{"id":49649,"date":"2011-01-25T15:01:14","date_gmt":"2011-01-25T15:01:14","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/01\/25\/maria-clara-do-menino-jesus\/"},"modified":"2011-01-25T15:01:14","modified_gmt":"2011-01-25T15:01:14","slug":"maria-clara-do-menino-jesus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/maria-clara-do-menino-jesus\/","title":{"rendered":"Maria Clara do Menino Jesus"},"content":{"rendered":"<p>Nascida na Quinta do Bosque, Amadora &#8211; Lisboa, a 15 de Junho de 1843, filha de Nuno Tom&aacute;s de Mascarenhas Galv&atilde;o Mexia de Moura Telles e Albuquerque e de D. Maria da Purifica&ccedil;&atilde;o de S&aacute; Carneiro Duarte Ferreira, recebeu no Baptismo, a 02 de Setembro desse ano, na Igreja de Nossa Senhora do Amparo de Benfica, o nome de Lib&acirc;nia do Carmo Galv&atilde;o Mexia de Moura Telles e Albuquerque.<\/p>\n<p>&Oacute;rf&atilde; desde a adolesc&ecirc;ncia, aprendeu na escola das dificuldades e do sacrif&iacute;cio a vencer as suas inclina&ccedil;&otilde;es temperamentais e a escutar, no &iacute;ntimo do cora&ccedil;&atilde;o, a voz de Deus que a chamava a doar-se a todos quantos precisavam da sua ajuda.<\/p>\n<p>A situa&ccedil;&atilde;o social do seu tempo deixava na mis&eacute;ria uma multid&atilde;o enorme de empobrecidos, constantemente agredida pela injusti&ccedil;a e pela opress&atilde;o: desabrigados, doentes, explorados, alco&oacute;licos, analfabetos, vi&uacute;vas, &oacute;rf&atilde;os, etc..<\/p>\n<p>O clamor destes deserdados encontrou eco no cora&ccedil;&atilde;o de Lib&acirc;nia do Carmo que procurou a vida religiosa como meio de lhe responder. Depois do noviciado, em Fran&ccedil;a, e de agregar a si um bom n&uacute;mero de seguidoras, dedica-se, com a sua Congrega&ccedil;&atilde;o ao exerc&iacute;cio da caridade, onde fosse preciso fazer o bem: aliviar sofrimentos, acolher necessitados, consolar tristezas, ser presen&ccedil;a benfazeja em todos os caminhos e lugares..<\/p>\n<p>Onde houvesse algu&eacute;m carecido de p&atilde;o, de casa ou de agasalho, onde aparecesse uma pessoa necessitada de amparo espiritual, de paz ou de conhecimento de Deus, a&iacute; estava ela, com suas Irm&atilde;s, fazendo-se benef&iacute;cio, acolhimento e esperan&ccedil;a&hellip;<\/p>\n<p>A vasta obra de funda&ccedil;&otilde;es: Col&eacute;gios, Creches, Hospitais, assist&ecirc;ncia a inv&aacute;lidos e crian&ccedil;as, tratamento a domic&iacute;lio, cozinhas econ&oacute;micas &#8211; conheceu a abnega&ccedil;&atilde;o desta her&oacute;ica religiosa.<\/p>\n<p>Na maior disponibilidade e sedenta de anunciar o Evangelho pelo exerc&iacute;cio das obras de miseric&oacute;rdia, foi pioneira em miss&otilde;es al&eacute;m mar, registando o ano de 1883 a primeira partida para Angola. Sucederam-lhe outras espa&ccedil;os de evangeliza&ccedil;&atilde;o em Goa, Guin&eacute; e Cabo Verde.<\/p>\n<p>Eleita Superiora Geral em v&aacute;rios cap&iacute;tulos, em Maio de 1896, a Serva de Deus, a pedido de todas as Superioras locais e de muitas irm&atilde;s, foi reconhecida pela S&eacute; Apost&oacute;lica, como Fundadora e Superiora Geral vital&iacute;cia.<\/p>\n<p>Mas nem tudo redundou em sucesso. Como todas as aut&ecirc;nticas fundadoras, foi provada pelo mais doloroso sofrimento, pelas mais humilhantes cal&uacute;nias e as mais cru&eacute;is persegui&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Vivendo numa &eacute;poca marcada pelo poder liberal, viu a sua Congrega&ccedil;&atilde;o ferozmente atacada, como alvo de toda a persegui&ccedil;&atilde;o &agrave; Igreja, em Portugal. No meio das cal&uacute;nias mais ignominiosas e humilhantes que o jacobinismo portugu&ecirc;s levantou &agrave;s Irm&atilde;s, atrav&eacute;s da imprensa nacional e estrangeira, a Madre Maria Clara mostrou-se sempre forte e digna, resoluta e prudente, superior a todo o vexame e a qualquer ofensa.