{"id":49768,"date":"2011-02-02T14:55:28","date_gmt":"2011-02-02T14:55:28","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/02\/02\/comunicacao-de-d-manuel-clemente-ao-conselho-presbiteral-da-diocese-do-porto\/"},"modified":"2011-02-02T14:55:28","modified_gmt":"2011-02-02T14:55:28","slug":"comunicacao-de-d-manuel-clemente-ao-conselho-presbiteral-da-diocese-do-porto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/comunicacao-de-d-manuel-clemente-ao-conselho-presbiteral-da-diocese-do-porto\/","title":{"rendered":"Comunica\u00e7\u00e3o de D. Manuel Clemente ao Conselho Presbiteral da Diocese do Porto"},"content":{"rendered":"<p>Iniciando-se hoje o trabalho do novo Conselho Presbiteral da Diocese do Porto, para o tri&eacute;nio 2011-2014, cumpre-me agradecer a disponibilidade dos seus membros e adiantar algumas perspectivas gerais. Resumem-se estas &agrave; relativa novidade da situa&ccedil;&atilde;o pastoral, ao contexto s&oacute;ciocultural em que vive(re)mos e &agrave; necess&aacute;ria continua&ccedil;&atilde;o do que se fez e surgiu durante a Miss&atilde;o 2010.<\/p>\n<p>Quanto &agrave; relativa novidade da situa&ccedil;&atilde;o pastoral, constatamos imediatamente a diminui&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de presb&iacute;teros incardinados e a m&uacute;ltipla nomea&ccedil;&atilde;o dos existentes, para mais par&oacute;quias a seu cargo. [Desde 2007 ordenei apenas sete novos padres para a Diocese e s&oacute; em tr&ecirc;s semanas do m&ecirc;s passado faleceram cinco&hellip;]. Esta situa&ccedil;&atilde;o ainda se agravar&aacute; mais nos pr&oacute;ximos tempos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&Eacute; certo que todos os anos temos contado com novas colabora&ccedil;&otilde;es sacerdotais, provindas do clero religioso, ou oriundas doutras dioceses, sobretudo africanas. Certo &eacute; tamb&eacute;m que, daqui a uns anos, poderemos contar com padres formados no nosso Semin&aacute;rio Redemptoris Mater, que funciona desde 2008 e se juntam aos seminaristas de Nossa Senhora da Concei&ccedil;&atilde;o (S&eacute;). Ali&aacute;s, continuamos a procurar novas colabora&ccedil;&otilde;es de fora da Diocese e temos de contar com elas. Mas parece &oacute;bvio que n&atilde;o nos podemos dispensar de despertar e acompanhar voca&ccedil;&otilde;es nas nossas pr&oacute;prias comunidades paroquiais, onde &eacute; ainda escasso o n&uacute;mero dos que se decidem pelo sacerd&oacute;cio, designadamente entre os milhares que todos os anos s&atilde;o confirmados&hellip;<\/p>\n<p>Mas a novidade da situa&ccedil;&atilde;o pastoral refere-se ainda ao aumento do n&uacute;mero de di&aacute;conos permanentes, verificado em Dezembro &uacute;ltimo e que continuar&aacute; no fim do corrente ano. Na vig&ecirc;ncia do actual Conselho Presbiteral, subir&aacute; acima da meia centena o n&uacute;mero destes irm&atilde;os ordenados, complementando a oferta pastoral dos sacerdotes com a especificidade do m&uacute;nus diaconal. Como insistentemente se vai referindo, o diaconado permanente poder&aacute; &ldquo;aliviar&rdquo; a sobrecarga dos presb&iacute;teros e estimular&aacute; decerto as comunidades para a disponibilidade caritativa e o servi&ccedil;o interno e externo que as h&aacute;-de caracterizar cada vez mais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Concomitantemente, o maior envolvimento dos leigos nos diversos sectores da vida eclesial (Palavra, Liturgia e S&oacute;ciocaritativo) diversificar&aacute; a qualidade e a quantidade das ac&ccedil;&otilde;es eclesiais e a corresponsabilidade na miss&atilde;o comum.