{"id":49648,"date":"2011-01-25T14:58:55","date_gmt":"2011-01-25T14:58:55","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/01\/25\/mae-clara-historia-do-processo-de-canonizacao\/"},"modified":"2011-01-25T14:58:55","modified_gmt":"2011-01-25T14:58:55","slug":"mae-clara-historia-do-processo-de-canonizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mae-clara-historia-do-processo-de-canonizacao\/","title":{"rendered":"\u00abM\u00e3e Clara\u00bb: Hist\u00f3ria do processo de canoniza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>A 7 de Julho de 1993, a ent&atilde;o Superiora Geral, Irm&atilde; Maria Eneide Martins Leite, conferiu o mandato postulat&oacute;rio ao padre Romualdo Rodrigo, OAR, confirmado na mesma data, pelo Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. Ant&oacute;nio Ribeiro.<\/p>\n<p>A 15 de Junho de 1995, foi solicitado &agrave; Santa S&eacute; o <em>Nihil obstat<\/em>, por ela concedido a 21 de Agosto do mesmo ano. A 5 de Dezembro, D. Ant&oacute;nio Ribeiro, promulgou o Decreto de abertura do Processo, constituindo, ao mesmo tempo, o Tribunal Diocesano. Na mesma oportunidade, nomeou a Comiss&atilde;o de peritos em Hist&oacute;ria e os censores dos escritos da Serva de Deus. Finalmente, no dia 18 de Dezembro de 1995, D Ant&oacute;nio Ribeiro fez a abertura solene do processo de canoniza&ccedil;&atilde;o da Madre Maria Clara do Menino Jesus.<\/p>\n<p>O Tribunal constitu&iacute;do para esse fim celebrou 27 sess&otilde;es, sendo a instru&ccedil;&atilde;o conclu&iacute;da a 12 de Novembro de 1997. A 1 de Dezembro de 1997, anivers&aacute;rio do falecimento da Serva de Deus, sob a presid&ecirc;ncia de D. Jos&eacute; da Cruz Policarpo, &agrave; altura arcebispo coadjutor do Patriarcado de Lisboa, realizou-se a sess&atilde;o de clausura. O processo, constitu&iacute;do por 21 caixas de material instrut&oacute;rio, foi entregue, em Roma, pela Vice-Postuladora, a 12 do mesmo m&ecirc;s.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Processo em fase Romana (1998-2010)<\/em><em><\/em><\/p>\n<p>A 10 de Fevereiro de 1998, celebrou-se a abertura do Processo, na Congrega&ccedil;&atilde;o para as Causas dos Santos, na presen&ccedil;a do Postulador, de algumas Irm&atilde;s e outros amigos da Congrega&ccedil;&atilde;o. Nomeada Colaboradora Externa da Congrega&ccedil;&atilde;o para a Causa dos Santos, a Irm&atilde; Rosa Helena Mendes de Moura, franciscana hospitaleira, que havia j&aacute; presidido &agrave; Comiss&atilde;o Hist&oacute;rica, na fase diocesana, iniciou a <em>Positio<\/em> &#8211; Posi&ccedil;&atilde;o &#8211; em Junho de 1998. Na mesma ocasi&atilde;o, foi tamb&eacute;m nomeado como Relator Mons. Jos&eacute; Lu&iacute;s Guti&eacute;rrez.<\/p>\n<p>Ap&oacute;s um estudo feito por peritos na mat&eacute;ria, a 6 de Novembro de 1998, foi emanado o Decreto Congrega&ccedil;&atilde;o para as Causas dos Santos, sobre a validade do Processo. A fase romana do Processo conheceu o seu termo a 16 de Outubro de 2003.<\/p>\n<p>Ocorre, em 12 de Novembro de 2003, o milagre da cura de Pioderma gangrenoso, em Baiona &ndash; Espanha, operado por Deus em D.  Georgina Troncoso Monteagudo. Quase simultaneamente, &eacute; entregue a <em>Positio<\/em> a peritos em Hist&oacute;ria, para avalia&ccedil;&atilde;o do seu conte&uacute;do. Meses depois, a 4 de Maio de 2004, sai aprovada pelo respectivo Congresso.