{"id":48731,"date":"2010-12-03T15:05:28","date_gmt":"2010-12-03T15:05:28","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/12\/03\/comunicado-no-final-do-iii-simposio-dos-diaconos-de-portugal\/"},"modified":"2010-12-03T15:05:28","modified_gmt":"2010-12-03T15:05:28","slug":"comunicado-no-final-do-iii-simposio-dos-diaconos-de-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/comunicado-no-final-do-iii-simposio-dos-diaconos-de-portugal\/","title":{"rendered":"Comunicado no final do III Simp\u00f3sio dos Di\u00e1conos de Portugal"},"content":{"rendered":"<p><em>O Diaconado Permanente e os desafios da sua novidade<\/em>, foi o tema do III Simp&oacute;sio dos Di&aacute;conos Permanentes de Portugal, que ocorreu nos dias 30 de Novembro e 1 de Dezembro em F&aacute;tima, no Centro Pastoral Paulo VI &ndash; Sal&atilde;o do Bom Pastor, promovido pela Comiss&atilde;o Episcopal Voca&ccedil;&otilde;es e Minist&eacute;rios (CEVM).<\/p>\n<p>Dos 212 Di&aacute;conos Permanentes de Portugal, responderam ao convite 72 Di&aacute;conos das seguintes Dioceses: Algarve (2), Aveiro (19), Braga (1), Bragan&ccedil;a-Miranda (1), Coimbra (1), &Eacute;vora (3), Guarda (5), Leiria-F&aacute;tima (1), Lisboa (19), Portalegre-Castelo Branco (7), Porto (1), Santar&eacute;m (3), Set&uacute;bal (1) e Viseu (8). Contou ainda com a presen&ccedil;a do representante dos Di&aacute;conos Permanentes de Espanha, membro do Comit&eacute; Nacional para o Diaconado Permanente.<\/p>\n<p>Refere-se com muito agrado a presen&ccedil;a das esposas dos Di&aacute;conos. Elas s&atilde;o parte importante no exerc&iacute;cio do minist&eacute;rio diaconal pois nesta qualidade de esposas d&atilde;o um contributo e colabora&ccedil;&atilde;o valiosas, na miss&atilde;o da Igreja, servidora da humanidade.<\/p>\n<p>Estiveram tamb&eacute;m presentes nos trabalhos alguns P&aacute;rocos que t&ecirc;m Di&aacute;conos a colaborar nas suas comunidades e alguns Delegados Episcopais para o Diaconado Permanente, num total de 19 Presb&iacute;teros. Acompanharam os trabalhos os membros da CEVM, D. Ant&oacute;nio Francisco dos Santos, Presidente, D. Ant&oacute;nio Maria Bessa Taipa e D. Jacinto Tom&aacute;s Botelho, e o secret&aacute;rio, P. Jorge Madureira. De registar tamb&eacute;m a presen&ccedil;a de D. Manuel da Rocha Fel&iacute;cio, Bispo da Guarda e de D. Serafim de Sousa Ferreira e Silva, Bispo Em&eacute;rito de Leiria-F&aacute;tima e D. Manuel Madureira Dias, Bispo Em&eacute;rito do Algarve.<\/p>\n<p>Foi um encontro vivido em ambiente de fraternidade, de ora&ccedil;&atilde;o, de reflex&atilde;o, de estudo e de partilha de experi&ecirc;ncias relacionadas com a quest&atilde;o do exerc&iacute;cio do Diaconado Permanente na Igreja em Portugal.<\/p>\n<p>Na abertura dos trabalhos, D. Ant&oacute;nio Francisco dos Santos, Bispo de Aveiro e Presidente da CEVM, depois de uma palavra de boas vindas, congratulou-se com a presen&ccedil;a dos Di&aacute;conos Permanentes, do representante do Comit&eacute; para o Diaconado Permanente de Espanha e com a presen&ccedil;a de D. Carles Soler i Perdig&oacute;, Bispo Em&eacute;rito de Girona que, enquanto membro da Comiss&atilde;o Episcopal do Clero de Espanha, foi Respons&aacute;vel pelo Comit&eacute; Nacional para o Diaconado Permanente, cabendo-lhe a orienta&ccedil;&atilde;o das reflex&otilde;es destes dias. Referindo-se ao tema deste Simp&oacute;sio, D. Ant&oacute;nio Francisco desafiou os Di&aacute;conos Permanentes a <em>irem ao cora&ccedil;&atilde;o da f&eacute; e a manifestarem pela especificidade do seu minist&eacute;rio e pela beleza da sua miss&atilde;o o dom de Deus que eles constituem para o seu povo<\/em>. O minist&eacute;rio do Di&aacute;cono <em>conduz a Igreja a descobrir-se tamb&eacute;m ela como servidora a exemplo do pr&oacute;prio Cristo. <\/em>&Eacute; necess&aacute;rio ir mais longe na compreens&atilde;o da sua originalidade na rela&ccedil;&atilde;o com o minist&eacute;rio sacerdotal dos Presb&iacute;teros e dos Bispos.