{"id":48799,"date":"2010-12-07T12:51:07","date_gmt":"2010-12-07T12:51:07","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/12\/07\/novos-caminhos-para-o-patrimonio\/"},"modified":"2010-12-07T12:51:07","modified_gmt":"2010-12-07T12:51:07","slug":"novos-caminhos-para-o-patrimonio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/novos-caminhos-para-o-patrimonio\/","title":{"rendered":"Novos caminhos para o patrim\u00f3nio"},"content":{"rendered":"<p>Sandra Costa Saldanha, directora do Secretariado Nacional dos Bens Culturais da Igreja, fala \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA sobre os diversos projectos que este organismo tem em m\u00e3o <!--more--> <\/p>\n<p>Sandra Costa Saldanha, directora do Secretariado Nacional dos Bens Culturais da Igreja, fala &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA sobre os diversos projectos que este organismo tem em m&atilde;os, alertando para casos de &ldquo;vida ou de morte&rdquo; na conserva&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio, apresentando como caminho quatro verbos: &ldquo;Tratar, cuidar, preservar e valorizar&rdquo;.<\/p>\n<p><strong><em>Ag&ecirc;ncia ECCLESIA<\/em><\/strong><em> &ndash; Que lugar ocupam os Bens Culturais na din&acirc;mica da pastoral da Igreja?<\/em><\/p>\n<p><strong><em>Sandra Costa Saldanha<\/em><\/strong><em> &ndash;<\/em> Os Bens Culturais continuam a ocupar um lugar de grande import&acirc;ncia no ponto de vista pastoral, nomeadamente porque h&aacute; beleza dos objectos est&aacute;, desde logo, directamente associado o seu poder de catequese. Estes objectos podem continuar a exercer esse papel porque &eacute; um patrim&oacute;nio que est&aacute; muito arreigado nas comunidades. Estas sentem muito os Bens Culturais, como algo muito associado &agrave;s suas dioceses.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>AE<\/em><\/strong><em> &ndash; E valorizam esse patrim&oacute;nio?<\/em><\/p>\n<p><strong><em>SCS<\/em><\/strong><em> &ndash;<\/em> Para al&eacute;m do papel pastoral que desempenham, os Bens Culturais s&atilde;o tamb&eacute;m um patrim&oacute;nio vivo que precisa de ser valorizado e, sobretudo, preservado. No entanto, nalguns casos a sobreviv&ecirc;ncia destes objectos est&aacute; em risco. Muitas vezes, a boa vontade das comunidades na sua preserva&ccedil;&atilde;o faz com que nem sempre sejam tomadas as medidas mais correctas. T&ecirc;m boa vontade, mas faltam-lhe qualifica&ccedil;&otilde;es pr&oacute;prias para o seu tratamento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>AE <\/em><\/strong><em>&ndash; Como foi poss&iacute;vel que este patrim&oacute;nio chegasse a tal estado de degrada&ccedil;&atilde;o?<\/em><\/p>\n<p><strong><em>SCS <\/em><\/strong><em>&ndash;<\/em> Existem muitos problemas no patrim&oacute;nio cultural portugu&ecirc;s e o patrim&oacute;nio da Igreja n&atilde;o &eacute; uma excep&ccedil;&atilde;o a esse n&iacute;vel. Em muitas circunst&acirc;ncias, este problema coloca-se pela falta de recursos, mas tamb&eacute;m pela inc&uacute;ria devida &agrave; falta de forma&ccedil;&atilde;o. As no&ccedil;&otilde;es de car&aacute;cter preventivo s&atilde;o fundamentais e importantes nestas comunidades.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>AE<\/em><\/strong><em> &ndash; Perante tal realidade &eacute; conveniente agir com rapidez. &Eacute; urgente o lado formativo.