{"id":49738,"date":"2011-02-01T10:12:43","date_gmt":"2011-02-01T10:12:43","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/02\/01\/cinema-o-discurso-do-rei\/"},"modified":"2011-02-01T10:12:43","modified_gmt":"2011-02-01T10:12:43","slug":"cinema-o-discurso-do-rei","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/cinema-o-discurso-do-rei\/","title":{"rendered":"Cinema: O Discurso do Rei"},"content":{"rendered":"<p>&Eacute; um dos mais fortes candidatos aos cobi&ccedil;ad&iacute;ssimos e popular&iacute;ssimos Oscars. Cresce, por isso, a olhos vistos, a expectativa sobre o filme que evoca o mais importante discurso de Jorge VI, rei de Inglaterra: a primeira vez que o monarca se dirigiu ao povo brit&acirc;nico desde que foi declarada a guerra entre o Reino Unido e a Alemanha. O primeiro, e esse sim &eacute; o tema do filme, em que Albert pouco ou nada tartamudeou.<\/p>\n<p>Sofrendo de uma gaguez cr&oacute;nica desde a inf&acirc;ncia, o Pr&iacute;ncipe Albert de Inglaterra, filho segundo de Jorge V e Mary, Princesa de Teck, cresceu habituado ora &agrave; tro&ccedil;a ora ao desprezo dos seus pares e superiores, sobretudo quando comparado com o seu irm&atilde;o mais velho, David, n&uacute;mero um na linha de sucess&atilde;o do trono brit&acirc;nico.<\/p>\n<p>O filme acompanha a sua hist&oacute;ria quando, j&aacute; casado, a sua mulher decide procurar mais um terapeuta da fala para &ldquo;Bertie&rdquo;. Desta vez, um australiano praticamente inc&oacute;gnito, sem credenciais nem h&aacute;bitos de rever&ecirc;ncia que s&oacute; aceita acompanhar os seus pacientes no seu pr&oacute;prio consult&oacute;rio, mediante garantias de absoluta &ldquo;paridade&rdquo; e &ldquo;confian&ccedil;a&rdquo;. <br \/> N&atilde;o &eacute; f&aacute;cil imaginar que Sua Majestade se disponha a deslocar todos os dias a um esconso consult&oacute;rio numa zona menos simp&aacute;tica de Londres para se entregar nas m&atilde;os de um desconhecido que o trata por &ldquo;Bertie&rdquo; e o submete a uma gin&aacute;stica inimagin&aacute;vel&#8230; mas &eacute; o que acontece neste filme que come&ccedil;a no texto de David Seidler e acaba na realiza&ccedil;&atilde;o de Tom Hooper, dois profissionais da televis&atilde;o que talvez tenham visto chegar a sua grande oportunidade num ano particularmente agitado nas &aacute;guas da ind&uacute;stria e da cria&ccedil;&atilde;o cinematogr&aacute;fica americana. O ano em que os argumentistas protestaram, como nunca, contra os limites impostos ao direito de autor , de originalidade e criatividade pela gan&acirc;ncia e despotismo dos grandes produtores. O ano em que, estando estes em greve, as produtoras tiveram que encontrar alternativas para os seus filmes.<\/p>\n<p>Venha de onde for o sentido de oportunidade desta equipa, a verdade &eacute; que &ldquo;O Discurso do Rei&rdquo; &eacute; uma charmosa obra cinematogr&aacute;fica que combina verdade hist&oacute;rica com uma inofensiva dose de fic&ccedil;&atilde;o. Simples, realizada e montada a preceito, consegue oferecer-nos um simp&aacute;tico jogo humano e quase de palco entre um &ldquo;homem comum&rdquo;, Geoffrey Rush &ndash; e um monarca solit&aacute;rio e incompreendido &ndash; Collin Firth -, ambos bem apoiados por Helena Bonham Carter, no papel da que carinhosamente conhecemos como &ldquo;A Rainha M&atilde;e&rdquo;.<\/p>\n<p align=\"right\"><em>Margarida Ata&iacute;de<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&Eacute; um dos mais fortes candidatos aos cobi&ccedil;ad&iacute;ssimos e popular&iacute;ssimos Oscars. 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