<\/p>\n<p>D. Carles Soler apresentou o percurso hist&oacute;rico do Diaconado at&eacute; aos dias de hoje, das ambiguidades na identidade e na miss&atilde;o at&eacute; &agrave; sua restaura&ccedil;&atilde;o iniciada pelo II Conc&iacute;lio do Vaticano, que tem vindo a ser clarificada e aprofundada por documentos e interven&ccedil;&otilde;es do Magist&eacute;rio da Igreja, nomeadamente a Comiss&atilde;o Teol&oacute;gica Internacional. N&atilde;o h&aacute; d&uacute;vidas sobre o Diaconado, &eacute; um dom do Esp&iacute;rito Santo &agrave; Igreja, disse. Traz a toda a Igreja o carisma da Diaconia, especialmente aos ministros ordenados. A novidade est&aacute; em que o Conc&iacute;lio restabelece o princ&iacute;pio do exerc&iacute;cio permanente do Diaconado, e n&atilde;o qualquer uma forma que tenha revestido no passado. Parece aberto &agrave;s formas que possa tomar no futuro, em fun&ccedil;&atilde;o das necessidades pastorais e da pr&aacute;tica eclesial, sempre em fidelidade &agrave; tradi&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Referindo-se &agrave; espiritualidade do Di&aacute;cono, D. Carles, disse que ele &eacute; chamado a tornar vis&iacute;vel em todas as realidades existenciais e n&atilde;o apenas na perspectiva eclesial, a sacramentalidade do seu minist&eacute;rio assente na dimens&atilde;o do Cristo servidor, de que &eacute; &iacute;cone. Na sua maioria homens casados, os Di&aacute;conos realizam o minist&eacute;rio assente no sacramento do matrim&oacute;nio. O seu servi&ccedil;o &agrave; Igreja ganha uma nova dimens&atilde;o, fruto da gra&ccedil;a matrimonial e da gra&ccedil;a sacramental do diaconado. Por outro lado, o Di&aacute;cono &eacute; ordenado para servir, &agrave; imagem do Mestre que veio para servir e n&atilde;o para ser servido. Enviado a anunciar a todos o evangelho mediante a proclama&ccedil;&atilde;o, a prega&ccedil;&atilde;o e a catequese, tem por miss&atilde;o impregnar toda a realidade humana, social e pol&iacute;tica com o amor de Deus de que &eacute; testemunha e sinal.<\/p>\n<p>O servi&ccedil;o da caridade &eacute; porventura a realidade que mais exige a presen&ccedil;a da Igreja em tempos de crise como a que actualmente a sociedade portuguesa vive. O Di&aacute;cono &eacute;, por excel&ecirc;ncia, um sinal vis&iacute;vel do cuidado da Igreja junto das diversas manifesta&ccedil;&otilde;es de pobreza, desemprego e de instabilidade que se vive. S&atilde;o uma interpela&ccedil;&atilde;o a toda a Igreja.<\/p>\n<p>No tempo dedicado &aacute; reflex&atilde;o por grupos foram colocadas duas quest&otilde;es relativas ao minist&eacute;rio diaconal: dificuldades e motiva&ccedil;&otilde;es no exerc&iacute;cio do diaconado, cujas respostas se sintetizam nos seguintes pontos:<\/p>\n<ol>\n<li>Dificuldades: na articula&ccedil;&atilde;o das actividades pastorais com a profiss&atilde;o, e a vida familiar; nas exig&ecirc;ncias pr&oacute;prias dum testemunho de autenticidade na fam&iacute;lia e no trabalho; nas distancias a vencer de modo continuado entre o lugar de resid&ecirc;ncia e comunidades onde exerce o minist&eacute;rio; no financiamento das actividades no exerc&iacute;cio do minist&eacute;rio e na gest&atilde;o do tempo; no exerc&iacute;cio concreto da corresponsabilidade ministerial pr&oacute;pria do presb&iacute;tero e do Di&aacute;cono; na participa&ccedil;&atilde;o da programa&ccedil;&atilde;o conjunta da ac&ccedil;&atilde;o pastoral paroquial; na forma&ccedil;&atilde;o permanente; o desconhecimento do povo de Deus sobre a sua identidade e miss&atilde;o.