{"id":49233,"date":"2011-01-01T12:40:51","date_gmt":"2011-01-01T12:40:51","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/01\/01\/homilia-de-d-jose-policarpo-na-solenidade-de-santa-maria-mae-de-deus-dia-mundial-da-paz\/"},"modified":"2011-01-01T12:40:51","modified_gmt":"2011-01-01T12:40:51","slug":"homilia-de-d-jose-policarpo-na-solenidade-de-santa-maria-mae-de-deus-dia-mundial-da-paz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-de-d-jose-policarpo-na-solenidade-de-santa-maria-mae-de-deus-dia-mundial-da-paz\/","title":{"rendered":"Homilia de D. Jos\u00e9 Policarpo na Solenidade de Santa Maria M\u00e3e de Deus, Dia Mundial da Paz"},"content":{"rendered":"<p><strong>&ldquo;A Religi&atilde;o e a constru&ccedil;&atilde;o da Paz&rdquo;<\/strong><\/p>\n<p>1. &ldquo;Na plenitude do tempo, Deus enviou o Seu Filho, nascido de uma mulher&rdquo; (Gal. 4,4), Santa Maria, M&atilde;e de Deus. A maternidade de Maria significa a plenitude da interven&ccedil;&atilde;o amorosa de Deus na vida do homem e na hist&oacute;ria da humanidade. O homem e a sua hist&oacute;ria nunca atingir&atilde;o a sua plenitude sem Deus, se esquecerem Deus e o seu amor. Esta consci&ecirc;ncia da import&acirc;ncia decisiva do amor de Deus na vida dos homens faz parte da consci&ecirc;ncia colectiva da humanidade desde os tempos antigos, tanto nas religi&otilde;es abra&acirc;micas como noutras grandes religi&otilde;es. O amor de Deus &eacute; sentido como b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o: &ldquo;O Senhor te aben&ccedil;oe e te proteja. O Senhor fa&ccedil;a brilhar sobre ti a sua face e te seja favor&aacute;vel. O Senhor dirija para ti o seu olhar e te conceda a paz&rdquo; (Num. 6,22-27). A Encarna&ccedil;&atilde;o do Filho de Deus no seio de Maria &eacute; a m&aacute;xima express&atilde;o desta b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o com que Deus aben&ccedil;oa a humanidade. Neste, seu Filho, feito Homem, Deus acolhe, de novo, todos os homens como filhos, com a ternura de um Pai.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>2. A rela&ccedil;&atilde;o de Deus com o homem &eacute; indeslig&aacute;vel da sua realiza&ccedil;&atilde;o e da constru&ccedil;&atilde;o da paz. &Eacute; por isso que esta Solenidade, desde o Papa Paulo VI, &eacute; ocasi&atilde;o para os Papas dirigirem &agrave; Igreja e &agrave; Humanidade uma mensagem, onde se p&otilde;e em evid&ecirc;ncia a rela&ccedil;&atilde;o da f&eacute; em Deus com a constru&ccedil;&atilde;o de uma sociedade justa, que respeite e cultive a dignidade e a grandeza da pessoa humana, em ordem &agrave; constru&ccedil;&atilde;o da paz. No fundo, trata-se de lembrar a import&acirc;ncia da rela&ccedil;&atilde;o da f&eacute; religiosa com a sociedade e a hist&oacute;ria humana. E isso aplica-se n&atilde;o apenas ao judeo-cristianismo, mas a todas as grandes religi&otilde;es. E a primeira condi&ccedil;&atilde;o para que esta rela&ccedil;&atilde;o da sociedade com a f&eacute; religiosa seja fecunda para a pr&oacute;pria sociedade, &eacute; o reconhecimento da liberdade de consci&ecirc;ncia e de religi&atilde;o como manifesta&ccedil;&atilde;o da dignidade da pessoa humana. O Papa Bento XVI intitulou a sua Mensagem para este Dia &ldquo;Liberdade religiosa, caminho para a Paz&rdquo;.<\/p>\n<p>No horizonte das suas preocupa&ccedil;&otilde;es est&atilde;o aqueles pa&iacute;ses e regi&otilde;es do mundo onde esta liberdade de religi&atilde;o n&atilde;o &eacute; reconhecida. Ou&ccedil;amos as suas palavras: &ldquo;De facto &eacute; doloroso constatar que, em algumas regi&otilde;es do mundo, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel professar e exprimir livremente a pr&oacute;pria religi&atilde;o sem p&ocirc;r em risco a vida e a liberdade pessoal&rdquo; (n.&ordm; 1).