{"id":49131,"date":"2010-12-25T00:53:09","date_gmt":"2010-12-25T00:53:09","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/12\/25\/homilia-de-bento-xvi-na-missa-do-galo\/"},"modified":"2010-12-25T00:53:09","modified_gmt":"2010-12-25T00:53:09","slug":"homilia-de-bento-xvi-na-missa-do-galo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-de-bento-xvi-na-missa-do-galo\/","title":{"rendered":"Homilia de Bento XVI na Missa do Galo"},"content":{"rendered":"<p>Amados irm&atilde;os e irm&atilde;s!<\/p>\n<p>&laquo;Tu &eacute;s meu filho, Eu hoje te gerei&raquo; &ndash; com estas palavras do Salmo segundo, a Igreja d&aacute; in&iacute;cio &agrave; liturgia da Noite Santa. Ela sabe que esta frase pertencia, originariamente, ao rito da coroa&ccedil;&atilde;o do rei de Israel. O rei, que por si s&oacute; &eacute; um ser humano como os outros homens, torna-se &laquo;filho de Deus&raquo; por meio do chamamento e entroniza&ccedil;&atilde;o na sua fun&ccedil;&atilde;o: trata-se de uma esp&eacute;cie de adop&ccedil;&atilde;o por parte de Deus, uma acta da decis&atilde;o, pela qual Ele concede a este homem uma nova exist&ecirc;ncia, atraindo-o para o seu pr&oacute;prio ser. De modo ainda mais claro, a leitura tirada do profeta Isa&iacute;as, que acab&aacute;mos de ouvir, apresenta o mesmo processo numa situa&ccedil;&atilde;o de tribula&ccedil;&atilde;o e amea&ccedil;a para Israel: &laquo;Um menino nasceu para n&oacute;s, um filho nos foi concedido. Tem o poder sobre os ombros&raquo; (9, 5). A entroniza&ccedil;&atilde;o na fun&ccedil;&atilde;o r&eacute;gia &eacute; como um novo nascimento. E, precisamente como rec&eacute;m-nascido por decis&atilde;o pessoal de Deus, como menino proveniente de Deus, o rei constitui uma esperan&ccedil;a. O futuro assenta sobre os seus ombros. &Eacute; o detentor da promessa de paz. Na noite de Bel&eacute;m, esta palavra prof&eacute;tica realizou-se de um modo que, no tempo de Isa&iacute;as, teria ainda sido inimagin&aacute;vel. Sim, agora Aquele sobre cujos ombros est&aacute; o poder &eacute; verdadeiramente um menino. N&rsquo;Ele aparece a nova realeza que Deus institui no mundo. Este menino nasceu verdadeiramente de Deus. &Eacute; a Palavra eterna de Deus, que une mutuamente humanidade e divindade. Para este menino, s&atilde;o v&aacute;lidos os t&iacute;tulos de dignidade que lhe atribui o c&acirc;ntico de coroa&ccedil;&atilde;o de Isa&iacute;as: Conselheiro admir&aacute;vel, Deus forte, Pai para sempre, Pr&iacute;ncipe da paz (9, 5). Sim, este rei n&atilde;o precisa de conselheiros pertencentes aos s&aacute;bios do mundo. Em Si mesmo traz a sapi&ecirc;ncia e o conselho de Deus. Precisamente na fragilidade de menino que &eacute;, Ele &eacute; o Deus forte e assim nos mostra, face aos pretensiosos poderes do mundo, a fortaleza pr&oacute;pria de Deus.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na verdade, as palavras do rito da coroa&ccedil;&atilde;o em Israel n&atilde;o passavam de palavras rituais de esperan&ccedil;a, que de longe previam um futuro que haveria de ser dado por Deus. Nenhum dos reis, assim homenageados, correspondia &agrave; sublimidade de tais palavras. Neles, todas as express&otilde;es sobre a filia&ccedil;&atilde;o de Deus, sobre a entroniza&ccedil;&atilde;o na heran&ccedil;a dos povos, sobre o dom&iacute;nio das terras distantes (Sal 2, 8) permaneciam apenas press&aacute;gio de um futuro &ndash; como se fossem pain&eacute;is sinalizadores da esperan&ccedil;a, indica&ccedil;&otilde;es apontando para um futuro que ent&atilde;o era ainda inconceb&iacute;vel. Assim o cumprimento da palavra, que tem in&iacute;cio na noite