{"id":49098,"date":"2010-12-22T11:45:43","date_gmt":"2010-12-22T11:45:43","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/12\/22\/mensagem-de-natal-do-bispo-de-aveiro-2\/"},"modified":"2010-12-22T11:45:43","modified_gmt":"2010-12-22T11:45:43","slug":"mensagem-de-natal-do-bispo-de-aveiro-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mensagem-de-natal-do-bispo-de-aveiro-2\/","title":{"rendered":"Mensagem de Natal do bispo de Aveiro"},"content":{"rendered":"<p>1. Conhecer e amar o Natal Minha M&atilde;e contava-me hist&oacute;rias da B&iacute;blia. Disse-me que um dia Abra&atilde;o caminhou rumo &agrave; terra prometida, que Mois&eacute;s procurou o seu povo para o libertar e que Jesus nasceu em Bel&eacute;m para salvar a humanidade. Tudo isto, Deus fez por n&oacute;s. Minha M&atilde;e ensinou-me a conhecer e a amar o Natal. No mundo de hoje, em que faltam tantas vezes a serenidade das noites longas e a paz dos dias felizes, o Natal precisa de ser melhor conhecido e mais amado. O Natal existe por nossa causa. Pensamos frequentemente que a terra dos homens &eacute; um mar de problemas e perguntamo-nos como &eacute; poss&iacute;vel, vinte s&eacute;culos depois, estarmos t&atilde;o longe do Natal, distanciados da beleza da sua mensagem e insens&iacute;veis &agrave; ternura de Deus que quis habitar no meio de n&oacute;s. Maria e Jos&eacute; n&atilde;o encontraram lugar na cidade dos homens e recolheram-se numa gruta da colina de Bel&eacute;m. A&iacute; nasceu Jesus, o Filho de Deus. Jesus modelou em tra&ccedil;os divinos a gruta onde nasceu e dela fez o primeiro pres&eacute;pio de Natal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>2. Olhar o mundo &agrave; luz do Natal O Natal &eacute; um dom de Deus &agrave; Humanidade. Se olharmos para o Natal apenas como oportunidade para distribuir bens materiais a quem precisa, corremos o risco de dormirmos tranquilos sobre o bem j&aacute; realizado, esquecidos do vazio deixado nas bocas famintas dos que n&atilde;o t&ecirc;m p&atilde;o nem trabalho no dia seguinte. Quando, por outro lado, vemos o Natal prisioneiro do consumismo que esconde tantos dramas humanos, tememos ser vencidos pelo des&acirc;nimo pr&oacute;prio dos que se sentem incapazes de dar resposta a tantas car&ecirc;ncias e impossibilitados de levar o Natal a todos os cora&ccedil;&otilde;es. O Natal desperta-nos para acolhermos com alegria o amor de Deus pela humanidade manifestado no mist&eacute;rio do nascimento do Filho de Deus que veio morar no meio de n&oacute;s. O Natal ensina-nos a sonhar com um mundo novo e diferente, habitado por homens e mulheres que se sabem irm&atilde;os e querem transformar as dificuldades em oportunidades.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>3. A ora&ccedil;&atilde;o est&aacute; na raiz da esperan&ccedil;a e da caridade Todos quantos celebram o Natal de Jesus sabem que a esperan&ccedil;a de que o mundo carece mora no pres&eacute;pio e est&aacute; presente no cora&ccedil;&atilde;o generoso dos que acreditam, rezam e partilham. Para os crist&atilde;os, a ora&ccedil;&atilde;o est&aacute; na raiz da caridade e no lugar onde se fortalece a esperan&ccedil;a. &Eacute; lema diocesano da nossa caminhada Advento\/Natal a bela s&iacute;ntese: Jesus vem: reza e acolhe. A Igreja conhece as dificuldades das pessoas, das fam&iacute;lias e dos povos, e por isso intensifica, neste tempo, a ora&ccedil;&atilde;o diante de Deus e apressa-se a ir ao encontro de quem sofre. A crise social e econ&oacute;mica, que vivemos, gera enormes injusti&ccedil;as e provoca diariamente imensos dramas. N&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel ignorar a dor dos que sofrem ou esconder as l&aacute;grimas dos pobres atingidos pela amargura da fome, do desemprego, do des&acirc;nimo, do abandono, da injusti&ccedil;a, da inseguran&ccedil;a ou do medo. Esta &eacute; uma hora urgente da ac&ccedil;&atilde;o. H&aacute; tanto a fazer para que o Natal seja verdadeira experi&ecirc;ncia de Deus e para que Deus &ldquo;habite no cora&ccedil;&atilde;o dos homens&rdquo; e entre na casa de todas as fam&iacute;lias! Hoje j&aacute; n&atilde;o h&aacute; pastores nem reis magos, regressados do pres&eacute;pio e guiados pela estrela que brilha na noite, mas h&aacute; mensageiros felizes do Natal (crian&ccedil;as, jovens, adultos e idosos) a caminho das casas sem p&atilde;o e das fam&iacute;lias sem paz, decididos a ir ao encontro das pessoas sem abrigo, sem fam&iacute;lia, sem trabalho, sem sa&uacute;de ou sem liberdade. H&aacute; gente a repartir o seu sal&aacute;rio, institui&ccedil;&otilde;es e comunidades a multiplicar criativamente as suas respostas solid&aacute;rias e empresas a fazer um esfor&ccedil;o acrescido na consolida&ccedil;&atilde;o de um trabalho est&aacute;vel e na reparti&ccedil;&atilde;o justa dos resultados conseguidos. Muitos destes mensageiros caminham sem r&oacute;tulos nem t&iacute;tulos. S&atilde;o os humildes e os simples, os puros e os misericordiosos, os justos e os construtores da paz, aqueles a quem Jesus chamar&aacute; mais tarde &ldquo;bem-aventurados&rdquo;. S&atilde;o todos quantos realizam diariamente o milagre da multiplica&ccedil;&atilde;o das obras de miseric&oacute;rdia, aqueles a quem Jesus um dia dir&aacute;: &ldquo;vinde benditos de meu Pai&rdquo;. S&atilde;o, irm&atilde;os e irm&atilde;s nossos, volunt&aacute;rios de tantas formas de bem-fazer e pessoas an&oacute;nimas de rosto sereno, de olhar atento e de cora&ccedil;&atilde;o solid&aacute;rio, correspons&aacute;veis na esperan&ccedil;a e servidores da caridade na verdade. Que Jesus encontre em cada um de n&oacute;s o seu pres&eacute;pio, porque &ldquo;&eacute; dentro de n&oacute;s que Jesus nasce&rdquo;!<\/p>\n<p>Um santo Natal e um feliz Ano de 2011.<\/p>\n<p align=\"right\"><em>D. Ant&oacute;nio Francisco dos Santos, Bispo de Aveiro<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1. Conhecer e amar o Natal Minha M&atilde;e contava-me hist&oacute;rias da B&iacute;blia. Disse-me que um dia Abra&atilde;o caminhou rumo &agrave; terra prometida, que Mois&eacute;s procurou o seu povo para o libertar e que Jesus nasceu em Bel&eacute;m para salvar a humanidade. Tudo isto, Deus fez por n&oacute;s. 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