{"id":49491,"date":"2011-01-16T15:13:13","date_gmt":"2011-01-16T15:13:13","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/01\/16\/primeira-decada-de-uma-nova-era-nas-migracoes\/"},"modified":"2011-01-16T15:13:13","modified_gmt":"2011-01-16T15:13:13","slug":"primeira-decada-de-uma-nova-era-nas-migracoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/primeira-decada-de-uma-nova-era-nas-migracoes\/","title":{"rendered":"Primeira d\u00e9cada de uma nova era nas migra\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>Conclus\u00f5es do XI Encontro de Forma\u00e7\u00e3o de Agentes S\u00f3cio-pastorais das Migra\u00e7\u00f5es <!--more--> <\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: center\"><span style=\"font-size: medium;\"><em>Primeira d&eacute;cada <\/em><em>de uma nova era nas migra&ccedil;&otilde;es<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: center\">XI ENCONTRO DE FORMA&Ccedil;&Atilde;O DE AGENTES S&Oacute;CIO-PASTORAIS DAS MIGRA&Ccedil;&Otilde;ES<br \/>F&aacute;tima &ndash; 14, 15 e 16 de Janeiro de 2011<\/p>\n<p>&nbsp;<em>Cerca de uma centena de agentes s&oacute;cio-pastorais das migra&ccedil;&otilde;es analisaram, entre os dias 14 e 16 de Janeiro de 2011, os fluxos migrat&oacute;rios e as respostas de acolhimento e integra&ccedil;&atilde;o propostas pela sociedade portuguesa ao longo da primeira d&eacute;cada do terceiro mil&eacute;nio.<br \/><\/em><em>Do debate que marcou o XI Encontro de Forma&ccedil;&atilde;o de Agentes S&oacute;cio-Pastorais das Migra&ccedil;&otilde;es, organizado pela Ag&ecirc;ncia Ecclesia, Caritas Portuguesa e Obra Cat&oacute;lica Portuguesa de Migra&ccedil;&otilde;es, resulta um conjunto de constata&ccedil;&otilde;es e desafios que agora se assumem:<\/em><\/p>\n<p>1. A primeira d&eacute;cada do s&eacute;c. XXI ofereceu um quadro vari&aacute;vel nos fluxos migrat&oacute;rios ocorridos na sociedade portuguesa: primeiro a entrada de grande n&uacute;mero de imigrantes do Leste, depois da comunidade brasileira, terminando a d&eacute;cada com um abrandamento da imigra&ccedil;&atilde;o e aumento da emigra&ccedil;&atilde;o;<br \/>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &#8211; os agentes s&oacute;cio-pastorais das migra&ccedil;&otilde;es desejam adequar as suas respostas &agrave;s transforma&ccedil;&otilde;es da mobilidade humana, em Portugal, permanecendo fi&eacute;is &agrave; aten&ccedil;&atilde;o priorit&aacute;ria a cada pessoa e &agrave; defesa da sua dignidade, sempre mais importante do que quest&otilde;es econ&oacute;micas.<\/p>\n<p>2. Os fluxos migrat&oacute;rios implicam sempre amea&ccedil;as e oportunidades para o migrante, o seu pa&iacute;s de origem e o de acolhimento, tanto a n&iacute;vel econ&oacute;mico, social como cultural;<br \/>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &#8211; aos agentes s&oacute;cio-pastorais das migra&ccedil;&otilde;es compete combater as amea&ccedil;as e concretizar oportunidades para viabilizar o desenvolvimento humano dos migrantes, dos pa&iacute;ses de origem e dos pa&iacute;ses de acolhimento<\/p>\n<p>3. A chegada das primeiras vagas de imigrantes de pa&iacute;ses social e culturalmente diferentes de Portugal nem sempre encontrou projectos de acolhimento e integra&ccedil;&atilde;o est&aacute;veis e adequados &agrave;s suas caracter&iacute;sticas<br \/>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &#8211; os agentes s&oacute;cio-pastorais das migra&ccedil;&otilde;es querem promover a interculturalidade, tanto nos contactos formais como informais, cumprindo o desafio primeiro de todo acolhimento: conhecer o outro sem generalizar conceitos ou preconceitos.<\/p>\n<p>4. A defini&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas de acolhimento e integra&ccedil;&atilde;o ao longo da primeira d&eacute;cada, exemplar para outros pa&iacute;ses da Uni&atilde;o Europeia, foi-se consolidando pela adequa&ccedil;&atilde;o de projectos e estruturas aos fluxos migrat&oacute;rios emergentes<br \/>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &#8211; importa n&atilde;o recuar na aposta interministerial do Plano de Integra&ccedil;&atilde;o de Imigrantes em curso, na aten&ccedil;&atilde;o permanente a novos problemas entre a popula&ccedil;&atilde;o imigrante, como idosos indocumentados e abandonados e a promo&ccedil;&atilde;o da diversidade e da interculturalidade.