<\/li>\n<li>&nbsp;Motiva&ccedil;&otilde;es: ser chamado por Jesus Cristo; ser sinal e sacramento de Cristo servo; amor &agrave; Igreja; a alegria de servir no apelo dos que mais precisam; crescimento interior com actualiza&ccedil;&atilde;o permanente a partir do Magist&eacute;rio da Igreja; olhar as dificuldades como oportunidades; os desafios de uma interven&ccedil;&atilde;o pastoral nos ambientes profissionais, sociais, culturais onde se insere; saber-se enviado a anunciar o Evangelho.<\/li>\n<\/ol>\n<p>O Di&aacute;cono Aureli Ort&iacute;n da Diocese de Barcelona apresentou a realidade do Diaconado Permanente em Espanha, e a actividade do C&iacute;rculo Diaconal Internacional. O Di&aacute;cono Carlos Alberto Nunes informou sobre o XXV Encontro dos Di&aacute;conos Permanentes de Espanha para o qual foi delegado pela CEVM. Manifestando ambos a import&acirc;ncia e a necessidade em partilhar as experi&ecirc;ncias do minist&eacute;rio diaconal entre irm&atilde;os de distintos pa&iacute;ses, expressando assim a comunh&atilde;o eclesial que vai mais longe e &eacute; mais profunda que as distintas l&iacute;nguas, culturas e fronteiras.<\/p>\n<p>Foi tamb&eacute;m apresentada, a obra &lsquo;<em>O Diaconado sob o risco da sua novidade&rsquo;<\/em> do P. Alphonse Borras, pelo Presidente da CEVM, D. Ant&oacute;nio Francisco dos Santos, pela respons&aacute;vel das Edi&ccedil;&otilde;es Paulinas, a Ir. Eliete Duarte e pelo P. Jos&eacute; Manuel Pereira que traduziu e comentou brevemente o contexto em que surgiu a obra e a sua import&acirc;ncia.<\/p>\n<p>Realizado em tempo de Advento tamb&eacute;m este Simp&oacute;sio se abriu &agrave; esperan&ccedil;a que a M&atilde;e de Jesus Servo inspira e de que &eacute; garante para o Di&aacute;cono Permanente no cumprimento fiel e eficaz da sua miss&atilde;o.<\/p>\n<p>F&aacute;tima, 1 de Dezembro 2010<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Diaconado Permanente e os desafios da sua novidade, foi o tema do III Simp&oacute;sio dos Di&aacute;conos Permanentes de Portugal, que ocorreu nos dias 30 de Novembro e 1 de Dezembro em F&aacute;tima, no Centro Pastoral Paulo VI &ndash; Sal&atilde;o do Bom Pastor, promovido pela Comiss&atilde;o Episcopal Voca&ccedil;&otilde;es e Minist&eacute;rios (CEVM). Dos 212 Di&aacute;conos Permanentes [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[100,127,168,170,172,174,179,184,185,187,199],"class_list":["post-48731","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-advento","tag-catequese","tag-diocese-da-guarda","tag-diocese-de-aveiro","tag-diocese-de-braga","tag-diocese-de-coimbra","tag-diocese-de-portalegre-castelo-branco","tag-diocese-de-viseu","tag-diocese-do-algarve","tag-diocese-do-porto","tag-espiritualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48731","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=48731"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48731\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=48731"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=48731"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=48731"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}