<\/em><\/p>\n<p><strong><em>SCS<\/em><\/strong><em> &ndash;<\/em> &Eacute; fundamental uma concerta&ccedil;&atilde;o maior em termos do ensino e da forma&ccedil;&atilde;o. Ao n&iacute;vel do ensino, as institui&ccedil;&otilde;es mais directamente ligadas &agrave; Igreja deviam exercer um papel mais activo na forma&ccedil;&atilde;o dos seus agentes, nomeadamente dos futuros sacerdotes. Durante o per&iacute;odo do semin&aacute;rio deviam ter horizontes mais alargados nestas mat&eacute;rias.<\/p>\n<p>O Secretariado Nacional dos Bens Culturais da Igreja colocou a forma&ccedil;&atilde;o como &aacute;rea priorit&aacute;ria. Estamos a falar de algo que precisa de uma interven&ccedil;&atilde;o urgente e qualificada. Na &uacute;ltima reuni&atilde;o da Comiss&atilde;o Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunica&ccedil;&otilde;es Sociais foi aprovada a abertura de uma &laquo;nova pasta&raquo; para o secretariado: est&aacute; a ser constitu&iacute;do um grupo de trabalho para a &aacute;rea da conserva&ccedil;&atilde;o e restauro.<\/p>\n<p>N&atilde;o encontraremos solu&ccedil;&atilde;o para todos os problemas &ndash; nem &eacute; esse o papel do secretariado -, mas com este grupo de trabalho pretende-se, essencialmente, abrir um novo caminho e dar novas indica&ccedil;&otilde;es e orienta&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>AE<\/em><\/strong><em> &ndash; Normas gerais que possam ser seguidas pelas comunidades.<\/em><\/p>\n<p><strong><em>SCS<\/em><\/strong><em> &ndash;<\/em> Exactamente. Nesta perspectiva da conserva&ccedil;&atilde;o e restauro, o grupo ser&aacute; constitu&iacute;do pelas principais institui&ccedil;&otilde;es nacionais ligadas &agrave; &aacute;rea, n&atilde;o s&oacute; da parte da Igreja, mas tamb&eacute;m do lado do Estado e de alguns particulares.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>AE<\/em><\/strong><em> &ndash; Esse grupo de trabalho ter&aacute; objectivos espec&iacute;ficos.<\/em><\/p>\n<p><strong><em>SCS<\/em><\/strong><em> &ndash;<\/em> Em primeiro lugar h&aacute; um aspecto que &eacute; extremamente importante, a aplica&ccedil;&atilde;o da legisla&ccedil;&atilde;o em vigor no que toca &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o dos Bens Culturais. Algumas vezes, por desconhecimento a legisla&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; aplicada. O grupo de trabalho ir&aacute; providenciar, com a maior brevidade, uma esp&eacute;cie de dossier com a legisla&ccedil;&atilde;o, formul&aacute;rios e procedimentos.<\/p>\n<p>Recentemente, assinou-se um acordo com o Instituto de Museus e Conserva&ccedil;&atilde;o (IMC) e pretendemos ter alguns benef&iacute;cios. No &acirc;mbito desse acordo, o Secretariado Nacional vai passar a fornecer &agrave;s dioceses um servi&ccedil;o fundamental, visto que o IMC disponibiliza-se a prestar apoio t&eacute;cnico. As comunidades podem-nos submeter processos de restauro que ser&atilde;o depois devidamente apreciados pelo IMC.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>AE<\/em><\/strong><em> &ndash; Mas j&aacute; existe o &laquo;Vade-m&eacute;cum&raquo; com conte&uacute;dos sobre a preserva&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio hist&oacute;rico e art&iacute;stico das igrejas.<\/em><\/p>\n<p><strong><em>SCS <\/em><\/strong><em>&ndash;<\/em> J&aacute; existe, mas dever&aacute; ser disponibilizado &agrave;s dioceses. Essa distribui&ccedil;&atilde;o acontecer&aacute;, paralelamente, com a realiza&ccedil;&atilde;o de uma s&eacute;rie de ac&ccedil;&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o. Em 2011, para al&eacute;m da constitui&ccedil;&atilde;o do grupo t&eacute;cnico, realizaremos, em colabora&ccedil;&atilde;o com o IMC, um conjunto de ac&ccedil;&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o centradas, fundamentalmente, na conserva&ccedil;&atilde;o preventiva. N&atilde;o pretendemos fornecer uma forma&ccedil;&atilde;o de car&aacute;cter t&eacute;cnico a quem lida com este patrim&oacute;nio, mas, essencialmente, fornecer ferramentas t&eacute;cnicas de car&aacute;cter preventivo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>AE<\/em><\/strong><em> &ndash; Concretamente, destinam-se a quem?