuma crucifix\u00e3o \u00e9 assim mesmo\u201d \u2013 e lembra aos crist\u00e3os que apesar de terem lido muito sobre a Paix\u00e3o de Jesus, nenhum deles esteve l\u00e1 para constatar da viol\u00eancia utilizada sobre ele. \u201cA grande chave deste filme \u00e9 a humanidade da Divindade, ou seja, acreditarmos que o Filho de Deus viveu uma paix\u00e3o violent\u00edssima com toda a sua humanidade, com a viol\u00eancia e o sangue, com o barulho dos ossos a quebrar. Ele viveu tudo isso\u201d, vinca. M\u00e1rio Lages, soci\u00f3logo e professor na UCP, confessa que \u201ceste \u00e9 um filme duro\u201d, mas defende que a viol\u00eancia apresentada \u00e9 perfeitamente compreens\u00edvel \u201cdada a crueza do tempo\u201d. Tamb\u00e9m ele considera que numa sociedade de brandos costumes \u201ccusta muito a compreender uma situa\u00e7\u00e3o como esta, que acontecia nos tempos antigos\u201d. A inten\u00e7\u00e3o confessa de Mel Gibson era proporcionar ao espectador a oportunidade de viver por dentro a Paix\u00e3o de Cristo e n\u00e3o a de fazer um filme que fosse uma \u201cexperi\u00eancia de realizador\u201d. A viol\u00eancia impressiona, sim, por ser descarregada sobre Jesus e n\u00e3o sobre figurantes an\u00f3nimos e porque a personagem castigada e torturada nada faz ppara retaliar. Este \u00e9 o maior choque. Maria de Jesus Barroso revela que \u201co filme \u00e9 muito dif\u00edcil de aguentar, mas esta \u00e9 a verdade hist\u00f3rica\u201d. E alinha pelo diapas\u00e3o do realizador: \u201cesta viol\u00eancia pode fazer despertar nas pessoas certos actos muito especiais de amor ao pr\u00f3ximo, porque apesar da brutalidade com que \u00e9 tratado, Jesus mais n\u00e3o faz do que pregar o amor ao pr\u00f3ximo, n\u00e3o h\u00e1 nenhum vest\u00edgio de \u00f3dio no seu cora\u00e7\u00e3o\u201d.   ANTI-SEMITISMO <img decoding=\"async\" border=\"1\" src=\"\/pub\/1\/img\/story.gibson.caviezel.ap.jpg\" align=\"left\">A pol\u00e9mica que serve de embrulho a este filme tem a ver, sobretudo, com as acusa\u00e7\u00f5es de estar a fomentar o anti-semitismo. Para o Pe. Policarpo Lopes, \u201ca reac\u00e7\u00e3o depende da situa\u00e7\u00e3o, da hist\u00f3ria e da traject\u00f3ria de quem vai ver o filme, porque, em termos de pol\u00e9mica anti-semita, n\u00e3o consegui encontrar no filme qualquer fundamento para essa reac\u00e7\u00e3o\u201d. A mesma ideia \u00e9 defendida por Carlos Azevedo, para quem a origem destas acusa\u00e7\u00f5es ultrapassa o \u00e2mbito estritamente religioso: \u201celas s\u00e3o tipicamente americanas, quest\u00f5es de Hollywood mais do que do pr\u00f3prio filme\u201d. \u201cN\u00e3o vejo que a obra traga qualquer conota\u00e7\u00e3o mais carregada do que o escrito no Evangelho\u201d, assegura. \u00c9 aqui, ali\u00e1s, que reside o cerne da quest\u00e3o para Jo\u00e3o C\u00e9sar das Neves. \u201cOs Judeus acham o filme anti-semita porque, no fundo, est\u00e3o convencidos que os Evangelhos s\u00e3o anti-semitas\u201d, atira. O Departamento para as Rela\u00e7\u00f5es Ecum\u00e9nicas e Di\u00e1logo InterReligioso do Patriarcado de Lisboa fez quest\u00e3o de esclarecer, em comunicado oficial, que a pol\u00e9mica que tem envolvido o filme n\u00e3o deve sugerir \u201ca exist\u00eancia de alguma tens\u00e3o entre as comunidades judaica e crist\u00e3\u201d.  \u201cQueremos, nesta altura, sublinhar as boas rela\u00e7\u00f5es e a colabora\u00e7\u00e3o hoje existente entre ambas as tradi\u00e7\u00f5es religiosas, tanto ao n\u00edvel mundial como na cidade de Lisboa\u201d, refere este organismo. Porqu\u00ea, ent\u00e3o, tanto melindre em torno do filme? \u201cAs pessoas, se estiverem profundamente marcadas pela experi\u00eancia de anti-semitismo, olham para o filme nessa l\u00f3gica, mas penso que \u00e9 mais um predisposi\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica da parte do receptor do que da parte do emissor\u201d, assegura  Policarpo Lopes. \u201cO anti-semitismo n\u00e3o vem de quest\u00f5es religiosas, mas exclusivamente de quest\u00f5es culturais e hist\u00f3ricas; acontece que as gera\u00e7\u00f5es actuais j\u00e1 n\u00e3o t\u00eam essa experi\u00eancia e n\u00e3o vejo como ir\u00e1 despertar qualquer tipo de persegui\u00e7\u00e3o aos povo judeu a partir desta obra\u201d, acrescenta. O Conc\u00edlio Vaticano II afirmou, a respeito da morte de Jesus, que \u201co mal praticado na sua paix\u00e3o n\u00e3o pode ser atribu\u00eddo indiscriminadamente a todos os judeus que viviam ent\u00e3o, nem aos judeus dos nossos tempos\u201d. Al\u00e9m disso, a Igreja Cat\u00f3lica