{"id":49139,"date":"2010-12-25T18:22:29","date_gmt":"2010-12-25T18:22:29","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/12\/25\/natal-de-2010-entre-dificuldades-e-esperancas\/"},"modified":"2010-12-25T18:22:29","modified_gmt":"2010-12-25T18:22:29","slug":"natal-de-2010-entre-dificuldades-e-esperancas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/natal-de-2010-entre-dificuldades-e-esperancas\/","title":{"rendered":"Natal de 2010, entre dificuldades e esperan\u00e7as"},"content":{"rendered":"<p>Homilia do Bispo do Porto na Missa de Natal <!--more--> <\/p>\n<p>Amados irm&atilde;os e irm&atilde;s, presentes nesta catedral ou connosco unidos atrav&eacute;s da televis&atilde;o (RTP):<\/p>\n<p>Vivemos o Natal de 2010 entre dificuldades e esperan&ccedil;as, como ali&aacute;s decorre a exist&ecirc;ncia humana, na generalidade do tempo e das &eacute;pocas. Hoje sentimos particularmente as dificuldades, pois a n&iacute;vel local, nacional e internacional temos mais consci&ecirc;ncia delas, por nos afectarem directa ou indirectamente a todos.<\/p>\n<p>Mas vivemo-lo em esperan&ccedil;a, dinamismo interior que nos leva a admitir mudan&ccedil;as para melhor, sobretudo quanto elas se assinalam na actua&ccedil;&atilde;o concreta de muita gente que n&atilde;o desiste do futuro, pr&oacute;prio e alheio.<\/p>\n<p>Crentes que somos &ndash; e mesmo muitos que, n&atilde;o o sendo, ainda olham ou come&ccedil;am a olhar para o Pres&eacute;pio de Bel&eacute;m &ndash;, estaremos particularmente propensos a captar e aprofundar a sua mensagem eterna, t&atilde;o paradoxal em rela&ccedil;&atilde;o a outras e por isso mesmo dispon&iacute;vel, quando estas enfraquecem ou falham.<\/p>\n<p>No tempo em que Jesus nasceu estabelecia-se na sua terra e em muitas outras ao redor do Mediterr&acirc;neo um dos maiores imp&eacute;rios que a hist&oacute;ria conheceu: o Imp&eacute;rio Romano de Oct&aacute;vio C&eacute;sar Augusto. Ainda hoje guardamos dele a l&iacute;ngua e o Direito, bem como muitas outras manifesta&ccedil;&otilde;es de civiliza&ccedil;&atilde;o e cultura.<\/p>\n<p>Crescendo e vivendo nele, o Menino que agora nasce respeit&aacute;-lo-&aacute; depois, na respectiva ordem, deixando-nos uma palavra excepcional a tal prop&oacute;sito: &ldquo;Dai a C&eacute;sar o que &eacute; de C&eacute;sar&hellip;&rdquo; (Mt 22, 21). Assim aconteceu at&eacute; ao fim da sua vida terrena, mesmo quando injustamente condenado &agrave; morte pelo representante local do poder de Roma, como nunca esquecemos de acentuar no Credo, lembrando no destino de Cristo todos os injusti&ccedil;ados por maus exerc&iacute;cios do poder, seja onde for: &ldquo;Tamb&eacute;m por n&oacute;s foi crucificado sob P&ocirc;ncio Pilatos&rdquo;.<\/p>\n<p>Em Jerusal&eacute;m, sob a tutela de Roma, reinava Herodes o Grande, que ganhou tal cognome pelas obras materiais que deixou, avultando o magn&iacute;fico templo ainda a completar-se. Aconteceu at&eacute; que, um certo dia, Jesus teve de esfriar o entusiasmo dos que se maravilhavam com a beleza das suas pedras aparelhadas, lembrando que a perenidade das constru&ccedil;&otilde;es humanas se garante apenas pela verdade e a consist&ecirc;ncia interior dos respectivos obreiros&hellip; Como sabemos, de tal rei e dos seus medos enlouquecidos, teve Jos&eacute; de livrar logo de seguida o Menino e sua M&atilde;e, fugindo para o Egipto.