<\/p>\n<p>N&oacute;s vivemos num pa&iacute;s onde h&aacute; uma Lei da Liberdade Religiosa, que reconhece todas as religi&otilde;es e garante a liberdade de consci&ecirc;ncia e de culto. Mas num tempo em que tudo ganha um sentido novo &agrave; escala global, esta Mensagem desafia a nossa sociedade, antes de mais, a n&atilde;o se contentar com a Lei, mas a aprofundar e cultivar o papel da religi&atilde;o na constru&ccedil;&atilde;o da sociedade e a empenhar-nos na evolu&ccedil;&atilde;o desta situa&ccedil;&atilde;o a n&iacute;vel do Planeta. Na constru&ccedil;&atilde;o da harmonia e da paz no mundo contempor&acirc;neo, todos t&ecirc;m de se empenhar porque, como diz o Papa, &ldquo;negar ou limitar arbitrariamente esta liberdade significa cultivar uma vis&atilde;o redutora da pessoa humana; obscurecer a fun&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica da religi&atilde;o significa gerar uma sociedade injusta&rdquo; (n.&ordm; 1).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>3. O reconhecimento legal da liberdade de religi&atilde;o, entre n&oacute;s, &eacute; um marco importante na evolu&ccedil;&atilde;o da nossa conviv&ecirc;ncia democr&aacute;tica, porque &eacute; um progresso de civiliza&ccedil;&atilde;o. Mas a simples Lei n&atilde;o garante, por si, a valoriza&ccedil;&atilde;o da religi&atilde;o, como valor decisivo, no progresso da sociedade. Esse &eacute; o sentido positivo da laicidade do Estado, que n&atilde;o se identificando exclusivamente com uma religi&atilde;o, est&aacute; atento aos dinamismos da nossa cultura e aos valores acrescidos de outras religi&otilde;es que hoje se exprimem no espa&ccedil;o nacional. Esta &eacute; tarefa de todos, pol&iacute;ticos, legisladores, homens de cultura, crentes ou n&atilde;o; &eacute; tarefa dos pr&oacute;prios crentes que, na fidelidade &agrave; sua f&eacute;, aprendem a conviver e a reconhecer os contributos positivos de outras religi&otilde;es.<\/p>\n<p>Na sua Mensagem, Bento XVI ajuda-nos a tomar consci&ecirc;ncia dos valores que a religi&atilde;o traz &agrave; sociedade. Antes de mais, a abertura &agrave; transcend&ecirc;ncia do homem. Diz o Papa: &ldquo;A sociedade, enquanto express&atilde;o da pessoa e do conjunto das suas dimens&otilde;es constitutivas, deve viver e organizar-se de modo a favorecer a sua abertura &agrave; transcend&ecirc;ncia&rdquo; (n.&ordm; 8). Todo o homem traz no seu cora&ccedil;&atilde;o a nostalgia da transcend&ecirc;ncia. Ele deseja ser mais e melhor do que j&aacute; &eacute;. N&atilde;o ser&aacute; esta uma lacuna da perspectiva cultural que emerge da nossa viv&ecirc;ncia do presente?<\/p>\n<p>Ligados a esta abertura &agrave; dimens&atilde;o transcendente est&atilde;o os outros contributos que a religi&atilde;o pode dar &agrave; sociedade. Antes de mais, a dimens&atilde;o &eacute;tica, elemento constitutivo de uma verdadeira cultura. Ou&ccedil;amos o Santo Padre: &ldquo;O patrim&oacute;nio de princ&iacute;pios e valores expressos por uma religiosidade aut&ecirc;ntica &eacute; uma riqueza para os povos e respectivas tradi&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas: fala directamente &agrave; consci&ecirc;ncia e &agrave; raz&atilde;o dos homens e mulheres, lembra o imperativo da convers&atilde;o moral, motiva para aperfei&ccedil;oar a pr&aacute;tica das virtudes e aproximar-se amistosamente do outro sob o signo da fraternidade, como membros da grande fam&iacute;lia humana&rdquo; (n.&ordm; 9).<\/p>\n<p>Entre as perspectivas &eacute;ticas que a religi&atilde;o, de modo muito particular o cristianismo, a religi&atilde;o dos nossos maiores prop&otilde;e &agrave; sociedade, avulta o sentido da solidariedade e da comunh&atilde;o fraterna entre os homens. Ou&ccedil;amos, novamente, o Papa: &ldquo;O <em>relacionamento <\/em>&eacute; uma componente decisiva da liberdade religiosa, que impele as comunidades dos crentes a praticarem a solidariedade em prol do bem comum. Cada pessoa permanece &uacute;nica e irrepet&iacute;vel e, ao mesmo tempo, completa-se e realiza-se plenamente nesta dimens&atilde;o comunit&aacute;ria. Ineg&aacute;vel &eacute; a contribui&ccedil;&atilde;o que as religi&otilde;es prestam &agrave; sociedade. S&atilde;o numerosas as institui&ccedil;&otilde;es caritativas e culturais que atestam o papel construtivo dos crentes na vida social. Ainda mais importante &eacute; a contribui&ccedil;&atilde;o &eacute;tica da religi&atilde;o no &acirc;mbito pol&iacute;tico. Tal contribui&ccedil;&atilde;o n&atilde;o deveria ser marginalizada ou proibida, mas, vista como v&aacute;lida, ajuda &agrave; promo&ccedil;&atilde;o do bem comum. Nesta perspectiva, &eacute; preciso mencionar a dimens&atilde;o religiosa da cultura, tecida atrav&eacute;s dos s&eacute;culos, gra&ccedil;as &agrave;s contribui&ccedil;&otilde;es sociais e sobretudo &eacute;ticas da religi&atilde;o. Tal dimens&atilde;o n&atilde;o constitui de modo algum uma discrimina&ccedil;&atilde;o daqueles que n&atilde;o partilham a sua cren&ccedil;a, mas antes refor&ccedil;a a coes&atilde;o social, a integra&ccedil;&atilde;o e a solidariedade&rdquo; (n.