<\/p>\n<p>5. Os fluxos migrat&oacute;rios n&atilde;o s&atilde;o suficientes para resolver o problema portugu&ecirc;s do rejuvenescimento da popula&ccedil;&atilde;o e das lacunas no mercado de trabalho, mesmo que assumam um importante papel de ajustamento demogr&aacute;fico;<br \/>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &#8211; sendo sobretudo cultural, o equil&iacute;brio demogr&aacute;fico resulta de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e privadas de protec&ccedil;&atilde;o &agrave; fam&iacute;lia e incentivo &agrave; natalidade, a acontecer num quadro de transforma&ccedil;&atilde;o de valores colectivos e comportamentos pessoais.<\/p>\n<p>6. Os imigrantes tamb&eacute;m s&atilde;o v&iacute;timas da crise econ&oacute;mica e social, estando expostos a situa&ccedil;&atilde;o de maior vulnerabilidade e a tens&otilde;es sociais nos pa&iacute;ses de acolhimento pela crescente procura de todos os postos de trabalho;<br \/>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &#8211; os agentes s&oacute;cio-pastorais das migra&ccedil;&otilde;es ter&atilde;o particular aten&ccedil;&atilde;o aos imigrantes destitu&iacute;dos de direitos, procurando garantir protec&ccedil;&atilde;o social para todos, sobretudo os que, por causa da perda do emprego, ve&ecirc;m a sua situa&ccedil;&atilde;o de regularidade amea&ccedil;ada.<\/p>\n<p>7. A multietnicidade e o multiculturalismo que caracterizam a sociedade europeia, em crescimento tamb&eacute;m por causa dos fluxos migrat&oacute;rios, implicam diferentes formas de perten&ccedil;a religiosa e est&atilde;o na origem de um quadro inter-religioso nos v&aacute;rios pa&iacute;ses;<br \/>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &#8211; os animadores pastorais das migra&ccedil;&otilde;es, neste contexto, desejam ser agentes facilitadores da coexist&ecirc;ncia pac&iacute;fica e da partilha de valores comuns, tendo por objectivo alcan&ccedil;ar uma &#8220;s&iacute;ntese cultural&#8221; que resulte tamb&eacute;m da mensagem universal do Evangelho e que fomente o pluralismo como um meio de desenvolvimento humano.<\/p>\n<p>&nbsp;<em>XI Encontro de Forma&ccedil;&atilde;o de Agentes S&oacute;cio-pastorais das Migra&ccedil;&otilde;es contou com a presen&ccedil;a do Presidente do Pontif&iacute;cio Conselho para os Migrantes e Refugiados, D. Antonio Maria Vegli&ograve;, que proferiu a confer&ecirc;ncia final do encontro sobre o tema &#8220;Mobilidade humana e evangeliza&ccedil;&atilde;o: os desafios de um novo mil&eacute;nio&#8221;. Encerrou com a Eucaristia do 97&ordm; Dia Mundial do Migrante e Refugiado, presidida por D. Ant&oacute;nio Vitalino Dantas, Presidente da Comiss&atilde;o Episcopal da Mobilidade Humana, na igreja da Sant&iacute;ssima Trindade, em F&aacute;tima, sendo transmitida em directo pela TVI, chegando, por essa via, &agrave; casa de muitos portugueses e popula&ccedil;&otilde;es migrantes, em Portugal e noutras partes do mundo. <\/em><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: right\"><em>Os participantes no <br \/><\/em><em>XI Encontro de Forma&ccedil;&atilde;o de Agentes S&oacute;cio-pastorais das Migra&ccedil;&otilde;es<br \/><\/em><em>F&aacute;tima, 16 de Janeiro de 2011<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conclus\u00f5es do XI Encontro de Forma\u00e7\u00e3o de Agentes S\u00f3cio-pastorais das Migra\u00e7\u00f5es<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[122,258,267,291],"class_list":["post-49491","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-brasil","tag-migracoes","tag-natal","tag-refugiados"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49491","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=49491"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49491\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=49491"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=49491"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=49491"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}