{"id":50051,"date":"2011-02-19T11:36:57","date_gmt":"2011-02-19T11:36:57","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/02\/19\/escravas-do-sagrado-coracao-de-jesus\/"},"modified":"2011-02-19T11:36:57","modified_gmt":"2011-02-19T11:36:57","slug":"escravas-do-sagrado-coracao-de-jesus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/escravas-do-sagrado-coracao-de-jesus\/","title":{"rendered":"Escravas do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus"},"content":{"rendered":"<p>75 anos em Portugal <!--more--> <\/p>\n<p>A Congrega&ccedil;&atilde;o das Escravas do Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o de Jesus nasceu em finais do s&eacute;culo XIX.<\/p>\n<p>Apesar de ter nascido em Espanha, mais concretamente em  Pedro Abad, uma aldeia perto de C&oacute;rdova, a inten&ccedil;&atilde;o das suas fundadoras, Dolores e Rafaela Maria, foi criar um Instituto &ldquo;universal como a Igreja&rdquo;, com uma miss&atilde;o particular: reparar o Cora&ccedil;&atilde;o de Jesus, com uma vida centrada na Eucaristia, atrav&eacute;s da sua celebra&ccedil;&atilde;o e adora&ccedil;&atilde;o. Em qualquer s&iacute;tio onde sejamos enviadas, move-nos o desejo de &ldquo;p&ocirc;r Cristo &agrave; adora&ccedil;&atilde;o dos povos&rdquo;.<\/p>\n<p>O servi&ccedil;o do Reino expressa-se fundamentalmente pela educa&ccedil;&atilde;o evangelizadora, em col&eacute;gios, nas par&oacute;quias, em escolas e bairros, em resid&ecirc;ncias universit&aacute;rias e em casas de ora&ccedil;&atilde;o. &nbsp;<\/p>\n<p>Hoje existem cerca de 1159 Escravas, espalhadas por 131 comunidades, em 24 pa&iacute;ses. De Dolores e de Sta. Rafaela Maria recebemos a &ldquo;heran&ccedil;a&rdquo; de uma forma de <em>olhar para o mundo com esperan&ccedil;a e miseric&oacute;rdia, descobrindo nele as faltas de Vida, as necessidades de repara&ccedil;&atilde;o, as &ldquo;feridas&rdquo; que pedem o amor do Cora&ccedil;&atilde;o manso e humilde de Jesus.<\/em><\/p>\n<p><em>Em Portugal<\/em><\/p>\n<p>A situa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica em Espanha, a partir de 1931, caracterizou-se por fortes movimentos anti-clericais, com crescentes dificuldades para a Vida Religiosa. Por esta raz&atilde;o, a Congrega&ccedil;&atilde;o das Escravas deslocou temporariamente v&aacute;rias comunidades e col&eacute;gios espanh&oacute;is para Portugal, entre 1933\/1940, em busca de ref&uacute;gio pol&iacute;tico.<\/p>\n<p>Em 1934-35, a situa&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s vizinho estabilizou um pouco e os col&eacute;gios espanh&oacute;is foram regressando aos seus locais de origem. No entanto, a pedido do Patriarca de Lisboa, a Congrega&ccedil;&atilde;o acabou por ficar, e come&ccedil;a a contar&#8209;se a partir da&iacute; a &ldquo;funda&ccedil;&atilde;o realmente portuguesa&rdquo;.<\/p>\n<p>Neste momento, as Escravas do S. Cora&ccedil;&atilde;o de Jesus t&ecirc;m em Portugal 5 comunidades: 1em Lisboa, 2 no Porto, 1 em Palmela e outra na Fonte da Prata (Alhos Vedros).&nbsp; Com idades compreendidas entre os 24 e os 96 anos, de nacionalidades portuguesa e espanhola, pertencem &agrave; Prov&iacute;ncia Portuguesa 44 irm&atilde;s, das quais 10 se encontram neste momento fora do pa&iacute;s (6 em forma&ccedil;&atilde;o e 4 em miss&atilde;o noutros pa&iacute;ses).&nbsp;O postulantado de Palmela conta actualmente com 3 postulantes.<\/p>\n<p><em>Casas e Obras<\/em><\/p>\n<p>Em Lisboa, a Congrega&ccedil;&atilde;o tem um Col&eacute;gio misto, dos 3 anos at&eacute; ao 6&ordm; ano de Escolaridade, com cerca de 200 alunos. O Col&eacute;gio do Porto conta com quase 600 alunos (rapazes e raparigas), dos 3 aos 15 anos (at&eacute; ao 9&ordm; ano de escolaridade).<\/p>\n<p>Desde que se fazem os exames nacionais de Portugu&ecirc;s e de Matem&aacute;tica do 9&ordm; ano, o Col&eacute;gio do Porto tem tido a honra de ficar sempre nos lugares cimeiros, tendo ocupado at&eacute; a primeira posi&ccedil;&atilde;o no <em>ranking<\/em> de 2010.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m no Porto, no mesmo edif&iacute;cio do col&eacute;gio, existe, desde 1997, uma outra comunidade onde vivem as irm&atilde;s doentes ou mais idosas, que continuam a colaborar na miss&atilde;o do Instituto com a sua ora&ccedil;&atilde;o e entrega da vida.