{"id":48789,"date":"2010-12-07T11:52:04","date_gmt":"2010-12-07T11:52:04","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/12\/07\/que-missao-para-os-bens-culturais-hoje\/"},"modified":"2010-12-07T11:52:04","modified_gmt":"2010-12-07T11:52:04","slug":"que-missao-para-os-bens-culturais-hoje","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/que-missao-para-os-bens-culturais-hoje\/","title":{"rendered":"Que miss\u00e3o para os bens culturais hoje?"},"content":{"rendered":"<p>A cultura pode constituir-se, estrategicamente, como um factor essencial de desenvolvimento <!--more--> <\/p>\n<p>N&atilde;o s&atilde;o de hoje algumas d&uacute;vidas, no que aos bens culturais da Igreja diz respeito. Que prioridade lhes atribuir em contexto eclesial? Estar&atilde;o as institui&ccedil;&otilde;es da Igreja preparadas para usar o seu patrim&oacute;nio em benef&iacute;cio de uma pastoral alargada? Que entendimento t&ecirc;m dos seus bens culturais? Que fun&ccedil;&atilde;o pastoral exercem hoje? De que modo s&atilde;o partilhados com a sociedade em geral?<\/p>\n<p>&Aacute;rea sujeita a interpreta&ccedil;&otilde;es vol&aacute;teis, &eacute; com espanto que constato um frequente entendimento dos bens culturais da Igreja como mat&eacute;ria de luxo, &aacute;rea dispendiosa, insuficientemente explorada em contexto pastoral. N&atilde;o se afigura uniforme o entendimento do seu papel entre as institui&ccedil;&otilde;es eclesiais, o reconhecimento indubit&aacute;vel da sua miss&atilde;o. Aqui se trava uma batalha actual, esmiu&ccedil;ando e defendendo a sua indispensabilidade, como &aacute;rea estruturante, mas, mais do que isso, actuante. Efectivamente, actuante.<\/p>\n<p>Mesmo escamoteando o essencial &#8211; a sua import&acirc;ncia pastoral, a sua singularidade cultural, a sua preponder&acirc;ncia patrimonial, a sua rela&ccedil;&atilde;o umbilical com a Hist&oacute;ria, com o pa&iacute;s, com a tradi&ccedil;&atilde;o ocidental, enfim, a sua excepcionalidade nos mais diversos dom&iacute;nios &#8211; ainda assim, bastaria reduzir os bens culturais da Igreja &agrave; sua estrita materialidade, para, em si mesmos, lhes encontrarmos motiva&ccedil;&otilde;es bastantes para um desempenho priorit&aacute;rio, para uma actua&ccedil;&atilde;o urgente.<\/p>\n<p>Falamos de um patrim&oacute;nio concreto, mat&eacute;ria que sobrevive, vivendo em risco neste conceito equ&iacute;voco de miss&atilde;o incompreendida, carente de uma actua&ccedil;&atilde;o concertada, demasiadas vezes legada ao abandono e &agrave; inc&uacute;ria. Falamos, n&atilde;o apenas da &oacute;bvia necessidade de preservar uma heran&ccedil;a &uacute;nica, mas tamb&eacute;m do imperativo de a devolver &agrave;s comunidades, bem entendido, em situa&ccedil;&atilde;o de ser apreciada, estimada, compreendida e fru&iacute;da. &Eacute; urgente recolocar os bens culturais ao servi&ccedil;o da Igreja. &Eacute; essencial a consciencializa&ccedil;&atilde;o de que devem cumprir a sua miss&atilde;o. &Eacute; fundamental que a Igreja reaprenda a utilizar este seu patrim&oacute;nio em benef&iacute;cio pr&oacute;prio. Desde logo, permitindo-lhe o cumprimento da sua tarefa pastoral, mas tamb&eacute;m numa vertente cultural e, num horizonte de sustentabilidade, at&eacute; mesmo tur&iacute;stica.<\/p>\n<p>N&atilde;o valorizar o patrim&oacute;nio, n&atilde;o dar prioridade &agrave;s suas necessidades, n&atilde;o aplicar nos procedimentos quotidianos um m&iacute;nimo de pr&aacute;ticas preventivas, em suma, silenciar os bens culturais da Igreja &eacute; retirar-lhes a hip&oacute;tese de concretizarem qualquer dos seus poss&iacute;veis des&iacute;gnios. O cuidado que reclamam, j&aacute; o disse noutro local, pretende, prioritariamente, devolver-lhes o sentido.<\/p>\n<p>O tempo &eacute; de crise, n&atilde;o de luxos, com efeito. Mas &eacute; tamb&eacute;m por isso mesmo um momento &uacute;nico, certeiro e oportuno, de passar &agrave; pr&aacute;tica ac&ccedil;&otilde;es concretas e sistematizadas. A cultura pode constituir-se, estrategicamente, como um factor essencial de desenvolvimento. &Eacute; fundamental ultrapassar esta aparente inoperacionalidade. Mesmo em tempo de crise, com intelig&ecirc;ncia e perseveran&ccedil;a muito se pode fazer. H&aacute; que potenciar recursos, reconhecer limites, delegar compet&ecirc;ncias e assumir parcerias, sem constrangimentos, nem preconceitos.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Sandra Costa Saldanha<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cultura pode constituir-se, estrategicamente, como um factor essencial de desenvolvimento<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-48789","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48789","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=48789"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48789\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=48789"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=48789"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=48789"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}