<\/p>\n<p>Apesar da campanha difamat&oacute;ria, n&atilde;o deixou a benem&eacute;rita Congrega&ccedil;&atilde;o de prosperar em voca&ccedil;&otilde;es e em obras, merecendo sempre o cr&eacute;dito do povo portugu&ecirc;s que lhe requeria os servi&ccedil;os com toda a confian&ccedil;a.<\/p>\n<p>Confrontada, tamb&eacute;m, por oposi&ccedil;&otilde;es internas que pareceres contradit&oacute;rios criaram, soube aceit&aacute;-las com paci&ecirc;ncia e serenidade, colocando a bondade e o perd&atilde;o acima de antagonismos e diverg&ecirc;ncias.<\/p>\n<p>Foi surpreendida por uma visita apost&oacute;lica, logo ap&oacute;s ter sido pronunciada Fundadora, que lhe levantou um calv&aacute;rio de mart&iacute;rios. Experimentou, silenciosa e submissa, as humilha&ccedil;&otilde;es inerentes a tentativas de destitui&ccedil;&atilde;o do of&iacute;cio, pelo pr&oacute;prio visitador que se deixou influenciar pela parte contestante. V&ecirc; no representante da Igreja o pr&oacute;prio Deus e usa com ele de toda a defer&ecirc;ncia e respeito, delicadeza e humildade, n&atilde;o obstante uma ou outra defesa que clama a verdade&nbsp; e a justi&ccedil;a no seu devido lugar.<\/p>\n<p>A plena aceita&ccedil;&atilde;o do que considerava a vontade de Deus, o amor que consagrava &agrave; sua Congrega&ccedil;&atilde;o fazem-na viver serenamente, com muita f&eacute; e esperan&ccedil;a os mart&iacute;rios que estes acontecimentos provocam. Todos eles aquilatam o valor da sua grande alma. Apesar da sua extraordin&aacute;ria coragem e da sua profunda generosidade, o seu cora&ccedil;&atilde;o bom e sens&iacute;vel, ferido por tantas dores e trabalhos, aproximava-se do fim.<\/p>\n<p>A sua peregrina&ccedil;&atilde;o terrena deixa um rasto de Hospitalidade e de Acolhimento. Fundou mais de 140 Obras de ac&ccedil;&atilde;o social, recebeu no seu Instituto cerca de mil religiosas que espalharam e levaram o seu carisma de Paz e de Hospitalidade at&eacute; muito longe.<\/p>\n<p>Combatido o bom combate, desgastada por enormes canseiras, carregada de m&eacute;ritos, a Madre Maria Clara do Menino Jesus faleceu com fama de santidade, no dia 01 de Dezembro de 1899.<\/p>\n<p>Conhecida como era pela sua extrema caridade, mansid&atilde;o e humildade, a not&iacute;cia fez chorar pobres e crian&ccedil;as, &oacute;rf&atilde;os e doentes, nobres e povo simples. Milhares de amigos juntaram-se &agrave; dor das Irm&atilde;s e acorreram a render a &uacute;ltima homenagem &agrave;quela que consideravam santa. Tr&ecirc;s dias durou a devota peregrina&ccedil;&atilde;o de fi&eacute;is que queriam ver, pela &uacute;ltima vez, esta mulher extremamente caritativa.<\/p>\n<p>A fama de santidade perdurou tempos fora e, em 1995, foi aberta a fase instrut&oacute;ria do Processo de canoniza&ccedil;&atilde;o, na Diocese de Lisboa. Decorrendo normalmente as sucessivas etapas, em Roma, em 2008, foi declarada Vener&aacute;vel. Ocorrido um milagre, depois de devidamente estudado e aprovado, teve como desfecho o Decreto do Papa, em 10 de Dezembro de 2010, que autorizou a sua publica&ccedil;&atilde;o. Est&aacute; assim aberta a porta para a beatifica&ccedil;&atilde;o<\/p>\n<p align=\"right\"><em>CONFHIC<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nascida na Quinta do Bosque, Amadora &#8211; Lisboa, a 15 de Junho de 1843, filha de Nuno Tom&aacute;s de Mascarenhas Galv&atilde;o Mexia de Moura Telles e Albuquerque e de D. 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