<\/em><\/p>\n<p><strong><em>SCS<\/em><\/strong><em> &ndash;<\/em> A todos os que est&atilde;o em contacto permanente com o patrim&oacute;nio das Igrejas, nomeadamente, os p&aacute;rocos, zeladores, sacrist&atilde;es, membros de comiss&otilde;es fabriqueiras e volunt&aacute;rios. Todo o p&uacute;blico que lida directamente com esta &aacute;rea. Ser&atilde;o ministradas pelo IMC e est&atilde;o previstas quatro ac&ccedil;&otilde;es, deslocalizadas geograficamente, para poder abranger o m&aacute;ximo de par&oacute;quias e dioceses. Dar-se-&atilde;o indica&ccedil;&otilde;es, por vezes prim&aacute;rias, mas que s&atilde;o elementares.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>AE<\/em><\/strong><em> &ndash; Ainda est&atilde;o na fase das indica&ccedil;&otilde;es prim&aacute;rias?<\/em><\/p>\n<p><strong><em>SCS<\/em><\/strong><em> &ndash;<\/em> Algumas pessoas continuam a n&atilde;o saber lidar com o seu patrim&oacute;nio. &Eacute; por aqui que, rigorosamente, temos de come&ccedil;ar. H&aacute; muitas pessoas que n&atilde;o sabem acondicionar um paramento ou limpar uma pe&ccedil;a de ourivesaria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>AE<\/em><\/strong><em> &ndash; Na maioria das vezes, essas tarefas s&atilde;o executadas pelas &laquo;velhinhas&raquo; bondosas da par&oacute;quia.<\/em><\/p>\n<p><strong><em>SCS <\/em><\/strong><em>&ndash;<\/em> S&atilde;o essas senhoras que v&atilde;o receber esta forma&ccedil;&atilde;o, tal como os outros elementos das par&oacute;quias. Isto ao n&iacute;vel prim&aacute;rio, mas tamb&eacute;m existem situa&ccedil;&otilde;es &ndash; algumas t&ecirc;m chegado ao SNBC &ndash; de alguns p&aacute;rocos que t&ecirc;m alguma verba dispon&iacute;vel para fazer um restauro em determinada pe&ccedil;a, mas n&atilde;o sabem a quem recorrer. Nestes casos recorremos ao grupo t&eacute;cnico que fornecer&aacute; a legisla&ccedil;&atilde;o e um direct&oacute;rio de conservadores e restauradores habilitados e creditado &agrave; luz dessa legisla&ccedil;&atilde;o para intervir no patrim&oacute;nio e nos bens culturais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>AE<\/em><\/strong><em> &ndash; Quem quiser recorrer ao acordo do IMC o que ter&aacute; de fazer?<\/em><\/p>\n<p><strong><em>SCS<\/em><\/strong><em> &ndash;<\/em> Iremos fornecer e explicar esses procedimentos. A par&oacute;quia que tiver uma pe&ccedil;a a necessitar de restauro dever&aacute; solicitar ajuda e o IMC analisa os pareceres t&eacute;cnicos que os conservadores\/restauradores dar&atilde;o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>AE<\/em><\/strong><em> &ndash; Esta etapa pressup&otilde;e que todos os bens est&atilde;o inventariados. Se tal n&atilde;o acontecer, a par&oacute;quia pode enviar para restauro um Santo Ant&oacute;nio do s&eacute;culo XVII e receber restaurado um Santo Ant&oacute;nio do s&eacute;culo XIX.<\/em><\/p>\n<p><strong><em>SCS<\/em><\/strong><em> &ndash;<\/em> Sabemos que os p&aacute;rocos s&atilde;o extremamente assediados por todo o tipo de conservadores\/restauradores ou pseudo conservadores\/restauradores. Para que tal n&atilde;o aconte&ccedil;a, o Secretariado Nacional dos Bens Culturais ter&aacute; um papel mais activo. Vamos explicar como as coisas devem ser feitas e oferecer a possibilidade das pessoas terem apoio t&eacute;cnico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>AE <\/em><\/strong><em>&ndash; A quest&atilde;o da conserva&ccedil;&atilde;o e restauro &eacute; uma das grandes prioridades.