{"id":48801,"date":"2010-12-07T23:04:12","date_gmt":"2010-12-07T23:04:12","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/12\/07\/corresponsaveis-na-esperanca\/"},"modified":"2010-12-07T23:04:12","modified_gmt":"2010-12-07T23:04:12","slug":"corresponsaveis-na-esperanca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/corresponsaveis-na-esperanca\/","title":{"rendered":"Correspons\u00e1veis na Esperan\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>Mensagem dos Bispos de Portugal em tempo de Natal <!--more--> <\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Ocorre este Natal em circunst&acirc;ncias dram&aacute;ticas para muitas pessoas e fam&iacute;lias de Portugal, raz&atilde;o por que enviamos colectivamente esta mensagem natal&iacute;cia aos crist&atilde;os e a todos os que se queiram deixar interpelar pela nossa voz. O Natal de Jesus Cristo, Deus feito homem, tem de celebrar-se em comunh&atilde;o, afectiva e efectiva, com a vida dos homens e mulheres do nosso tempo.<\/p>\n<p>A <strong>crise actual <\/strong>veio tornar ainda mais vis&iacute;veis dramas sociais j&aacute; antigos e provocar outros que pareciam de todo improv&aacute;veis. A crise n&atilde;o s&oacute; tornou mais patentes as grandes car&ecirc;ncias das pessoas e fam&iacute;lias pobres e exclu&iacute;das, como aumentou, gravemente, o n&uacute;mero das que, por via do desemprego, perderam os seus n&iacute;veis de rendimento e o seu estatuto social, caindo em situa&ccedil;&otilde;es que, outrora, n&atilde;o se imaginavam poss&iacute;veis. Por esse ou outros motivos, cresceu, a um n&iacute;vel preocupante, o n&uacute;mero dos &laquo;novos pobres&raquo; for&ccedil;ados &agrave; humilha&ccedil;&atilde;o de assim se exporem, uma situa&ccedil;&atilde;o que muitos t&ecirc;m dificuldade quase inultrapass&aacute;vel de superar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>1.<strong> Problemas e causas<\/strong><\/p>\n<p>N&atilde;o pretendemos elencar aqui os diferentes problemas que afectam as popula&ccedil;&otilde;es do nosso pa&iacute;s. Mas n&atilde;o podemos dispensar-nos de reflectir sobre as suas <strong>causas<\/strong>, sem preju&iacute;zo do atendimento di&aacute;rio de cada pessoa e fam&iacute;lia em situa&ccedil;&atilde;o de car&ecirc;ncia, reconhecendo que, na base das causas financeiras e econ&oacute;micas da crise, figura o menosprezo de valores e de princ&iacute;pios &eacute;ticos fundamentais (cf. Bento XVI, &laquo;Caritas in Veritate&raquo;, nn. 21, 53, 45 e 65).<\/p>\n<p>Entre as <strong>causas mais vis&iacute;veis, <\/strong>real&ccedil;amos os poderosos interesses incontrol&aacute;veis, nacionais e transnacionais, a falta de coragem e verdade governativas, os exagerados interesses individuais, a desregula&ccedil;&atilde;o dos mercados, a circula&ccedil;&atilde;o descontrolada de capitais, a competitividade desumana e sem limites, a cultura e a pr&aacute;tica das desigualdades sociais, a insufici&ecirc;ncia do di&aacute;logo e da concerta&ccedil;&atilde;o, a promo&ccedil;&atilde;o do consumismo, a rejei&ccedil;&atilde;o da sobriedade e da poupan&ccedil;a. Se, por um lado, parece at&eacute; que se pretende superar a crise sem intervir nas suas causas, por outro, muitas for&ccedil;as que pretendem essa interven&ccedil;&atilde;o quase se limitam &agrave; contesta&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica da ordem vigente, sem formularem propostas consistentes e sem experimentarem, no concreto, as suas op&ccedil;&otilde;es, tornando a governa&ccedil;&atilde;o do mundo e do pa&iacute;s muito dif&iacute;cil.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>2. <strong>Constru&ccedil;&atilde;o da esperan&ccedil;a<\/strong><\/p>\n<p>No caminho inverso, o da constru&ccedil;&atilde;o da esperan&ccedil;a, n&atilde;o podemos ignorar alguns <strong>avan&ccedil;os conseguidos<\/strong> ao longo dos s&eacute;culos e, especialmente nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, destacamos, entre eles, a democracia, a generaliza&ccedil;&atilde;o do acesso ao ensino, a legisla&ccedil;&atilde;o acerca da escolha livre da fam&iacute;lia no que toca &agrave; educa&ccedil;&atilde;o, a preocupa&ccedil;&atilde;o pela seguran&ccedil;a interna, a coopera&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito da Uni&atilde;o Europeia e na esfera internacional.