condenou publicamente todos os \u00f3dios, persegui\u00e7\u00f5es e manifesta\u00e7\u00f5es de anti-semitismo \u201cefectuadas em qualquer altura e por quaisquer pessoas contra os judeus\u201d. A vida de Jesus j\u00e1 foi adaptada ao cinema por v\u00e1rias vezes, mormente por Pier Paolo Pasolini e Franco Zeffirelli. Conforme recordou Jo\u00e3o C\u00e9sar das Neves, nenhum deles obteve consensos, nem escapou \u00e0 pol\u00e9mica anti-semita. Na l\u00f3gica de quem protesta, todas as Paix\u00f5es de Cristo do cinema s\u00e3o anti-semitas, tal como os pr\u00f3prios Evangelhos. \u201cContudo, nunca como nesta obra foi t\u00e3o n\u00edtida a consci\u00eancia de que Jesus era judeu\u201d, assegurou. Maria reza a liturgia judaica, n\u00e3o h\u00e1 lugar para os Cristos de cabelo louro e olhos azuis. O dif\u00edcil de perceber seria, provavelmente, se o filme gerasse contesta\u00e7\u00e3o entre os australianos, os cidad\u00e3os da UE ou de qualquer outro povo que n\u00e3o estivesse envolvido na narrativa evang\u00e9lica. S\u00f3 no deliciosamente louco &#8220;A Vida de Brian&#8221;, dos Monty Python, h\u00e1 tamb\u00e9m galeses e suecos na Palestina, e n\u00e3o apenas judeus e romanos. \u201cSe houvesse sucessores do Imp\u00e9rio Romano, tamb\u00e9m eles se iriam sentir ofendidos\u201d, assume Carlos Azevedo. N\u00e3o consta que os italianos se teham manifestado contra o filme.  CULTO DA DOR <img decoding=\"async\" border=\"1\" src=\"\/pub\/1\/img\/grunewald2.jpg\" align=\"left\">Maria Jos\u00e9 Nogueira Pinto disse que este filme \u00e9, em \u00faltima an\u00e1lise, uma \u201cVia Sacra\u201d. De facto, associar as imagens da obra de Gibson \u00e0s devo\u00e7\u00f5es populares da Semana Santa \u00e9 quase inevit\u00e1vel. V\u00e1rios dos convidados da UCP lembraram as celebra\u00e7\u00f5es na nossa vizinha Espanha, marcadas por estes aspectos doloristas e fatalistas. \u201cPenso que o filme acentua essa dimens\u00e3o da tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3, olhando mais para a dor, a Paix\u00e3o, do que para a mensagem de amor que Jesus trouxe a todos\u201d, acusa o Pe. Armindo Vaz, especialista em Sagrada Escritura e professor na UCP. Joaquim Carreira das Neves explicou que as influ\u00eancias de Gibson passam por dados da grande tradi\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica, destacando a figura de Maria, e por outros de tradi\u00e7\u00f5es particulares. \u201cH\u00e1 aqui um grande destaque para o conceito de satisfa\u00e7\u00e3o, em que se aplicam a Deus conceitos do Direito: Ele tinha de ser ressarcido pelos pecados dos homens e s\u00f3 algu\u00e9m perfeito e sem pecado serviria como moeda de troca\u201d, elucidou. O biblista criticou ainda a op\u00e7\u00e3o de Gibson por uma vis\u00e3o \u201cmartirial\u201d, que fomenta o \u201cculto\u201d do sangue, explicando que prefere uma \u201cvis\u00e3o da convers\u00e3o\u201d sobre a vida de Jesus. As narrativas evang\u00e9licas n\u00e3o s\u00e3o particularmente ricas em detalhes, pelo que o realizador teve de recorrer v\u00e1rias vezes a fontes n\u00e3o-evang\u00e9licas e mesmo \u00e0 sua imagina\u00e7\u00e3o. Essas aventuras deram origem a alguns dos momentos mais contestados do filme. Segundo o Pe. Policarpo Lopes, \u201co filme \u00e9 a reprodu\u00e7\u00e3o de um imagin\u00e1rio colectivo crist\u00e3o na sua linguagem mais fundamentalista\u201d. De facto, a agonia detalhada e ensanguentada que Gibson apresentaentronca na tradi\u00e7\u00e3o das pinturas da Paix\u00e3o medievais, de onde se destaca o Cristo de Grunewald. Consciente de todas estas cr\u00edticas, Jo\u00e3o C\u00e9sar das Neves vincou que h\u00e1 um motivo maior do que todos os outros para que a obra seja pol\u00e9mica: \u201c\u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o de F\u00e9\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abA Pax\u00e3o de Cristo\u00bb segundo Mel Gibson<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[295,144,172,246,308,321],"class_list":["post-5006","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-biblia","tag-concilio-vaticano-ii","tag-diocese-de-braga","tag-liturgia","tag-semana-santa","tag-ucp"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5006","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5006"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5006\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5006"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5006"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5006"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}