<\/em><\/p>\n<p><strong><em>SCB<\/em><\/strong><em> &ndash;<\/em> &Eacute; urgente. &Eacute; uma quest&atilde;o de vida ou de morte. Estamos a falar de acervos que est&atilde;o em risco.  S&oacute; que, muitas vezes, a boa vontade acaba por complicar mais a situa&ccedil;&atilde;o: em vez de um bom restauro faz-se uma interven&ccedil;&atilde;o perigosa que p&otilde;e em causa a integridade do objecto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>AE<\/em><\/strong><em> &ndash; E os arquivos passaram para segundo plano?<\/em><\/p>\n<p><strong><em>SCS<\/em><\/strong><em> &ndash;<\/em> N&atilde;o. Relativamente aos arquivos e a outras &aacute;reas que foram iniciadas em anos anteriores v&atilde;o ter continuidade. Em 2009, foi dedicado um Conselho Nacional &agrave; &aacute;rea dos arquivos de onde sa&iacute;ram v&aacute;rias orienta&ccedil;&otilde;es. Nesse sentido, dia 7 de Dezembro, far-se-&aacute; a Jornada Nacional sobre os arquivos diocesanos. Actualmente, est&aacute; conclu&iacute;do um projecto de diagn&oacute;stico que ser&aacute; lan&ccedil;ado nesse dia. N&atilde;o podemos fazer nada sem auscultar primeiro e sem conhecer a realidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>AE<\/em><\/strong><em> &ndash; Mas existem dioceses que j&aacute; est&atilde;o a trabalhar nesta &aacute;rea.<\/em><\/p>\n<p><strong><em>SCS &ndash;<\/em> <\/strong>&Eacute; verdade. Mas essa realidade n&atilde;o &eacute; a dominante. O que sentimos &eacute; um grande problema na &aacute;rea dos arquivos. Esta &aacute;rea e a do livro s&atilde;o uma esp&eacute;cie de patrim&oacute;nio invis&iacute;vel.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>AE<\/em><\/strong><em> &#8211; &Eacute; invis&iacute;vel, mas est&aacute; ali a mem&oacute;ria e a identidade de um povo. <\/em><\/p>\n<p><strong><em>SCS<\/em><\/strong><em> &ndash;<\/em> Sim, mas as preocupa&ccedil;&otilde;es, de um modo geral, n&atilde;o se encaminharam muito para essas &aacute;reas. &Eacute; um patrim&oacute;nio que est&aacute; em risco e necessita de ser intervencionado. Precisa de um interven&ccedil;&atilde;o executiva e concreta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>AE <\/em><\/strong><em>&ndash; Se silenciamos os Bens Culturais corremos o risco de eles desaparecerem.<\/em><\/p>\n<p><strong><em>SCS<\/em><\/strong><em> &ndash;<\/em> Se os silenciamos e com a degrada&ccedil;&atilde;o que eles t&ecirc;m, nunca mais v&atilde;o poder cumprir o seu papel pastoral. Se queremos reanim&aacute;-los como ve&iacute;culos pastorais, primeiro temos de os tratar, cuidar, preservar e valorizar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>AE<\/em><\/strong><em> &ndash; Na linha da preserva&ccedil;&atilde;o, a &aacute;rea da biblioteca e do livro tem tido progressos vis&iacute;veis.<\/em><\/p>\n<p><strong><em>SCS<\/em><\/strong><em> &ndash;<\/em> Est&aacute; um pouco mais avan&ccedil;ado em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; &aacute;rea dos arquivos. No entanto, o Secretariado Nacional programou tr&ecirc;s ac&ccedil;&otilde;es importantes para o pr&oacute;ximo ano. O meu antecessor, Jo&atilde;o Soalheiro, promoveu um encontro nacional sobre este tema e lan&ccedil;ou um inqu&eacute;rito a todas as bibliotecas eclesi&aacute;sticas. J&aacute; sabemos os resultados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>AE<\/em><\/strong><em> &ndash; Pode avan&ccedil;ar com alguns dados recolhidos?