<\/p>\n<p>&Eacute; em absoluto contraste com tal quadro que nasce Jesus, como depois prosseguir&aacute; a sua vida. Hoje contemplamo-lo num pres&eacute;pio, com tal incid&ecirc;ncia de luz que quase nos esquecemos de que se trata duma manjedoura, &ldquo;porque n&atilde;o havia lugar na hospedaria&rdquo;. Pobre era o lugar, pobres eram Maria e Jos&eacute;; paup&eacute;rrimos eram os pastores que acorreram, gente particularmente desprezada na altura; pobres eram at&eacute; os magos, pois tinham deixado longes terras, com a &uacute;nica certeza da esperan&ccedil;a que os transportava.<\/p>\n<p>Nem pal&aacute;cio, nem corte, nem guardas&hellip; Nada de espantoso ou imponente, porque mesmo aos Anjos s&oacute; os ouviram os pastores, que mais nada poderiam ouvir. De Bel&eacute;m, ningu&eacute;m consta que ouvisse ou acorresse. As figuras, que se acrescentaram nos pres&eacute;pios que depois fizemos e havemos de fazer, representam-nos a n&oacute;s, que, s&eacute;culo ap&oacute;s s&eacute;culo, a&iacute; nos juntamos. Mas s&oacute; na simplicidade ouvimos os Anjos (= mensageiros) e s&oacute; procurando O encontraremos por fim.<\/p>\n<p>Deste mesmo contraste passamos &agrave; surpresa. &ndash; Como &eacute; poss&iacute;vel que este mesmo Nascimento nos atraia tanto, empalidecendo e ofuscando aquelas realidades tamanhas que ent&atilde;o espantavam toda a gente?! Na verdade, o Imperador de Roma julgava inaugurar uma nova idade do mundo e n&atilde;o tardou a ser adorado como divino. E os primeiros disc&iacute;pulos de Cristo &ndash; como tantos outros depois &ndash; foram perseguidos por se recusarem a endeusar qualquer poder pol&iacute;tico que fosse, ainda que quisessem ser os primeiros a respeit&aacute;-lo na sua justa ordem e a cumprir os deveres da comum cidadania.<\/p>\n<p>Surpresa ent&atilde;o e surpresa sempre, nutrimos n&oacute;s por tal contraste. Num mundo cheio de luzes de variadas grandezas, juntamo-nos em torno daquele plen&iacute;ssimo Menino. Com a mesma surpresa e coer&ecirc;ncia com que nos havemos de juntar, tr&ecirc;s d&eacute;cadas volvidas, em torno da sua Cruz, quando repetirmos com o centuri&atilde;o romano: &ldquo;Verdadeiramente este homem era Filho de Deus!&rdquo; (Mc 15, 39).<\/p>\n<p>A grande li&ccedil;&atilde;o do Natal, car&iacute;ssimos irm&atilde;os e irm&atilde;s, ser&aacute; precisamente essa, sobre o pr&oacute;prio Deus. Ate&iacute;smos de ontem e de hoje radicam em geral na ideia errada que se faz de Deus e que inclusivamente n&oacute;s, os crentes, tantas vezes mantemos e manifestamos sobre Ele. No imenso escuro-claro do Pres&eacute;pio e da Cruz, Deus contrasta em absoluto com as costumadas projec&ccedil;&otilde;es que fazemos dos nossos sentimentos b&aacute;sicos de seguran&ccedil;a, poder e gl&oacute;ria. Tamb&eacute;m n&atilde;o foi por acaso que os primeiros perseguidores dos crist&atilde;os os acusavam de &ldquo;ate&iacute;smo&rdquo;&hellip; Na verdade, os disc&iacute;pulos de Cristo negavam-se a adorar os deuses de qualquer Imp&eacute;rio e assim continuam, reservando a adora&ccedil;&atilde;o para a verdade de um Deus que se verbaliza e d&aacute; a conhecer onde &eacute; inevit&aacute;vel que tal aconte&ccedil;a, para ser por n&oacute;s apercebido: na humanidade de Cristo, estendida &agrave; humanidade de todos, com a sua fr&aacute;gil consist&ecirc;ncia; a &uacute;nica que d&aacute; lugar ao verdadeiro amor, que &eacute; relacional e gratuito.