{"id":49930,"date":"2011-02-11T13:25:13","date_gmt":"2011-02-11T13:25:13","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/02\/11\/igreja-quer-reforcar-presenca-nos-varios-campos-da-saude\/"},"modified":"2011-02-11T13:25:13","modified_gmt":"2011-02-11T13:25:13","slug":"igreja-quer-reforcar-presenca-nos-varios-campos-da-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/igreja-quer-reforcar-presenca-nos-varios-campos-da-saude\/","title":{"rendered":"Igreja quer refor\u00e7ar presen\u00e7a nos v\u00e1rios campos da sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<p>Padre Vitor Feytor Pinto, coordenador da Comiss\u00e3o Nacional da Pastoral da Sa\u00fade, fala do Dia Mundial do Doente e dos desafios para as comunidades cat\u00f3licas em Portugal <!--more--> <\/p>\n<p><em>Ecclesia &#8211; Este ano, &agrave; semelhan&ccedil;a dos anteriores, o Papa Bento XVI lan&ccedil;ou uma mensagem para o Dia Mundial do Doente, recheada de muitos desafios. Como &eacute; que a recebeu?<\/em><\/p>\n<p><em>V&iacute;tor Feytor Pinto &ndash;<\/em> Recebi-a cheio de entusiasmo. Para j&aacute;, julgo que foi o Papa que, muito felizmente, escolheu o slogan deste ano: &ldquo;Ver o homem que sofre com um olhar de contempla&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>H&aacute; aqui tr&ecirc;s ou quatro elementos extremamente importantes, que depois d&atilde;o origem a tudo aquilo que o Papa diz na sua mensagem.<\/p>\n<p>A primeira ideia &ndash; &ldquo;ver&rdquo; &ndash; sup&otilde;e a aten&ccedil;&atilde;o. Andamos &agrave;s vezes t&atilde;o distra&iacute;dos que nem reparamos que &agrave; nossa volta, no nosso pr&eacute;dio, na nossa rua, h&aacute; pessoas que sofrem brutalmente.<\/p>\n<p>E n&atilde;o damos conta por causa da nossa pressa. Estamos atormentados com os nossos problemas e n&atilde;o reparamos nos outros, nos problemas brutais que podem trazer consigo na &aacute;rea da doen&ccedil;a &ndash; problemas f&iacute;sicos &ndash; mas tamb&eacute;m na &aacute;rea afectiva &ndash; problemas psicol&oacute;gicos, sociais&hellip; H&aacute; muitos problemas que as pessoas sofrem e eu tenho que saber v&ecirc;-los, ver o homem que sofre.<\/p>\n<p>O Papa extrapolou da &aacute;rea da sa&uacute;de para o problema do sofrimento global. Isto &eacute; extremamente interessante porque no Dia Mundial do Doente parece que nos centr&aacute;vamos apenas no doente. Bento XVI abriu um leque fant&aacute;stico, permitindo-nos olhar para qualquer pessoa em sofrimento nos diversos aspectos que constituem a sua fonte de ang&uacute;stia.<\/p>\n<p>A segunda nota &eacute; o homem que sofre. Quem &eacute; ele? Vale a pena estud&aacute;-lo. Ao ler a mensagem de Bento XVI, recordei muito um texto lind&iacute;ssimo do Papa Jo&atilde;o Paulo II bem marcado pela necessidade de ultrapassar o sofrimento humano: <a href=\"http:\/\/www.vatican.va\/holy_father\/john_paul_ii\/apost_letters\/documents\/hf_jp-ii_apl_11021984_salvifici-doloris_po.html\" target=\"_blank\">&ldquo;Salvifici doloris&rdquo;<\/a>, a dor que salva [documento sobre o sentido crist&atilde;o do sofrimento humano]. Foi o que Jo&atilde;o Paulo II nos ofereceu como momento de reflex&atilde;o quando lan&ccedil;ou o ciclo da Pastoral da Sa&uacute;de no mundo.