<\/em><\/p>\n<p><strong><em>SCS<\/em><\/strong><em> &ndash;<\/em> Existem resultados muito curiosos e interessantes. O n&uacute;mero aproximado de obras que constituem os acervos bibliogr&aacute;ficos &ndash; impressos em volume &ndash; corresponde sensivelmente a 20 mil exemplares em m&eacute;dia. As &aacute;reas tem&aacute;ticas mais representadas s&atilde;o: Teologia e Hist&oacute;ria. No &acirc;mbito cronol&oacute;gico, estas concentram-se entre o s&eacute;culo XVIII e o XXI.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>AE<\/em><\/strong><em> &ndash; E o estado de conserva&ccedil;&atilde;o dessas colec&ccedil;&otilde;es?<\/em><\/p>\n<p><strong><em>SCS<\/em><\/strong><em> &ndash;<\/em> Em 74% dos casos, 10% dos arquivos precisam de restauro a m&eacute;dio prazo. Existem problemas que est&atilde;o devidamente identificados e quantificados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>AE<\/em><\/strong><em> &ndash; Voltando &agrave;s ac&ccedil;&otilde;es para o pr&oacute;ximo ano<\/em><\/p>\n<p><strong><em>SCS<\/em><\/strong><em> &ndash;<\/em> O II Encontro nacional j&aacute; est&aacute; marcado. Ser&aacute; a 25 de Mar&ccedil;o, no Semin&aacute;rio do Porto e contar&aacute; com a presen&ccedil;a de Cardeal Rafael Farina, o bibliotec&aacute;rio arquivista do Vaticano. Iremos tamb&eacute;m criar uma esp&eacute;cie de portal das bibliotecas do nosso pa&iacute;s para divulgar e dar a conhecer estes conte&uacute;dos. Inicialmente, este portal come&ccedil;ar&aacute; com dez bibliotecas e contaremos com o apoio, do ponto de vista t&eacute;cnico, da biblioteca da Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa. No encontro do Porto iremos tamb&eacute;m dedicar algum tempo a ac&ccedil;&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o sobre preserva&ccedil;&atilde;o e cataloga&ccedil;&atilde;o. Como funcionamos muito por cont&aacute;gio, temos de ter alguns bons exemplos que motivem os outros a fazer.<\/p>\n<p>Ainda neste &acirc;mbito das bibliotecas e do livro iremos fazer uma exposi&ccedil;&atilde;o bibliogr&aacute;fica que ter&aacute; por t&iacute;tulo &laquo;Os 70 magn&iacute;ficos&raquo;, a decorrer em Coimbra, a partir do m&ecirc;s de Maio. Uma iniciativa que ser&aacute; comissariada por D. Carlos Azevedo e conta com a coordena&ccedil;&atilde;o executiva do grupo t&eacute;cnico desta &aacute;rea. As obras ser&atilde;o provenientes das institui&ccedil;&otilde;es eclesi&aacute;sticas.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" style=\"margin-left: 5px; margin-right: 5px; float: right;\" src=\"http:\/\/farm6.static.flickr.com\/5089\/5241128492_580fe76632.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" \/><\/p>\n<p><em>AE<\/em><em> &ndash; Este &eacute; um evento que sai do &acirc;mbito formativo?<\/em><\/p>\n<p><strong><em>SCS<\/em><\/strong><em> &ndash;<\/em> Pretendemos mostrar algumas obras not&aacute;veis que v&ecirc;m destas institui&ccedil;&otilde;es e promover a sua valoriza&ccedil;&atilde;o. &Eacute; algo que se alarga a um p&uacute;blico mais vasto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>AE<\/em><\/strong><em> &ndash; A &aacute;rea dos Bens Culturais &eacute; muito abrangente, mas existe um &laquo;filho&raquo;, Projecto da Rota das Catedrais, que merece uma aten&ccedil;&atilde;o especial. Est&aacute; em que fase?<\/em><\/p>\n<p><strong><em>SCS<\/em><\/strong><em> &ndash;<\/em> A Rota das Catedrais sofre, finalmente, algumas evolu&ccedil;&otilde;es. Depois do trabalho invis&iacute;vel come&ccedil;am a aparecer os resultados. Existe um relat&oacute;rio que d&aacute; conta do estado e do ponto da situa&ccedil;&atilde;o de todas as catedrais.