{"id":48887,"date":"2010-12-10T15:58:53","date_gmt":"2010-12-10T15:58:53","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/12\/10\/associacao-dos-padres-do-prado\/"},"modified":"2010-12-10T15:58:53","modified_gmt":"2010-12-10T15:58:53","slug":"associacao-dos-padres-do-prado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/associacao-dos-padres-do-prado\/","title":{"rendered":"Associa\u00e7\u00e3o dos Padres do Prado"},"content":{"rendered":"<p>Emanuel Valad\u00e3o Vaz <!--more--> <\/p>\n<p>A Associa&ccedil;&atilde;o dos Padres do Prado &eacute; fruto de uma gra&ccedil;a concedida pelo Esp&iacute;rito Santo &agrave; Igreja na pessoa de Antoine Chevrier, padre da diocese de Lyon, para a Evangeliza&ccedil;&atilde;o dos pobres.<\/p>\n<p>A gra&ccedil;a do Prado &eacute; algo que nos &eacute; dado, gratuitamente, n&atilde;o &eacute; nosso, nem partiu de n&oacute;s. A voca&ccedil;&atilde;o do Prado nasce no seio da Igreja e &eacute; uma gra&ccedil;a que deve ser posta ao servi&ccedil;o da mesma. &Eacute; na Igreja que cresce a nossa voca&ccedil;&atilde;o pradosiana de disc&iacute;pulos e ap&oacute;stolos de Jesus. O Prado n&atilde;o existe para si mesmo, mas para a Igreja.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O padre Ant&oacute;nio Chevrier<\/strong><\/p>\n<p>Nascido a 16 de Abril de 1826 e ordenado em 1850, o padre Ant&oacute;nio Chevrier foi logo nomeado coadjutor da par&oacute;quia de Santo Andr&eacute; de la  Guilloti&egrave;re, bairro industrial e oper&aacute;rio da cidade de Lyon, Fran&ccedil;a. Tr&ecirc;s coisas a&iacute; o marcaram e fizeram-no sofrer muito: a mis&eacute;ria e ignor&acirc;ncia das pessoas, agravada pelas inunda&ccedil;&otilde;es catastr&oacute;ficas do R&oacute;dano em fins de Maio de 1856; o distanciamento do clero em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s mesmas; a sensa&ccedil;&atilde;o n&iacute;tida de que a pastoral utilizada pela Igreja local n&atilde;o servia. &ldquo;Um pouco menos de devo&ccedil;&atilde;o e um pouco mais de f&eacute;&rdquo;, dizia.<\/p>\n<p>Alguns meses depois, deu-se um acontecimento, que ele apelida de m&iacute;stico-apost&oacute;lico. Conta ele: &ldquo;<em>Foi meditando durante a noite de Natal sobre a pobreza de Nosso Senhor e sobre a sua descida para o meio dos Homens que resolvi deixar tudo e viver o mais pobremente poss&iacute;vel&hellip; Foi o mist&eacute;rio da Encarna&ccedil;&atilde;o que me converteu!&#8230; Ent&atilde;o decidi-me a seguir Nosso Senhor Jesus Cristo mais de perto. E o meu desejo &eacute; que v&oacute;s pr&oacute;prios sigais de perto Nosso Senhor&rdquo;.<\/em><\/p>\n<p>Ant&oacute;nio Chevrier estava convicto de que a<em> &ldquo;forma&ccedil;&atilde;o de sacerdotes e catequistas, consagrados &agrave; evangeliza&ccedil;&atilde;o dos pobres, era a grande necessidade da &eacute;poca e da Igreja&rdquo;. <\/em>E para isso, s&oacute; sacerdotes pobres estariam em condi&ccedil;&otilde;es de o fazer<em>: &ldquo;Sacerdotes despojados (vivendo o Mist&eacute;rio da Encarna&ccedil;&atilde;o &ndash; Pres&eacute;pio); crucificados (vivendo o mist&eacute;rio da Cruz &ndash; Calv&aacute;rio) e dados em alimento (vivendo o Mist&eacute;rio da Eucaristia &ndash; Tabern&aacute;culo).<\/em><\/p>\n<p>Um princ&iacute;pio fundamental: <em>&ldquo;Conhecer Jesus Cristo &eacute; tudo&rdquo;<\/em><\/p>\n<p>O Prado (Instituto secular), desenvolve uma espiritualidade de padre diocesano tendo como pilares fundamentais: O Estudo do Evangelho; A releitura de vida &agrave; luz do Evangelho; A vida em equipa, a vida fraterna; O padre Chevrier guia neste caminho.<\/p>\n<p><em>&nbsp;<\/em><\/p>\n<p><strong>Jo&atilde;o Paulo II na Capela do Prado<\/strong><\/p>\n<p>Aquando da Beatifica&ccedil;&atilde;o do padre Ant&oacute;nio Chevrier na capela do Prado, 4 de Outubro de 1986, o papa Jo&atilde;o Paulo II dizia: <em>&ldquo;Atrav&eacute;s do Padre Chevrier, quero render homenagem a todos os ap&oacute;stolos que se fazem bom p&atilde;o para o seu povo: oper&aacute;rios, desempregados, imigrados, popula&ccedil;&atilde;o dos bairros de lata e das favelas, camponeses do terceiro mundo&hellip; Estes homens e estas mulheres t&ecirc;m necessidade de padres e de crist&atilde;os inteiramente consagrados ao Evangelho, que procurem responder &agrave; sua fome de p&atilde;o, de dignidade e sobretudo de Deus.