de Bel&eacute;m, &eacute; ao mesmo tempo imensamente maior e &ndash; do ponto de vista do mundo &ndash; mais humilde do que a palavra prof&eacute;tica deixava intuir. &Eacute; maior, porque este menino &eacute; verdadeiramente Filho de Deus, &eacute; verdadeiramente &laquo;Deus de Deus, Luz da Luz, gerado, n&atilde;o criado, consubstancial ao Pai&raquo;. Fica superada a dist&acirc;ncia infinita entre Deus e o homem. Deus n&atilde;o Se limitou a inclinar o olhar para baixo, como dizem os Salmos; Ele &laquo;desceu&raquo; verdadeiramente, entrou no mundo, tornou-Se um de n&oacute;s para nos atrair a todos para Si. Este menino &eacute; verdadeiramente o Emanuel, o Deus-connosco. O seu reino estende-se verdadeiramente at&eacute; aos confins da terra. Na imensid&atilde;o universal da Sagrada Eucaristia, Ele verdadeiramente instituiu ilhas de paz. Em todo o lado onde ela &eacute; celebrada, temos uma ilha de paz, daquela paz que &eacute; pr&oacute;pria de Deus. Este menino acendeu, nos homens, a luz da bondade e deu-lhes a for&ccedil;a para resistir &agrave; tirania do poder. Em cada gera&ccedil;&atilde;o, Ele constr&oacute;i o seu reino a partir de dentro, a partir do cora&ccedil;&atilde;o. Mas &eacute; verdade tamb&eacute;m que &laquo;o bast&atilde;o do opressor&raquo; n&atilde;o foi quebrado. Tamb&eacute;m hoje marcha o cal&ccedil;ado ruidoso dos soldados e temos ainda incessantemente a &laquo;veste manchada de sangue&raquo; (Is 9, 3-4). Assim faz parte desta noite o j&uacute;bilo pela proximidade de Deus. Damos gra&ccedil;as porque Deus, como menino, Se confia &agrave;s nossas m&atilde;os, por assim dizer mendiga o nosso amor, infunde a sua paz no nosso cora&ccedil;&atilde;o. Mas este j&uacute;bilo &eacute; tamb&eacute;m uma prece: Senhor, realizai totalmente a vossa promessa. Quebrai o bast&atilde;o dos opressores. Queimai o cal&ccedil;ado ruidoso. Fazei com que o tempo das vestes manchadas de sangue acabe. Realizai a promessa de &laquo;uma paz sem fim&raquo; (Is 9, 6). N&oacute;s Vos agradecemos pela vossa bondade, mas pedimos-Vos tamb&eacute;m: mostrai a vossa for&ccedil;a. Institu&iacute; no mundo o dom&iacute;nio da vossa verdade, do vosso amor &ndash; o &laquo;reino da justi&ccedil;a, do amor e da paz&raquo;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&laquo;Maria deu &agrave; luz o seu filho primog&eacute;nito&raquo; (Lc 2, 7). Com esta frase, S&atilde;o Lucas narra, de modo absolutamente s&oacute;brio, o grande acontecimento que as palavras prof&eacute;ticas, na hist&oacute;ria de Israel, tinham com anteced&ecirc;ncia vislumbrado. Lucas designa o menino como &laquo;primog&eacute;nito&raquo;. Na linguagem que se foi formando na Sagrada Escritura da Antiga Alian&ccedil;a, &laquo;primog&eacute;nito&raquo; n&atilde;o significa o primeiro de uma s&eacute;rie de outros filhos. A palavra &laquo;primog&eacute;nito&raquo; &eacute; um t&iacute;tulo de honra, independentemente do facto se depois se seguem outros irm&atilde;s e irm&atilde;s ou n&atilde;o. Assim, no Livro do &Ecirc;xodo, Israel &eacute; chamado por Deus &laquo;o meu filho primog&eacute;nito&raquo; (Ex 4, 22), exprimindo-se deste modo a sua elei&ccedil;&atilde;o, a sua dignidade &uacute;nica, o particular amor de Deus Pai. A Igreja nascente sabia que esta palavra ganhara uma nova profundidade em Jesus; que n&rsquo;Ele est&atilde;o compendiadas as promessas feitas a Israel. Assim a Carta aos Hebreus chama Jesus &laquo;o primog&eacute;nito&raquo; simplesmente para O qualificar, depois das prepara&ccedil;&otilde;es no Antigo Testamento, como o Filho que Deus manda ao mundo (cf. Heb 1, 5-7). O