<\/p>\n<p>At&eacute; ao final de 2010 e em colabora&ccedil;&atilde;o com as Direc&ccedil;&otilde;es Regionais de Cultura ser&atilde;o elaborados os projectos. Um trabalho moroso, mas de extrema import&acirc;ncia para que em Janeiro de 2011 &ndash; quando as candidaturas abrirem &ndash; tudo entrar e ser encarrilado. Aquilo que sei &eacute; que todas as direc&ccedil;&otilde;es regionais de cultura est&atilde;o em estreito contacto com as catedrais das suas zonas. S&atilde;o situa&ccedil;&otilde;es muito desiguais. Existem catedrais com muitas necessidades e outras com menos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>AE<\/em><\/strong><em> &ndash; Interven&ccedil;&otilde;es que envolvem muitos milh&otilde;es<\/em><\/p>\n<p><strong><em>SCS<\/em><\/strong><em> &ndash;<\/em> Envolvem, mas &eacute; uma oportunidade &uacute;nica que n&atilde;o se pode perder. Todo o trabalho silencioso feito at&eacute; agora foi important&iacute;ssimo porque de um bom projecto poder&aacute; resultar uma boa execu&ccedil;&atilde;o. Quem n&atilde;o fez este trabalho, n&atilde;o est&aacute; no comboio. Sabemos tamb&eacute;m que n&atilde;o existe das direc&ccedil;&otilde;es regionais de cultura nenhuma especial preocupa&ccedil;&atilde;o porque est&atilde;o, perfeitamente, reconhecidas as necessidades.<\/p>\n<p>Por outro lado, a Rota das Catedrais j&aacute; tem log&oacute;tipo que ser&aacute; anunciado brevemente e o site do projecto ser&aacute; inaugurado em Janeiro do pr&oacute;ximo ano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>AE<\/em><\/strong><em> &ndash; Uma forma de dar visibilidade ao projecto?<\/em><\/p>\n<p><strong><em>SCS<\/em><\/strong><em> &ndash;<\/em> Come&ccedil;a a acontecer a partir de Janeiro. Est&atilde;o tamb&eacute;m algumas iniciativas programadas como a elabora&ccedil;&atilde;o de roteiros para todas as s&eacute;s. Um projecto que conta com um apoio muito importante do Instituto de Turismo da Portugal em vista &agrave; promo&ccedil;&atilde;o de materiais promocionais destes monumentos.<\/p>\n<p>Para al&eacute;m de um roteiro por cada catedral far-se-&aacute; tamb&eacute;m uma publica&ccedil;&atilde;o monogr&aacute;fica em tr&ecirc;s l&iacute;nguas. Tem um papel de difus&atilde;o, mas de car&aacute;cter cient&iacute;fico tamb&eacute;m. Falar de um rota implica falar de algo uniforme&hellip;<\/p>\n<p>Est&aacute; tamb&eacute;m agendada a exposi&ccedil;&atilde;o &laquo;Rota das Catedrais&raquo;. Ser&aacute; em Lamego, no Museu diocesano, e decorre dos finais do m&ecirc;s de Abril at&eacute; ao m&ecirc;s de Julho. A exposi&ccedil;&atilde;o pretende ilustrar as catedrais de Portugal e contar&aacute; com uma pe&ccedil;a de cada uma delas. O comiss&aacute;rio cient&iacute;fico j&aacute; escolheu todas as pe&ccedil;as.&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>AE<\/em><\/strong><em> &ndash; A escolha de Lamego &eacute; para descentralizar?<\/em><\/p>\n<p><strong><em>SCS <\/em><\/strong><em>&ndash;<\/em> Teve de ser feita em fun&ccedil;&atilde;o do local e da disponibilidade de espa&ccedil;o. O Museu Diocesano de Lamego tem um espa&ccedil;o &oacute;ptimo para o efeito. A exposi&ccedil;&atilde;o ter&aacute; associada uma s&eacute;rie de pain&eacute;is, placards informativos de cada catedral. Eventualmente, pondera-se que essa parte da exposi&ccedil;&atilde;o possa passar a itinerante. Ao n&iacute;vel das pe&ccedil;as &eacute; mais complicado porque envolve seguros e algumas est&atilde;o em uso nas pr&oacute;prias s&eacute;s.