{"id":48744,"date":"2010-12-05T11:45:50","date_gmt":"2010-12-05T11:45:50","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/12\/05\/bispo-do-algarve-presidiu-a-missa-com-trabalhadores-da-groundforce\/"},"modified":"2010-12-05T11:45:50","modified_gmt":"2010-12-05T11:45:50","slug":"bispo-do-algarve-presidiu-a-missa-com-trabalhadores-da-groundforce","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/bispo-do-algarve-presidiu-a-missa-com-trabalhadores-da-groundforce\/","title":{"rendered":"Bispo do Algarve presidiu a missa com trabalhadores da Groundforce"},"content":{"rendered":"<p>D. Manuel Quintas criticou respons\u00e1veis da crise <!--more--> <\/p>\n<p>A igreja matriz de S&atilde;o Pedro, em Faro, encheu-se para a celebra&ccedil;&atilde;o da Eucaristia em comunh&atilde;o com os 336 trabalhadores da Groundforce da escala de Faro, v&iacute;timas de despedimento colectivo.<\/p>\n<p>O Bispo do Algarve, que presidiu &agrave; celebra&ccedil;&atilde;o, no dia 3 de Dezembro, come&ccedil;ou por esclarecer o sentido daquela iniciativa. &ldquo;A minha presen&ccedil;a entre v&oacute;s, e a presid&ecirc;ncia nesta Eucaristia, &eacute; em resposta ao pedido que me foi dirigido pelos representantes dos trabalhadores da Groundforce do Aeroporto de Faro&rdquo;, justificou D. Manuel Quintas.<\/p>\n<p>&ldquo;Como Igreja diocesana, e como cidade de Faro, queremos partilhar, &agrave; luz da f&eacute; que nos re&uacute;ne e une em Eucaristia, um momento dif&iacute;cil que estes 336 trabalhadores, com as suas fam&iacute;lias, est&atilde;o a passar pelo seu despedimento colectivo&rdquo;, acrescentou, observando que as leituras sagradas de ontem falavam de &ldquo;luz e de esperan&ccedil;a&rdquo;, temas que caracterizam o presente tempo lit&uacute;rgico do Advento, de prepara&ccedil;&atilde;o para o Natal, e podem &ldquo;iluminar as situa&ccedil;&otilde;es mais adversas&rdquo; da vida.<\/p>\n<p>Por outro lado, o Bispo diocesano apontou a vida dos santos, entre os quais os que ontem se celebravam, como &ldquo;exemplo da for&ccedil;a e clarivid&ecirc;ncia encontrada na Palavra de Deus e na Eucaristia, precisamente nos momentos mais adversos da sua vida&rdquo;.<\/p>\n<p>D. Manuel Quintas, na sua homilia, justificou a presen&ccedil;a numerosa de muitas pessoas, considerando que a mesma pretendia exprimir a &ldquo;proximidade&rdquo; com aqueles que est&atilde;o a ser atingidos pelo desemprego e &ldquo;procurar, na ora&ccedil;&atilde;o, a for&ccedil;a e a luz para enfrentar as situa&ccedil;&otilde;es mais adversas&rdquo; da vida pessoal e social.<\/p>\n<p>O Bispo do Algarve aludiu &agrave; sensibilidade da Igreja para estas situa&ccedil;&otilde;es. &ldquo;As alegrias e as esperan&ccedil;as, as tristezas e as ang&uacute;stias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, s&atilde;o tamb&eacute;m as alegrias e as esperan&ccedil;as, as tristezas e as ang&uacute;stias dos disc&iacute;pulos de Cristo. E n&atilde;o h&aacute; realidade alguma nem problema, que n&atilde;o encontre eco no seu cora&ccedil;&atilde;o&rdquo;, afirmou, explicando que, &ldquo;por este motivo, a Igreja sente-se real e intimamente ligada ao g&eacute;nero humano e &agrave; sua hist&oacute;ria, partilha e vive todas as suas vicissitudes&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;E a Diocese do Algarve, com o seu Bispo e todos aqueles que a constituem, quer estar mais pr&oacute;xima de todos v&oacute;s e de quantos, neste nosso distrito, s&atilde;o atingidos pelas consequ&ecirc;ncias da crise que atravessamos&rdquo;, acrescentou.