<\/p>\n<p>Quando vemos o homem que sofre, em termos de salva&ccedil;&atilde;o, temos de conhec&ecirc;-lo bem. Quer Jo&atilde;o Paulo II quer Bento XVI t&ecirc;m trabalhado muito a par&aacute;bola do bom samaritano. E qual foi o seu segredo? Um homem estrangeiro viu uma pessoa ca&iacute;da na estrada; aproximou-se; desceu da montada; cuidou dele, tratando-o com azeite e vinho, rem&eacute;dios do tempo; pegou nele ao colo; p&ocirc;-lo na sua montada; levou-o &agrave; estalagem; pagou ao estalajadeiro e ainda deixou dinheiro para as despesas que ele pudesse ter; e acrescentou at&eacute; que iria alterar a sua rota, voltando a passar por ali para ver se seria necess&aacute;rio pagar mais ou fazer alguma coisa para continuar o mecanismo de salva&ccedil;&atilde;o que ele pretendia para aquele homem.<\/p>\n<p>Quando falamos em &ldquo;ver o homem que sofre&rdquo;, estamos a concretizar a preocupa&ccedil;&atilde;o pela pessoa concreta, com os problemas que ela tem consigo. Tenho de ser dispon&iacute;vel para isso. E hoje o mundo contempor&acirc;neo, com as crises sociais impressionantes, as crises econ&oacute;micas, as guerrilhas constantes, os atentados e os ego&iacute;smos acumulados, produz tanto sofrimento, que eu, crist&atilde;o, tenho de olhar &agrave; minha volta e ver quem sofre, quem precisa de mim.<\/p>\n<p>&Eacute; aqui que aparece a segunda dimens&atilde;o referida pelo Papa, que me parece muito bonita: &ldquo;com um olhar de contempla&ccedil;&atilde;o&rdquo;. Quer dizer, Bento XVI convida cada crist&atilde;o &ndash; neste ponto os n&atilde;o crist&atilde;os ter&atilde;o dificuldade &ndash; a reconhecer no homem em sofrimento a pessoa viva de Jesus Cristo sofredor. No fundo, o rosto sofredor de Jesus Cristo pode estar estampado em cada homem carregado com um brutal sofrimento.<\/p>\n<p>Eu que digo que amo Jesus Cristo, eu que digo que me associo &agrave; sua paix&atilde;o, eu que digo que me associo a todos os seus sofrimentos no julgamento ou na cruz, tenho de me associar a ele no homem crucificado hoje, que &eacute; o homem que est&aacute; na estrada, marcado por brutais agress&otilde;es da humanidade, e que n&atilde;o &eacute; capaz de sair do buraco onde est&aacute;. Eu ali contemplo fonte de ora&ccedil;&atilde;o, fonte de contempla&ccedil;&atilde;o, desafio a um cuidado maior. Tudo isto num enquadramento extraordin&aacute;rio que me permite compreender que o sofrimento, por vezes, pode ser salv&iacute;fico, at&eacute; para quem assiste o sofredor.<\/p>\n<p>Se o sofrimento for incapaz de ser ultrapassado, o sofredor &eacute; capaz de o oferecer unindo-se &agrave; paix&atilde;o de Jesus; e aqui encontra-se um desafio muito interessante para ele pr&oacute;prio descobrir um sentido para a vida.<\/p>\n<p>Um destes dias vi um locutor da televis&atilde;o, muito conhecido, interessante e que faz rir toda a gente, dizer uma coisa que me assustou. Com sinceridade, afirmou nada mais, nada menos: &ldquo;Eu n&atilde;o tenho sentido para a vida&rdquo;. Como &eacute; poss&iacute;vel que pessoas, que at&eacute; t&ecirc;m sucesso no mundo, serem capazes de n&atilde;o terem sentido para a vida? Eu tenho de saber sempre por que vivo, para que vivo, como vivo, com quem vivo, como sou feliz, como fa&ccedil;o os outros felizes. Se eu n&atilde;o tiver sentido para a vida, isso &eacute; brutal.<\/p>\n<p>Num slogan como o deste Dia Mundial do Doente, penso que tanto tem sentido para a vida aquele que descobre no outro o rosto de Jesus Cristo sofredor, como aquele que est&aacute; em sofrimento tem a oportunidade de descobrir o sentido para a vida, associando-se ao mist&eacute;rio da dor de Jesus Cristo.