<\/p>\n<p>Em 2005, ocorre a abertura do Processo do presum&iacute;vel milagre, a 18 de Janeiro, na Resid&ecirc;ncia Paz y Bien, Tui, e o seu encerramento, quatro meses depois (23 de Abril).<\/p>\n<p>A 1 Fevereiro de 2008, o Congresso dos Te&oacute;logos, votou afirmativamente as virtudes her&oacute;icas da Serva de Deus, o que foi confirmado a 7 de Outubro, pelo Congresso dos Cardeais e Bispos. Estes actos levaram o Papa Bento XVI a assinar o Decreto de reconhecimento das Virtudes Her&oacute;icas, passo que conferiu &agrave; Irm&atilde; Maria Clara o t&iacute;tulo de Vener&aacute;vel.<\/p>\n<p>Retomado o estudo do milagre, a Consulta M&eacute;dica, reunida a 14 de Janeiro de 2010, reconhece a cura repentina, completa, duradoura e inex-plic&aacute;vel de Pioderma gran-grenoso faged&eacute;nico, de que sofria, h&aacute; 34 anos, a cidad&atilde; espanhola, D. Georgina Troncoso Monteagudo, residente em Baiona.<\/p>\n<p>O Congresso Peculiar dos Consultores Te&oacute;logos, a 15 de Junho seguinte, d&aacute; voto afirmativo aos aspectos da sua &aacute;rea, o que &eacute; confirmado, tamb&eacute;m, pelo Padres Cardeais e Bispos, a 7 de Dezembro de 2010.<\/p>\n<p>Bento XVI recebeu e ratificou os votos da Congrega&ccedil;&atilde;o para as Causas dos Santos, reconhecendo este milagre, realizado por Deus, pela intercess&atilde;o da Vener&aacute;vel Serva de Deus Maria Clara do Menino Jesus.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Raz&otilde;es da introdu&ccedil;&atilde;o tardia<\/em><em><\/em><\/p>\n<p>Quando se trata de uma causa hist&oacute;rica, a primeira pergunta, que naturalmente ocorre, diz respeito ao tempo que se levou para a introduzir.<\/p>\n<p>A demora em iniciar o processo can&oacute;nico foi motivada por v&aacute;rios factores, sobretudo de ordem externa.<\/p>\n<p>a) O ambiente sociopol&iacute;tico nacional, especialmente em Lisboa, n&atilde;o era de modo algum prop&iacute;cio ao enaltecimento da santidade de uma religiosa n&atilde;o reconhecida oficialmente como tal.<\/p>\n<p>b) Em Agosto de 1900, oito meses ap&oacute;s a morte da Madre Maria Clara, a imprensa socialista e republicana suscitou novo ataque &agrave;s Congrega&ccedil;&otilde;es Religiosas, a partir de mais uma cal&uacute;nia contra as Irm&atilde;s Hospitaleiras.<\/p>\n<p>c) Em Mar&ccedil;o do ano seguinte, eclodiu o chamado &ldquo;caso de Rosa Calmon&rdquo; que p&ocirc;s em risco de supress&atilde;o as Congrega&ccedil;&otilde;es, nas quais se emitissem votos religiosos. Todas as casas das Hospitaleiras sofreram sindic&acirc;ncia; algumas fecharam. O novo Regulamento foi aprovado, mais uma vez, como de simples associa&ccedil;&atilde;o de benefic&ecirc;ncia e as profiss&otilde;es religiosas passaram a ser emitidas no mais completo sigilo.<\/p>\n<p>d) A 1 de Fevereiro de 1908, foram assassinados o Rei e o Pr&iacute;ncipe herdeiro, criando-se no pa&iacute;s uma profunda instabilidade pol&iacute;tica.<\/p>\n<p>e) A 5 de Outubro de 1910 triunfou a Revolu&ccedil;&atilde;o republicana. O Rei foi expulso e, poucos dias depois, decretou-se a supress&atilde;o de todos os Institutos e Congrega&ccedil;&otilde;es religiosas. As Irm&atilde;s das Trinas foram levadas para o Arsenal sob pris&atilde;o e, passados alguns dias, postas em liberdade, sob condi&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o se juntarem em n&uacute;mero de tr&ecirc;s. O mesmo aconteceu em quase todas as casas da Congrega&ccedil;&atilde;o. Em 1911, a Superiora Geral refugiou-se em Tuy (Espanha), onde estabeleceu a Casa-M&atilde;e, convocando, a partir da&iacute;, as Irm&atilde;s que se encontravam dispersas.