<\/p>\n<p>Deus d&aacute;-se a quem se d&aacute; e a pr&oacute;pria experi&ecirc;ncia do dar-se &eacute; aut&ecirc;ntico conhecimento de Deus. Proclamou-o o Evangelho que escut&aacute;mos, como que resumindo em frases essenciais toda a li&ccedil;&atilde;o do Natal e da vida de Jesus, t&atilde;o dram&aacute;tica e luminosa agora como ent&atilde;o: &ldquo;O Verbo era a luz verdadeira, que, vindo ao mundo, ilumina todo o Homem. Estava no mundo, e o mundo, que foi feito por Ele, n&atilde;o O conheceu. Veio para o que era seu, e os seus n&atilde;o O receberam. Mas &agrave;queles que O receberam e acreditaram no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus.&nbsp; [&hellip;] A Deus, nunca ningu&eacute;m O viu. O Filho Unig&eacute;nito, que est&aacute; no seio do Pai, &eacute; que O deu a conhecer&rdquo; .<\/p>\n<p>Na nossa fragilidade &ndash; oposta a qualquer auto-sufici&ecirc;ncia e soberba &ndash; encontramos os outros e salvamo-nos em rela&ccedil;&atilde;o. O pr&oacute;prio Jesus, em quem Deus humanamente se diz, &eacute; quando se despoja no &ldquo;abandono&rdquo; da Cruz &ndash; o &uacute;ltimo Pres&eacute;pio que teve &ndash; que &eacute; culminado pela miseric&oacute;rdia do Pai, tamb&eacute;m e de algum modo &ldquo;carente&rdquo; do abandono do Filho, para poder ser &ldquo;pai&rdquo;. De facto, &agrave;quele vers&iacute;culo que dolorosamente a&iacute; lhe brota: &ldquo;Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?&rdquo;, seguem-se outros de grande confian&ccedil;a: &ldquo;V&oacute;s, que temeis o Senhor, louvai-O! [&hellip;] Pois Ele n&atilde;o desprezou nem desdenhou a afli&ccedil;&atilde;o do pobre, nem desviou dele a sua face; mas ouviu-o, quando lhe pediu socorro&rdquo; (Sl 22, 2.24-25).<\/p>\n<p>Absoluta novidade do Cristianismo &ndash; constituindo para a nossa inveterada auto-sufici&ecirc;ncia motivo de grande convers&atilde;o &ndash; &eacute; a de um Deus intrinsecamente interdependente, como se revela na rela&ccedil;&atilde;o entre Jesus e o Pai, na m&uacute;tua circula&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito. &Eacute; esta rela&ccedil;&atilde;o divina que agora nos inclui a n&oacute;s, no Esp&iacute;rito de Cristo, para sermos como Ele &ldquo;filhos de Deus&rdquo; e irm&atilde;os universais.<\/p>\n<p>&nbsp;trecho do Evangelho que escut&aacute;mos prolonga-se noutros trechos b&iacute;blicos com a mesma li&ccedil;&atilde;o, nunca por demais aprendida e hoje t&atilde;o urgente, para festejarmos o Natal de 2010 no contexto social que nos toca. Melhor dizendo, porventura: para sermos o Natal de Cristo, em n&oacute;s continuado e proporcionado aos outros. Como na 1&ordf; Carta de Jo&atilde;o: &ldquo;Car&iacute;ssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus, e todo aquele que ama nasceu de Deus e chega ao conhecimento de Deus. Aquele que n&atilde;o ama n&atilde;o chegou a conhecer a Deus, pois Deus &eacute; amor&rdquo; (1 Jo 4, 7-8).<\/p>\n<p>&#8211; Gra&ccedil;as a Deus, que tais coisas nos revela e tais sentimentos nos desperta no Natal de Cristo, activo no mundo! E exactamente agora, quando tantas dificuldades acrescem, obviando a feliz realiza&ccedil;&atilde;o de muitos. Algumas s&atilde;o as de sempre, devidas &agrave; nossa fragilidade essencial, de corpo e de esp&iacute;rito; outras sobrevieram com a actual &ldquo;crise&rdquo; econ&oacute;mica e social, atingindo pessoas e fam&iacute;lias inteiras. Mas &eacute; tamb&eacute;m nesta altura &ndash; e em evang&eacute;lico contraste &ndash; que deparamos com m&uacute;ltiplos sinais de esperan&ccedil;a preenchida. H&aacute; fam&iacute;lias que se reencontram em gestos de partilha para com os parentes em dificuldade; h&aacute; vizinhos que o passam a ser deveras, h&aacute; institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas e particulares que se desdobram em gestos de acolhimento