<\/p>\n<p>&Eacute; evidente como v&aacute;rios sectores da sociedade t&ecirc;m contribu&iacute;do, em maior ou menor grau, para os avan&ccedil;os conseguidos. Na perspectiva crist&atilde;, &eacute; leg&iacute;timo afirmar que estamos diante de<strong> sinais da presen&ccedil;a de Deus no mundo<\/strong>, com uma tr&iacute;plice interpela&ccedil;&atilde;o: o reconhecimento do bem que existe; o dizer n&atilde;o ao desperd&iacute;cio de t&atilde;o valioso patrim&oacute;nio; e a supera&ccedil;&atilde;o dos males que persistem. Apontamos alguns obst&aacute;culos &agrave; esperan&ccedil;a mais graves e vis&iacute;veis: injusti&ccedil;as e desigualdades gritantes, desemprego e frustra&ccedil;&otilde;es pessoais e colectivas, pobreza e exclus&atilde;o social que &laquo;bradam aos c&eacute;us&raquo;, manifesta&ccedil;&otilde;es de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica e colectiva, propens&atilde;o difusa para o derrotismo, cultura do individualismo, falta de aplica&ccedil;&atilde;o &eacute;tica no dom&iacute;nio p&uacute;blico.<\/p>\n<p>Todos nos rebelamos contra estas realidades e somos convidados a assumir a nossa corresponsabilidade na fam&iacute;lia, no trabalho, na vida associativa, na participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, na promo&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento, na valoriza&ccedil;&atilde;o da escolaridade e da imprescind&iacute;vel liberdade de ensino, no lan&ccedil;amento de iniciativas econ&oacute;micas, ou outras, na cria&ccedil;&atilde;o de emprego, na forma&ccedil;&atilde;o humana e profissional, na ac&ccedil;&atilde;o solid&aacute;ria a favor das pessoas mais pobres e exclu&iacute;das.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>3. <strong>Corresponsabilidade universal<\/strong><\/p>\n<p><strong>Corresponsabilidade na esperan&ccedil;a<\/strong> &eacute; o desafio que nos interpela em cada dia. Sem deixar de apontar a singular responsabilidade dos governantes e dos que possuem cargos p&uacute;blicos, todos somos correspons&aacute;veis, em maior ou menor grau, pelas causas da crise e pela sua supera&ccedil;&atilde;o. Na corresponsabilidade assumida constr&oacute;i-se a esperan&ccedil;a e abrem-se caminhos mais gratificantes &agrave;s gera&ccedil;&otilde;es futuras. Mesmo que, pela nossa situa&ccedil;&atilde;o ou momento hist&oacute;rico em que vivemos n&atilde;o houvesse motivo para esperar, somos instantemente convidados &agrave; esperan&ccedil;a (cf. Bento XVI, &laquo;Spe Salvi&raquo;, n. 35).<\/p>\n<p><strong>Todos os cidad&atilde;os<\/strong> e suas institui&ccedil;&otilde;es, empresas e outras organiza&ccedil;&otilde;es s&atilde;o sujeitos activos e destinat&aacute;rios da corresponsabilidade; e esta configura-se mais justa se tiver a pessoa humana no centro das suas motiva&ccedil;&otilde;es. Para que assim aconte&ccedil;a efectivamente, deveria promover-se, a partir do n&iacute;vel local: o conhecimento de todas as situa&ccedil;&otilde;es de car&ecirc;ncia, a procura das respectivas solu&ccedil;&otilde;es, mesmo provis&oacute;rias enquanto n&atilde;o forem vi&aacute;veis as mais definitivas, e a integra&ccedil;&atilde;o deste esfor&ccedil;o numa estrat&eacute;gia nacional de desenvolvimento humano justo e solid&aacute;rio. Tal estrat&eacute;gia ser&aacute; tanto mais s&oacute;lida quanto melhor conciliar a ac&ccedil;&atilde;o que parte da base com a que parte da c&uacute;pula.<\/p>\n<p>A gravidade extrema da crise actual e a nossa corresponsabilidade perante ela tornam imperioso o empenhamento s&eacute;rio de todos, nomeadamente <strong>pelo di&aacute;logo social, pela negocia&ccedil;&atilde;o colectiva e pela concerta&ccedil;&atilde;o<\/strong>. Estamos convictos de que ser&aacute; atrav&eacute;s do di&aacute;logo, da negocia&ccedil;&atilde;o e da concerta&ccedil;&atilde;o que os diferentes interesses e pontos de vista proceder&atilde;o ao esclarecimento e &agrave; procura de solu&ccedil;&otilde;es comuns. Quanto mais se avan&ccedil;ar nesta procura de entendimentos e se preservar o respeito rec&iacute;proco, mais se viabilizam a supera&ccedil;&atilde;o da crise e o desenvolvimento integral.