{"id":49857,"date":"2011-02-08T11:45:39","date_gmt":"2011-02-08T11:45:39","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/02\/08\/o-nosso-dinheiro\/"},"modified":"2011-02-08T11:45:39","modified_gmt":"2011-02-08T11:45:39","slug":"o-nosso-dinheiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/o-nosso-dinheiro\/","title":{"rendered":"O nosso dinheiro"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 saud\u00e1vel a estima pelos dinheiros e bens p\u00fablicos. Substituir\u00e1 uma mentalidade de menosprezo que conduzia a aut\u00eanticos vandalismos em desperd\u00edcios sobre o que \u00abn\u00e3o era de ningu\u00e9m\u00bb <!--more--> <\/p>\n<p>Dizem os entendidos e at&eacute; os desentendidos que &eacute; neste m&ecirc;s que vamos todos saber experiencialmente o que &eacute; a crise. Uns mais que outros. O que era uma teoria, uma amea&ccedil;a, torna-se uma realidade not&oacute;ria na carteira, no banco, &agrave; mesa, em viagem, nos bens essenciais, na gest&atilde;o dom&eacute;stica, no sal&aacute;rio mensal. Paralelamente h&aacute; uma nova consci&ecirc;ncia do essencial e do sup&eacute;rfluo. Mas talvez o que mais se acentua &eacute; a no&ccedil;&atilde;o de que o Estado n&atilde;o &eacute; apenas aquele monstro que nos rouba e engana. O Estado somos n&oacute;s. Cada vez o povo sente mais o dinheiro que lhe paga nos impostos que sobem, nos montantes que injustamente o Estado distribui por quem n&atilde;o merece. E no roubo que constitui para a comunidade qualquer desvio de dinheiro ou bens que pertencem ao Estado. Assiste-se inclusivamente a uma esp&eacute;cie de policiamento sobre o carro, o sal&aacute;rio, os benef&iacute;cios de quem &eacute; funcion&aacute;rio do Estado. Diz-se simplesmente que &eacute; o &ldquo;nosso dinheiro&rdquo;. E cada cidad&atilde;o como que se torna fiscal e administrador dos bens p&uacute;blicos julgando que quer e pode, mesmo sem mandar.<\/p>\n<p>Conv&eacute;m dizer que &eacute; saud&aacute;vel a estima pelos dinheiros e bens p&uacute;blicos. Substituir&aacute; uma mentalidade de menosprezo que conduzia a aut&ecirc;nticos vandalismos em desperd&iacute;cios sobre o que &ldquo;n&atilde;o era de ningu&eacute;m&rdquo;. Quando afinal &eacute; bem de todos n&oacute;s.<\/p>\n<p>Nesta transi&ccedil;&atilde;o for&ccedil;ada de mentalidade h&aacute; muito ju&iacute;zo precipitado e incompetente na avalia&ccedil;&atilde;o dos gastos p&uacute;blicos essenciais em sa&uacute;de, transportes, seguran&ccedil;a social, apoios a desprotegidos, como se se tratasse de usurpadores de bens de todos. O tempo certamente ajudar&aacute; a uma clarifica&ccedil;&atilde;o. Mas &eacute; urgente um discernimento para que n&atilde;o aconte&ccedil;am ju&iacute;zos nervosos e precipitados sobre apar&ecirc;ncias e interesses imediatos. A informa&ccedil;&atilde;o a c&eacute;u aberto pode prevenir muitos abusos. Mas pode suscitar ajustes de contas selvagens, esquecendo o que &eacute; antes de tudo um Estado: uma casa de todos, onde todos t&ecirc;m os seus direitos e deveres e onde se deve reflectir o sentido de comunidade e partilha. &Eacute; isto que o cristianismo pode acrescentar de novo a um debate sobre o p&uacute;blico e o privado, a justi&ccedil;a nas retribui&ccedil;&otilde;es, apoio aos mais desfavore-cidos, servi&ccedil;o &agrave; causa p&uacute;blica, a pol&iacute;tica como o empenho pela cidade.<\/p>\n<p>A presente crise j&aacute; come&ccedil;ou a dar alguns bons frutos. Mas interessa respeitar os tempos e as etapas para que possam reinar entre n&oacute;s a justi&ccedil;a e a paz.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Ant&oacute;nio Rego<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 saud\u00e1vel a estima pelos dinheiros e bens p\u00fablicos. 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