e solidariedade; h&aacute; empres&aacute;rios e trabalhadores que n&atilde;o desistem de garantir criativamente a produ&ccedil;&atilde;o e o seu escoamento; h&aacute; respons&aacute;veis de todos os n&iacute;veis da administra&ccedil;&atilde;o que persistem em encontrar solu&ccedil;&otilde;es para evitar o pior e melhorar o que h&aacute;&hellip; &#8211; Temos tanto para fazer, com a&nbsp; boa vontade de todos e temos muito a recuperar e desenvolver, no que aos sentimentos b&aacute;sicos respeita, para nos levarmos mais a s&eacute;rio como humanidade feliz e solid&aacute;ria!<\/p>\n<p>Natal &eacute; C&eacute;u nesta terra e no mais concreto das vidas. O contr&aacute;rio de qualquer aliena&ccedil;&atilde;o religiosa, pois em Cristo, a &ldquo;religi&atilde;o&rdquo;, isto &eacute;, a liga&ccedil;&atilde;o a Deus, se faz no pr&oacute;ximo, em que Ele se une a cada um de n&oacute;s. Foi tamb&eacute;m um dos primeiros crist&atilde;os que nos deixou as seguintes palavras: &ldquo;A religi&atilde;o pura e sem m&aacute;cula diante daquele que &eacute; Deus e Pai &eacute; esta: visitar os &oacute;rf&atilde;os e as vi&uacute;vas nas suas tribula&ccedil;&otilde;es e n&atilde;o se deixar contaminar pelo mundo [no sentido materialista e ego&iacute;sta do termo]&rdquo; (Tg 1, 27).<\/p>\n<p>Como sabemos, &ldquo;&oacute;rf&atilde;os e vi&uacute;vas&rdquo; eram na altura os mais abandonados de todos. Hoje podemos traduzi-los por muitos emigrantes e desempregados, muitos s&oacute;s e sem abrigo, muitas gr&aacute;vidas e crian&ccedil;as sem apoio, muitos doentes e acamados sem fam&iacute;lia dispon&iacute;vel e tantas, tantas outras situa&ccedil;&otilde;es de car&ecirc;ncia variada. &ndash; Tanto Natal a fazer, at&eacute; onde Cristo quer chegar atrav&eacute;s de n&oacute;s, para ser Emanuel: &ldquo;Deus connosco&rdquo; e com todos, todos mesmo, dentro e fora das nossas casas, aqu&eacute;m e al&eacute;m das nossas fronteiras!&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;Basicamente, no que &agrave; vida de cada um diz respeito, em todo o arco existencial da concep&ccedil;&atilde;o &agrave; morte natural, acompanhando cada fase da vida com o apoio que lhe &eacute; devido. Compreendendo finalmente que a realiza&ccedil;&atilde;o de cada um est&aacute; sempre ligada &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de todos, naquela humanidade interdependente que o pr&oacute;prio Deus fez sua no seio da Virgem Maria, para finalmente &ldquo;habitar entre n&oacute;s&rdquo;!<\/p>\n<p>&#8211; Feliz Natal a todos, car&iacute;ssimos irm&atilde;os e irm&atilde;s. Feliz Natal na santidade de Deus, que &eacute; outro nome daquela caridade em que unicamente nos salvamos!&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>+ Manuel Clemente, Bispo do Porto<br \/>S&eacute; do Porto, 25 de Dezembro de 2010<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homilia do Bispo do Porto na Missa de Natal<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[168,187,267,314],"class_list":["post-49139","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-diocese-da-guarda","tag-diocese-do-porto","tag-natal","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49139","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=49139"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49139\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=49139"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=49139"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=49139"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}