<\/p>\n<p>D. Manuel Quintas deixou ainda duras cr&iacute;ticas aos respons&aacute;veis pela actual crise. &ldquo;Pediram-nos para vivermos como ricos, sendo n&oacute;s pobres ou, quando muito, remediados. Induziram-nos a gastarmos o que t&iacute;nhamos e o que n&atilde;o t&iacute;nhamos e as consequ&ecirc;ncias est&atilde;o &agrave; vista de todos&rdquo;, referiu.<\/p>\n<p>Citando o Papa Bento XVI, na enc&iacute;clica &lsquo;Caridade na Verdade&rsquo;, o prelado lembrou que &ldquo;os princ&iacute;pios da &eacute;tica social como a transpar&ecirc;ncia, a honestidade e a responsabilidade continuam a ter lugar nos dias de hoje, dentro da actividade econ&oacute;mica&rdquo;. &ldquo;A economia tem necessidade da &eacute;tica para o seu correcto funcionamento. N&atilde;o de uma &eacute;tica qualquer, mas de uma &eacute;tica amiga da pessoa para n&atilde;o provocar situa&ccedil;&otilde;es de mis&eacute;ria desumanizadora de corrup&ccedil;&atilde;o e irrealidade&rdquo;, citou.<\/p>\n<p>Por fim, exortou &agrave; partilha e &agrave; generosidade todos os organismos e grupos s&oacute;cio-caritativos diocesanos, a todas as comunidades crist&atilde;s e a todos os algarvios &agrave; partilha, particularmente neste tempo do Natal. &ldquo;N&atilde;o queria deixar de apelar a que este tempo fosse de crescimento nesta consci&ecirc;ncia da co-responsabilidade colectiva, quer na partilha, quer na supera&ccedil;&atilde;o desta crise em que nos envolvemos&rdquo;, pediu.<\/p>\n<p>A terminar a homilia, aludiu tamb&eacute;m &agrave; voca&ccedil;&atilde;o mission&aacute;ria de cada baptizado &ldquo;cuja realiza&ccedil;&atilde;o manifesta-se tamb&eacute;m nesta partilha fraterna do que temos e do que somos&rdquo;.<\/p>\n<p>No final da Eucaristia, pediu que aquela celebra&ccedil;&atilde;o &ldquo;n&atilde;o significasse uma esp&eacute;cie de miss&atilde;o cumprida&rdquo;. &ldquo;A Eucaristia cont&eacute;m em si um dinamismo mobilizador que &eacute; de grande for&ccedil;a. Alimentamo-nos da Palavra e da Eucaristia para nos sentirmos mais fortes na nossa vida, para enfrentarmos as dificuldades, de m&atilde;os dadas e de cora&ccedil;&otilde;es unidos&rdquo;, explicou.<\/p>\n<p>Em declara&ccedil;&otilde;es aos jornalistas presentes, ap&oacute;s a celebra&ccedil;&atilde;o, garantiu que a Igreja diocesana do Algarve se est&aacute; a mobilizar para dar resposta a estas situa&ccedil;&otilde;es. &ldquo;S&atilde;o sempre respostas pontuais, embora importantes. Situam-se, sobretudo, ao n&iacute;vel das refei&ccedil;&otilde;es&rdquo;, fundamentou, lembrando que &ldquo;h&aacute; uma co-responsabilidade na resolu&ccedil;&atilde;o destes problemas&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Espero que a nossa resposta pontual sirva [de exemplo] aos pol&iacute;ticos, para que as d&ecirc;em as grandes respostas e continuem a encontrar caminhos para ultrapassar estas situa&ccedil;&otilde;es. E, sobretudo, que falem verdade&rdquo;, pediu.<\/p>\n<p align=\"right\"><em>Samuel Mendon&ccedil;a<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. 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