{"id":49981,"date":"2011-02-15T12:52:07","date_gmt":"2011-02-15T12:52:07","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/02\/15\/cinema-127-horas-um-homem-desafia-a-natureza\/"},"modified":"2011-02-15T12:52:07","modified_gmt":"2011-02-15T12:52:07","slug":"cinema-127-horas-um-homem-desafia-a-natureza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/cinema-127-horas-um-homem-desafia-a-natureza\/","title":{"rendered":"Cinema: 127 Horas &#8211; Um Homem desafia a Natureza"},"content":{"rendered":"<p>&Eacute; mais um dos grandes candidatos a Oscars: melhor filme, actor, montagem, argumento adaptado, banda sonora e m&uacute;sica originais.<\/p>\n<p>Este um dos principais factores de atrac&ccedil;&atilde;o de &ldquo;127 Horas&rdquo;, de Danny Boyle (&ldquo;Quem quer Ser Bilion&aacute;rio&rdquo;). Os outros, o facto de se basear numa impressionante hist&oacute;ria verdadeira e de conter uma sequ&ecirc;ncia de&nbsp; 3 minutos que j&aacute; arrasou os menos impression&aacute;veis.<\/p>\n<p>Em 2003, o desportista radical Aron Ralston parte para mais uns dias de aventura na extraordin&aacute;ria regi&atilde;o do Grand Canyon. Seguro da sua experi&ecirc;ncia e optimista inveterado, avan&ccedil;a sozinho deserto adentro, pedalando &agrave; velocidade do desejo de mais um encontro a s&oacute;s com a Natureza.<\/p>\n<p>A mesma Natureza que lhe proporciona inesquec&iacute;veis momentos de intimidade e beleza ou inimagin&aacute;veis picos de adrenalina, &eacute; a que n&atilde;o se compadece com um momento de distra&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Em segundos e em nenhures, sem telem&oacute;vel ou quem saiba do seu paradeiro, Aron cai abruptamente duma paisagem a perder de vista onde tudo era poss&iacute;vel para um ex&iacute;guo fundo, entre duas enormes rochas. Pior, tem parte dum bra&ccedil;o irreversivelmente entalado. Confinado a restrit&iacute;ssimo espa&ccedil;o e margem de manobra, o desafio de Aron passa do gozo da liberdade plena para a sobreviv&ecirc;ncia. Pura e dura.<\/p>\n<p>Qui&ccedil;&aacute; estimulado pelo sucesso atingido com a original hist&oacute;ria de um rapazinho indiano que &ldquo;venceu na vida&rdquo;, Danny Boyle e sua equipa lan&ccedil;am-se a este enorme desafio que &eacute; tornar sustent&aacute;veis as 127 dolorosas horas de um homem em luta pela sobreviv&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>Sem a liberdade concedida pela fic&ccedil;&atilde;o e com a realidade como suporte e responsabilidade, Boyle tem que gerir consider&aacute;veis contrastes como os que v&atilde;o da amplitude &agrave; redu&ccedil;&atilde;o dos espa&ccedil;os f&iacute;sico e mental da paisagem e personagem.<\/p>\n<p>O que facilmente se escreve num par&aacute;grafo, dificilmente se obt&eacute;m, mesmo com s&eacute;rio esfor&ccedil;o de uma equipa experiente. E se um excelente trabalho de montagem imprime uma din&acirc;mica muito certeira ao filme, capaz inclusivamente de garantir o necess&aacute;rio equil&iacute;brio entre dimens&otilde;es cenogr&aacute;ficas t&atilde;o diversas e garantindo o melhor aproveitamento do trabalho fotogr&aacute;fico e musical, j&aacute; o tratamento do argumento deixa mais a desejar&#8230;<\/p>\n<p>Talvez para contrariar a tend&ecirc;ncia claustrof&oacute;bica do enredo fosse preciso levizar o estado de esp&iacute;rito do protagonista, mas tirando os tenebrosos e famosos 3 minutos de amputa&ccedil;&atilde;o &ndash; e &eacute; de crer que ali est&atilde;o para suprir essa aus&ecirc;ncia &ndash; falta genu&iacute;no esp&iacute;rito e carga dram&aacute;tica ao filme, aqueles que se esperam de um ser humano ante o fim da vida: a inspira&ccedil;&atilde;o e o g&eacute;nio que o impelem &agrave; sobreviv&ecirc;ncia e &agrave; transforma&ccedil;&atilde;o, fazendo-o a ele e a n&oacute;s, espectadores, uns, antes, e homens\/mulheres diferentes, ap&oacute;s tal caso.&nbsp;<\/p>\n<p>Se &eacute; falha de argumento ou aus&ecirc;ncia de fundamento da personagem real, para l&aacute; do extraordin&aacute;rio e egoc&ecirc;ntrico desafio de algu&eacute;m se superar a si pr&oacute;prio, n&atilde;o sei. Mas a impress&atilde;o que o filme deixa &eacute; a de que Aron Ralston aprendeu uma coisa: a avisar para onde ia. E pouco mais.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p align=\"right\"><em>Margarida Ata&iacute;de<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&Eacute; mais um dos grandes candidatos a Oscars: melhor filme, actor, montagem, argumento adaptado, banda sonora e m&uacute;sica originais. Este um dos principais factores de atrac&ccedil;&atilde;o de &ldquo;127 Horas&rdquo;, de Danny Boyle (&ldquo;Quem quer Ser Bilion&aacute;rio&rdquo;). 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