{"id":49099,"date":"2010-12-22T11:48:08","date_gmt":"2010-12-22T11:48:08","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/12\/22\/mensagem-de-natal-do-arcebispo-de-evora-2\/"},"modified":"2010-12-22T11:48:08","modified_gmt":"2010-12-22T11:48:08","slug":"mensagem-de-natal-do-arcebispo-de-evora-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mensagem-de-natal-do-arcebispo-de-evora-2\/","title":{"rendered":"Mensagem de Natal do arcebispo de \u00c9vora"},"content":{"rendered":"<p><strong>Manifestou-se a bondade de Deus (Tit. 3,4)<\/strong><\/p>\n<p>A bondade &eacute; intr&iacute;nseca &agrave; ess&ecirc;ncia de Deus. Mas como a Deus ningu&eacute;m jamais o viu, tamb&eacute;m n&atilde;o poderemos captar a Sua bondade a n&atilde;o ser que Ele no-la manifeste. E foi o que Ele fez. Para nos manifestar a Sua bondade, veio viver para o meio de n&oacute;s. O Verbo de Deus encarnou no seio da Virgem Maria, fez-se homem para que os humanos pudessem captar a Sua bondade e a forma como Ele a colocou ao nosso alcance e ao nosso servi&ccedil;o.<\/p>\n<p>O Evangelho diz-nos o que fez Deus para que n&oacute;s pud&eacute;ssemos captar a Sua bondade: desceu do c&eacute;u &agrave; terra e assumiu a nossa humanidade; apresentou-se revestido de humildade; na sua rela&ccedil;&atilde;o privilegiou os mais carenciados de bens materiais, de sa&uacute;de e de apoio moral; levou a sua bondade at&eacute; ao extremo de entregar voluntariamente a pr&oacute;pria vida pela salva&ccedil;&atilde;o da humanidade pecadora.<\/p>\n<p>A manifesta&ccedil;&atilde;o da bondade de Deus n&atilde;o tinha como finalidade &uacute;nica enriquecer a nossa informa&ccedil;&atilde;o, o nosso conhecimento. Ia muito mais al&eacute;m. Deus quis libertar-nos do pecado, elevar-nos at&eacute; &agrave; divindade. Desceu do C&eacute;u &agrave; terra para que n&oacute;s f&ocirc;ssemos elevados da terra ao C&eacute;u. E mostrou-nos o caminho a percorrer para chegar l&aacute;, dando-nos o exemplo de vida e acrescentado: como Eu fiz, fazei v&oacute;s tamb&eacute;m (Jo 13,15).<\/p>\n<p>Contemplando Jesus Cristo, imagem da subst&acirc;ncia de Deus, compreenderemos qual deva ser a nossa atitude de crist&atilde;os perante a vida e perante os outros, em todo o tempo e lugar, e, nomeadamente, no contexto actual de crise, que tem vindo a lan&ccedil;ar tantos concidad&atilde;os e irm&atilde;os nossos no desemprego, na pobreza inesperada, no rebaixamento social e moral. Cresce, dia a dia, o n&uacute;mero dos que se v&ecirc;em obrigados a recorrer &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es de solidariedade e a estender a m&atilde;o &agrave; caridade de pessoas singulares. Aumenta o n&uacute;mero dos que vivem isolados, gastos pela idade ou deteriorados pela doen&ccedil;a. H&aacute; crian&ccedil;as e jovens que padecem graves car&ecirc;ncias alimentares e afectivas. Centenas de homens e mulheres fazem da rua a sua casa por n&atilde;o possu&iacute;rem o abrigo de um tecto, onde se possam acolher e descansar.<\/p>\n<p>De todas essas situa&ccedil;&otilde;es se elevam gritos silenciosos, dirigidos ao cora&ccedil;&atilde;o dos seus semelhantes mais afortunados, para que, movidos pela bondade aprendida em  Jesus Cristo, venham em seu aux&iacute;lio. Como as vozes dos que esperavam o Messias, as vozes dos pobres dos nossos dias chegam ao trono de Deus. E agora &eacute; a nossa vez de escutar os apelos de quem espera que a bondade de Deus se manifeste por nosso interm&eacute;dio. Para isso, a exemplo de Cristo, revestidos de humildade e de bondade, devemos ir ao encontro dos que precisam, dispostos a partilhar o que temos e o que somos.<\/p>\n<p>N&atilde;o tapemos os ouvidos &ndash; ou&ccedil;amos os gritos dos pobres. N&atilde;o cerremos os olhos &ndash; vejamos o que se passa &agrave; nossa volta. N&atilde;o fechemos o cora&ccedil;&atilde;o &ndash; deixemo-nos comover pela indig&ecirc;ncia dos abandonados, dos marginalizados e dos isolados. De bra&ccedil;os estendidos e m&atilde;os abertas, partilhemos os bens materiais, os afectos e os dons espirituais com que fomos enriquecidos pela bondade de Deus, que se manifestou neste mundo, para a todos enriquecer com os seus bens.<\/p>\n<p>Desejo a todos um Santo Natal de partilha, de bondade e de AMOR.<\/p>\n<p align=\"right\"><em>+Jos&eacute;, Arcebispo de &Eacute;vora<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Manifestou-se a bondade de Deus (Tit. 3,4) A bondade &eacute; intr&iacute;nseca &agrave; ess&ecirc;ncia de Deus. Mas como a Deus ningu&eacute;m jamais o viu, tamb&eacute;m n&atilde;o poderemos captar a Sua bondade a n&atilde;o ser que Ele no-la manifeste. E foi o que Ele fez. 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