{"id":4978,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/sobre-a-vida\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"sobre-a-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/sobre-a-vida\/","title":{"rendered":"Sobre a vida"},"content":{"rendered":"<p>Um dos poss\u00edveis efeitos da discuss\u00e3o puramente t\u00e9cnica e pol\u00edtica sobre o aborto \u00e9 matar a beleza da evolu\u00e7\u00e3o da vida humana. N\u00e3o h\u00e1 nada de mais sublime \u00e0 face da terra que o encantamento dos pais no seguimento atento do evoluir de seu filho, ainda pequeno ser, no ventre materno. O mist\u00e9rio da vida como que fica profanado na redu\u00e7\u00e3o de um novo ser  a um puro \u201damontoado de c\u00e9lulas\u201d. A mais elementar das ci\u00eancias reconhece que o ser humano, no seu todo potencial, j\u00e1 est\u00e1 ali. Ganha por isso significado especial a Nota Pastoral da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa intitulada \u201cMedita\u00e7\u00e3o sobre a vida\u201d. \u00c9, de facto, o \u00fanico \u00e2ngulo poss\u00edvel de observa\u00e7\u00e3o de um fen\u00f3meno humano que se n\u00e3o pode definir como instrumento legal ou mera hip\u00f3tese qu\u00edmica descart\u00e1vel. A nossa vida \u00e9 participa\u00e7\u00e3o da vida de Deus.\u201dN\u00f3s vivemos porque um sopro divino nos tornou vivos\u201d. E aos seres humanos ofereceu o dom de repetir o milagre da vida. Esta \u00e9 a realidade maravilhosa que nos gerou e nos sust\u00e9m como humanidade. Infelizmente reduz-se, por vezes, a transmiss\u00e3o da vida a um simples impulso instintivo, e a sua evolu\u00e7\u00e3o a uma conveni\u00eancia familiar, social ou econ\u00f3mica. E, como \u00e9 sabido, o fen\u00f3meno da vida nunca pode ser isolado do seu todo. Mesmo para os n\u00e3o crentes, n\u00e3o deixa de ser mist\u00e9rio, pelo insond\u00e1vel e sublime significado que sempre alberga. A vida, no dizer da presente Nota Pastoral,\u201d\u00e9 um longo caminho\u201d que tem o homem (na pr\u00f3pria narra\u00e7\u00e3o b\u00edblica) como  plenitude da cria\u00e7\u00e3o. Se isto se d\u00e1 no caminhar da humanidade, repete-se no percurso de cada ser humano. Temos um in\u00edcio e uma plenitude igualmente insond\u00e1veis no desenrolar dos tempos. Na luz da f\u00e9 o in\u00edcio vem do \u201csopro\u201d de Deus que, passando por Jesus Cristo vai consumar-se na ressurrei\u00e7\u00e3o final. Tudo isto pode parecer um gongorismo teol\u00f3gico, mais interessante para encher comp\u00eandios que para resolver problemas da vida real. Mas \u00e9 exactamente a\u00ed que mora o risco: reduzir toda a vida \u00e0 l\u00f3gica do mais f\u00e1cil, mais barato e mais rent\u00e1vel. Ou  a vida humana rompe esta vis\u00e3o estreita, ou se afoga na mediocridade do imediatismo sem nobreza nem dignidade. O resto, depois, tem de ser discutido, afirmado, defendido. Mas precisa ter como ponto de arranque a sublimidade da vida humana, como primeira das verdades e mais sagrada das certezas. Sem esse reconhecimento m\u00e1gico nem a \u00e9tica, nem a lei, nem as penas, salvam o que quer que seja.  A presente Nota Pastoral \u00e9, na defesa firme dos princ\u00edpios, um exemplar hino ao primeiro e mais excelente dos dons &#8211;  a vida.  Ant\u00f3nio Rego<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dos poss\u00edveis efeitos da discuss\u00e3o puramente t\u00e9cnica e pol\u00edtica sobre o aborto \u00e9 matar a beleza da evolu\u00e7\u00e3o da vida humana. N\u00e3o h\u00e1 nada de mais sublime \u00e0 face da terra que o encantamento dos pais no seguimento atento do evoluir de seu filho, ainda pequeno ser, no ventre materno. 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