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>4. <strong>Compromisso solid&aacute;rio da Igreja<\/strong><\/p>\n<p>Convidamos os cat&oacute;licos e as comunidades eclesiais a um forte empenho nalgumas<strong> linhas de ac&ccedil;&atilde;o<\/strong>: a cria&ccedil;&atilde;o e o funcionamento dos <strong>grupos paroquiais de ac&ccedil;&atilde;o social<\/strong>, em colabora&ccedil;&atilde;o com a C&aacute;ritas, as Confer&ecirc;ncias de S. Vicente de Paulo e outras institui&ccedil;&otilde;es; o<strong> tratamento e difus&atilde;o de estat&iacute;sticas<\/strong> como fonte de conhecimento, de consci&ecirc;ncia social e de interven&ccedil;&atilde;o junto de entidades p&uacute;blicas e privadas; a promo&ccedil;&atilde;o do<strong> di&aacute;logo social <\/strong>entre trabalhadores e empres&aacute;rios, e entre diferentes quadrantes pol&iacute;ticos, procurando os consensos poss&iacute;veis e testemunhando uma ac&ccedil;&atilde;o comum indispens&aacute;vel na sociedade, na economia, na cultura e na pol&iacute;tica; o aproveitamento do <strong>Fundo Social Solid&aacute;rio<\/strong>, de car&aacute;cter emergente, recentemente aprovado pela Confer&ecirc;ncia Episcopal, que poder&aacute; funcionar como p&oacute;lo dinamizador da ac&ccedil;&atilde;o conjunta a desenvolver.<\/p>\n<p>A gravidade da situa&ccedil;&atilde;o actual, em determinados casos, n&atilde;o permite adiamentos. Torna-se urgente redescobrir o verdadeiro e concreto significado da caridade crist&atilde; numa variedade de <strong>propostas e interven&ccedil;&otilde;es imediatas de proximidade<\/strong>. S&oacute; suscitando e promovendo um novo &laquo;estilo de vida&raquo; n&atilde;o dominado pela press&atilde;o consumista mas orientado pela sobriedade, ser&aacute; poss&iacute;vel partilhar, em termos institucionais e pessoais, respondendo a situa&ccedil;&otilde;es grav&iacute;ssimas de pobreza envergonhada. Reconhecemos que, seguindo o estilo do Bom Samaritano, a caridade chega onde os mecanismos institucionais n&atilde;o penetram.<\/p>\n<p>Todas as crises s&atilde;o desafio a ultrapassar os nossos comodismos em favor dos mais carenciados. Nesse sentido, a celebra&ccedil;&atilde;o do Ano Europeu do Voluntariado em 2011 &eacute; uma ocasi&atilde;o prop&iacute;cia para estreitar la&ccedil;os com os mais necessitados, em gestos e atitudes de servi&ccedil;o gratuito.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>5. <strong>Esperan&ccedil;a na verdade<\/strong><\/p>\n<p>Apesar de tudo, e por vezes contra tudo, <strong>a esperan&ccedil;a &eacute; poss&iacute;vel<\/strong>, desde que queiramos constru&iacute;-la seriamente, porque, tal como Bento XVI afirmou relativamente &agrave; caridade, tamb&eacute;m a esperan&ccedil;a s&oacute; pode ser constru&iacute;da na verdade: na aceita&ccedil;&atilde;o das responsabilidades individuais e colectivas que est&atilde;o na origem da crise, na coer&ecirc;ncia dos comportamentos pol&iacute;ticos, sociais e econ&oacute;micos indispens&aacute;veis &agrave; sua supera&ccedil;&atilde;o e na afirma&ccedil;&atilde;o da solidariedade, cuja bandeira tantas vezes se desfralda em v&atilde;o.<\/p>\n<p>&Eacute; a esperan&ccedil;a, assim fundamentada, que &eacute; preciso construir, manter e divulgar. <strong>O tempo de Natal convida a este an&uacute;ncio da corresponsabilidade<\/strong> de todos e cada um para uma nova consci&ecirc;ncia do bem comum como for&ccedil;a e coragem para a promo&ccedil;&atilde;o da dignidade humana de todos os Portugueses. Que os pobres experimentem a ternura da Igreja em Portugal, atrav&eacute;s de gestos concretos de partilha e solidariedade. A aceita&ccedil;&atilde;o positiva das priva&ccedil;&otilde;es &eacute; fundamental para ultrapassarmos a presente crise com esperan&ccedil;a, contribuindo para o bem de toda a comunidade.<\/p>\n<p>Celebrar o Natal &eacute; reviver a confian&ccedil;a que Deus p&otilde;e na pessoa humana, em solidariedade total, sem fronteiras entre o c&eacute;u e a terra. &laquo;Cristo &eacute; a nossa esperan&ccedil;a&raquo; (1 Tm 1,1). Festejar o Natal de Cristo &eacute; fortalecer e dar futuro &agrave; esperan&ccedil;a na sociedade, nas fam&iacute;lias, nos locais de trabalho, no cora&ccedil;&atilde;o de cada homem e mulher.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Porto, 7 de Dezembro de 2010<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mensagem dos Bispos de Portugal em tempo de Natal<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[112,120,187,191,267,314,329],"class_list":["post-48801","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-ano-europeu-do-voluntariado","tag-bento-xvi","tag-diocese-do-porto","tag-economia","tag-natal","tag-solidariedade","tag-voluntariado"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48801","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=48801"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48801\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=48801"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=48801"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=48801"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}