{"id":49071,"date":"2010-12-21T11:25:36","date_gmt":"2010-12-21T11:25:36","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/12\/21\/um-desafio-para-a-igreja-em-portugal-2\/"},"modified":"2010-12-21T11:25:36","modified_gmt":"2010-12-21T11:25:36","slug":"um-desafio-para-a-igreja-em-portugal-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/um-desafio-para-a-igreja-em-portugal-2\/","title":{"rendered":"Um desafio para a Igreja em Portugal"},"content":{"rendered":"<p>Na sua Mensagem para o Dia Mundial da Paz, o Papa Bento XVI dedica dois pontos &agrave; situa&ccedil;&atilde;o dos crist&atilde;os perseguidos. O documento denuncia, particularmente, a situa&ccedil;&atilde;o dif&iacute;cil dos crist&atilde;os em v&aacute;rias partes do mundo, assim como a &ldquo;hostilidade encoberta&rdquo; nas sociedades ocidentais.<\/p>\n<p>O Santo Padre lembra-nos que, &ldquo;nalgumas regi&otilde;es do mundo, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel professar e exprimir livremente a pr&oacute;pria religi&atilde;o sem p&ocirc;r em risco a vida e a liberdade pessoal [&hellip;] De modo particular na &Aacute;sia e em &Aacute;frica, as principais v&iacute;timas s&atilde;o os membros das minorias religiosas, a quem &eacute; impedido de professar livremente a pr&oacute;pria religi&atilde;o ou mudar para outra, atrav&eacute;s da intimida&ccedil;&atilde;o e da viola&ccedil;&atilde;o dos direitos, das liberdades fundamentais e dos bens essenciais, chegando at&eacute; &agrave; priva&ccedil;&atilde;o da liberdade pessoal ou da pr&oacute;pria vida.&rdquo;<\/p>\n<p>A tem&aacute;tica da liberdade religiosa, particularmente dos crist&atilde;os perseguidos, configura-se como uma &aacute;rea de interven&ccedil;&atilde;o privilegiada da Funda&ccedil;&atilde;o AIS (Ajuda &agrave; Igreja que Sofre), uma organiza&ccedil;&atilde;o dependente da Santa S&eacute; que nasceu precisamente na mesma altura em que as Na&ccedil;&otilde;es Unidas estavam a elaborar a Declara&ccedil;&atilde;o Universal dos Direitos do Homem.<\/p>\n<p>Na origem da AIS esteve a intui&ccedil;&atilde;o de um monge (Werenfried van Straaten) comovido com a mis&eacute;ria e o sofrimento das pessoas ap&oacute;s a II Guerra Mundial. Aquilo que foi uma simples ac&ccedil;&atilde;o humanit&aacute;ria deu origem a um invulgar movimento de solidariedade que, actualmente, &eacute; uma das mais importantes institui&ccedil;&otilde;es internacionais cat&oacute;licas a actuar junto das comunidades crist&atilde;s mais necessitadas, particularmente junto dos crist&atilde;os perseguidos por causa da sua f&eacute;.<\/p>\n<p>Uma das principais caracter&iacute;sticas da AIS, e aquilo que a diferencia de todas as outras organiza&ccedil;&otilde;es de assist&ecirc;ncia, &eacute; precisamente o carisma e a capacidade de apoiar pastoralmente a Igreja Cat&oacute;lica em qualquer parte do mundo onde ela seja perseguida ou esteja em necessidade.<\/p>\n<p>Este apoio pastoral, que &eacute; muito mais do que uma simples e pontual ajuda material, assenta em tr&ecirc;s pilares essenciais: informar, orar, partilhar.<\/p>\n<p>1) &Eacute; extremamente importante informar as pessoas sobre a situa&ccedil;&atilde;o dif&iacute;cil das v&aacute;rias comunidades crist&atilde;s que n&atilde;o t&ecirc;m liberdade nem espa&ccedil;o para manifestarem publicamente a sua f&eacute;. A Funda&ccedil;&atilde;o AIS &eacute; a &uacute;nica organiza&ccedil;&atilde;o da Igreja Cat&oacute;lica que divulga periodicamente um Relat&oacute;rio sobre a Liberdade Religiosa no Mundo porque entende a import&acirc;ncia e a urg&ecirc;ncia de denunciar todas as situa&ccedil;&otilde;es de discrimina&ccedil;&atilde;o, intoler&acirc;ncia e persegui&ccedil;&atilde;o com base na f&eacute; religiosa.<\/p>\n<p>Estar informado &eacute; o ponto de partida para poder pensar, ter opini&atilde;o e agir atrav&eacute;s da den&uacute;ncia junto da opini&atilde;o p&uacute;blica e dos detentores do poder, mas tamb&eacute;m atrav&eacute;s da ora&ccedil;&atilde;o e do apoio material concreto.<\/p>\n<p>Neste sentido a Funda&ccedil;&atilde;o AIS est&aacute; a desenvolver sistematicamente um trabalho cont&iacute;nuo de recolha e divulga&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos importantes sobre a situa&ccedil;&atilde;o dos crist&atilde;os perseguidos, publica&ccedil;&atilde;o de not&iacute;cias e livros, entrevistas e testemunhos, organiza&ccedil;&atilde;o de confer&ecirc;ncias e outras actividades.<\/p>\n<p>2) Para atingir os objectivos que se prop&otilde;e, a Funda&ccedil;&atilde;o AIS valoriza de uma maneira muito particular a import&acirc;ncia da ora&ccedil;&atilde;o e incentiva todas as pessoas a rezar pelos crist&atilde;os perseguidos.<\/p>\n<p>J&aacute; existe, de facto, uma grande corrente de ora&ccedil;&atilde;o e um subs&iacute;dio sob forma de brochura distribu&iacute;da gratuitamente intitulada &ldquo;Hora mensal de ora&ccedil;&atilde;o em comunh&atilde;o com a Igreja que sofre&rdquo;. A Igreja sofre e vive na sombra da cruz, mas a cruz &eacute; a for&ccedil;a dos crist&atilde;os, por isso &eacute; necess&aacute;rio ter esperan&ccedil;a e acreditar que a morte n&atilde;o tem a &uacute;ltima palavra.<\/p>\n<p>3) Por fim, a partilha de bens e a ajuda concreta faz parte do trabalho que a Funda&ccedil;&atilde;o AIS desenvolve junto das comunidades crist&atilde;s mais necessitadas.<\/p>\n<p>Periodicamente s&atilde;o lan&ccedil;adas campanhas de angaria&ccedil;&atilde;o de fundos que apelam &agrave; generosidade e solidariedade das pessoas de boa vontade para fazerem chegar os seus donativos e, deste modo, mitigar o sofrimento daqueles que s&atilde;o nossos irm&atilde;os na f&eacute;.<\/p>\n<p>Estas tr&ecirc;s dimens&otilde;es, que resumem a miss&atilde;o da Funda&ccedil;&atilde;o AIS e est&atilde;o presentes na Mensagem do Santo Padre para o dia Mundial da Paz, representam um grande desafio para a Igreja Portuguesa.<\/p>\n<p>F&eacute;lix Lungu<br \/>Departamento de Comunica&ccedil;&atilde;o<br \/>Funda&ccedil;&atilde;o Ajuda &agrave; Igreja que Sofre<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na sua Mensagem para o Dia Mundial da Paz, o Papa Bento XVI dedica dois pontos &agrave; situa&ccedil;&atilde;o dos crist&atilde;os perseguidos. 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