<\/p>\n<p>O contexto s&oacute;ciocultural em que vive(re)mos caracteriza-se, como sabemos, por alguns aspectos que muito questionam a pastoral habitualmente praticada. Para n&atilde;o ir mais longe, podemos dizer que &agrave; relativa estabilidade dos espa&ccedil;os se substitui velozmente a plurilocaliza&ccedil;&atilde;o das pessoas, designadamente por raz&otilde;es de trabalho ou falta dele, bem como pela facilidade de desloca&ccedil;&atilde;o; &agrave; transmiss&atilde;o tradicional de cren&ccedil;as e costumes se op&otilde;e a ruptura geracional e a resist&ecirc;ncia aos compromissos duradouros, com graves consequ&ecirc;ncias no campo familiar e outros; aos modos habituais de comunica&ccedil;&atilde;o, muito presencial e continuada, sucede todo o tipo de novas &ldquo;redes&rdquo; inform&aacute;ticas e\/ou virtuais, onde a presen&ccedil;a f&iacute;sica &eacute; dispens&aacute;vel e a reuni&atilde;o ganha outras formas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Naturalmente, estas e outras circunst&acirc;ncias desafiam muito a nossa pr&aacute;tica tradicional e comunit&aacute;ria. Vivemos em tens&atilde;o permanente, entre a necessidade de manter o que temos para aqueles que &ldquo;ainda&rdquo; v&ecirc;m e a urg&ecirc;ncia de inovarmos para os outros que j&aacute; n&atilde;o se v&ecirc;em. O recente inqu&eacute;rito &agrave;s &ldquo;necessidades e expectativas dos diocesanos&rdquo;, indicia tudo isto: discrep&acirc;ncia et&aacute;ria entre a maioria dos mais idosos que &ldquo;praticam&rdquo; e a minoria dos mais novos que persistem; dificuldades na transmiss&atilde;o tradicional; grande preocupa&ccedil;&atilde;o com a fam&iacute;lia e os jovens.<\/p>\n<p>Assim se evidencia a necessidade de continuarmos os dinamismos despertados ou refor&ccedil;ados pela Miss&atilde;o 2010. Durante um ano inteiro, os Secretariados Diocesanos conjugados propuseram &agrave;s comunidades diversas ac&ccedil;&otilde;es evangelizadoras, que as levassem um pouco &ldquo;mais longe e mais fundo&rdquo; na irradia&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica em seu redor. Estamos em plena fase de avalia&ccedil;&atilde;o e, no pr&oacute;ximo dia 26, realizaremos a sess&atilde;o final que divulgar&aacute; os seus resultados, podendo n&oacute;s tom&aacute;-los como &ldquo;sinais dos tempos&rdquo; (ou apelos do Esp&iacute;rito), para neles mesmos prosseguirmos no futuro. Certamente os integraremos nas nossas actividades diocesanas, sectoriais e locais, para uma nova evangeliza&ccedil;&atilde;o &ldquo;no ardor, nos m&eacute;todos e nas express&otilde;es&rdquo;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pelo que eu e tantos outros experiment&aacute;mos, creio que uma das conclus&otilde;es &eacute; a da nossa necess&aacute;ria aproxima&ccedil;&atilde;o das pessoas e circunst&acirc;ncias envolventes, terra a terra, bairro a bairro, meio a meio, inclusive os s&oacute;cioculturais e inform&aacute;ticos; nisto mesmo continuando a ac&ccedil;&atilde;o de Jesus de Nazar&eacute;, em constante acercamento da actual Galileia dos Gentios. Creio que a mudan&ccedil;a maior ter&aacute; de ser de comunidades &ldquo;residuais&rdquo; de culto para comunidades mission&aacute;rias de raiz, em exerc&iacute;cio permanente e criativo. Nascemos da miss&atilde;o de Cristo e &eacute; na &ldquo;Galileia&rdquo; que Ele sempre nos precede e espera, s&oacute; a&iacute; (cf. Mc 16, 7).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Come&ccedil;a este Conselho em fase nacional de reflex&atilde;o, sob o lema de &ldquo;Repensar juntos a pastoral da Igreja em Portugal&rdquo;. Recolhem-se as sugest&otilde;es das inst&acirc;ncias diocesanas, como a nossa agora. A Confer&ecirc;ncia Episcopal dar-lhes-&aacute; seguimento, rumo &agrave; melhor &ldquo;forma&ccedil;&atilde;o para a miss&atilde;o&rdquo;, que ser&aacute; tamb&eacute;m &ldquo;forma&ccedil;&atilde;o na miss&atilde;o&rdquo;. Estar&aacute; tamb&eacute;m em an&aacute;lise a inicia&ccedil;&atilde;o crist&atilde; que realmente fazemos ou porventura n&atilde;o conseguimos perfazer, nas nossas fam&iacute;lias e comunidades. Nela mesma se joga em grande parte o futuro crist&atilde;o da sociedade portuguesa.<\/p>\n<p>1 de Fevereiro de 2011<\/p>\n<p align=\"right\"><em>D. Manuel Clemente, Bispo do Porto<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Iniciando-se hoje o trabalho do novo Conselho Presbiteral da Diocese do Porto, para o tri&eacute;nio 2011-2014, cumpre-me agradecer a disponibilidade dos seus membros e adiantar algumas perspectivas gerais. 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