&rdquo;<\/em><\/p>\n<p>A festa do padre Ant&oacute;nio Chevrier celebra-se a 2 de Outubro, dia do anivers&aacute;rio da sua morte.<\/p>\n<p><em>&nbsp;<\/em><\/p>\n<p><strong>150&ordm; anivers&aacute;rio da funda&ccedil;&atilde;o do Prado <\/strong><\/p>\n<p>A 10 de Dezembro de 1860, Ant&oacute;nio Chevrier aluga uma casa no limite da par&oacute;quia de Santo Andr&eacute;. Esta casa servira at&eacute; &agrave; altura de sala de dan&ccedil;a. Era o &laquo;baile do Prado&raquo;, como parece que lhe chamavam, por imita&ccedil;&atilde;o dum dancing parisiense com o mesmo nome. Ali&aacute;s as iniciativas apost&oacute;licas de Ant&oacute;nio Chevrier ter&atilde;o esse nome, sem que ele se canse &agrave; procura de outro nome mais conveniente ou mais piedoso. Mais tarde, incentivado pelo bispo da diocese, comprou a casa para a&iacute; desenvolver a sua obra: acolher crian&ccedil;as filhas de oper&aacute;rios a fim de fazer deles &ldquo;homens e crist&atilde;os&rdquo;. Ao mesmo tempo outra quest&atilde;o mais importante continuava a preocupar Ant&oacute;nio Chevrier. N&atilde;o podia ter por objecto somente a catequese de algumas crian&ccedil;as. Tinha descoberto uma necessidade apost&oacute;lica de dimens&otilde;es mais vastas. O seu projecto essencial &eacute; reunir uma fam&iacute;lia de ap&oacute;stolos decididos a fazer tudo para que o Evangelho fosse anunciado aos pobres.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O Prado em Portugal<\/strong><\/p>\n<p>O Prado chegou a Portugal atrav&eacute;s do padre Manuel Ant&oacute;nio Pimentel (Diocese de Angra) nos anos sessenta, em pleno conc&iacute;lio Vaticano II. Depois foi dando a conhecer a outros padres da sua diocese e de outras dioceses do pa&iacute;s.<\/p>\n<p>Actualmente somos dez padres comprometidos no Prado e dois a fazer a primeira forma&ccedil;&atilde;o. As dioceses a que pertencemos s&atilde;o: Angra, Braga, Coimbra, Santar&eacute;m e Set&uacute;bal. Reunimo-nos mensalmente por equipas e realizamos todos os anos um retiro aberto a todos os padres diocesanos.<\/p>\n<p>O dom do Prado &eacute;, igualmente dado a conhecer aos leigos. De alguns anos a essa parte temos vindo a reunir com alguns grupos, trimestralmente, no sentido de conhecerem mais Jesus Cristo atrav&eacute;s dos meios do Prado, como seja o Estudo do Evangelho. Desde 2002 realizamos um encontro anual com leigos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>&nbsp;O Prado internacional<\/strong><\/p>\n<p>Existem cerca de 1200 padres com compromisso no Prado repartidos por 40 pa&iacute;ses. Maior parte dos &ldquo;pradosianos&rdquo; trabalham em par&oacute;quias, com uma aten&ccedil;&atilde;o particular para com aqueles que se encontram nas mais variadas situa&ccedil;&otilde;es de pobreza pelo mundo fora.<\/p>\n<p>Uma grande parte colabora na forma&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica dos leigos, que s&atilde;o tamb&eacute;m chamados a ser disc&iacute;pulos de Jesus Cristo, por exemplo, abrindo com eles o Evangelho. Um n&uacute;mero muito importante de entre os pradosianos d&aacute; tempo e apoio fraterno, na anima&ccedil;&atilde;o ou na forma&ccedil;&atilde;o de padres sob diversas formas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"right\"><em>Emanuel Valad&atilde;o Vaz, respons&aacute;vel do Prado em Portugal<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Emanuel Valad\u00e3o Vaz<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[127,169,172,174,199,267],"class_list":["post-48887","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-catequese","tag-diocese-de-angra","tag-diocese-de-braga","tag-diocese-de-coimbra","tag-espiritualidade","tag-natal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48887","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=48887"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48887\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=48887"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=48887"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=48887"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}