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>AE<\/em><\/strong><em> &ndash; Pensam tamb&eacute;m realizar um Congresso Internacional da Rota das Catedrais?<\/em><\/p>\n<p><strong><em>SCS<\/em><\/strong><em> &ndash;<\/em> Essa iniciativa acontece no Museu Municipal de Faro, dos dias 7 a 9 de Abril. Conta com a organiza&ccedil;&atilde;o do Secretariado Nacional e a Direc&ccedil;&atilde;o Regional da Cultura do Algarve. Teremos v&aacute;rios especialistas nacionais e internacionais que falar&atilde;o sobre m&uacute;ltiplos aspectos das catedrais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>AE<\/em><\/strong><em> &ndash; O &uacute;ltimo &laquo;rebento&raquo; do Secretariado Nacional dos Bens Culturais &eacute; a Revista &laquo;Invenire&raquo;. Como tem sido a sua viv&ecirc;ncia nestes primeiros tempos?<\/em><\/p>\n<p><strong><em>SCS<\/em><\/strong><em> &ndash;<\/em> A revista &laquo;Invenire&raquo; encaixa-se numa &aacute;rea muito espec&iacute;fica e foi uma aposta muito clara do Secretariado Nacional: difus&atilde;o e divulga&ccedil;&atilde;o dos Bens Culturais da Igreja. Dessa aposta, n&atilde;o fez parte apenas a revista &laquo;Invenire&raquo;, mas tamb&eacute;m a cria&ccedil;&atilde;o de um site, de uma newsletter e a ades&atilde;o a redes sociais. Com estes instrumentos, os Bens Culturais chegam a um p&uacute;blico mais alargado.<\/p>\n<p>A &laquo;Invenire&raquo; tem dois objectivos: divulgar boas pr&aacute;ticas e mostrar alguns tesouros dos Bens Culturais da Igreja em Portugal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>AE<\/em><\/strong><em> &ndash; Destina-se mais &agrave; comunidade cient&iacute;fica ou aos interessados nestes temas?<\/em><\/p>\n<p><strong><em>SCS<\/em><\/strong><em> &ndash;<\/em> Fica no meio-termo. N&atilde;o &eacute; em exclusivo uma revista de divulga&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m n&atilde;o &eacute; uma revista cient&iacute;fica. A revista reserva algumas p&aacute;ginas para investiga&ccedil;&atilde;o e outras para a divulga&ccedil;&atilde;o. &Eacute; uma revista abrangente e ecl&eacute;tica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>AE<\/em><\/strong><em> &ndash; Com tantas &aacute;reas, n&atilde;o seria conveniente dividir o Secretariado Nacional dos Bens Culturais em v&aacute;rios sectores atrav&eacute;s de um organigrama. <\/em><\/p>\n<p><strong><em>SCS<\/em><\/strong><em> &ndash;<\/em> Concordo. Devia ter quatro ou cinco sec&ccedil;&otilde;es. O Secretariado Nacional tem um &acirc;mbito vast&iacute;ssimo e de &laquo;coisas&raquo; que n&atilde;o podem esperar.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sandra Costa Saldanha, directora do Secretariado Nacional dos Bens Culturais da Igreja, fala \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA sobre os diversos projectos que este organismo tem em m\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[127,174,176,185,187,285,320],"class_list":["post-48799","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas","tag-catequese","tag-diocese-de-coimbra","tag-diocese-de-lamego","tag-diocese-do-algarve","tag-diocese-do-porto","tag-patrimonio","tag-turismo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48799","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=48799"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48799\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=48799"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=48799"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=48799"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}