primog&eacute;nito pertence de maneira especial a Deus, e por isso &ndash; como sucede em muitas religi&otilde;es &ndash; devia ser entregue de modo particular a Deus e resgatado com um sacrif&iacute;cio de substitui&ccedil;&atilde;o, como S&atilde;o Lucas narra no epis&oacute;dio da apresenta&ccedil;&atilde;o de Jesus no templo. O primog&eacute;nito pertence a Deus de modo particular, &eacute; por assim dizer destinado ao sacrif&iacute;cio. No sacrif&iacute;cio de Jesus na cruz, realiza-se de uma forma &uacute;nica o destino do primog&eacute;nito. Em Si mesmo, Jesus oferece a humanidade a Deus, unindo o homem e Deus de uma maneira tal que Deus seja tudo em todos. Paulo, nas Cartas aos Colossenses e aos Ef&eacute;sios, ampliou e aprofundou a ideia de Jesus como primog&eacute;nito: Jesus &ndash; dizem-nos as referidas Cartas &ndash; &eacute; o primog&eacute;nito da cria&ccedil;&atilde;o, o verdadeiro arqu&eacute;tipo segundo o qual Deus formou a criatura-homem. O homem pode ser imagem de Deus, porque Jesus &eacute; Deus e Homem, a verdadeira imagem de Deus e do homem. Ele &eacute; o primog&eacute;nito dos mortos: dizem-nos ainda aquelas Cartas. Na Ressurrei&ccedil;&atilde;o, atravessou o muro da morte por todos n&oacute;s. Abriu ao homem a dimens&atilde;o da vida eterna na comunh&atilde;o com Deus. Por fim, &eacute;-nos dito: Ele &eacute; o primog&eacute;nito de muitos irm&atilde;os. Sim, agora Ele tamb&eacute;m &eacute; o primeiro duma s&eacute;rie de irm&atilde;os, isto &eacute;, o primeiro que inaugura para n&oacute;s a vida em comunh&atilde;o com Deus. Cria a verdadeira fraternidade: n&atilde;o a fraternidade, deturpada pelo pecado, de Caim e Abel, de R&oacute;mulo e Remo, mas a fraternidade nova na qual somos a pr&oacute;pria fam&iacute;lia de Deus. Esta nova fam&iacute;lia de Deus come&ccedil;a no momento em que Maria envolve o &laquo;primog&eacute;nito&raquo; em faixas e O reclina na manjedoura. Supliquemos-Lhe: Senhor Jesus, V&oacute;s que quisestes nascer como o primeiro de muitos irm&atilde;os, dai-nos a verdadeira fraternidade. Ajudai-nos a tornarmo-nos semelhantes a V&oacute;s. Ajudai-nos a reconhecer no outro que tem necessidade de mim, naqueles que sofrem ou est&atilde;o abandonados, em todos os homens, o vosso rosto, e a viver, juntamente convosco, como irm&atilde;os e irm&atilde;s para nos tornarmos uma fam&iacute;lia, a vossa fam&iacute;lia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No fim, o Evangelho de Natal narra-nos que uma multid&atilde;o de anjos do ex&eacute;rcito celeste louvava a Deus e dizia: &laquo;Gl&oacute;ria a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens que Ele ama&raquo; (Lc 2, 14). A Igreja ampliou este louvor que os anjos entoaram &agrave; vista do acontecimento da Noite Santa, fazendo dele um hino de j&uacute;bilo sobre a gl&oacute;ria de Deus. &laquo;N&oacute;s Vos damos gra&ccedil;as por vossa imensa gl&oacute;ria&raquo;. N&oacute;s Vos damos gra&ccedil;as pela beleza, pela grandeza, pela bondade de Deus, que, nesta noite, se tornam vis&iacute;veis para n&oacute;s. A manifesta&ccedil;&atilde;o da beleza, do belo, torna-nos felizes sem que devamos interrogar-nos sobre a sua utilidade. A gl&oacute;ria de Deus, da qual prov&eacute;m toda a beleza, faz explodir em n&oacute;s o deslumbramento e a alegria. Quem vislumbra Deus, sente alegria; e, nesta noite, vemos algo da sua luz. Mas a mensagem dos anjos na Noite Santa tamb&eacute;m fala dos homens: &laquo;Paz aos homens que Ele ama&raquo;. A tradu&ccedil;&atilde;o latina desta frase, que usamos na Liturgia e remonta a S&atilde;o Jer&oacute;nimo, interpreta diversamente: &laquo;Paz aos homens de boa vontade&raquo;. Precisamente nos &uacute;ltimos dec&eacute;nios, esta express&atilde;o &laquo;os homens de boa vontade&raquo; entrou de modo particular no vocabul&aacute;rio da Igreja. Mas qual &eacute; a tradu&ccedil;&atilde;o justa? Devemos ler, juntas, as duas vers&otilde;es; s&oacute; assim compreendemos rectamente a frase dos anjos. Seria errada uma interpreta&ccedil;&atilde;o que reconhecesse apenas o agir exclusivo de Deus, como se Ele n&atilde;o tivesse chamado o homem a uma resposta livre e amorosa. Mas seria errada tamb&eacute;m uma resposta moralizante, segundo a qual o homem com a sua boa vontade poder-se-ia, por assim dizer, redimir a si pr&oacute;prio. As duas coisas andam juntas: gra&ccedil;a e liberdade; o amor de Deus, que nos precede e sem o qual n&atilde;o O poderemos amar, e a nossa resposta, que Ele espera e at&eacute; no-la suplica no nascimento do seu Filho. O entrela&ccedil;amento de gra&ccedil;a e liberdade, o entrela&ccedil;amento de apelo e resposta n&atilde;o podemos dividi-lo em partes separadas uma da outra. Ambas est&atilde;o indivisivelmente entran&ccedil;adas entre si. Assim esta frase &eacute; simultaneamente promessa e apelo. Deus precedeu-nos com o dom do seu Filho. E, sempre de novo e de forma inesperada, Deus nos precede. N&atilde;o cessa de nos procurar, de nos levantar todas as vezes que o necessitamos. N&atilde;o abandona a ovelha extraviada no deserto, onde se perdeu. Deus n&atilde;o se deixa confundir pelo nosso pecado. Sempre de novo recome&ccedil;a connosco. Todavia espera que amemos juntamente com Ele. Ama-nos para que nos seja poss&iacute;vel tornarmo-nos pessoas que amam juntamente com Ele e, assim, possa haver paz na terra.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Lucas n&atilde;o disse que os anjos cantaram. Muito sobriamente, escreve que o ex&eacute;rcito celeste louvava a Deus e dizia: &laquo;Gl&oacute;ria a Deus nas alturas&hellip;&raquo; (Lc 2, 13-14). Mas desde sempre os homens souberam que o falar dos anjos &eacute; diverso do dos homens; e que, precisamente nesta noite da jubilosa mensagem, tal falar foi um canto no qual brilhou a gl&oacute;ria sublime de Deus. Assim, desde o in&iacute;cio, este canto dos anjos foi entendido como m&uacute;sica vinda de Deus, mais ainda, como convite a unirmo-nos ao canto com o cora&ccedil;&atilde;o em j&uacute;bilo pelo facto de sermos amados por Deus. Diz Santo Agostinho: Cantare amantis est &ndash; cantar &eacute; pr&oacute;prio de quem ama. Assim ao longo dos s&eacute;culos, o canto dos anjos tornou-se sempre de novo um canto de amor e de j&uacute;bilo, um canto daqueles que amam. Nesta hora, associemo-nos, cheios de gratid&atilde;o, a este cantar de todos os s&eacute;culos, que une c&eacute;u e terra, anjos e homens. Sim, Senhor, n&oacute;s Vos damos gra&ccedil;as por vossa imensa gl&oacute;ria. N&oacute;s Vos damos gra&ccedil;as pelo vosso amor. Fazei que nos tornemos cada vez mais pessoas que amam juntamente convosco e, consequentemente, pessoas de paz. Amen.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>&nbsp;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>&copy; Copyright 2010 &#8211; Libreria Editrice Vaticana<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Amados irm&atilde;os e irm&atilde;s! &laquo;Tu &eacute;s meu filho, Eu hoje te gerei&raquo; &ndash; com estas palavras do Salmo segundo, a Igreja d&aacute; in&iacute;cio &agrave; liturgia da Noite Santa. Ela sabe que esta frase pertencia, originariamente, ao rito da coroa&ccedil;&atilde;o do rei de Israel. 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