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><strong>Acompanhar todas as dimens&otilde;es da pessoa<\/strong><\/p>\n<p><em>E &#8211; A mensagem de Bento XVI fala do acompanhamento dos doentes como um desafio muito concreto para as par&oacute;quias. Sente que elas precisam de caminhar mais para chegar aos seus doentes?<\/em><\/p>\n<p><em>VFP &ndash;<\/em> Vou dar um salto da mensagem de Bento XVI para a proposta que a Pastoral da Sa&uacute;de faz em Portugal. Perante as mensagens que os Papas nos d&atilde;o, temos a preocupa&ccedil;&atilde;o de conhecer um slogan que as pessoas compreendam com facilidade.<\/p>\n<p>Por isso pareceu-nos muito interessante criar uma frase muito bonita: &ldquo;Acompanhar a pessoa doente, um desafio para o crist&atilde;o&rdquo;. Esta frase concretiza o slogan do Papa na nossa realidade pastoral.<\/p>\n<p>A express&atilde;o que escolhemos usa a palavra que mencionou, &ldquo;acompanhamento&rdquo;. A primeira coisa que temos de ser capazes de fazer com a pessoa doente &eacute; acompanh&aacute;-la. E n&atilde;o apenas espiritualmente &ndash; levar os sacramentos, rezar&hellip; N&atilde;o, tem de ser um acompanhamento global. A pessoa &eacute; um complexo bio-psico-social-cultural-espiritual-religioso. Por isso o acompanhamento tem de ser f&iacute;sico (presen&ccedil;a), psicol&oacute;gico (afectividade, amor), social (companhia), cultural (permitindo leituras, ver televis&atilde;o), espiritual e religioso.<\/p>\n<p>N&oacute;s dizemos &ldquo;acompanhar a pessoa doente&rdquo;. Por que &eacute; que dizemos &ldquo;pessoa&rdquo;, e n&atilde;o &ldquo;homem&rdquo;? Porque a pessoa &eacute; homem e mulher. A mensagem do Papa refere &ldquo;acompanhar o homem&rdquo;. N&oacute;s preferimos &ldquo;acompanhar a pessoa&rdquo;. Porque a &ldquo;pessoa&rdquo; &eacute; crian&ccedil;a, adolescente, jovem, adulto, idoso, homem, mulher, com esta ou aquela tend&ecirc;ncia. N&atilde;o se discute isso. Discute-se a pessoa. Seja quem for, merece da parte dos crist&atilde;os uma presen&ccedil;a, e n&atilde;o o desprezo da solid&atilde;o.<\/p>\n<p>O drama maior do homem contempor&acirc;neo &ndash; sentimo-lo muito hoje, concretamente &ndash; &eacute; a solid&atilde;o. Na nossa comunidade paroquial [Campo Grande, Lisboa], temos cerca de 90 pessoas a viver em casa e que j&aacute; n&atilde;o podem ir &agrave; igreja. Fizemos um estudo de quem eram as pessoas que estavam sozinhas em casa e visitamo-las e apoiamo-las. Atrav&eacute;s do acompanhamento continuado, e n&atilde;o apenas da visita, vamos ajud&aacute;-las a vencer a solid&atilde;o. &Eacute; dentro desta perspectiva que eu, crist&atilde;o, sinto que tenho de ir ao encontro deste homem que est&aacute; sozinho, para o ajudar.<\/p>\n<p>Mediante um acordo com a Portugal Telecom, fizemos com que as pessoas com problemas mais dif&iacute;ceis tivessem um telefone especial para contactarem connosco em qualquer hora do dia ou da noite em que precisem de ter um apoio especial.<\/p>\n<p>&Eacute; muito interessante esta perspectiva de acompanhar a pessoa doente, sentindo que &eacute; um desafio feito ao crist&atilde;o. E quando fazemos isto indo ao encontro de pessoas que n&atilde;o t&ecirc;m f&eacute;, mas que est&atilde;o s&oacute;s e podem ser ajudadas por n&oacute;s, esta visita, presen&ccedil;a e acompanhamento d&atilde;o muitas vezes origem a que elas se abram a valores diferentes.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><em>E &ndash; Estamos diante de um entendimento mais amplo da Pastoral da Sa&uacute;de?<\/em><\/p>\n<p><em>VFP &#8211;<\/em> H&aacute; um elemento novo que &eacute; muito importante sublinhar: o convite &eacute; feito &agrave;s comunidades crist&atilde;s para se organizarem em Pastoral da Sa&uacute;de.