&ordm; 6).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>4. O Santo Padre afirma corajosamente que as dimens&otilde;es &eacute;ticas da religi&atilde;o s&atilde;o importantes para a constru&ccedil;&atilde;o e progresso da sociedade e que devem inspirar uma &eacute;tica pol&iacute;tica. E isso n&atilde;o contradiz o princ&iacute;pio da laicidade positiva. Esta exclui tanto os fundamentalismos religiosos como os laicismos agressivos. &ldquo;Ambos absolutizam uma vis&atilde;o redutora e parcial da pessoa humana, favorecendo formas, no primeiro caso, de integralismo religioso e, no segundo, de racionalismo&rdquo; (n.&ordm; 8). E o Papa acrescenta: &ldquo;no respeito da laicidade positiva das institui&ccedil;&otilde;es estatais, a dimens&atilde;o p&uacute;blica da religi&atilde;o deve ser sempre reconhecida. Para isso, um di&aacute;logo sadio entre as institui&ccedil;&otilde;es civis e as religiosas &eacute; fundamental para o desenvolvimento integral da pessoa humana e da harmonia da sociedade&rdquo; (n.&ordm; 9).<\/p>\n<p>No nosso caso concreto de Igreja Cat&oacute;lica, na Concordata celebrada entre a Santa S&eacute; e o Estado Portugu&ecirc;s, em feliz hora nos pusemos de acordo em que o princ&iacute;pio da coopera&ccedil;&atilde;o, para bem de toda a sociedade, influenciaria as rela&ccedil;&otilde;es m&uacute;tuas entre o Estado Portugu&ecirc;s e a Igreja Cat&oacute;lica. Posto em pr&aacute;tica em ac&ccedil;&otilde;es concretas, esse acordo est&aacute; muito longe de ser aplicado na elabora&ccedil;&atilde;o dessas orienta&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas, que precisam de encarnar na nossa cultura e n&atilde;o navegar ao sabor de modas importadas de outros universos culturais. E a Igreja est&aacute; hoje amadurecida para procurar essa coopera&ccedil;&atilde;o no respeito de uma s&atilde; e positiva laicidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>5. Este contributo &agrave; sociedade exige das comunidades religiosas um sincero di&aacute;logo inter-religioso e inter-cultural, tendo todas a coragem de erradicar as express&otilde;es que agridam a dignidade da pessoa humana. &Eacute; o Papa quem o diz: &ldquo;Nas variadas culturas religiosas, enquanto h&aacute; que rejeitar tudo aquilo que &eacute; contra a dignidade do homem e da mulher, &eacute; preciso, ao contr&aacute;rio, valer-se daquilo que resulta positivo para a conviv&ecirc;ncia civil&rdquo; (n.&ordm; 10).<\/p>\n<p>Mas este compromisso com a paz e a evolu&ccedil;&atilde;o positiva da sociedade representa um desafio muito concreto aos crist&atilde;os: &ldquo;Os crist&atilde;os, por sua vez, s&atilde;o solicitados pela sua pr&oacute;pria f&eacute; em Deus, Pai do Senhor Jesus Cristo, a viver como irm&atilde;os que se encontram na Igreja e colaboram para a edifica&ccedil;&atilde;o de um mundo, onde as pessoas e os povos &laquo;n&atilde;o mais praticar&atilde;o o mal nem a destrui&ccedil;&atilde;o (&#8230;), porque o conhecimento do Senhor encher&aacute; a terra, como as &aacute;guas enchem o leito do mar&raquo; (Is 11, 9)&rdquo; (n.&ordm; 10).<\/p>\n<p>Par&oacute;quia de Nossa Senhora da Concei&ccedil;&atilde;o da Amadora,<\/p>\n<p>1 de Janeiro de 2011<\/p>\n<p align=\"right\"><em>&dagger; JOS&Eacute;, Cardeal-Patriarca<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&ldquo;A Religi&atilde;o e a constru&ccedil;&atilde;o da Paz&rdquo; 1. &ldquo;Na plenitude do tempo, Deus enviou o Seu Filho, nascido de uma mulher&rdquo; (Gal. 4,4), Santa Maria, M&atilde;e de Deus. 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