{"id":49358,"date":"2011-01-08T15:36:08","date_gmt":"2011-01-08T15:36:08","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/01\/08\/diaconos-permanentes-para-a-diocese-de-setubal\/"},"modified":"2011-01-08T15:36:08","modified_gmt":"2011-01-08T15:36:08","slug":"diaconos-permanentes-para-a-diocese-de-setubal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/diaconos-permanentes-para-a-diocese-de-setubal\/","title":{"rendered":"Di\u00e1conos permanentes para a diocese de Set\u00fabal"},"content":{"rendered":"<p>Jonas Cardoso, um dos dois leigos casados que vai ser ordenado di\u00e1cono permanente, recorda a sua hist\u00f3ria vocacional e antev\u00ea o futuro <!--more--> <\/p>\n<p>Lisboa, 08 Jan (Ecclesia) &ndash; Entre preces e incertezas, Jonas Cardoso demorou quase um ano e meio a aceitar o convite para ser di&aacute;cono permanente, um minist&eacute;rio invulgar na Igreja Cat&oacute;lica por permitir a leigos casados assumir algumas das fun&ccedil;&otilde;es atribu&iacute;das aos padres.<\/p>\n<p>Jonas Cardoso, de 45 anos, &eacute; casado h&aacute; 21, tem quatro filhos, e amanh&atilde; vai ser ordenado di&aacute;cono para o servi&ccedil;o da diocese de Set&uacute;bal, juntamente com Domingos Oliveira, leigo que tamb&eacute;m recebeu o sacramento do Matrim&oacute;nio.<\/p>\n<p>&ldquo;H&aacute; cinco anos, o meu prior de ent&atilde;o lan&ccedil;ou-me este desafio de vir a ser di&aacute;cono permanente. Estive quase um ano e meio a dizer que n&atilde;o&rdquo;, contou &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA.<\/p>\n<p>Um &lsquo;n&atilde;o&rsquo; sempre aberto ao &lsquo;sim&rsquo;: &ldquo;Fui rezando com a minha mulher, com os meus amigos, fui fazendo este discernimento, este caminho de abandonar-me&#8221;.<\/p>\n<p>O percurso de Jonas Cardoso, actualmente ligado &agrave; par&oacute;quia de Castelo de Sesimbra, esteve sempre &ldquo;dentro e ao servi&ccedil;o da Igreja&rdquo;, como chefe de escuteiros, respons&aacute;vel pela catequese, regente de coro, membro do Conselho Pastoral e no&nbsp;apoio aos mais desfavorecidos: &ldquo;Estava dispon&iacute;vel para tudo o que fosse necess&aacute;rio fazer&rdquo;, diz.<\/p>\n<p>A decis&atilde;o chegou inesperadamente, depois de uma reuni&atilde;o do Conselho Pastoral da par&oacute;quia, estrutura consultiva presidida pelo p&aacute;roco e constitu&iacute;da por leigos em representa&ccedil;&atilde;o dos movimentos eclesiais.<\/p>\n<p>&ldquo;O prior pediu para que o Conselho Pastoral elegesse um homem casado para o diaconado permanente&rdquo;, recorda Jonas Cardoso, que regressou a casa convencido que o assunto estava encerrado: &ldquo;Dormi completamente descansado, depois de um ano e meio de preocupa&ccedil;&atilde;o, luta e ora&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>Mas a&nbsp;surpresa estava ainda para chegar: &ldquo;Na manh&atilde; seguinte, o prior telefonou-me para me dizer que a &uacute;nica pessoa que n&atilde;o tinha votado em mim tinha sido eu&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Foi um momento decisivo. Eu achava que a comunidade nunca iria olhar para mim porque havia gente muito mais digna do que eu, com muito mais caminho, santidade e estudos. E diante do sacr&aacute;rio, disse finalmente: &lsquo;Senhor, se &eacute; isso que tu queres, aqui estou&rsquo;&rdquo;.<\/p>\n<p>Nos encontros semanais que teve durante os quatro anos de forma&ccedil;&atilde;o descobriu &ldquo;a maravilha que &eacute; beber da ci&ecirc;ncia que estuda a Palavra de Deus&rdquo;, mas sobretudo ficou a conhecer os seus &ldquo;limites&rdquo;, ao mesmo tempo que aprendia a ser mais &ldquo;humilde&rdquo; e &#8220;modesto&rdquo;.<\/p>\n<p>Ontem, no fim do retiro que antecede a ordena&ccedil;&atilde;o, o bispo de Set&uacute;bal, D. Gilberto Reis, disse-lhe: &ldquo;Vamos p&ocirc;r a Ordem no teu casamento&rdquo;.<\/p>\n<p>Os di&aacute;conos permanentes incluem-se no reduzido n&uacute;mero de membros da Igreja Cat&oacute;lica que podem receber os sacramentos do Matrim&oacute;nio e da Ordem, este &uacute;ltimo dividido em tr&ecirc;s graus: diaconado, presbiterado (padres) e episcopado (bispos).<\/p>\n<p>&ldquo;O primeiro sacramento a que tenho de responder &eacute; ao Matrim&oacute;nio. A fam&iacute;lia tem de estar em primeiro lugar&rdquo;, acentua Jonas Cardoso, que conta com o apoio da mulher.<\/p>\n<p>O acr&eacute;scimo de tarefas ao servi&ccedil;o da Igreja que o diaconado implica traz ao casal alguns &ldquo;receios&rdquo;, dado que as suas vidas, preenchidas com compromissos familiares e profissionais, &ldquo;ainda se v&atilde;o transformar mais&rdquo;.<\/p>\n<p>Mas Jonas Cardoso n&atilde;o deixa que esses medos o paralisem: &ldquo;A gra&ccedil;a recebida no sacramento &eacute; t&atilde;o grande, &eacute; t&atilde;o superior a tudo, que nada me est&aacute; a preocupar&rdquo;.<\/p>\n<p>O ano de est&aacute;gio vai ser cumprido na par&oacute;quia de Castelo de Sesimbra, com as fun&ccedil;&otilde;es previstas para os di&aacute;conos: colabora&ccedil;&atilde;o com o bispo e os sacerdotes nas celebra&ccedil;&otilde;es lit&uacute;rgicas, em alguns sacramentos e na ac&ccedil;&atilde;o caritativa.<\/p>\n<p>O futuro di&aacute;cono diz querer ser &ldquo;um sinal de Cristo&rdquo;, especialmente para as pessoas &ldquo;que mais precisam de uma palavra, de um conforto e, quem sabe, de uma sopa quente&rdquo;, sem esquecer aqueles &ldquo;que n&atilde;o fazem parte da Igreja Cat&oacute;lica&rdquo;.<\/p>\n<p><em>RM<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jonas Cardoso, um dos dois leigos casados que vai ser ordenado di\u00e1cono permanente, recorda a sua hist\u00f3ria vocacional e antev\u00ea o 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