{"id":49643,"date":"2011-01-25T13:37:48","date_gmt":"2011-01-25T13:37:48","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/01\/25\/educacao-contestacao-ao-governo-sobe-de-tom\/"},"modified":"2011-01-25T13:37:48","modified_gmt":"2011-01-25T13:37:48","slug":"educacao-contestacao-ao-governo-sobe-de-tom","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/educacao-contestacao-ao-governo-sobe-de-tom\/","title":{"rendered":"Educa\u00e7\u00e3o: Contesta\u00e7\u00e3o ao Governo sobe de tom"},"content":{"rendered":"<p>Regras de financiamento do sector privado no centro dos protestos. Ministra considera que os valores propostos s\u00e3o \u00abjustos\u00bb <!--more--> <\/p>\n<p>Lisboa, 25 Jan (Ecclesia) &ndash; Centenas de pais e alunos, em representa&ccedil;&atilde;o das escolas particulares com contrato de associa&ccedil;&atilde;o com o Estado, manifestaram-se hoje em Lisboa contra os cortes no financiamento a estes estabelecimentos, decididos pelo Governo.<\/p>\n<p>A iniciativa passou por v&aacute;rias ruas da capital portuguesa, at&eacute; deixar, simbolicamente, dezenas de &laquo;caix&otilde;es&raquo; em frente &agrave; sede do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o, representando as 93 institui&ccedil;&otilde;es atingidas pelas medidas, ao som de gritos como &ldquo;SOS&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;O objectivo desta manifesta&ccedil;&atilde;o &eacute; dar nota &agrave; ministra e ao secret&aacute;rio de Estado de que a recente altera&ccedil;&atilde;o da legisla&ccedil;&atilde;o p&otilde;e em causa a sobreviv&ecirc;ncia das escolas, leva &agrave; asfixia e pode conden&aacute;-las ao encerramento&rdquo;, afirmou Jo&atilde;o Asseiro, um dos porta-vozes do &laquo;SOS Movimento Educa&ccedil;&atilde;o&raquo;, que convocou o protesto.<\/p>\n<p>Em declara&ccedil;&otilde;es aos jornalistas, Jo&atilde;o Asseiro exigiu a revoga&ccedil;&atilde;o da portaria do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o que define um apoio anual por turma de 80 080 euros, a conceder &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es de ensino particular e cooperativo, no &acirc;mbito de contratos de associa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Estes protocolos visam a atribui&ccedil;&atilde;o de um subs&iacute;dio pelo Estado aos estabelecimentos de ensino privados que completem as insufici&ecirc;ncias da rede p&uacute;blica de escolas.<\/p>\n<p>A Ministra da Educa&ccedil;&atilde;o, Isabel Al&ccedil;ada, promoveu ao in&iacute;cio da tarde uma confer&ecirc;ncia de imprensa sobre o ensino particular e cooperativo, defendendo a necessidade de mudar a actual legisla&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&ldquo;Ao contr&aacute;rio do que se tem divulgado, nos &uacute;ltimos anos o Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o pagou em m&eacute;dia aos col&eacute;gios com contrato de associa&ccedil;&atilde;o muito mais do que paga &agrave;s escolas p&uacute;blicas&rdquo;, afirmou.<\/p>\n<p>Segundo esta respons&aacute;vel, &ldquo;num momento de conten&ccedil;&atilde;o financeira&rdquo; foi efectuada &ldquo;uma an&aacute;lise minuciosa dos recursos colocados em cada &aacute;rea&rdquo;.<\/p>\n<p>Isabel Al&ccedil;ada disse que &ldquo;o Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o pagou mais a alguns col&eacute;gios do que seria justo, permitindo que alguns obtivessem margens de lucro elevadas&rdquo;, apontou.<\/p>\n<p>&ldquo;No ensino p&uacute;blico, ningu&eacute;m recebe lucros&rdquo;, avisou a ministra, prometendo &ldquo;condi&ccedil;&otilde;es equitativas para que se possa educar bem em todas as nossas escolas&rdquo; e mostrando-se dispon&iacute;vel para &ldquo;continuar a celebrar contratos de associa&ccedil;&atilde;o&rdquo; e fixar &ldquo;o valor justo para estes contratos&rdquo;.<\/p>\n<p>O Decreto-lei que regula o apoio do Estado aos estabelecimentos de ensino particular e cooperativo foi publicado, em &laquo;Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica&raquo;, a 28 de Dezembro de 2010, permitindo a avalia&ccedil;&atilde;o e renegocia&ccedil;&atilde;o dos contratos.<\/p>\n<p>Entre Janeiro e Agosto do ano lectivo de 2010\/2011 vigorar&aacute; um per&iacute;odo de transi&ccedil;&atilde;o, em que, de acordo com a tutela, ser&atilde;o pagas &ldquo;parcelas mensais &agrave;s escolas com contrato de associa&ccedil;&atilde;o, tendo por refer&ecirc;ncia o montante anual de 90 000 euros\/turma&rdquo;.<\/p>\n<p>A ministra da Educa&ccedil;&atilde;o considera que o valor fixado permite &ldquo;desenvolver um ensino de qualidade&rdquo;, revelando que &ldquo;57 col&eacute;gios j&aacute; aceitaram&rdquo; os valores propostos para este ano.<\/p>\n<p>Al&ccedil;ada recusou &ldquo;qualquer forma de press&atilde;o&rdquo; e criticou a utiliza&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as nos protestos contra estas medidas, considerando-a &ldquo;um exemplo do que n&atilde;o se deve fazer nunca quando o objectivo &eacute; promover a educa&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>O &laquo;SOS Movimento Educa&ccedil;&atilde;o&raquo; afirma-se uma organiza&ccedil;&atilde;o apartid&aacute;ria e independente das direc&ccedil;&otilde;es dos estabelecimentos de ensino.<\/p>\n<p>Em comunicado, os respons&aacute;veis do movimento amea&ccedil;am passar a partir de amanh&atilde;, 26 de Janeiro, &ldquo;para outro n&iacute;vel de ac&ccedil;&atilde;o, o que pode implicar o fecho das escolas at&eacute; que seja reposta a normalidade&rdquo;, caso n&atilde;o existam &ldquo;quaisquer evolu&ccedil;&otilde;es ao longo da semana&rdquo;.<\/p>\n<p><em>OC\/RM<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Regras de financiamento do sector privado no centro dos protestos. 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