<\/p>\n<p>Tolerados a partir de 1930, os Religiosos s&oacute; foram oficialmente reconhecidos na Concordata do Governo portugu&ecirc;s com a Santa S&eacute; em 1940. N&atilde;o admira, portanto, que somente a partir de 1930 se come&ccedil;asse a expandir mais abertamente a fama de santidade da Serva de Deus, sobretudo atrav&eacute;s da redac&ccedil;&atilde;o da 2&ordf; Cr&oacute;nica, ou seja, a chamada Cr&oacute;nica de 1933.<\/p>\n<p>A partir de 1948, vai criando corpo a ideia de iniciar o processo can&oacute;nico. No entanto, as dificuldades econ&oacute;micas, a precariedade do p&oacute;s-guerra, o pouco incentivo recebido das consultas feitas em Roma nos anos de 1971 e 1975, al&eacute;m do receio de assumir um tal encargo sem gente capaz nem material suficiente, inibiram os t&iacute;midos esfor&ccedil;os feitos nesse sentido.<\/p>\n<p>Em 1989, o XXII Cap&iacute;tulo Geral, expressando o voto un&acirc;nime da Congrega&ccedil;&atilde;o, solicitou do Governo Geral que pusesse em andamento os meios necess&aacute;rios &agrave; consecu&ccedil;&atilde;o de tal objectivo.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m alguns de ordem interna:<\/p>\n<p>a) A forma&ccedil;&atilde;o das Irm&atilde;s na discri&ccedil;&atilde;o mais absoluta. Durante muitos anos, as Franciscanas Hospitaleiras n&atilde;o falavam de si, nem das suas coisas, nem do que conheciam a respeito de pessoas e situa&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>b) O clima gerado pelas Visitas Apost&oacute;licas n&atilde;o oferecia condi&ccedil;&otilde;es para que as Irm&atilde;s pudessem expressar abertamente os pr&oacute;prios sentimentos, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; Serva de Deus. E o not&aacute;vel ascendente sobre a Congrega&ccedil;&atilde;o, assumido pelo ex-Visitador P. Jo&atilde;o da SSma Trindade que durou at&eacute; &agrave; sua morte em 1946, levou ao sil&ecirc;ncio a manifesta&ccedil;&atilde;o da estima e venera&ccedil;&atilde;o da sua Fundadora da maioria das religiosas.<\/p>\n<p>c) Em &eacute;poca profundamente clerical, h&aacute; que ter em conta o extremo respeito que as Irm&atilde;s nutriam pelos sacerdotes. At&eacute; tempos n&atilde;o muito distantes, considerava-se falta qualquer coisa dita em seu desabono, mormente se se tratasse de uma autoridade.<\/p>\n<p>Resulta da&iacute; que uma parte consider&aacute;vel das Irm&atilde;s se conformou com guardar no cora&ccedil;&atilde;o o afecto e a venera&ccedil;&atilde;o que nutria pela Madre Maria C1ara. Mas a prova testemunhal revela que n&atilde;o faltaram Comunidades, onde tanto as Superioras como as Irm&atilde;s mais antigas continuaram a falar dela e da sua grande virtude.<\/p>\n<p align=\"right\"><em>CONFHIC<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 7 de Julho de 1993, a ent&atilde;o Superiora Geral, Irm&atilde; Maria Eneide Martins Leite, conferiu o mandato postulat&oacute;rio ao padre Romualdo Rodrigo, OAR, confirmado na mesma data, pelo Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. Ant&oacute;nio Ribeiro. 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