<\/p>\n<p>Quando se falava em Pastoral da Sa&uacute;de, mencionavam-se quase exclusivamente os hospitais. Mas eles hoje s&atilde;o locais de passagem. As pessoas est&atilde;o l&aacute; o m&iacute;nimo de tempo: dois dias depois de operadas t&ecirc;m alta e regressam a casa. E quando v&atilde;o &agrave; consulta est&atilde;o no hospital pouco tempo e voltam &agrave; sua habita&ccedil;&atilde;o. A casa &eacute; o lugar onde o doente hoje est&aacute;. Por isso as comunidades crist&atilde;s t&ecirc;m de fazer um levantamento para saber quem s&atilde;o os doentes que t&ecirc;m em casa. E a partir da&iacute; v&atilde;o ver como os podem acompanhar e ajudar, organizando-se em Pastoral da Sa&uacute;de.<\/p>\n<p>Convidamos todas as pessoas a ser volunt&aacute;rias. Possu&iacute;mos um corpo seleccionado de voluntariado que formamos e organizamos em pequenos grupos, para que seja capaz de estar presente junto dos p&oacute;s-operados, idosos (sobretudo os que j&aacute; n&atilde;o saem de casa), deficientes e doentes s&oacute;s que n&atilde;o podem frequentar a comunidade paroquial nem sequer fazer a sua vida habitual.<\/p>\n<p>&Eacute; a comunidade paroquial que tem de se organizar neste sentido. Ela n&atilde;o pode existir para dar o sacramento da Un&ccedil;&atilde;o dos Doentes e o vi&aacute;tico na fase final da vida. N&oacute;s n&atilde;o vivemos para preparar para a morte mas para dar mais qualidade &agrave; vida, para dar mais sa&uacute;de. O conv&iacute;vio, o acompanhamento, a presen&ccedil;a de proximidade permite esse trabalho intenso de fazer felizes as pessoas.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><em>E &ndash; Como &eacute; que est&aacute; organizada a Pastoral da Sa&uacute;de a n&iacute;vel nacional?<\/em><\/p>\n<p><em>VFP &ndash;<\/em> Estamos organizados em tr&ecirc;s grandes frentes. Uma delas, muito importante, centra-se nas capelanias hospitalares. Nos &uacute;ltimos 10 anos temo-las renovado profundamente, inclusivamente com forma&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica.<\/p>\n<p>Estamos a acabar um mestrado frequentado por 60 actuais e futuros capel&atilde;es, que se prepararam intensamente durante dois anos. Cerca de 30 defenderam teses de mestrado, enquanto que os restantes ficaram com uma p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o. Todos receberam prepara&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica para desenvolverem esta actividade.<\/p>\n<p>Conseguimos do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de um novo estatuto de capel&atilde;o, que envolve tamb&eacute;m uma rela&ccedil;&atilde;o muito bonita com as outras confiss&otilde;es religiosas. Embora a religi&atilde;o cat&oacute;lica tenha a maioria em Portugal, h&aacute; pessoas que tamb&eacute;m t&ecirc;m direito de serem assistidas pelos ministros das confiss&otilde;es religiosas a que pertencem.<\/p>\n<p>A segunda &aacute;rea, muito importante, &eacute; a das congrega&ccedil;&otilde;es religiosas. Algumas dedicam-se exclusivamente &agrave; sa&uacute;de, concretamente os Irm&atilde;os de S&atilde;o Jo&atilde;o de Deus, as Irm&atilde;s Hospitaleiras do Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o de Jesus e as Irm&atilde;s Franciscanas Hospitaleiras, cuja fundadora &eacute; a futura beata &ldquo;M&atilde;e Clara&rdquo;. As duas primeiras comunidades dedicam-se exclusivamente ao tratamento dos doentes em situa&ccedil;&otilde;es dif&iacute;ceis.