<\/p>\n<p>Em Palmela, as Escravas possuem uma Casa de Ora&ccedil;&atilde;o com o nome de Sta. Rafaela Maria. &Eacute; um Centro de Espiritualidade que tem por miss&atilde;o favorecer o encontro e a reconcilia&ccedil;&atilde;o das pessoas consigo pr&oacute;prias, com os&nbsp;outros e&nbsp;com Deus. Com as suas capelas e orat&oacute;rios, e com os espa&ccedil;os verdes que circundam a casa, pretende criar um ambiente de paz e beleza, sil&ecirc;ncio e simplicidade que permita&nbsp;o recolhimento e a ora&ccedil;&atilde;o em profundidade. A Casa tem um programa de actividades&nbsp;pr&oacute;prio e acolhe grupos j&aacute; organizados que pretendem requisitar os espa&ccedil;os e servi&ccedil;os para a realiza&ccedil;&atilde;o dos seus encontros ou retiros, privilegiando os Exerc&iacute;cios Espirituais segundo a metodologia proposta por Santo In&aacute;cio.<\/p>\n<p>Como resposta a uma op&ccedil;&atilde;o preferencial pelos mais pobres, em 1992 foi fundada uma comunidade no bairro social da Fonte da Prata, perto de Alhos Vedros. Este bairro deu acolhimento a muita gente vinda dos pa&iacute;ses africanos de express&atilde;o portuguesa, e a fam&iacute;lias do Norte, Sul e Interior do pa&iacute;s que vinham para a zona industrial do Barreiro, Set&uacute;bal e Lisboa em busca de trabalho e de melhores condi&ccedil;&otilde;es de vida.<\/p>\n<p>Desde 2004, a Congrega&ccedil;&atilde;o dinamiza a&iacute; um projecto de preven&ccedil;&atilde;o ao abandono escolar &ndash; <strong>Projecto TASSE<\/strong> &ndash; que resulta da candidatura ao Programa Escolhas. Neste projecto de educa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-formal, do mesmo modo que nos Col&eacute;gios de Lisboa e do Porto, procura&#8209;se levar &agrave; pr&aacute;tica o modo de educa&ccedil;&atilde;o evangelizadora, integral, que &eacute; pr&oacute;prio das Escravas desde os seus in&iacute;cios: a Pedagogia do Cora&ccedil;&atilde;o, aliando a firmeza e a ternura para contribuir para o desenvolvimento integral do ser humano.<\/p>\n<p>Desde 2007, em parceria com o Alto Comissariado para a Imigra&ccedil;&atilde;o e Di&aacute;logo Intercultural e a C&acirc;mara Municipal da Moita, funciona um Centro Local de Apoio &agrave; Integra&ccedil;&atilde;o de Imigrantes (CLAII). Pelos servi&ccedil;os de atendimento, consulta e encaminhamento institucional em diversas &aacute;reas, promove a integra&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o imigrante a&iacute; residente.<\/p>\n<p>Para al&eacute;m das casas e obras pr&oacute;prias, as Escravas em Portugal colaboram com muitos outros: leigos, dioceses e outras congrega&ccedil;&otilde;es religiosas num servi&ccedil;o de comunh&atilde;o que lhe &eacute; caracter&iacute;stico. Pelo trabalho pastoral em grupos de catequese, de jovens e de adultos, na orienta&ccedil;&atilde;o de Exerc&iacute;cios Espirituais e outros retiros, na assist&ecirc;ncia espiritual a movimentos e no acompanhamento individual de tantas pessoas que as procuram, v&atilde;o fazendo vida a miss&atilde;o que receberam, de ajudar cada um a encontrar o seu lugar na Igreja e no Mundo, comprometendo-se plenamente com Cristo.<\/p>\n<p><em>75 anos em Portugal<\/em><\/p>\n<p>Este ano, a Congrega&ccedil;&atilde;o est&aacute; em festa: os 75 anos de presen&ccedil;a em Portugal s&atilde;o ocasi&atilde;o para contemplar&nbsp;as maravilhas que Deus fez e continua a fazer connosco.<\/p>\n<p>Celebrar o passado ajuda a pensar o futuro. Por isso, recordar o amor e a entrega, a dedica&ccedil;&atilde;o e o servi&ccedil;o, de quem nos precedeu, motivam a olhar para a frente com renovada esperan&ccedil;a, a agarrar a vida com ambas as m&atilde;os e a querer dar tudo em cada gesto e em cada passo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>75 anos em Portugal<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[127,187,199],"class_list":["post-50051","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-catequese","tag-diocese-do-porto","tag-espiritualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50051","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50051"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50051\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50051"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50051"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50051"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}