<\/p>\n<p>O terceiro campo de actua&ccedil;&atilde;o da Pastoral da Sa&uacute;de &eacute; a comunidade paroquial, onde tem tr&ecirc;s val&ecirc;ncias.<\/p>\n<p>A primeira &eacute; educar para a sa&uacute;de. Nas nossas catequeses temos uma educa&ccedil;&atilde;o para a alimenta&ccedil;&atilde;o moderada, contra o problema do engordar est&uacute;pido, at&eacute; das crian&ccedil;as. Precisamos tamb&eacute;m de educar para a organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho e para o recreio, para que as pessoas n&atilde;o vivam em stress. Educar para os n&atilde;o consumos de droga e de outras subst&acirc;ncias. Educar para uma vida sexual equilibrada. E prevenir as doen&ccedil;as atrav&eacute;s das vacinas e de outros meios. &Eacute; um trabalho muito bonito que as comunidades paroquiais podem e devem realizar com as estruturas de sa&uacute;de da zona.<\/p>\n<p>A segunda nota &eacute; o trabalho com as pessoas doentes: pessoas em p&oacute;s-opera&ccedil;&atilde;o e que v&atilde;o ser operadas. Temos um corpo de volunt&aacute;rios que as acompanha ao hospital, para que n&atilde;o se sintam perdidas, por exemplo, nas urg&ecirc;ncias. Fazemos igualmente o acompanhamento aos doentes e idosos no centro de sa&uacute;de e nas suas casas.<\/p>\n<p>Existem igualmente as situa&ccedil;&otilde;es mais dif&iacute;ceis, terminais. Nestes casos preocupamo-nos em realizar um acompanhamento e uma ora&ccedil;&atilde;o especiais pelos doentes. Na minha comunidade estamos agora a organizar vig&iacute;lias de ora&ccedil;&atilde;o pelos doentes cujas fam&iacute;lias nos pedem que rezemos por eles. N&atilde;o se trata s&oacute; de visit&aacute;-los mas de estarmos em ora&ccedil;&atilde;o por eles.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m motivamos os doentes que est&atilde;o em casa para serem ap&oacute;stolos. Estou a pensar numa senhora extraordin&aacute;ria, antiga professora do liceu: quando as crian&ccedil;as da par&oacute;quia v&atilde;o visit&aacute;-la, ela tem em cima da mesa uma s&eacute;rie de livros que comenta com os pequeninos. Ou seja, est&aacute; tamb&eacute;m a educ&aacute;-los e a ser ap&oacute;stolo.<\/p>\n<p>E h&aacute; pessoas que, na sua doen&ccedil;a, fazem ora&ccedil;&atilde;o: h&aacute; quem, por exemplo, reze o Ros&aacute;rio todos os dias pelas pessoas que sofrem mais, pelos interesses da comunidade crist&atilde; ou do mundo contempor&acirc;neo, que tem tantos dramas. Por isso &eacute; interessante ensinar as pessoas doentes a tornarem-se agentes da ac&ccedil;&atilde;o pastoral.<\/p>\n<p><em>PRE\/SN\/RM<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Padre Vitor Feytor Pinto, coordenador da Comiss\u00e3o Nacional da Pastoral da Sa\u00fade, fala do Dia Mundial do Doente e dos desafios para as comunidades cat\u00f3licas em Portugal<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[120,127,166,277,294,329],"class_list":["post-49930","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas","tag-bento-xvi","tag-catequese","tag-dia-mundial-do-doente","tag-pastoral-da-saude","tag-sacramentos","tag-voluntariado"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49930","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=49930"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49930\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=49930"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=49930"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=49930"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}